Poemas Bonitos
Não conto o tempo pelas ciências exatas de Pitágoras, conto pela ciência abstrata de Drummond.
Charles Valente
Guardanapo 8:
Sentada na pedra que DRUMMOND havia dito...
Essa pedra eu vou carregar comigo!
Uma pedra na calça
É só um nó na barriga
avisando que vem coisa
ruim pela frente.
Amor, o todo do tudo.
(Victor Bhering Drummond)
Isso é o que o amor faz;
Te faz conhecer o claro e o escuro,
A luz e a sombra;
O dia é a noite.
O amor é barroco.
Pequenos fragmentos de luz;
As flores de abril, o florescer da primavera.
O desejo que ninguém viu.
Estrada de prazer,
A folha que cai, a chuva que vem.
O beijo de paz, a fragrância de um dia que já clareou.
Consegue transformar o ribeirão na imensidão do mar
É um lindo lar sempre a acordar.
É divino. Ele é o todo.
E te faz conhecer o tudo
Porque ele é a mais pura liberdade.
(Victor Bhering Drummond)
Pequenas Mudanças
(Victor Bhering Drummond)
Que tal pelas calçadas sujas
De lixo, misérias e alienações
Espalhar luz, amores e corações?
Sim, eu sei que é difícil; mas com um simples gesto de atenção, uma conversa mais íntima em que as pessoas ouçam os sonhos umas das outras, ou através de um abraço forte, uma voz mais sussurrada ao invés de gritos; um post fofo ao invés de mostrar as últimas conquistas materiais, ir a um museu, teatros ou à bienais, ou com uma leitura mais aprofundada ao invés dos stories vazios e habituais, sim, podemos mudar o mundo, uma vida de cada vez.
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Aniversário de Daniele Drummond
Maninha, você é meu sopro leve da infância; minha inspiração com este seu jeito simples, leve. Uma dose de oxigênio com sua risada leve e gostosa. E quantas cumplicidades, histórias e lembranças que carregamos juntos.
Enxugamos as lágrimas um do outro quando mais precisamos de alento. Seu abraço apertado e confortante sempre foi sinônimo de que a vida continua. Passamos por encontros e despedidas juntos e descobrimos juntos maneiras de reinventar e recomeçar. Também sorrimos nos aprendizados, nas descobertas.
Somos parceiros de vida, de alma, coração. Acredito no poder do Amor para nos ligar para sempre. E estaremos juntos nos melhores dos lugares em que nossas crenças e fés nos levem; neste meio do caminho, neste ponto de encontro, nossas espiritualidades sentidas e descobertas de maneiras diferentes, nos levam para o mesmo cantinho de paz, músicas, esperanças, que é onde desejamos passar a Eternidade juntos.
Agradeço por ser minha amada parceira para a vida e vinda do mesmo ventre (um acaso biológico e dos Céus, porque mesmo que fôssemos irmãos adotivos, o amor seria o mesmo. Mas agradeçamos por este acaso também que sacudiu nossas estruturas, nos trouxe uma porção de coisas boas, medos, coragens, poesias, rebeldias, inteligências, talentos, dores, sabores, sons, fúrias e muita, muita criatividade. E que delícia fazer parte deste núcleo familiar tão pequenininho com você. Amadurecemos e nos tornamos mais interessantes, mais resilientes, mais fortes, mais amorosos. Essa é a graça da vida. Então só posso te desejar que continuemos trilhando este caminho de paz, sabedoria, espiritualidade, tolerância, coragens e vitórias. Te amo, desde outros tempos, passando pela barriga de mamãe, pelo calor do nosso lar, dos nossos sonhos e por aqueles que ainda virão! Conte comigo sempre! Feliz Aniversário!!!
Cinema
(Victor Bhering Drummond)
Sim, eu vi a luz
Como o reflexo de um prisma
Ela invadiu a sala
Tocou minhas retinas
Como um toque de cura
Hipnotizou meus sentidos
Calou a plateia
E foi aos poucos projetando
Romance, drama, comédia
Aventura, ficção, ação
Semanalmente para
O roteiro real da vida de cada um
Que precisa de pausas eventuais
Para encontrar com ela,
A majestosa luz
Que projeta sonhos dos outros
Alimentados por nossa imaginação
Aquele projetor mágico
Transforma a cidade pequena
Num grande cenário de hollywood
Nem que seja por uns instantes
E leva Brigittes, Audreys, James, Leonardos, Elvys para quase sentarem-se ao lado
Do pobre cavalheiro abandonado
Ou beijar os lábios da dama
À espera de seu príncipe encantado
Ah! A luz! A luz do cinema
Me faz fazer poema
Como se ele tivesse o mesmo fôlego
De um roteiro.
Meus pobres atores
Não podem competir
Com essa luz poderosa
Da Mulher-Maravilha.
Vamos deixar que essa luz que me enfeitiça
Siga sua trilha
E inspire mais poetas encantados
Com seu furor que nos
Paralisa e atiça.
"...ao despertar pela manhã,
as lembranças me acordam como num poema do Drummond...
as sentenças me tomam a mente...
lembro de algo "bom,ruim, assim, assim",
das palavras de Pedro Bial ou do grande poeta Pedro Paulo "racional"...
vejo tanta técnica para poesia, que a prática fica esquecida...
é...
E eu só queria falar sobre o "Amor"..."
Homenagem a Drummond
No meio do caminho tinha... meio caminho andado.
Depois de todo um caminho andado, ainda há caminho.
Drummond, o ano que passou foi uma Pedra no Meio do Caminho?
E para você meu Amigo ?
Feliz Ano Novo. E que esse ano seja uma imensa Pedra Preciosa no Meio do teu caminho!
Poema-crônica de presente para Yara Drumond
Simplesmente Yara
Victor Bhering Drummond , 22/01/2013
Ela vem sempre assim
Pra você e pra mim
Olha, quanto sol-verão
Em seu cabelo dourado
Que requebra e desenha
Curvas de belos sentimentos
Ela vem com seu perfume doce de menina
Sua voz meiga e forte
Se faz criança, se faz mulher
Mas muito mais: requebra o intelecto
Para nos ter sempre por perto
Pois gosta de ter no coração um cafuné
Yara, espécie tão rara
Quanto às mais azuis das araras
Pedaço da natureza
Da borboleta que voa colorida
Na imensidão de flores e jardins
Yara Jasmim
Pra você e pra mim
Provando que é possível colher
Coloridos das pedras
Yara mãe das águas de nossos olhos
Pois os comove de alegrias
E compartilha as tristezas
Como forma de empatia
Com-paixão
Voz de flauta doce
Ritmo de violão
Yara que cuida e se faz presente
Para Marias, Nazinhas e Nanás
Para Kikas, Valdis e Cristianes
Para Victors, Flávios e Joões
E rodopia, roda, roda
Como um carrossel
Ou como a simplicidade dos peões
Soltos ao chão e deslizando em mel
Yara brisa nas tardes geladas
Yara bonequinha
De Maria Chiquinha
Yara pura química
Alma do mais puro dos farmacêuticos do passado,
Que colecionava frasquinhos e ervas
Para a cura dos problemas da cidade
Nos faz olhar para escorpiões sem medo
E desvenda os seus segredos
Como o doce veneno capaz de trazer vida
Quando só enxergamos o óbvio de nossas lidas
Ela é irmã, amiga, tia, filha, parceira, cúmplice
Amor de e para todos
Cantinho de ternura e acalento
Com seus cabelos ao vento
É bom que também voe
Para que espalhe aos quatro cantos
O pode e a força do seu encanto
CONFIDÊNCIAS A DRUMMOND
“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho”.
Não julgue meu caminho por ter uma pedra
Peguei um atalho no desatino
Nasci na sombra dos esquecidos
Tenho fome de amor, de pão e de carinho
Descanso no teu colo poeta, no meio do caminho
Entre a fumaça e o cachimbo
Tem uma pedra no meu caminho...
Sou alvo do descaso, sem esperança no teu colo cochilo
São dias e noites fadigados neste corpo franzino
No meio do caminho tem uma pedra, desta pedra perdi todo o meu caminho...
A Cultura poética de Orlando Drummond!
A Escolinha se despede
Na cultura do humor
Para Orlando Drummond
Um eterno dublador.
Cem mais um na medida
Foi agora em despedida
O comediante e ator.
"No meio do caminho tinha você, tinha você no meio do caminho." Roubei de Drummond a frase, pra falar de ti, e dei a mesma desculpa como outro poeta o fez: "que minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade também."
Ricardo Ferraz
Não dou conta de ser Bilac, não sei ser Drummond, Cora também
não, foi misturando tudo isso, é que deu este estereótipo, isso que
hoje sou; J. Divino
Transitando por Minas.
Prospectando nas montanhas de Carlos Drummond de Andrade.
Minas das montanhas belas de Itabira, da Liberdade de Tancredo Neves e das ideias republicanas de Teófilo Benedito Otoni. Minas de inspiração do Menino do Mucuri. Da Praça da Jabuticaba de Contagem. Das exuberantes passarelas de Boa Esperança. Das águas líricas do Rio Doce da minha eterna Figueira do Rio Doce. Minas das lagoas de 7 Lagoas, das escadarias do Serro, das riquezas culturais de Diamantina, da arte e da música do Vale do Jequitinhonha. Minas da minha amada Joaíma, da bela Lagoa Santa. Minas da pujança de São Lourenço, Minas do Belo Horizonte da Lagoa da Pampulha, patrimônio da humanidade.
Tinha um caminho no meio da pedra
Ou uma pedra no meio do caminho
Ou uma foto do Drummond no meio do livro
Sei que meus olhos tropeçaram em algum ponto da página
Nem com todas as palavras eu me encanto. Sou fã de Drummond e adoro Caetano.
Nem com todas as filosofias eu repenso meus atos diante dos seus. Eu sou discípulo de Cristo.
Mas tem um jeito de me olhar que convence. Porque os olhos, eles simplesmente não mentem.
ADEUS CIRCO
Se Drummond estivesse errado
Não teria ficado um pouco dele
Aqui em mim
“Às vezes um botão. Às vezes um rato”
Ficou um risinho calado
Um fato histórico
Ficou um pouco de mágica
De circo
De carnaval
Lembranças tão coloridas quanto distantes
Um pouco dos (mala)bares
Um pouco dos rituais
E juntando tanto pouco
Fica um tantinho mais.
"Eu não sou um homem erudito.
Não me debrucei sobre Machado, Zé de Alencar, Drummond ou Conceição Evaristo.
Eu só sinto.
Sinto tanto, sinto coisas que, se não externadas de alguma forma, matariam-me em um suspiro.
São só suplícios.
As vezes são súplicas por um amor que, sei que está morto, mas ao meu eu, é um Deus vivo.
Ressurreto, como o próprio Cristo.
Eu só sinto.
Sinto muito por ela não ver-me como eu a vejo, sinto por ela não compartilhar do meu delírio.
Ao leitor sou devaneios, loucuras, fantasias, mas todo aquele que me conhece sabe; sou sucinto.
Sou sozinho.
E não somos todos nós? Uns mais que outros, quando a carne, sempre acompanhada, não encontra em outra alma, um abrigo.
Quisera eu, que as lembranças passassem, como as águas serenas, do Velho Chico.
Lembro-me dos versos do grande Vercillo.
Quando em nosso abraço se fez um Ciclo.
E eu só sinto.
Sinto por não ser o que ela queria, não ser o sonho dela, não ser dela pela eternidade e não sair desse labirinto.
Talvez um dia, quando eu for só um espírito.
Quando eu for um poliglota da carne, e saber ler as curvas da beldade que é aquele corpo, como um papiro.
Ou talvez, quando eu for um sábio, letrado, talvez de posses, um homem rico.
Quiçá, talvez, quando eu for um homem erudito..."
Como diz o poeta
Carlos Drummond de Andrade
Mãe, na sua graça, é eternidade
Eternidade do bolinho
Sentado no sofá
Assistindo desenho
Também daquele colo
De se esparramar
Que faz todo sentido
A doce fofura no olhar
Mais sério e derretido
Que toda filiação
Possa ser cuidada
Com preocupação
Amada e ensinada
Com todo coração
O eterno laço maternal
De um jeito, cada qual
Sempre merecerá
Todo cuidado
Todo respeito, igual
Seja quem for
Mãe nem sempre será
Quem gerou
Mas quem dá o amor
E com carinho amou
Obrigado por existir
Sem você
O que de mim seria?
Ainda bem
Eu poder sempre lembrar
Da sua companhia
Aonde quer que esteja
Sentimento abençoado
Para sempre me fará
Ao seu amor destinado
Feliz dia das mães!
