Poemas Bonitos

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olhando nos meus olhos
ela me leu por inteiro

Carlos Drummond de
andrade ou paulo coelho?

fala muito sobre o amor,
com certeza é Drummond.

Inserida por Ancelmobento

- Ah, mas quase ninguém lê poesia no Brasil!
- Não importa, importa que Drummond, Vinicius, João Cabral, Olavo Bilac, Castro Alves, Leminski, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Hilda Hilst, Cora Coralina, Adélia Prado e tantos outros estão guardados na memória afetiva de nosso povo. Seus poemas permeiam nossa identidade nacional, formam nossa alma enquanto nação, ainda que não tenhamos consciência deste fato.
Um povo sem poetas é um povo sem alma!

Inserida por zatonio

⁠Tenho dentro de mim
uma Clarice que duvida,
um Drummond que espreita as pedras,
um Vinicius que ama até o adeus,
e um Shakespeare que sonha com os olhos abertos.

Fui casa caída, bandeira ao vento,
fui rua sem nome e jardim sem dono.
Mas reguei minha ausência com esperança,
e plantei amor até no chão do abandono.

Não me peça lógica — sou flor.
Sou verbo em carne viva.
Sou reza de Cora no silêncio da cozinha.
Sou verso de Mario escapando pela fresta.

E mesmo quando a dor fizer morada,
ainda assim —
com olhos molhados e alma lavada —
deixarei a porta aberta.

Inserida por pettrulho

⁠Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia
de Pessoa ou Drummond
Ela pouco sabia de democracia
de Sociologia,
de Foucault ou Proudhon.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Poesia espelhada ao contrário do poema Negra, de Carlos Drummond de Andrade. Um exercício...

Branco

O sinhô branco tem tudo
o sinhô branco manda em todos:
__ Negros, vão carpir arar
aguar
extrair carregar estocar no celeiro
empacotar
subir paredes
rachar lenha transportar
limpar os sinhozinhos
fêmeas para servi-lo
parir.

O sinhô branco manda em tudo
tudo que seja tudo tudo mesmo
até o minuto final de vida de seus escravos
(único tempo que têm para se libertar)
enquanto o sinhô branco desde sempre
libertado está!
Agosto/ 2022

Inserida por hidely_fratini

Cada Drummond que leio,
faz de minha poesia
um lixo que nem rima eio
e nem imagina o ía.

Inserida por kikoarquer

⁠DRUMMOND


Sentou-se numa pedra que havia
No meio do caminho.
E passou o José todo triste;
sem saber pra onde ia.
Logo depois passou um anjo,
E disse: "Vai, Carlos! ser gauche na vida".
E disse Drummond: "Eu não serei poeta de um mundo caduco..."!
E Drummond, saiu recitando: " Eu também já fui brasileiro..."!

Inserida por Machadodejesus

Faço questão de te apresentar o meu advogado:

- Dr. Carlos Drummond de Andrade, o poeta.

É com ele que aprendi a te acusar porque

em mim deixaste cravada a saudade.

Não posso fazer nada se o teu relógio

quebraste, e foste embora por qualquer

doido motivo - deixando o meu coração

bem doído (e contrito).

Pegaste o melhor do meu coração,

E partiste fugidio.

Sim, acuso-te com esses versos vivos,

Versos repletos de momentos sentidos,

Acuso-te porque você merece,

E o meu coração por ti partiu-se,

Escrevo com o pedaço finito,

que por ti padece.

Acorda, revive e percebe,

Que este coração é só teu,

Sempre pedi aos céus que

fostes meu,

Desconfio que você me esqueceu.

Cobro, redobro a cobrança da presença

que você me acostumou,

- e cobro ainda mais o amor que sempre prometeu.

Ao caminhares iluminado pelos primeiros raios de sol,

- sentirás a presença do meu coração girassol

E lembrarás de mim ao avistares o canteiro

Das flores mais púrpuras e lilazes,

- seguirás no parque caminhando e levando de nós

os momentos mais audazes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O aborto não é, como dizem, um assassinato. É um roubo. Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo! O aborto é o roubo infinito.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.

Conhecer a si mesmo e aos outros ...Ver o mal com mais clareza...ó triste e doloroso dom!
E sofrer mais que todos, no final sem o consolo de ter sido bom...

A. impossibilidade de participar de todas as combinações em desenvolvimento a qualquer instante numa grande cidade tem sido uma das dores de minha vida. Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse em mim uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de ação que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo. […] A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas — basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido. Nem me consola o pensamento de que, entrando na confrontação simultânea de tantos acontecimentos, eu não pudesse sequer registrá-los, quanto mais dirigi-los à minha maneira ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho próprios, uma porção, mínima que fosse, de sua peculiar substância.

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Inserida por lzs

Um dia, chegou a Senez, antiga cidade episcopal, montado num jumento. Suas posses, muito minguadas então, não lhe permitiram melhor meio de transporte. O Maire da cidade foi recebê-lo a entrada do bispado e o viu, muito escandalizado, apear-se do jumento. Algumas pessoas riam-se da cena.
-Sr. Maire - disse o bispo -, senhores: compreendo bem o que os escandaliza; acham que é muita soberba para um pobre Padre vir a cavalo num animal de que Jesus Cristo se servia. Eu lhes asseguro, porém, que não o fiz por vaidade, mas por necessidade.

Quando um homem cai na desgraça, a imaginação dos outros homens fabrica sempre provas de seus imaginários crimes

Victor Hugo
Os Trabalhadores do Mar

Os heróis de tão inacreditáveis aventuras não refletem na base dos heróis normais: têm, para o imprevisto e inaudito dos acontecimentos, reações também imprevistas e inauditas

Victor Hugo
Os Trabalhadores do Mar
Inserida por milenabatalha

Temos consciência de nossos defeitos, e acreditamos que os outros possuam exatamente o que nos falta.

Sim, nada mais sou do que um viajante, um peregrino sobre a terra! E você é alguma coisa mais do que isso?

(Werther referindo-se ao mau humor como fardo)
(...) Merece esse nome o comportamento que prejudica a nós mesmos e aos outros. Não basta a impossibilidade de sermos felizes? Precisamos ainda roubar o contentamento que as vezes passeia nos corações alheios? Aponte-me alguém que esteja de mau-humor e apesar disso seja valente o suficiente para ocultá-lo, suportá-lo sozinho, sem destruir a alegria em torno de si. Trata-se muitas vezes de um mau-humor contra nossa própria incapacidade de viver bem, um descontentamento contra nós mesmos, e está sempre ligado à inveja e à vaidade. Não suportamos ver pessoas felizes, sem que tenhamos concorrido para tal.

Johann Goethe
O Sofrimento do Jovem Werther (p. 24)

Pensar é mais interessante do que conhecer, mas não é tão interessante quanto olhar.

Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira.