Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Poeta,
Só tu és poeta, Senhor meu!
Plagio-te na tua imensidão
com que me inspira
e a que me aspiro.
Mas só tu tens o original.
Choveeer...lembrei..você era o poeta que perfumava as poesias que fazia pra mim no jardim do amor...
Seus poemas até hoje é meu alimento saudável.
Tu ês o jardim que me nutri.
Alma de poeta*
Tantos passaram, quantos virão
Estão, observam, sentem
O viver entre céu e chão
Transbordam esse sentir
Em palavras, versos
Alguns entendidos; outros, não
Ah, a alma do poeta
Incansável buscador
Dos mistérios do homem, da vida
Seus olhos? Atentos a dizer
Das desventuras, da dor; das alegrias, do amor
Penetram mundos desconhecidos
Mesmo por quem os detém
E então exploram os sentidos
Faz-lhes ver, sentir, ir além
Ó, alma de poeta
Que vieste fazer por aqui?
Viver, sentir, a vida, tudo, à toda
Espalhar teus versos por aí
* Versos escritos em passagem ao Café Tortoni, em Buenos Aires, em homenagem aos inúmeros poetas e poetisas que frequentaram e frequentam o lugar desde os idos de 1800.
Não há mais de voltar...
Vento frio soprou...
Firmamento abriu...
Sob lágrimas do céu...
O poeta partiu...
Vontade do Supremo se fez...
Infinitamente...
Sempre...
Mais uma vez...
Anjos entoam cânticos alegres...
Uma nova estrela no firmamento a despontar...
Mas, para nós que aqui ficamos...
Sobrou pranto a rolar...
É difícil suportar...
A despedida de quem nunca mais voltará...
No contar das horas em que não mais estará...
Ficam as lembranças de quem muito soube amar...
O tempo passa...
E no vazio do peito...
Quando o silêncio muito diz...
Compreendemos que foi feliz...
Partiu amando...como quiz...
Sandro Paschoal Nogueira
Mujer
Flor de laranjeira
Olhos de coruja
Coração de mãe
Natureza divina
Poeta escurecida
É ela
Mulher
REGÊNCIA (soneto)
Como quisesse poeta ser, delirando
As poesias de amor, nas rimas afora
O beijo, o abraço que o desejo cora
A solidão assediou e trovou nefando
Vazios estros, de voo sem comando
Sombrios, que no papel assim espora
Os versos, sangrando e uivando, chora
Implora, num rimar sem ser brando...
Estranho lampejo, assim compungido
Que dói o peito, sem nenhum carinho
Quando a prosa era para ser de paixão
Então, neste turbilhão me vejo perdido
Onde o prazer se faz tão pequenininho
Vão... e a desilusão é quem regi a mão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Poeta louco, poesia delirante
Cada dia vejo uma feição.
A cara da poesia várias.
A pureza e sutileza emoção.
Também a eterna variação.
Frenético compasso.
Entre desatar o embaraço.
O grito, cai no laço.
Armadilha gostosa.
Poesia traiçoeira.
É o encanto dela gente.
Imperfeita maneira.
Preciso ser capacitado para amar.
Pois a bagagem de desatino reprime.
Sou pertencente a esse regime.
De louco a delirante.
Poeta e poesia.
Fantasia.
Alegoria.
Não posso contar esse segredo.
Pois até eu tenho medo.
Uma loucura todo dia.
Eu queria, será que ela contaria.
A louca revela, sou eu poesia.
Giovane Silva Santos
As líricas objetivas não me entendem
Sera que poderia o poeta da razão
cantar sobre perdão
e falar sobre como o doi o amor?
JULGA (soneto)
Ah.... o poeta procura
A alma em cada verso
Rimar o olhar disperso
Num canto de ternura
Porém, tem senso averso
Também, na sua estrutura
E de tal jura, na sua leitura
Que faz do leitor submerso
E, de momento a momento
Que varia o sintoma diverso
Levando-o na ilusão ter fuga
E, é em vão só o sentimento:
Se é alegre ou se é perverso.
Pois, ao poeta não cabe julga!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/03/2020, 17’14” – Cerrado goiano
O POETA (soneto)
O poeta busca
Em cada verso
O senso diverso
E o estro rebusca
Porém, perverso
Na sua enfusca
D’Alma, sarrafusca
O destino imerso
De instante a instante
Muda do riso à mágoa
Se alegra e, entristece
Do segredo sussurrante:
Da terra, fogo, ar e água
Causa a toda a sua messe...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 19’40” – Cerrado goiano
Poeta suburbano!
referência do cotidiano!
Abrindo nossos olhos, fechados pela rotina e a convivência!
com colírio do amor, com sua arte e sua sapiência!
antiquario
(poeta frustrado)
sobre a antiga escrivaninha,
sustentada por altas pernas de garça,
ficam os grandes poetas...
embaixo,
na prateleira inferior,
para versos inferiores
e o desejo de ganhar altura,
tropeça minha poesia.
A natureza do poeta
Sentimental.
Profundo e criminoso.
Atinge o coração.
Inspira a mente.
Sacia a alma.
Perde e pede calma.
Poeta é dor.
Amor.
Exala paixão.
Um cronista sensato.
Um encantador barato.
Da cara emoção.
O Equilíbrio é um traço.
De cada embaraço.
Nas letras da canção.
Titubeia.
Prisioneiro e cadeia.
De seu próprio ato.
Diante de uma sociedade que reprime.
Pois o sistema dita regras.
Mas a fertilidade da mente.
Vai tecendo o presente.
Seu próprio Jornal.
Canal.
Um carnaval idiota é verdade.
Mas é nesse pulo que se encontra liberdade.
Giovane Silva Santos
O mundo do poeta
Imagino eu essas mentes variadas.
Timidez.
Embriagues.
Gosto pelas palavras.
Muito mais que escrever.
Pensar para desenvolver.
Sentimentos em vulcão.
Anseio de vida.
Desejo que finda.
Nessa multidão.
Poeta e poetisa.
Amante do amor.
Expele a dor.
De tanto entender.
Venha a tecer.
A sua ignorância.
De fato seu mundo ganha vida.
Expectativa.
Fruto e frustração.
Pois o tempo é ladrão.
Sonhos que se vão.
O tempo também se arrepende.
E devolve para cada mente.
A herança que fica.
Poeta e poetisa.
Somos mente inquieta.
A esperança que flerta.
O mundo do poeta.
Giovane Silva Santos
Amigos a dor inspira o ser humano ,
Inspira a ser melhor,
Inspira o poeta abrir o coração e escrever
A dor pode lhe fazer mal, mas depois
Te trás o bem
E como dias ruins
Servem para que você valorize os bons
Poeta
Sem consentimento, ele acaba escrevendo, o que o rasga por dentro
Isso dói
Em suas palavras a poesia, escreve o que negligência
Ele escreve uma história bonita, um verso da vida
Sem ao menos libertar a dor de seu peito
Precisando gastar sua mente pra criar uma ideia que não machuque
Pois o maior vício de um poeta, é ver seus leitores sorrirem
Quem vê, nunca pensa que chorou, pois está sempre falando de amor
Mas sempre tem aquela vez que ele se esconde num canto e chora
Tamanha é a sua dor
Pois onde está o consolador?
Ele precisa se refugiar em si mesmo .
Ator, poeta, escritor, designer, filho, tiu, irmão, amigo e solitário.
Gosto da solidão, não sei lidar com ela mas gosto de conhecê-la. De ser intitulado solitário, acho bonito (poético). Comecei a aceitar a solidão quando entendi que os artistas precisam ser solitários. Sei que não é por obrigação, mas por entendimento das circunstâncias todas.
Sou feliz apesar! A solidão pra mim é apenas um sentimento. O fim do mundo seria perder minha mãe. Amo minha mãe, e me sinto amado por ela. Isso me mantém vivo.
Não me considero uma pessoa totalmente boa, apesar de não fazer mal a ninguém.
As vezes me culpo por ter uns pensamentos que geral não entenderia, mas que em mim precisa existir. Pra eu ser eu!
Não sou de me apegar as pessoas, mas quando eu me apego é pra valer.
Meu sol e lua tem os pés na terra, e isso nem sempre é real. Meu ciúmes vive no mundo da lua, e meu sol na terra da fome.
Sou aquele que consome rimas e musicas com recados. Aquele que pra você conhecer é só botar um baseado.
Sem recados, eu mando cartas.
Alivio pra mim é escrever e fumaça.
POETA SEM AMOR
PorNemilson Vieira (*)
Poeta sem amor:
É pólen sem polinizador;
Pai de família ocioso, sem digno labor.
É luta perdida, olimpíada sem atleta, troféu, vencedor.
Poeta sem amor:
É jogo sem torcida, sem jogador a driblar.
Náufrago à deriva, a desejar…
É presa fugidia ao correr do predador;
Doença a insistir, a prolongar o sofrer;
Pecado, a atrair o pecador.
Poeta sem amor:
Vive no aguardo do melhor…
Almeja viver a dois
Não deseja viver a só;
*NemilsonVieira
Acadêmico Literário.
(18:07:15).
Post no Recanto das Letras
Aspirar
Queria tanto te ver,
te ouvir.
Menina, olha para este
poeta.
Seria tão bom ao teu
lado, sonhar.
Juntos vermos o sol
despontar.
Nos vermos pela manhã,
a tarde poder caminhar.
E assim um ao lado do
outro esperar, até o
sol do outro dia, raiar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
O amor...
É a lucidez do poeta, é a profecia do profeta.
É a clara e mais louca forma, de se enxergar.
É luz, é céu, é mar.
Ao contrário do que dizem não se tem só um.
Isso é paradoxo pra quem não sabe amar.
Não é infinito, é finito.
Por isso cada segundo conta.
Porque ao final de cada segundo, a magia do infinito reconta.
