Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Ser poeta é ficar nua, provocar sonhos...Soltar os medos...Escancarar sentimentos... Segredos ! Sou poesia, sou louca, vadia...Sou Loucura, fantasia. Sou risos, rimas, sinfonia. Sou canto, sereia...Sou poema, magia... Faço amor na escada, canto flores, madrugadas...Sou fogo, sou ar...Sou brisa, sou mar...Me namoro, me dou rosas...Comigo faço amor, tesão...Sou prato, sou vinho...Cama, mesa...Só, sou letra...Sou música, sedução.
12/06/2020
Coitado do poeta....
Iludido como em seu poema
Seu poema!Se a julgar o
que já tem escrito.
Coitado do poeta!
Fases e faces do poeta.
O poeta é tal como a lua
Tem fases e faces...
As vezes é " cheia" de inspiração
Iluminada totalmente pelo astro rei,
é beleza e introspecção.
Em outras míngua.
Perde a luminosidade,
o tédio logo o invade...
Silencia o verbo
mas não mata a utopia.
Adormece então, nele
a poesia.
E em sua transitoriedade
faz-se nova sua face...
Mas a luz ainda é arredia.
Apenas se insinua ao poeta, os versos.
Acalenta-os...
Acaricia-os...
Coabita com eles.
À esperar um novo dia.
Agora é crescente.
Emprenhou a palavra!
Eufórico, aguarda o seu rebento,
o poema, pelo qual tanto ansiava.
Ei-lo que vem...
Jovial e trazendo boas novas.
Eis que a vida se renova!
Então, mais uma vez,
eis o poeta em plena cheia
Crisálida e sereia!
Deuses no olimpo...
...Pássaros á revoar
...Mares transbordantes
...Amores e amantes
Eis a sua face mais bela
Lua cheia na janela
E a poesia à bailar!
O Poeta e a Inspiração
Se o Poeta sente
quer então escrever
fala do que sente
e por quem sente.
Poeta que faz do silêncio
uma inspiração!
E com a caneta no papel
descreve seu coração.
Poeta que faz da dor
uma experiência
que rima com persistência,
que faz da desilusão
um dueto com a superação.
Poeta que ama amar
que gosta de sentir,
e que tudo faz rimar e inspirar!
Mesmo que a poesia seque em mim
Entre espinhos, lamentos e emoção
O poeta é como o sequioso cerrado
Sobrevive as intemperes do sertão
Duma gota tem o embrião brotado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Rio de Janeiro, RJ
Poetar...
... não é só escrever
é mais que sonhar
é mais que ser
é o poeta chorar
rir, olhar
e viver...
É a extasia da rima certa
é o achado sem se ter...
Pois, a poesia não é do poeta
é de quem primeiro ler.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
fluorescência
cerrado
fulgor de cascalho
e vagalume alado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
SINA DE POETA
A noite já chegou
e eu aqui estou
na solitude do silêncio
abro a porta
fecho os olhos
tua imagem vem
em minha mente
sinto teu perfume
e tuas mãos
te abraço no vazio
tudo é mera ilusão
abro os olhos
olho o céu
chamo por ti em vão
tudo é escuridão
fecho a porta
procuro um papel
uma caneta
e cumpro minha sina…
esta sina de poeta.
SONETO ABSTRATO
Na prosa do poeta, não só tem poesia
às vezes de tão vazia, o abstrato pinda
arremata cada imaginação, e aí, ainda
nada lhe completa, nada tem harmonia
Tu'alma inquieta, o verso na berlinda
a solidão, a lágrima, a dor em romaria
se perfilam no papel em uma rima fria
e assim, a privação na escrita brinda
Neste limitado querer, sem simpatia
o silêncio, o belo, no feio prescinda
e a inspiração, então, fica sem orgia
Aí, o soneto sem quimera, não finda
e os devaneios perdidos na ousadia
sem fantasia, a ausência é provinda
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 09 de 2016
Cerrado goiano
Na linha do tempo:
Sem seu amor, sou como o poeta triste na vaga madrugada.
Sem a sintonia, sou o poema sem a rima.
Mas com você, sou o verso, sou verbo do amar, só por te querer cada dia muito mais.
Cada verso contado, exponho o meu desejo.
São sentimentos da minh'alma, que saem em desespero.
Pois não posso nem sussurrar ao vento,
para não espalhar meu segredo.
Que eu nasci para te amar e você nasceu para brilhar, dentro do meu peito.
Um amor eternizado no olhar, nem mesmo o tempo, é capaz de apagar.
Poema de autoria #Andrea_Domingues
Todos os direitos autorais reservados 22/10/2019 às 14:00 horas
Manter créditos para autora original #Andrea_Domingues
Desejo
Quem me dera ter vivido poeta
Ter olhos que veem a emoção
Mãos pra cantar a canção certa
Fazendo poemas da inspiração
Ah, quem me dera!
Saber rimar frases de amor
Compor rimas com quimera
E na quimera lapidar a dor
Quem me dera, ah!
Ter a estrofe certa pra paixão
Na quadra ter a sublime forma
E doces versos para o coração
Ah! Sonhador de ser poético
E neste sonho muito quisera
E o pouco que faço é sintético
Ser poeta? Ah, quem me dera!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Para gostar de poesia...
Não basta apenas lê-la. Buscar sentir o que sente o poeta no momento da criação da obra é quase impossível. O que leva o poeta (ou poetisa), a escrever versos que nos emocionam? Que momento é esse o da criação, da construção da obra? Introspectivo, quase sempre sem atenção às métricas ou rimas, sem o desejo pleno de muitas vezes, ser entendido ou compreendido... o poeta escreve para si, entrega, sem segredos, o que rasga-lhe a alma ou a alegra, mesmo que passageira, traduz nas letras de sua virtude, não raro, o que se identifica com o desejo silencioso do outro que não consegue exprimir um sentimento gêmeo, mas o sente... e o que lê, admira, sereno e profundamente tocado!
Tive medo de escrever.
Medo de não o saber;
Medo de não querer;
Medo do poeta não nascer;
Medo de que ele viesse a morrer.
Mas agora eu entendo, e ele não precisou nascer. Sempre esteve aqui, sempre a escrever.
Ser poeta .......
E ser humano...
Também ri,também sofre,apenas descreve tudo o que lhe vai na alma,respira o mesmo ar que todas as pessoas....apenas e sempre é um bom somhador,com uma capacidade de comunicação e de sentimentos que tocam muitas almas,muitos corações.....apenas o sonho.....lhe e transmitido....e dando frutos á vossa imaginação....(Adonis silva)10-2019)®
Poesia parida
Pare dor e aflição os meus versos
Da inspiração do poeta por vir
São teus açoites em reverso
Com rimas que vão se despir
Gota a gota, gelha a gelha
Coando a quimera que põe a fingir
Tal veras, que ao banal se assemelha
Doando ao poeta sensação no existir
A poesia vida, odor, e a intuição centelha
Sussurrando suspiros do poema a parir
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/02/2016 – Cerrado goiano
A LUA E O POETA
Cortei nuvens no céu e construí minha estrada
Mandei cobri com asfalto e pintar-lhe as faixas
Para que iluminada lua enamorada
Viesse ao encontro do amor que nos abraça.
E passou-se o tempo e a lua não apareceu
Pela estrada parti indo em sua direção
Buscando ver as razões do que aconteceu
Para saber, com certeza, porque razão.
Caminhei fazendo planos em pensamentos
E nos apressados passos que eu caminhava
Seguindo a trajetória dos seus movimentos
Entre as estrelas de mim fugia e afastava.
E a encantada bela lua dos namorados
Que sempre me enchera de sonhos e ilusão
Foi-se levando o tempo que lhe havia amado
Deixou na minha frustrada alma a decepção.
Mesmo todas as agruras que eu sofra e passe
Ao resolver ir embora siga em paz
Se arrependida quiser voltar na outra fase
Asseguro que meu amor não o terá jamais.
Lua, entre as estrelas e nuvens se escondeu,
Não vanglorie tanto minha amada lua
Por ter levado os encantos e os sonhos meus
Pois também apaguei pra sempre a imagem sua.
O silêncio é o exato momento do nada no lamento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05/12/2015, 09’20” – Cerrado goiano
Uma bela realidade em forma de poesia
O poeta quando se apaixona, tem que procurar outra fonte além da dor.
O amor é a escolha natural, faz sentido.
Só que tudo muda também, cada pensamento, cada palavra, cada atitude, cada ação.
O amor muda as coisas, por que muda as pessoas, tudo vai de um pouco melhor à um êxtase gradioso.
O amor é lindo, e me acalma pensar que ele é uma realidade possível, até mesmo para os sofredores poetas.
SONETO DO FAZ DE CONTA
Agora vou fazer de conta que sou poeta
Hoje a melancolia, não terá a rima certa
O céu alvoreceu poético e com harmonia
E em meu dia tudo será somente poesia
A minha existência não é mais só o eu
Cada verso trará o laço, o meu e o seu
O que outrora era somente ociosidade
Agora, o som da vida, é pura realidade
O silêncio deixei na solidão, no canto
Não sabia onde estava, para onde ia
Eu só queria um sentido, algum valor
E na busca de um pouco de acalanto
Parecia que o fado, gargalhava e ria
Até tu chegar, com o generoso amor...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 de novembro de 2019 – Cerrado goiano
Artista é uma disgrama
Desconhecido ou com fama
Sendo poeta, nem se fala
Nenhuma vivência se escapa
Sente tudo intensamente
Cada viagem uma inspiração
E até quando não se vive
Há fantasia pro coração
Passado, presente ou futuro
Quase um Deus onipresente
Transita feito um louco
Nos delírios da sua mente
Conhece a ordem
Mas não dispensa um caos
Até a dor vira arte
Entre o bem versus o mal
(12/11/2019)
