Nemilson Vieira de Morais

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O "diz quê..." não deixa de ser proveitoso.
(14.03.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Longe de Deus não dá para ver sua grandeza como um todo: De perto sim.(15.03.18)

Nemilson Vieira de Morais
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MANIA DE ESCREVER...

PENSAMENTO
Quem dera lá na frente, valer a pena meu querer!... Fora bem lá atrás, que no riscado da pena, construí, em minha escrita, meus dizeres de aprendiz.
Contei minhas histórias, expus dilemas,... Em rabiscos de poemas, revelei meus sentimentos, emoções e pensamentos...
Em algumas reflexões que postei,até magoei,sem ser esta a intenção. Não passaram de meras sugestões. Sem pretensão de me levarem a sério.
Provavelmente aborreci alguém, em palavras ou ideia... Isso pelo fato de vivermos em continentes separados. Alunos em escolas de contextos socioculturais antagônicos, adversos.
Mas esta adversidade não deve nos separar. E sim, nos unir mais ainda. Em torno de nossas demandas, comuns e essenciais à vida. Como a harmonia, a paz,a tolerância,os sonhos... a alegria do estar juntos.
Em exposições, necessárias ou não, revelei sem reservas, minhas fragilidades; mas não pude expressar o que não senti.
Só sei dizer, que fiz o que pude, consciente do meu papel de servir; no pouco que até hoje escrevi.
Seguirei crendo, que poderei melhorar, se cultivar a coerência, a harmonia, e a mania de escrever.
(17.03.18)

Nemilson Vieira de Morais
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PERDAS E GANHOS
REFLEXÃO
A cada momento perdemos alguma coisa; e ganhamos outras. É a lei natural da compensação; que nos acompanha. Até não termos mais, nada para ganhar, ou perder.
Em muitos casos não sabemos nem o ‘quê’, perdemos ou ganhamos; muito menos quantificar o valor real (ais) de tal (ais) perda (as) ou ganho (os). Às vezes, nem é bom saber.
Nem sempre uma coisa compensa a outra; e continuamos a andar, achando ter lucros ou perdas naquilo que veio a nós ou, se foi de nós. Enganados ou não, alegres ou aborrecidos, a caminhada tem que seguir.
Há casos, que um ganho, compensa uma perda; e uma perda é melhor do que certos ganhos.
Em algum momento, iremos perder algo precioso para nós, em partes apenas; e a gente vai dizer: “Do saco, salvei o cordão”; em outros instantes, perderemos por completo o que não achávamos justo perdermos...
E dizemos: “Mais têm Deus para nos dar, do que o Diabo para levar.” Quando a situação econômica de uma pessoa não é boa, tudo faz falta para ela. Ainda mais se viver na rabeira da carência.
As perdas precisam ser trabalhadas; principalmente as maiores, pois elas mechem com os nossos sentimentos; com as nossas estruturas emocionais. Já fragilizadas pelas nossas necessidades básicas... Mas nada que não possa ser superado; com um pouco de boa vontade, fé e crença.
"É necessário perder para depois ganhar". E o ganho depois da perda é a água que amolece a dureza de um coração ressentido. Um ganho não quer dizer que seja necessariamente material: pode ser um diálogo, o bom senso, um abraço, um aperto de mão, um sorriso sincero... Uma compreensão.
Outrora, perdemos e ganhamos sem merecimento; achando ruim ou bom, era assim que havia de ser. Quando a inveja aflora achamos que somente nós merecemos ganhar. E ficamos aborrecidos com o nosso irmão ou até com Deus.
O bom é suar ou pagar o preço para conseguirmos nossos bens materiais e outros bens. Nem sempre o proprietário de um bem pagou um justo preço por ele; pois, a fraude tornou-se o caminho mais curto rumo à vantagem e a posse.
Para muitos de nós, nem sempre esse perde e ganha, que as circunstâncias oferecem-nos, há perfeito equilíbrio entre vantagens e desvantagens. Essa disparidade tem uma razão de ser, que desconhecemos.
Até que nos tornarmos mais humanos em nossas maneiras de pensar e agir. Sendo mais solidários ao próximo, e a nós mesmos, na nossa missão de perder e ganhar.
(26.03.18)

Nemilson Vieira de Morais
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LÁ ONDE MORO...

Lá onde moro é um lugarzinho bom de viver apesar de mal aterrado ou da topografia do terreno; é abafado e outrora, muito gelado; às vezes, o micro-clima da região se comporta pitorescamente; chegando mesmo à loucura o seu comportamento.
Outro dia choveu bastante no meu bairro, do lado que eu moro, - a água da chuva até levou umas casas de um barranco e ficaram outras penduradas,levou também uma menina que desceu na enxurrada e não se soube mais notícias dela; e do outro lado da rua, a gente podia fritar um ovo no asfalto de tão quente que estava; o sol estalava mamonas.
Lá onde moro o bambu geme e a coruja pia; o galo canta meio dia. A terra treme, o boi muge e a vaca mia...
Eu vivo num cômodo só, numa fenda de rocha que nem mocó. Para o sol entrar, eu tenho que sair: de tão pequeno que é. Mas sou feliz assim mesmo onde moro.
Ele (o sol) nasce bem cedo pra todo mundo, mas lá onde moro, somente dá as caras depois das 10h da manhã; e a gente morre de tremuras todo ano, durante a estação do frio.
Lá onde moro, já foi apelidado de “Ribeirão das Trevas” - mas é um lugar de muita “luz”. De gente que brilhou e brilha, no palco da existência. Não tenho dúvida quanto a isso.
Quem ver somente “trevas” e, não “luz”, numa cidade, ou na vida de seus habitantes é míope. Ainda bem que há uma iluminura na grande maioria das pessoas e o apelido deselegante não pegou. Que bom! Ufa!...
Também adjetivaram de “Buraco do Rato” o bairro onde moro e, infelizmente não desistem de tratá-lo assim: o apelido pegou. Mas os ratos que haviam por lá nós, os moradores e eleitores, os elegemos a deputados federais e a senadores e os mandamos para Brasília. Daí, esse adjetivo pejorativo, ao meu lugar é uma injustiça que se comete.
Onde moro, os taxistas, o pessoal do UBER... Dispensam corridas pros lados de lá. O medo é a razão de ser, desse fato.
Lá onde moro, a violência preocupa, mas, não é de assustar tanto: o último homicídio acontecido em seus termos, fora há quinze (15) dias. Um evangélico matou seu irmão de fé e crença - membro da mesma congregação – usando apenas um simples canivete em tal crime. Motivo fútil.
Onde moro, eu mesmo só fui assaltado, a mão armada, duas vezes; da última vez o meliante usou como arma, simplesmente uma pedra. Sempre há uma pedra no caminho da gente.
Eu soube que as mulheres que se chamavam ”Maria das Dores”, do lugar onde moro, trocaram o sobrenome “Dores” por “Dolores”: agora atendem por Maria Dolores. Legal isso! A pronúncia ficou mais romântica e as “DORES” ficaram para trás.
Lá onde moro - o lugar e o povo - são carentes de tudo; o lugar é como se vê na imagem acima. Dispensa comentários. Desenvolve muito lentamente... A população sofre demais, por suas demandas não devidamente atendidas; o descaso da administração pública local é grande. Mas por lá se vive como pode, aguardando dias melhores.
Onde moro, depois de muita luta dos moradores, por melhorias da mobilidade urbana, autoridades dos setores, público e privado, resolveram ajudar a comunidade; mas, com uma condição: a concessionária do serviço de transportes - alegando pouca demanda de passageiros e alto custo operacional - disponibilizaria apenas um ônibus, para realizar uma única viagem por dia; o carro sairia às 6h20 da manhã para o centro de Belo horizonte - somente de ida. E nós, pobres usuários que fazemos uso desse serviço, desejando regressar para nossas casas, temos que contar com outros meios de transportes.
O lugar onde moro, não merece o descaso e os paradigmas existentes; nem há necessidade de alguém conservar esse temor ao extremo, dele. - A ponto de evitá-lo.
Brevemente deixarei o lugar onde moro e os muitos amigos de lá. - De todos os seguimentos e classes sociais; não por detestar essa terra, e sua gente, que tão calorosamente me acolhera; mas porque preciso escrever e reescrever novas páginas da minha história.
Meus parentes e amigos de infância, também ainda aguardam ansiosos, pela minha presença na terrinha, que deixei pelo lugar onde moro.

(02.05.18)

Nemilson Vieira de Morais
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COSTUMES ANTIGOS...

Por que não me deste pelo menos uma flor, quando me vi no caminho contigo? Se não a deixei de amá-la é porque ainda não deixei de ser feliz por elas.
As flores são necessárias ao cultivo do amor: alegra-nos e acalma-nos; acalenta e aquieta nossa alma. Quando alegramo-nos ao recebê-las, o mundo se torna melhor.
A atitude de ofertá-las, a alguém que se ama, ainda não deixou de ser um gesto de nobreza; só por ser costume antigo.
Um simples ato muda tudo à nossa volta. E o indiferente torna-se diferente: praticando mais a gentileza.
Ainda curtimos com ardor e ar de poesia, os cavalheiros à moda antiga. As belas flores, os buquês de rosas... O abrir da porta do carro...Um jantar fora.
O cavalheirismo ignorado,a nós, ainda o desejamos.
Rezemos na capela e jantemos com a nossa família, em volta da mesa, à luz de velas.
As boas maneiras e ternura é possível de ser praticada com mais frequência. E o elo da união se fortalecerá na vida que cultivarmos; ela não deixará de ser bela se a cultivarmos de maneira sábia.
Se isso não for relevante... Desculpem-me! Estou indo ali e logo volto.

(01.05.18)

Nemilson Vieira de Morais
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QUEIRA DEUS ME PERDOAR!

Bem cedo, nos conhecemos e nos apaixonamos de vez; o mundo inteiro estava errado - sendo contra aquela união - só nós dois achávamos certos:não dar ouvidos a oposição. Nunca alimentamos o medo,a tirania, o ódio em nossa relação; e o verdadeiro amor era o recheio e a cereja da nossa vivência.
A roubei (literalmente, em carne e osso) - roubar moça constituía-se em crime, inafiançável naquele tempo - e foste comigo pelos caminhos da vida, que diziam ser errantes; sem guarida, sem um ninho, sem um teto,ou um trabalho definido. Mas com muito amor pra dar e receber. Sempre a tendo do meu lado, e a recíproca era verdadeira; até que todos os nossos dias tivessem verdadeiros sentidos. E como tiveram... O amor era conosco. Ele supera tudo, através do seu poder.
Achando que não, defraudei, fugi e penei pelos deslizes que cometi. Mas tudo fora por uma justa causa: sermos felizes para sempre. E fomos. Se não o amasse e não fosse correspondido, seria em vão o meu querer-lhe. Mas não foi isso que aconteceu. Nos amamos muito.
Quando fui preso, estava comigo, presa também. E entre fuzis e baionetas fizeram nosso enlace matrimonial. Não quisera o destino que fosse d'outro jeito, nossas nuances de amor. Julgavam proibido nosso amor, pelo grau de parentesco que tínhamos,pela falta dos tramites legais de um cartório,sem as cerimônias matrimoniais e formalidades da sociedade que não nos submetemos.
Sofremos os rigores da Lei dos homens, sem precisão, pois, a lei do amor é maior e, vivia latente e internalizada em nós. Não carecia de tão constrangedora punição.
A amei, até Deus o chamar; e fui amado também grandemente. Agora continuarei palmilhando a terra sozinho, sem a sua companhia; porque ganhastes os céus como morada eterna.
Queira Deus me perdoar, pois,caso errei, foi sem pensar: envolver-me em um amor proibido - não para mim e ela,mas para muitos da comunidade;que defendiam o padrão social, vigente. Eu,como tio e ela como minha sobrinha não podíamos nos amar. Mas amamos.
Ocasionei transtornos em minha atitude; um ilícito cometi. E teria que pagar o que fiz. Como paguei.
Se no tribunal do Pai houver perdão... Queira Deus me perdoar pela minha incompreensão e transgressão - se fui transgressor. De querer o que não devia, e ferir princípios estabelecidos.
Foi em nome do amor que cometi meus delitos, que dizem.
Mas o bom, foi que,provamos o contrário, tempo todo: vivemos sem lamentações ou queixumes, porque a vida sorriu para nós quando deixamos de lado as diferenças e estigmas.-Que aprisionam os sentimentos.
Os filhos chegaram, netos também; e os bisnetos. E o nosso amor transbordou-se abundantemente por todos os lados. E essa dádiva nunca mais se acabará. Fomos confirmados na graça. Eu e ela, e nossa herança familiar.
Repito: Queira Deus me perdoar, se em alguma coisa de errado pratiquei!...
Só deu certo à nossa terna caminha,unidos num só corpo e alma, porque Deus entrou no meio.
(19.05.18)

Nemilson Vieira de Morais
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OUÇO A MELODIA DAS PALAVRAS

As qualidades sonoras das palavras são inegáveis; seus poderes, indiscutíveis. E seus rítimos são diversificados, sedutores e, para todos os gostos.
A musicalidade que procede das palavras é doce e audível; às vezes amarga e pode ferir os ouvintes. Mas no geral acalanta as almas e enche o mundo de beleza. Quando bem ordenadas.
Busco constantemente, nas palavras, os sons que me fazem bem ou me aprazem. Nelas, ouço os ruídos do meu corpo, em movimento ou inerte.
No momento em que tudo se cala a minha volta, lá estão elas se fazendo ouvir. Nas batidas e no compasso do meu coração.
Somente por um pouco de tempo; depois se vão de mim, cumprir outras funções. Sonorizar outros ares e cair na graça de outros ouvidos. Até que em outro momento as ouvirei em novas versões. As palavras são vivas e mutantes: umas vão e outras vêm.
No enredo de minha história, o som das palavras me acompanha. E quando as escrevo e leio em alta voz, canto com elas a melodia do amor. E em grande estilo me refaço e me revejo como um cantor.
O timbre das palavras e a modulação da voz, de quem as cantam, me acalmam imensamente.
A música está presente em minhas narrativas e tiro proveito disso, quando as ouço em minha escrita.
Portanto prosseguirei ouvindo belas canções das palavras que cruzam meu caminho. Ao serem rebuscadas ou, vindo a mim, espontaneamente.

(22.05.18)

Nemilson Vieira de Morais
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BEM -TE -VI

Quando o visualizei em voos mirabolantes, coletavas insetos no ar. Vivia bastante saudável na comunidade dos pássaros.
Depois de degustar o besouro,posado, num fio de luz, cantava louvores; feliz da vida. Que, apesar de repetir o mesmo cântico e gesto, não cansavam seus ouvintes.
Em seu cantar, me transmitia uma mensagem de paz,esperança fé e crença; quando na letra de uma canção repetia o refrão, dizendo que “bem me via”; quando eu não estava bem. E vivíamos bem, naquela doce ilusão.
Quisera eu ti ouvi-lo novamente!...Por muito tempo; ainda que seu repertório fosse o mesmo: Bem -te –vi. Pois do “bem”, não hei de me cansar.
Mas na fúria louca que se vive... Uma vida sem rumo e sem coração, ceifou-lhe à vida. Precocemente.
Hoje,quando ti vi caído e já aderido no asfalto quente,pelos pneus dos veículos; doeu em mim. Logo, interroguei-me: pode haver poesia num pássaro que já morreu? Pode. A poesia não morre com um ente; nem vive sem ele, ainda que morra.
Por isso, é que não devemos nunca, deixar de dizer: Bem- te- vi. Mesmo que o momento seja de lamento e dor.
O que me acalenta um pouco mais é saber que teus remanescentes ainda falam a tua língua e cantam a tua música. O representando na terra dos viventes. Desejam o bem a ti, na eternidade das aves, e a mim nesta vida efêmera; o mesmo que você desejava a todos nós em vida aqui na Terra: bem- te- vi.

(29.05.18)

Nemilson Vieira de Morais
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SALVA DE UMA MORTE CERTA

CRÔNICA

Helena vivia aos apuros com Romildo, seu esposo. O homem deu de beber e implicar com ela. Aquele relacionamento só piorava a cada dia. Helena sustentava a casa sozinha; trabalhava feito burro e não aguentava mais aquela vida.
Vivia muito queixosa com os colegas de trabalho e com os vizinhos, sobre o mau relacionamento matrimonial. Precisava logo dar um jeito naquela situação...
E procurou a maneira mais radical e desaconselhável possível para resolver o problema: foi à venda de Seu Natã, o papai, comprar uma colher de Aldrim 40 - um veneno letal -, muito usado em décadas passadas, para o combate de pragas nas lavouras.
Lena estava determinada: iria mesmo beber aquilo e morrer.
-Seu Natã, pegue pra mim uma colher de Aldrim!
-Seus olhos, são de uma pessoa que chorou muito! Esse veneno a senhora vai usar em quê?!
- Nas formigas.
-Sendo assim, menos mal...
Papai buscou para a Lena, uma colher bem cheia do produto. E embrulhou cuidadosamente num papel de pão.
À tarde daquele mesmo dia a mulher começou a passar mal para morrer; mas, antes do passamento quebrou tudo na casa. Daí a pouco começou a andar meio torta. Romildo em apuros pediu ajuda aos vizinhos e chamou a Polícia Militar.
Foram três fortes policiais para dar conta de imobilizá-la e pô-la na viatura. Ela babava e deu para estrebuchar mas não conseguia morrer. Buscaram ajuda médica no Hospital Regional da cidade.
Já sabendo que a esposa havia tomado veneno, pela boca da própria companheira, Romildo disse logo ao médico de plantão o que ocorrera.
Tendo sido feito todos os procedimentos de praxes que o caso requer - pela eficiente equipe do Dr. Felisberto Fragoso...
Com poucas horas de trabalhos, obtiveram a melhor das surpresas: Lena não corria nenhum risco de morte e já estava de alta hospitalar. Havia ingerido “araruta” no lugar do veneno. - As mães usavam a fécula de araruta para fazer mingauzinho para seus bebês.
Papai morreu feliz por salvar aquela vida.

(29.05.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Da morte tenho medo;mas,quando chegar minha hora,quero morrer feito homem (31.05.18).

Nemilson Vieira de Morais
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A ARMA DO SALVO

CONTO
Depois do baque do copo de alumínio no piso, a princípio, não soubera precisar de onde veio o barulho, mas a sua intuição dizia ser no plano inferior da residência.

A Irmã Maria abriu a porta do quarto bem devagar, acessou a sala, transpondo-a, em profundo escuro;
qualquer esbarrão poderia estragar o seu plano: pensava no que poderia acontecer se o Raul, seu esposo, acordasse, por certo daria com os “burros n’água”, principalmente se fosse uma visita indesejável àquelas horas.

Raul, de temperamento, não totalmente domado... Disse certa vez que:

“É um fato que meu facão corta ‘asas de mosquito’: de tão amolado; mas não é para fazer o mal a ninguém!” Dissera certa vez. Mas nesse quesito, a Irmã Maria não confiava nele, nem em suas armas.

No percurso que fez dentro de casa - para ver o que estava acontecendo - não acendeu as luzes de nenhum dos cômodos, em momento algum; para não “espantar a caça”: ela queria dá um fragrante. Porque desconfiava de ser alguém amigo do alheio.

Chegou sem tropeços à cozinha, abriu a porta cuidadosamente e sentiu o fino cheiro da noite, entremeado ao odor horrível da “erva- do- capeta”. O chá alucinógeno da vadiagem que, exalava naquele ambiente cristão o seu horrível odor.

Aquela santa casa de tanto respeito que até cheirava a Deus, agora, estava sendo impregnada, com cheiro do "cruz-credo”.

“Que coisa estranha é essa meu Pai?! Ai meu Jesus amado, cubra-me com o teu manto precioso!” Clamou em espírito.

Com um pouquinho da luminosidade da rede de iluminação pública, viu na penumbra, a silhueta escura de um homem, com cabeça e pescoço - o mais esticado possível-, introduzidos no espaço entreaberto da janela, olhando para um lado e para o outro;

O meliante, na expectativa de encontrar algo que fosse interessante para ele, tentava entrar naquele ambiente familiar de qualquer jeito, e assim, encerrar a sua longa e sofrida, jornada noturna; pois o dia já estava prestes a dar o ar da graça.

Por ocasião desse episódio, a Irmã Maria já servia verdadeiramente ao Senhor: havia se convertido ao cristianismo ainda na sua juventude. Sua decisão por Cristo aconteceu em Campos Belos, onde morou com seus pais - até se casar -, depois de ouvir uma genuína exposição das verdades Divina, ministrada por um evangelista na Igreja Assembléia de Deus local.

Passou pelas águas batismais e não parou mais de crescer na graça e no conhecimento da palavra de Deus, e nos trabalhos da igreja, era assídua e pontual com as obrigações religiosas e, no seu modo de vida, era um exemplo a ser seguido.

Falava calmamente e andava devagar, a visão ajudava pouco, porque a catarata, não lhe dava tréguas, naquela altura da vida. Já passava dos setenta anos de idade – e, foi nesse período de vida que se deu esse acontecimento -, mas ainda estava muito sóbria.

Com ela não tinha esse negócio de brabeza, nunca teve. Agitação, armas, violência, pra resolver os problemas, isso não.

“Entrego meus problemas pra Jesus, sempre. E em casos de urgência clamo por Ele e sou atendida.” Dizia.

Não conseguia ser deselegante, com ninguém, nem mesmo sendo esse alguém um marginal, que tentasse invadir o seu espaço, pra lhe subtrair algum pertence. "Um bom tratamento nunca é demais." Afirmava.

Com a paciência e sabedoria que Deus lhe deu, perguntou com voz macia - sem dureza:
- Ô moço, diz pra mim como é o seu nome?!
- Alexandre!

O tal ente, desprovido de coragem pra procurar um trabalho digno, parou de girar a cabeça e ficou inerte, contido, por um pouco de tempo.

Se fosse o Raul que estivesse lá... Ah, se fosse ele... No mínimo poria tudo a perder: e mofaria atrás das grades, por longos anos. Mas a cabeço do ladrão rolaria.

Maria não golpeou o sujeito, mesmo tendo uma foice tirando cabelos, atrás da porta. Ela tinha a quem temer: temia a Deus sobre todas as coisas e a lei dos homens também:

Não ia ser uma oportunidadezinha daquelas que a tiraria do sério, levando-a a fazer justiça com as próprias mãos.

Não fez nenhum alarde ou escândalos, se quer maltratou ou enxotou o intruso, com palavrões, e nem precisou feri-lo de morte com instrumentos de crime, como possivelmente muitos o fariam, se estivessem em seu lugar. Não!

Ela contava mesmo, era com as armas espirituais: com a providência do altíssimo. Ainda estava fresquinho em sua memória o que dissera o apostolo Paulo no texto Sagrado:

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra [...] as forças espirituais do mal [...]” (Efésios 6: 12).

Então a Irmã Maria sacou da arma mais poderosa que o salvo pode conduzir: "a autoridade do nome de Jesus." Juntou forças nos pulmões e disparou:

- Aleixandre você está repreendido no nome de Jesus!...

Há poder no nome de Jesus. E a ordem da Irmã Maria para o invasor, fora como uma forte pancada: a vibração sonora daquelas palavras soara com tanta intensidade no sistema auditivo daquele indivíduo, que pareceu equivaler a uma bomba, explodindo sobre ele.
Poouuumm!

Na fumaça da pólvora e com o estampido imaginário da "bomba", a vitima entalada na janela estremeceu em gritos estridentes, na estagnação noturna da casa.

E, vendo eminentemente a morte, se aproximando,reuniu as forças que ainda lhe restavam, deu um arranco tão grande que despedaçou a vidraça em milhares de pedaços e aluiu o basculante do seu lugar.

Por pouco, por muito pouco não deixara a cabeça para trás, agarrada nas ferragens.

Raul aparecera no mesmo instante como um raio, apavorado, ainda com as roupas de dormir, e com o seu instrumento cortante na mão, querendo saber do acontecido:

- O que está acontecendo Maria? que barulho dos infernos é esse?! - Ainda não havia deixado o linguajar antigo,apesar de convertido ao cristianismo.

- pelo jeito, deve ter sido um ladrão: queria entrar de qualquer maneira pela janela, mas eu estava lá atenta, e o repreendi no "nome de Jesus." – O nome que é sobre todos os nomes.

Se morreu, foi muito longe dali, pra não incriminar a portadora da arma mais poderosa do mundo. - "A autoridade do nome de Jesus"-, ou será que aquela vida está correndo até hoje? Isso não se sabe.

O que se sabe é que, o pavor daquela alma vivente foi tão grande, que na hora do desespero e da correria deixara para trás, o produto do roubo- ou, fruto do seu trabalho desonesto daquela noite, em cima d'uma mezinha na varanda: sacolas com todos os objetos que furtara de outras vítimas.

Nas proximidades do cenário desse acontecimento por muito tempo ainda se via, vestígios desse delito:
estilhaços de vidros, cantoneiras retorcidas, chinelos, manchas de sangue,... Servindo de prova do poder de fogo da arma da Irmã Maria Graciosa: "O nome de Jesus".

(10.07,15)

Nemilson Vieira de Morais
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o justo é como o sol:depois que se põe,ao entardecer,ainda nos concede um pouco claridade.(18.06.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Não incentivo o uso da bebida alcoólica, mas a embriaguez com a ambição de mando ou poder é bem pior do que a embriaguez etílica.(21.06.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Teu amor me pegou de vez e me pus a compartilhar desse apego.Agora só sei viver do nosso amor pegajoso.(23.06.18)

Nemilson Vieira de Morais
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EUGENIA APAIXONANTE

CRÔNICA
Foi maravilhoso conhecê-la. Hoje foi um daqueles dias especiais para mim. Quando meu olhar encontrou o seu, desaprendeu a dar atenção descabidas a tantas outras que se insinuavam.
Naquele momento que nos via tentaram roubar minha atenção: distraindo-me.Não conseguiram. Por um tempo,estático, só tinha olhos pra você.
Parece que vejo a nossa imagem congelada, olhando um no outro, olho no olho. Vislumbrados. Olhares morteiros...
Sem dúvida, aconteceu o amor à primeira vista em nossos afeiçoamentos.
Perdi tanto tempo, tão longe e tão perto dos seus carinhos e cuidados. Vivendo num bairro vizinho.
Nada é por acaso: meu momento contigo só fora possível porque me pus a observar eletrizantes macaquinhos, com olhinhos brilhando em sua direção, naquele canteiro da via pública.
Teus frutos, como à azeitona preta, ricos em nutrientes atraíram para si eu e os mico-estrela que, salivando, os desejavam.
Saltitando pelos galhos das árvores e em fios, da iluminação pública, chegavam até a tua presença; ávidos em participar do banquete que dispusera aos bichos.Com teus doces frutos, frescos.
Pensei comigo mesmo: “se esses macaquinhos os degustam, eu também posso fazer o mesmo. Por certo não morrerei se provar alguns".
Naquele dia cheguei primeiro que os bichinhos silvestres, sob sua sombra acolhedora e amiga. O chão já estava forrado. Uma mesa farta e saborosa; posta e ofertada às espécies de animais diversificados que aparecesse.
Como disseminador de sementes e boas coisas; sem lhe pedi coletei muitos frutos; nem só pra experimentá-los, mas também, pra levar para casa e plantar as sementes.
Perguntei a uma moradora das imediações,sobre o seu verdadeiro nome e, se aqueles frutos poderiam ser ingeridos. Pois a fartura se fazia grandemente à sua volta.
A dita senhora não soube me informar direitinho sobre isso mas me informou que, és conhecida na região como “Jamelão” e, que, eu pesquisasse mais sobre o assunto. Boa coisa era...
Matando a minha curiosidade, pude saber que se tratava de “Eugenia”; que veio de muito longe. E há muitos anos está entre nós; sendo oriunda da Índia Oriental. Ainda lembro-me de um trechinho da pesquisa:
“Trata-se da espécie Eugenia jamelana... Uma planta-árvore imensa da família Myrtades,popularmente conhecida como Jamelão”.
Gente, ela é linda demais, apaixonante!...
E como se não bastasse a sua lindeza, ainda é boa pra “saúde”.
Não somente eu apaixonei-me por ela; todos aqueles que a conhecem se encantam.
Essa criatura tão “divina”, deixou suas origens e fincou suas raízes em nossa terra Brasil, e adaptou rapidamente; somente pra dar sabor a nossa vida,aguçar o nosso paladar e alindar o mundo ao nosso redor...
Não posso duvidar das bondades do Criador...
Se Eugenia também conquistar seu coração plante uma semente dela na terra fofa do chão! E a gratidão sairá da natureza para sua mesa.
(12.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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O ESPÍRITO SANTO
ARTIGO
Pelas Sagradas letras, o Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. “Pessoa” distinta. É inerente à sua natureza o caráter, o temperamento, os sentimentos…
Integrando a tri-unidade (três em um), constitui-se “substância igual em poder e glória”, às outras partes, igualmente Sagradas.
Somos parecidos com Deus em alguns aspectos. Até porque fomos feitos a Sua imagem e semelhança. Corpo, alma e espírito, pela vontade da Trindade Santa devem “ser plenamente conservados...”. Precisamos carregar também o “DNA” da Sua santidade.
Com atributos Divinos, bem definidos o Espírito Santo é adorado nos Céus e na Terra. Continuamente. É “Todo Poderoso” e eterno. É igual ao Pai e ao Filho em tudo.
O Espírito Santo é conhecido na literatura Sagrada como:
Espírito de Santidade, Espírito de Sabedoria, Espírito de Graça, Espírito Eterno…
O Espírito de Santidade revela, convence e regenera o mais vil pecador desta Terra. Conforta corações doridos e intercede junto ao Pai, por nós, pobres mortais…
Com a intenção de melhorar nossa relação com nós mesmos, com o próximo e com Ele. Torna-nos pessoas melhores. E sela com o selo da promessa divina os futuros habitantes das moradas Celestiais.
Assim como o Redentor pagou um alto preço, pela redenção do homem, o Espírito Santo de igual modo, cooperou em tal resgate; porque sempre esteve e está em Cristo, desde sempre.
Do mesmo jeito que Jesus se sacrificou por nós, Ele fez o mesmo. - Ainda que indiretamente. E continua a trabalhar no propósito dessa remissão do pecador, junto ao Pai Supremo, “com gemidos inexprimíveis”. Cuidando da “aplicação” da obra redentora de Cristo Jesus, em nossas vidas.
Sua missão não cessou com a ascensão do Salvador do mundo aos Céus. Pelo contrário, intensificou ainda mais suas lides pela salvação da humanidade.
Nunca é demais lembrar: não é o desejo do Espírito de Graça, viver “isolado” da sua criação, deixando de lado os cuidados da manutenção do mundo e principalmente do ser humano, que formou do pó da terra e o têm como “coroa da criação”.
O Santo Espírito distribui dons extraordinários aos seus servos, como aqueles que foram vistos “no dia de Pentecostes e na casa de Cornélio”; na igreja primitiva e, até hoje, entre aqueles que levam a sério a santidade e a comunhão com Ele.
No início de tudo “O Espírito Santo pairava sobre a superfície das águas”. Ele tem um “Q” com esse líquido precioso. Está na “fórmula do batismo” e, foi visto “na forma corpórea de uma pomba”, quando Jesus saiu das águas batismais do Rio Jordão.
O Santo Consolador está em todos os lugares ao mesmo tempo, sabe de todas as coisas e tudo pode, porque isso são suas atribuições como Deus verdadeiro. É tão grande... E tão pequeno, que cabe no coração humano.
As pessoas que vivem em delitos e pecados não têm uma relação de amizade com Espírito Santo. Porque não O conhecem. Não nasceram da água (Palavra de Deus) e do Espírito. Assim, não podem cultivar o princípio da reciprocidade afetiva de filho e Pai. O pecado faz separação do Santo e do Profano.
Manter o corpo, a alma e o espírito, focados unicamente nos prazeres efêmeros da vida é de uma irracionalidade tremenda. Uma atitude dessa maneira constitui-se, naturalmente, em inimizade contra Deus.
O maior desejo do Espírito Santo, seguramente, é fazer-se conhecido e amigo do homem. Aquilo que Jesus falou: “Não vos chamo de servos e sim de amigos”. A amizade sincera é coisa de Deus. “Quem têm muitos amigos pode congratular-se”...
Reafirmo: Sua incumbência terrena inclui ajudar ao ser humano a sair do embaraço pecaminoso que se envolveu. Restabelecendo definitivamente sua relação harmoniosa, perdida com a divindade no advento da “queda”. E o entregá-lo Salvo, ao Pai das Luzes e ao Filho do Homem.
O religar do homem caído, com a Trindade Santa, só se dará, se este, entender que precisa de um Salvador. Desejar e permitir que essa salvação aconteça.
Somente mediante esse “querer” e uma tomada de decisão de sua parte, em aceitar o plano divino de salvação, que o Pai idealizou-o, Jesus deu continuidade e Espírito conclui, é que ela (a salvação) acontece.
O Espírito Santo é o “único” que convence o pecador, do “pecado da justiça e do juízo” e pode restabelecer o “elo perdido” da criatura com seu Criador. Por isso é que “o pecado contra Ele não tem perdão”.
É bom saber que o Espírito Santo continua conosco na Terra, ao nosso dispor; e não há necessidade de se buscar auxílio para nossos males em outras fontes Celestiais.
Ele nos foi enviado por Cristo exatamente com o propósito de não nos deixar órfãos. Portanto, atende “todas” as nossas demandas espirituais. Como bom Pai, cuida muito bem de nós.
Os fiéis na Terra (cristãos) quando se reúnem, sentem a real presença do Espírito Santo no ambiente litúrgico. Falam na língua dos anjos em mistérios com Deus.
E, sabedores d’Ele estar na benção apostólica (2°Cor 13:13), quando se despedem, no término das reuniões, não se esquecem de desejarem uns aos outros, a graça salvadora de Jesus e a terna comunhão do Espírito Santo! Amém.
(08.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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É MELHOR SER OVELHA...
REFLEXÃO
“Num passado recente, em nossa congregação, Jesus salvava mais, as almas perdidas, do que agora. O que está acontecendo?” Continuamente ouvimos esse questionamento no meio da irmandade evangélica.
Provavelmente isso aconteça por as ovelhas não cumprirem bem seus verdadeiros papéis de “gerar ovelhas”. Sim, ovelhas geram ovelhas. É assim que a igreja cristã se formou em todo mundo e, em Campos Belos não foi diferente.
Um poeta diz numa letra de sua composição que “as igrejas antigamente eram cheias/ ultimamente, estão vazias/”... Isso é real, pelo fato do amor de muitos ter esfriado. Daí a razão de ser dessa realidade.
“Os templos estão cheios de crentes vazios”. Comentam.
Se não temos atributos divinos para julgar, como mensurar então, os níveis espirituais das pessoas?
Havendo um desconforme, na vida de alguém precisando ser repensado e corrigido, o templo ainda é um dos ambientes mais propícios para Deus falar conosco e nos orientar. Por meio dos seus vasos de honra.
Na casa de Deus, as ovelhas conhecem a voz do Sumo Pastor, e vão remoer aquele alimento espiritual e digeri-lo. Para então decidirem sobre o norte espiritual para suas vidas.
Estando no templo já é interessante: uma hora poderão chegar ao pleno conhecimento da verdade.
O momento em que vivemos com tantas crises, em todos os seguimentos da vida, nos preocupa sim, mas não desanimemos, com os acontecimentos desoladores do presente.
Viver como ovelhas de Cristo nos conforta bastante porque sabemos que Ele, está no comando de nossas vidas.
Ainda há muita gente séria servindo ao Senhor com um coração reto e temente, por todos os lugares. Como as areias do mar e as estrelas do firmamento.
Um profeta achava que estava sozinho em seu ofício de servir a Deus, ledo engano: ainda havia milhares de servidores fieis ao Pai, que o homem de Deus não sabia.
Devemos pensar bastante para não sermos injustos em nossos posicionamentos.
O melhor lugar do mundo ainda é no templo; para crentes, “cheios” ou “vazios” como queiram. Lá, poderão ouvir a voz do Bom Pastor e terem suas vidas modificadas pelo poder transformador do Evangelho.
Tomar decisões mais adequadas para as nossas vidas é tudo de bom que precisamos. Pois não é qualquer rumo que nos direciona ao reino dos Céus.
O comungar ou estar juntos de pessoas com os mesmos ideais, fé e crença, faz parte de um aprendizado e crescimento contínuo que só nos engrandece.
Nosso Redentor sabe o que fazemos e o que necessitamos; conhece nossas necessidades e, só deseja o melhor para as nossas vidas.
Ele nos chama pelo nome com sua “voz” de amor. E é difícil não atendermos seu chamamento.
“Quando Ele falava o nosso coração ardiam”... Disseram os discípulos que iam para Emaús. Continua acontecendo isso.
É bom estarmos unidos e reunidos na presença do Pai continuamente; para que possamos resistir nos dias maus; encontrando também forças uns com os outros, para a luta. E a possibilidade de nos dispersarmos é pouca. Juntos, seremos mais fortes.
Não preocupemo-nos, se não vermos os templos cheios de pessoas “santas”, e Jesus salvando todos os dias. Caminhos largos existem e atraem multidões de adeptos para si. O que nos cabe como ovelhas do Senhor é ajudar outras ovelhas desgarradas a encontrar a “Porta” do aprisco...
Jesus é à porta segura desse aprisco. Somente essa Porta pode nos proteger das setas malignas e nos separar das trevas. Essa porta “separa” as ovelhas dos cabritos. Se o mundo vos odiar, saibam o porquê disso: “fostes separados”. Agora é ovelha. Não vivendo mais como eles e nem fazendo mais o que eles fazem. É normal que nos rejeitem.
Quanto a Jesus salvar mais ou menos... Está cada vez mais difícil mesmo os pecadores se chegarem a Cristo.
Dizem que antigamente um crente ganhava dez almas pra Jesus; agora, é preciso dez crentes pra ganhar uma alma.
Mas ainda que seja assim continuemos em nossas atividades de falar desse grande amor Salvador de Cristo.
Nossa obrigação como cristão na Terra, é convidar os pecadores ao arrependimento. A "tempo e fora de tempo". Como Jesus fez e nos recomenda em sua Palavra, a fazer também.
Essa obrigação, que fora imposta ao apóstolo Paulo, é extensiva a nós também e continuará valendo, enquanto Cristo não voltar.
Ser ovelha de Jesus ainda é a melhor coisa.
“Quem ganha uma alma sábio é”...
(10.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Boas finanças podem até não dizer muito,mas alguém que tem amor e carinho como riqueza, tudo já está dito.(15.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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A PRINCÍPIO NÃO ACREDITEI!

Tinha que ser em minha terrinha, tamanho absurdo?!...
Que lição se pode tirar desse episódio?! Se é que podemos tirar algo "bom" do vil.
Os envolvidos direto ou indiretamente na organização desse evento, já deram alguma explicação, não plausível, sobre esse ocorrido?
Os principais organizadores que os promoveu, o que alegam? A Gestão Pública Municipal - por meio da Secretaria de Meio Ambiente -, que deveria estar atentos, o que falam? A população questionou?...
E os "male" educados - como se diz por aí - ainda curtem a ressaca do prazer efêmero da(s) noitada (s)? Será que se dão conta da dimensão e do vergonhoso exemplo que deixaram para a posteridade? Produzindo seus resíduos e desprezando-os de maneira irresponsável em qualquer lugar.
E o pior: no próprio local onde se divertiam! Um absurdo isso!!!...
E o cantor já se manifestou sobre o caso?
Esse sim: por certo não tem mesmo satisfação alguma a dar; pois Já embarcou no seu jatinho de volta e, deve estar bem longe daí, feliz da vida, com as vultosas cifras arrecadadas de vocês... Em ingressos de preços nas alturas. Adorando ver o vídeo da lixaiada, pós seus rastros, esparramados por tudo que é lugar e talvez até fazendo “piadinhas” da situação, com os amiguinhos elitizados...
A princípio não acreditei ser possível essa tremenda falta de "respeito" e "bons modos" de nossos jovens de Campos Belos - GO. A gente acha que só a acontecem as coisas ruins nas cidades dos outros...

Eu tinha uma impressão melhor da nossa juventude campos-belense: achava ser a mais politizada e humana do mundo... Um ledo engano meu?!
Será que no "tribunal da consciência" das pessoas de bons princípios desse lugar, tão bacana de se viver e de um povo hospitaleiro, como é apregoado aos quatro cantos... Esse ilícito terá apelação?
Pois é....Mas pensando bem, de um modo geral, não é de ignorar que, boa parte da população é " PORCA". É só dá uma olhadinha em nossos RIOS, veremos que ela joga todo tipo de lixo neles: sofás,brinquedos,eletrodomésticos,cachorro morto...
Não digo que estou "indignado" com esse acontecimento em minha cidade do coração e, da falta de educação de muitos freqüentadores desse espaço de entretenimento.
Estou mesmo é decepcionado e triste com o que vejo nas chocantes e "SUJAS" imagens, provocadas por moças e rapazes do meu cantinho de mundo!
(16.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Simplicidade é viver sem "olho grande" nos verdes campos dos outros; é ter paz na consciência quando o essencial lhes basta.(26.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Não tem jeito:a não conformidade está presente em todas as atividades humana.A saída é adotarmos o "erro zero". (26.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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CHORE,CANTE,ESPANTE OS MALES...

Em céus pujantes saltarei alegremente, entoando canções de pássaros livres em campo aberto, em dias de liberdade. Queria ter vez e voz somente para expressar um novo cântico de alento.
Enquanto houver a concessão vital a mim e, se não me for tirado o sentido lógico da harmonia de saudosas melodias, insistirei no gesto da repetição de tais notas, em partituras; com a esperança de espantar os males.
Por certo, em "quadrados" sóis, não terei o ânimo necessário de expressar-me e ser ouvido...
Como bicho solto envolto na energia inebriante do sol da esperança, serei ouvido por muitos e compreendido mais facilmente, por poucos, em minhas demandas emotivas,emergentes.
Não deixarei abater-me pelas circunstâncias adversas à minha vontade, em dado instante; caso envolva-me em loucas questões que não levam a nada. Bem como em recorrentes pensamentos negativos, daninhos à minha saúde e ao meu bem estar.
Contudo, seguirei resoluto o caminho que me foi proposto, confiante de não ser abatido pelos constantes desafios que a vida oferece.
Nasci chorando e, em muitas ocasiões quando entristecido, ainda choro até copiosamente se precisar, apesar de fugir do meu controle esse querer ou não; continuo com o hábito.
Não é vergonha alguma tal atitude. Vejo como "balela" a história de que “homem não chora”.
Não é algo estranho para muitos, meus repetidos gestos sensíveis e infantis.
Nós, adultos, ainda carregamos algo de criança sim.
Mas prefiro mesmo os muitos momentos alegres e os sorrisos fartos que a vida nos proporciona.
Não podendo mais exercer minhas fluídas emoções, alguém, em algum momento, o fará por mim numa ocasião qualquer. Num encontro ou num adeus definitivo ou momentâneo.
Precisarei curtir esse instante solícito a mim, para externar minha eterna gratidão à vida; recebendo dela a oportunidade de partilhar com outros ou comigo mesmo, meus momentos alegres, daquilo que me dar prazer, amo e acredito.
Não deixarei de lembrar-me que assim como alegria e o riso a tristeza e o choro sempre irão perdurar e povoar o cenário da emoção vivente em nós. Até Cristo chorou...
As lágrimas de dor ou não, o cântico alegre e o seu contraste fazem parte do processo vital que estamos envolvidos. Assim tem sido e será.
Se a noite é triste, lembremos que dias alegres virão para refazer nossas forças e continuarmos a caminhada que ainda temos de empreender.
Tenhamos então, pelo menos um pouco de paciência nas lutas diárias, para voltarmos a sorrir novamente; porque, mesmo num doce-viver há seus contrastes.(27.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Paciência nas lutas diárias,nos dar condições de sorrir num momento oportuno. Mesmo num doce-viver há contrastes.(27.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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Como bicho solto envolto na energia inebriante do sol da esperança, serei ouvido por muitos e compreendido mais facilmente, por poucos, em minhas demandas emotivas,emergentes.(27.07.18)

Nemilson Vieira de Morais
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