Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Queria ser poeta
Assim poderia poetizar
Escrever versos quem sabe até rimar
Formar estrofes até poemas
Queria poder não só contemplar
Mas descrever o teu peculiar
Queria poder poetizar
O brilho no teu olhar
O esplendor do teu sorriso
A majestade do teu andar
A ternura no teu carinho
A suavidade do teu toque
Queria poder descrever
A doçura na tua voz
A alegria em tua presença
A cumplicidade em nós
O que teu beijo faz com meu ser
O quão completas minha felicidade.
VIDA DE POETA
O poeta transforma a dor em poesia
O compositor empresta o coração
Pra retratar, verdades do dia a dia
Que mexem com nossa emoção
De um amor, que foi perdido
Ou de outro que enfim chegou
Mas não deixa de falar
Porque é assunto popular
O bem que faz o amor...
Pra dissecar o sofrimento
É preciso estar atento a voz do coração
Dialogar com a razão
E se preciso abrir mão
Da verdade absoluta
Avaliar nossa conduta
E aprender com o perdão
E ser poeta
É conviver com a descoberta
De acessar os corações
Fazer sorrir, fazer lembrar
Fazer chorar, fazer cantar o amor
O bom poeta não é o que faz rimas
Mas o que sabe rimar
Do que vale ir às vindimas
Se não se sabe podar
O bom poeta não é o que pensa
Mas o que tem as ideias
Do que vale uma dispensa
Sem as gavetas cheias
O bom poeta existe
Ou ainda está para aparecer
Só a dúvida persiste
Só a resposta nos fará saber.
Se a Lua uiva na sua noite, silencie para que o Sol possa amanhecer...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Esta poesia,
nunca envelhecerá.
Assim como o poeta,
Permanece jovem.
Contém sonhos,
e a fé de Jó.
Mesmo que jogos do tempo,
envelheçam o homem.
Eu poderia morrer amanhã.
Que morte morreria o poeta?
Que vantagem teria morrer amanhã?
Acorda minha amada!
A morte é uma mentira.
Mesmo usando a terceira pessoa.
O poeta quase nunca consegue ser duas.
Não o chame de egoísta,
ele só gosta de contar sobre a vida.
PARAÍSO
O brinquedo e a arte são as únicas atividades permitidas no Paraíso. O poeta, o artista, a criança: esses são os seres paradisíacos. No Paraíso não existe trabalho. Existe apenas brinquedo e arte. Recuperar a sapientia é lembrar-se da “filosofia” sem palavras que morava no corpo da criança.
(livro "do universo à jabuticaba")
Por ela já fui ao espaço, viajando em seus beijos e seus abraços;
Por ela me personifiquei em poeta
Desenvolvendo as mais belas rimas, através das mais lindas métricas;
Por ela duvido da existência da solidão...
Destranquei todas as portas do meu coração.
Por ela sinto me imortal, não sinto dores nem a presença do mal
Renasço como fênix, todas as vezes que eu a encontro...
Como se mergulhasse na fonte da imortalidade
Por ela sinto algo que para muitos é uma coisa estúpida
Mas para mim é uma louca e inexplicável paixão...
Por ela mergulho nas lindas poesias, nos belos versos...
Viro Shakespeare, Homero e Camões
Participo das tragédias, odisséias e das grandes navegações...
Tudo por ela...
Por ela contemplo a verdadeira beleza
Através do seu jeito, seu perfume e seu sorriso
Por ela descubro o segredo da mágica do amor
E tenho em minhas mãos as chaves do paraíso
No qual desejo sempre estar,
Adormece no cansaço de nossos corpos
E na aceleração do pulsar de nossos corações...
Por ela me torno senhor do tempo
Tudo para deixar eternamente unido...
Dois corações em apenas um
Em qualquer lugar no tempo e no espaço...
Simplesmente tudo por Ela...
Poesia e o poeta
Lento o tempo passa no cerrado
Passa numa aflição acelerada
Arremessando a alma numa cilada
Onde evoca o estro do passado
No alvo papel não tem nada
O lampejo enrugado maltrata
E o tempo na poesia, pirata
Ensaiando asas para revoada
E na lira inocente e árida rima
Vacila a desmedida emoção
Querendo virgem inspiração
Onde o verso treta e aproxima...
A poesia do poeta
Luciano Spagnol
Maio, 2016
Cerrado goiano
Entre o Céu e o Inferno
Caso existisse céu ou inferno para o poeta
como seria sua chegada em ambos?
Depois de ser dispensado pelo secretário do diabo, o poeta foi ao céu.
No céu, um secretário de Deus lhe perguntou:
- Então o que foste na terra?
- Fui poeta, não fiz muita coisa. Apenas alguns poemas, amei algumas mulheres, bebi um bocado, mas nunca fui escravo de homens nem de Deus. Nunca roubei, nem feri um semelhante, mas não sou bom o bastante para merecer o céu, por isso fui primeiro ao inferno, contudo o diabo desprezou-me.
O Secretário de Deus, ponderou todo assunto e mandou que o poeta aguardasse um instante, pois iria consultar uma entidade superior, para saber se aceitaria ou não o poeta.
Voltando da consulta ao seu chefe imediato, o secretário perguntou:
- Então poeta,o que veio fazer no céu se nunca rezou para Deus nem para um dos seus santos?
- Não sei exatamente o que procuro no céu, devo ter me equivocado, o céu não me parece ser um bom lugar para se fazer poesia. Contudo, eu estava à toa por ir, portanto quis conhecer como vivem as pessoas no céu e no inferno.
- Entre todos que aqui estão, não se encontrar sequer um poeta do teu nível, aqui não é lugar para céticos, devo lhe dizer que também não será aceito entre nós.
o poeta deu meia volta, se retirou do recinto sagrado, da porta do céu, mas quando ia se afastando, ouvi uma voz lhe gritar pelo nome:
- Poeta, poeta, venha comigo, vou lhe mostra uma terceira opção, um lugar feito apenas para receber os poetas, um lugar entre o céu e o inferno, entre o bem e o mal.
O poeta seguiu a voz, depois sumiu num vendaval que passava todos os dias para recolher os poetas que eram dispensados por Deus e pelo diabo.
Evan do Carmo
às 18h do dia 29/05/2016
DIA DA POESIA - 21 DE MARÇO.
Márcio Souza.
Não sou poeta formado,
Atrevo-me, às vezes, a compor,
Alguns versos mal acabados,
Sobre românticos sonhos de amor!
DIA DO POETA
Hoje é dia de festejo, de alegria,
Hoje é dia especial, singular;
Hoje é dia de quem ama a poesia,
De quem vive p’lo mundo a versejar!
Hoje é dia da palavra em primazia,
Hoje é dia de cultura universal;
Hoje o dia é de amor, de nostalgia,
Pois hoje o dia ele é sentimental!
Hoje o dia é de pura melodia,
Concebida com toda maestria
Para a musa dos sonhos, predileta...
Sim, deveria ser festa em todo mundo!
Mas quem reconhece o valor profundo
Do dia, imensurável, do poeta!
"O papel olhou para o poeta e disse:
- Puxa uma caneta, senta aí, vamos conVERSAR!!" - AD
Feliz dia dos versadores, daqueles que versam com o coração aquilo que é inversável pelo homem comum. Sim, o poeta não é um homem comum, ele é aquele que versa a dor e diz que sofre o que finge ser verdadeiro, e acredita que é verdadeiro até o verso sair à lume, depois, as ri-se marotamente daqueles que crêem em sua dor poética que foi-se embora quando o verso nasceu. Feliz dia do poeta. São os votos de Paulo Siuves à todos os versa dores.
O POETA E O SEU POETAR
O poeta escreve com a alma
E pensa que sempre existirá
Alguém para ler
O que ele escrever
Ele escreve com sensibilidade
Fala do amor e da saudade
E o que vai no pensamento
Independente de sentimento
Porque poeta, é sempre poeta
Jamais deixará de poetar
Escreve o seu poema
Sobre qualquer tema
Ainda que seja um lamento
Ele ama a vida e a natureza
E isso, ele sabe bem admirar
Ele ama o amor e fala dele
Como num protesto pacífico
Ou de manifestação
Porque sabe, que é isso
Que vai de encontro com a emoção
E se de algum texto ninguém gostar
Basta ir na tecla "delete" e deletar
O poeta é um simples escritor
Que mesmo na alegria ou na dor
Ele ama e quer se sentir amado
É um ser apaixonante
E pela vida apaixonado
E digas quem não vira poeta
Com tamanha inspiração
Impossível não dar asas
As palavras e a imaginação
Que por breve momento
Me Dominam a razão
E Tira-me um último alento
Que palpita o coração
O poeta
Esculpi palavras no entardecer,
Para que o anoitecer seja poético.
Duvido que as estrelas não ouçam,
O canto solto dos meus versos.
Duvido que a alma não sinta,
O brilho lírico que eu desperto.
Esculpi olhares distantes, suspiros...
Suspiros instantes de amor.
Frescor de brisa quente,
Em cálida mente, sente.
Duvido que a noite escura não brancura.
Duvido que d’alma livre não flutua.
Esculpi amor em letras de inverno,
Para aquecer as palavras que profiro.
Duvido que a chuva não varra,
As pálidas gotas vazias de emoção.
Duvido que o poeta não tenha,
A esperança viva pro coração.
E de tanto esculpir sentimentos,
Vejo que ganho leveza ao tocar,
Em cada gesto que vem me abraçar,
Em cada paixão que se faz revelar.
Duvido que o poeta não faça do amor rima.
Duvido que a rima não seja do poeta a amar.
