Poema Sobre Solidão
Chove chuva, chove sem parar.
Vai tristeza, vai embora sem pensar.
Xô solidão, que a vida vem me amar.
Não importa mais se olham para mim,
Porque eu já sei exatamente quem sou.
Sei bem qual é o meu lugar
O lugar mais distante
não é onde se vai,
é onde a solidão
jamais nos alcança.
Ali, só existe a paz —
silenciosa e firme —
aquela que sustenta a alma, a
que nos mantém de pé.
Atila Negri
Livre solidão
Tudo que eu quero é a solidão
Permanecer em minha própria companhia
E nela refletir das benesses que com você posso dividir
E dos sacrifícios que para tal se vai exigir.
Quem derá houvesse uma fórmula mágica.
Ou um elixir, que ao beber venha o desfrute da paz e da serenidade,
Que mora junto as almas ligadas em eterna lealdade.
-
Leonardo Procópio
8 de Novembro de 2023
Há dor pior do que aquela que não se pode gritar?
Há pior solidão que não encontrar compreensão?
Há pior aflição, quando não tem com quem se compartilhar?
Somos inocentes silenciados
Melhor seria vestir uma camisa de força
Dopar-se, esvanecer-se;
Adormecer!
Empatia
Doem os pés que caminham
E carregam contigo as bagagens da solidão
Dentro de si, carrega
Um mundo de escuridão.
Mas, no caminho,
Encontra outro coração sozinho
E, quando se juntam,
A dor de um é do outro
E se torna de ambos.
É na troca das nossas dores
Que a cura se faz real
Os fardos se tornam mais leves
E nossos caminhos se iluminam.
Há um lugar em meio ao caus e a dor
Onde toda a tristeza, medo e solidão
Não pode entrar
Este lugar fica ali na esperança.
Decepção.
O vazio não está mais aqui,
Pois teho quem me faz rir.
Solidão, saia daqui,
Pois tenho quem me faz sorrir.
Como a brisa suave de um luar,
Assim me vejo por demtro surtando,
Com esse seu olhar,
Sinto meu rosto esquentando.
Como posso aguentar,
Ver essa cena?
O meu amor,
tentar tirar-me da cabeça?
Por isso digo,
Uma dica importante.
Não fique como fico,
Com essa dor constante.
FILHO DO PARÁ
“Ó Pará, há tempos que vim de lá.
Deixei a solidão conduzir-me o coração,
como tua estrela solitária,
que exerce autonomia.
Recordo-me de que de ti herdei a cidadania.
De verdade, eu sou de lá,
da terra do Norte quente,
e tenho apreço por essa gente,
que, em festa, muito contente,
vem hoje se declarar:
eu te amo, meu Pará!
Pois, sou teu filho, sou guerreiro,
sou paraense, brasileiro!”
Tasselo Brelaz
Solidão
A solidão é como uma velha senhora cansada.
Olhos fundos com sonhos desfeitos.
Guarda seus dias de glória na lembrança, Sorri inquieta diante crua realidade.
A solidão é a presença constante daquilo que não deveria ter partido, mas se foi.
A cor rasgada de um arco-íris, a íris presa numa retina que arde pela dor.
Uma bebida amarga que rasga o peito enquanto desce pela garganta, machucada por gritos da sua alma inquieta.
Solidão, passeio inveterado pelo paraíso das trevas.
Parceira de um abismo sedento pela próxima alma desavisada.
Deserto de palmas numa canção, que silenciosa brada aos ventos a sua mórbida sentença.
Solidão, sempre ela a perturbar os dias cinzas, sob um céu que já foi azul.
A fumaça sobe em direção ao imenso
vazio, um corpo trafega de mãos dadas com a ansiedade e, chamando por socorro encontra no medo um perfeito aliado.
Feitiço jogado num espelho, refletido no devaneio da esperança de encontrar abrigo para sua canção.
A voz abraçada por paredes, o corpo vigiado por concreto, a cabeça repousada no travesseiro...
Assim a velha adormece, buscando em seus sonhos a companhia que lhe falta. (Júlio Raizer)
Minha solidão dilata dentro de mim que transborda
Eu, não vejo nada além do preto do breu
Eu não sinto nada além do frio que dá medo
Eu não desejo nada além de uma companhia que nunca vá embora
E mesmo sendo impossível, minha falsa esperança me faz continuar
Até que eu ache outra coisa pela qual lutar
Há um cárcere pior que a solidão:
É o corpo que respira contra a vontade da alma que já se apagou.
Maldito quem é dono de um coração que bate
e de um espírito que já assinou sua rendição,
sem permissão para que um silêncio definitivo
sepulte o que a vida já consumiu.
Solidão...
Queria eu entender um coração que se afasta, que abandona e que deixa de amar.
Que propositalmente segue seu caminho sem nenhuma explicação.
Deixando no outro ser apenas a dor, a tristeza e a magoa
O amor tem destas coisas hora ama absurdamente talvez ate incondicionalmente.
De outro momento deixa de amar buscando novidade pra sobreviver.
Que sentimento bobo esse que provoca sorrisos e lágrimas
que deixa o chão repleto de flores e deixa o chao um mar infinito
Dentro do tempo que vivo nesta solidão procurei entender o coração, entender este sentimento tão volúvel!
Com isso aprendi a me desapega de sentimentos pra não sofrer mesmo com tempo avante ainda assim coração pode lembrar derrubar ate montanhas.
Quero aprender nesta solidão que pode se viver, de um sonho, de uma palavra e de verdades.
Aprendendo a ser guerreira e lutar, lutar e lutar!
Shirlei Miriam de Souza
Minhas lágrimas tem sempre um direcionamento.
A solidão eminente que surge no meu coração.
Não sou capaz de reconhecer o meu valor. Me envergonho do meu sofrimento e dor.
Não é supresa quando apenas uma lágrima simplesmente sai sem esforço.
Minha direção sofrida já está bem ali, mas vou ignora lá.
Chamo de solidão
“Nunca amei alguém, nunca me apaixonei por ninguém, e eu acho que ninguém se apaixonou por mim também.”
Solidão ou Solitude?
Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.
"Será que ao amar somos condenados a uma vulnerabilidade
Que nos leva à solidão quando quem se ama
Não pode corresponder ao amor que sentimos.
Seria, neste caso, o amor uma sentença?
Amar sem ser amado, querer por perto alguém
A quem o coração está fechado."
"Incorresponência"
Por Marcio Melo
Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão
O meu som e a minha fúria
E esta pressa de viver
E este jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
"Ontem foi tão grande a minha solidão
que eu precisei chorar, prá não ficar sozinho. Pobre tolo... Pobre de mim...
que já nem sei chorar, e não sabia."
Solitude não é solidão. Solidão machuca, pesa, esvazia. Solitude é encontro, é abrigo, é escolha.
Por muitos anos, e talvez até hoje, achar conforto dentro da própria consciência parece um mistério. Ficar consigo mesmo nem sempre é leve, mas é revelador. Em pequenas conquistas e momentos de presença, a solitude aparece. Ela faz parte do processo. O cuidado é não deixar o recolhimento virar afastamento do mundo, porque aí o que era cuidado vira carência.
Estar só é só estar. Sem fuga, sem distração obrigatória, sem ruído para preencher o vazio.
É como limpar a casa por inteiro, não apenas varrer as migalhas. A diferença mora nos detalhes, no que quase ninguém vê, mas muda tudo por dentro.
Estar presente neste exato momento, fazendo o que se tem vontade. Sendo feliz, sendo estranho, sendo normal, sendo você. E isso basta.
Porque no fim, só temos esta vida e nem sabemos até quando. Seria uma pena ir embora sem estar em paz com a companhia da pessoa mais importante da sua vida: você.
