Poema Sobre Solidão
Há noites como essa
Em que a tristeza bate e a solidão aperta
O tempo não passa, o relógio para
E a angústia no peito jamais se cala
Pensamentos perdidos dentro da mente
Não dá pra medir esse vazio presente
Sono vem, o cansaço é extremo
Mas com a mente a mil eu não adormeço
Coração chora, sangro sem corte
É como sentir aos poucos
Minha alma indo à morte
Dia após dia travo essa batalha
Dia após dia vejo cair as lágrimas
Caio e levanto ciente de que
Amanhã talvez não seja diferente
Mas serei como um leão
Talvez não o mais rápido ou mais forte
Nem o maior em sabedoria e porte
Mas serei aquele que encara a guerra
E jamais dela foge
O que mesmo ferido continua de pé
O que cai, sangra e segue na fé
Venço essa guerra...
Ou sigo lutando até a morte que me espera...
(ÁG)
❝ ...Pedi a Deus para me enviar bons amigos,
que me tire desta solidão e que seja amparo
e luz. Deus foi além, me enviou um anjo, um
anjo bom cheio de amor e ternura. Meus dias
se encheram de alegria, aconchego e paz, tudo
isso graças a Você meu doce e lindo Anjo...❞
Autoria: Eliana Angel Wolf
❝ ...Quando te conheci,
minha vida era apenas
solidão. Sem sem me
dar conta do que estava
acontecendo nos tornamos
grandes amigos, confidentes,
companheiros. Eu precisava
apenas alguém que me escultasse.
E você esta ali pronto para me
ouvir falar, e também me ver chorar.
Mas você com seu jeito amigo secou
todas minhas lágrimas, me fez ver o
quanto eu era especial. E nesta
amizade nasceu um grande amor.
E sem me perceber. Me dei conta,
como eu amo você.... ❞
----------------------------------Poetisa: Eliana Angel Wolf
Tu és a guerreira que, com espadas de luz e perdão,
cercou meus passos, dissipou a minha solidão
e, com a delicadeza de quem domina o próprio furacão,
aprisionou, com amor e garra, todo o meu coração.
-------- Eliana Angel Wolf
Solidão Cósmica
Flutua pelo vazio do espaço
Quem faz da dor um grito silencioso
Vagando sem rumo através dos astros
Desenha palavras não ditas
Que ecoam como algo precioso
Passa por cometas e estrelas
Sobrevivendo ao frio e ao calor infernal
Se fortalece cada vez que morre
Mas as marcas que ali ficam
Lembram que a dor é incondicional
Alguma vez no vasto universo
Orbtaria um majestoso lugar
Numa via de estrelas distanciadas
Descansa na sombra de um planeta
Com vista para um belo luar
ETERNO BEM
Se achas que escreves bem na solidão da noite.
Então, te direi, não durma bem!
E, se disseres que isso não te fará bem
O que sabes sobre?
É algo que vive enquanto viveres.
Os poemas?
Ah, os poemas. Viverão sem enquanto.
FLORES DO JARDIM
Composição: Góis Del Valle
O amor não nasce em vão.
Paixão ou solidão dentro do peito,
palavras lá no chão são frases,
Como rosas no jardim.
Se eu não abro mão
das coisas que criei
aqui por dentro...
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
E quando a ilusão
enche o peito e dilacera o coração,
se eu não me amasse, o que seria dos
meus sentimentos?
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.
Por muito tempo, sentimentos como solidão e vazio
dominavam aquilo que eu escrevia. Ainda sou um garoto solitário,
mas agora não dependo apenas da solidão para escrever.
A verdade é que chega um determinado momento em que precisamos crescer.
É necessário deixar para trás velhas feridas; precisamos parar
de cutucar aquilo que nos causou dor. É tempo de respirar.
Tempo de aproveitar as coisas boas que aparecem em nossas vidas,
principalmente os amigos que nos resgatam e nos dão asas.
Meu voo já não é tão solitário;
não me encontro mais no abismo.
Nas noites de festa e nas de solidão,
preciso de algo de inspiração!
pra esquecer de alguém pra esquecer de você.
Pra fingir que um dia vou volta a te ver.
Trecho da Música - Vou voltar a te ver
Álbum 2012
Um som que vem do coração
Anjos do Acaso
A reciprocidade e a sólidão
A imensidão da solidão,nos faz está sempre procurando quem possa preencher o vazio, a falta de amor, carinho. Muitos procuram corpos, são insaciáveis cada dia buscando a beleza de um novo corpo. Procuram corpos como objetos de satisfação de seu ego e nem os vê como pessoas a quem ama, e se saceia seus desejos como animais famintos. Nunca estão satisfeitos. E procuram cada dia mais um rosto ou outro corpo que seja mais bonito. Né saciar seus desejos primitivos. Eu procuro a conexão de olhar, que quando ele me encontrar diga pra si mesmo é com ela quero está, e com ele um colo que possa deita, uma mão possa acariciar, que o desejo seja continuo, que seu amor me faça sonhar, ainda seja por um minuto viver o amor absoluto. E não alguns minutos de prazer com alguém que em primeiro poste de um rosto e maís um corpo mais bonito e assim em segundos já teria me esquecido.
Até quando suportar???
Até quando suportar dor constante
Solidão presente a todo instante
Abandono e o choro
Que não me escolhe quem eu escolho
A dor dos outros eu acolho,
E a minha... eu que cale o choro.
Uma vida sem sentido
Não que não tenha valor,
Mas onde só a dor parece provar que estou vivo.
Carrego aquilo que me fere e causa dor
Pra acolher aqueles que amo, mesmo sofrendo.
Deixo minhas tristezas e mágoas de lado
Pra apoiar a quem amo e não deixar abandonado.
Mas e eu? Quem me acolhe?
Todos esperam que eu sempre seja forte
No mundo em que o homem não pode sentir dor
Só temos deveres e um peso árduo
Abandonado na infância, ainda hoje me vejo
Chorando sozinho como aquela criança
Os traumas do passado se repetem
E vivo pesadelos dos quais, por mais que tente,
Jamais desperte!
(ÁG)
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
SOLIDÃO INTERNA
É quando a gente imergi dentro de si mesmo
e enxerga um corredor longilíneo e afunilado
Nas paredes rebocadas de cal esmaecido…
Sonhos crivados em retratos amarelados
em nossa memória em forma de mosaico.
Em sintonia com ruídos de nossos passos
Seguimos em atos como uma peça de teatro…
TERRITÓRIO ESTRANGEIRO
(Quando a extensão oscila...)
A maior solidão é quando não se consegue alcançar a sua própria extensão; vivemos num território limitado. Somos estrangeiros de nós mesmos. É um estado de hibernação, tentando puxar para dentro de si, novamente, aquele cordão umbilical que se esvaiu... E parece que sempre fica oscilando.
Lu Lena / 2026
O EXÍLIO DE VIDRO
(A solidão como refúgio e o esgotamento da entrega humana na era digital) 📲
Desde que as redes sociais estouraram, percebi o quanto nos sentimos sós, mas acho que as usamos como barreira para não sermos invadidos. É nesse silêncio que nos vemos cercados de gente que não conhecemos, mas que, muitas vezes, é quem nos acolhe.
Por isso, esse isolamento digital se torna um lugar seguro.
Dizem que as telas nos roubaram os olhos, mas a verdade é mais complexa: há uma solidão que não nasce da falta de sinal, mas do cansaço exaustivo de ser apenas vitrine.
A gente valida o ruído e os murmúrios inaudíveis da era digital quando o barulho ensurdecedor da realidade se torna uma mente fadigada.
Preferimos a proximidade fria da tecnologia não porque ela supere o calor de um abraço, mas porque o abraço exige uma entrega que já não temos no "estoque da alma". O mundo dos algoritmos e das curtidas é atraente, mas superficial; tornamo-nos fios invisíveis, marionetes de um tempo que parece retroceder à era Matrix.
Nesse exílio voluntário, sentimo-nos "livres" porque não precisamos sustentar o personagem que a família espera ou o sorriso que os amigos cobram. Entramos no Exílio de Vidro: um lugar onde é mais confortável estar preso do que ter que sair dessa zona de conforto e ter que encarar o nosso lado de dentro.
Lu Lena /2026
Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.
Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.
Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.
A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.
Final rima com breu, solidão e partida
Rima com falta de abraço e também com despedida
Final rima com ternura que deixou de existir
Rima com planos desfeitos e com chão a se abrir
Final rima com vazio que aperta, que dá nó
E rima com o antigo "nós" que agora ficou só.
