Poema Sobre Solidão
Lágrimas e Solidão
Quando tudo for escuro
Num labirinto inseguro
Quando a presença vira saudades
Quando a tristeza for a verdade
Quando as lágrimas e a solidão,
tomarem conta do meu coração...
Eu não irei viver
Vou apenas existir
Sem vontade para nada
Nem se quer vou sorrir
Vou apenas chorar
Apenas chorar...
Louca de paixão !
Eu tenho uma amiga,
amante da solidão,
não casa com outro homem,
por causa, de sua louca paixão.
Separada desse cabra,
fica louca, quando o ver,
perde a noção do tempo e
a vontade de viver.
Chove chuva, chove sem parar.
Vai tristeza, vai embora sem pensar.
Xô solidão, que a vida vem me amar.
Não importa mais se olham para mim,
Porque eu já sei exatamente quem sou.
Sei bem qual é o meu lugar
Amor ausente
Nos vergões da solidão
Que me assola a minh’alma
Longe está a minha amada
Quando nela me procuro...
Quem dela foge o caminho
Parece só estar sozinho
De tão dita companhia
Chama viva quente e fria.
É uma sombra que projeta
Frente, lado, fundo e verso
Ao redor e derredor
Me tornando tão vazio.
Se me transborda em mim
Todo amor que eu lhe tenho
Tenho dito aos quatro ventos
Em que ecoam o meu lamento..
Tão longe
E muito perto
Vivo esse meu repente
Desse amor em ti ausente.
Edney Valentim Araújo
O lugar mais distante
não é onde se vai,
é onde a solidão
jamais nos alcança.
Ali, só existe a paz —
silenciosa e firme —
aquela que sustenta a alma, a
que nos mantém de pé.
Atila Negri
Livre solidão
Tudo que eu quero é a solidão
Permanecer em minha própria companhia
E nela refletir das benesses que com você posso dividir
E dos sacrifícios que para tal se vai exigir.
Quem derá houvesse uma fórmula mágica.
Ou um elixir, que ao beber venha o desfrute da paz e da serenidade,
Que mora junto as almas ligadas em eterna lealdade.
-
Leonardo Procópio
8 de Novembro de 2023
Há dor pior do que aquela que não se pode gritar?
Há pior solidão que não encontrar compreensão?
Há pior aflição, quando não tem com quem se compartilhar?
Somos inocentes silenciados
Melhor seria vestir uma camisa de força
Dopar-se, esvanecer-se;
Adormecer!
Empatia
Doem os pés que caminham
E carregam contigo as bagagens da solidão
Dentro de si, carrega
Um mundo de escuridão.
Mas, no caminho,
Encontra outro coração sozinho
E, quando se juntam,
A dor de um é do outro
E se torna de ambos.
É na troca das nossas dores
Que a cura se faz real
Os fardos se tornam mais leves
E nossos caminhos se iluminam.
Há um lugar em meio ao caus e a dor
Onde toda a tristeza, medo e solidão
Não pode entrar
Este lugar fica ali na esperança.
Decepção.
O vazio não está mais aqui,
Pois teho quem me faz rir.
Solidão, saia daqui,
Pois tenho quem me faz sorrir.
Como a brisa suave de um luar,
Assim me vejo por demtro surtando,
Com esse seu olhar,
Sinto meu rosto esquentando.
Como posso aguentar,
Ver essa cena?
O meu amor,
tentar tirar-me da cabeça?
Por isso digo,
Uma dica importante.
Não fique como fico,
Com essa dor constante.
FILHO DO PARÁ
“Ó Pará, há tempos que vim de lá.
Deixei a solidão conduzir-me o coração,
como tua estrela solitária,
que exerce autonomia.
Recordo-me de que de ti herdei a cidadania.
De verdade, eu sou de lá,
da terra do Norte quente,
e tenho apreço por essa gente,
que, em festa, muito contente,
vem hoje se declarar:
eu te amo, meu Pará!
Pois, sou teu filho, sou guerreiro,
sou paraense, brasileiro!”
Tasselo Brelaz
Solidão
A solidão é como uma velha senhora cansada.
Olhos fundos com sonhos desfeitos.
Guarda seus dias de glória na lembrança, Sorri inquieta diante crua realidade.
A solidão é a presença constante daquilo que não deveria ter partido, mas se foi.
A cor rasgada de um arco-íris, a íris presa numa retina que arde pela dor.
Uma bebida amarga que rasga o peito enquanto desce pela garganta, machucada por gritos da sua alma inquieta.
Solidão, passeio inveterado pelo paraíso das trevas.
Parceira de um abismo sedento pela próxima alma desavisada.
Deserto de palmas numa canção, que silenciosa brada aos ventos a sua mórbida sentença.
Solidão, sempre ela a perturbar os dias cinzas, sob um céu que já foi azul.
A fumaça sobe em direção ao imenso
vazio, um corpo trafega de mãos dadas com a ansiedade e, chamando por socorro encontra no medo um perfeito aliado.
Feitiço jogado num espelho, refletido no devaneio da esperança de encontrar abrigo para sua canção.
A voz abraçada por paredes, o corpo vigiado por concreto, a cabeça repousada no travesseiro...
Assim a velha adormece, buscando em seus sonhos a companhia que lhe falta. (Júlio Raizer)
Na multidão humana,
encontrei a solidão
passeando com certa aflição
em cada coração...
No deserto da vida,
encontrei a imensidão
da solitude em sua plenitude
residindo na fértil inspiração
✍MiriamDaCosta
Minha solidão dilata dentro de mim que transborda
Eu, não vejo nada além do preto do breu
Eu não sinto nada além do frio que dá medo
Eu não desejo nada além de uma companhia que nunca vá embora
E mesmo sendo impossível, minha falsa esperança me faz continuar
Até que eu ache outra coisa pela qual lutar
Os desejos e a solidão ( letra de música)
(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito
Deusa da solidão
Na ilha no meio de tantas outras ilhas perdidas no meio do oceano, existe a Deusa dos ventos que batem sem direção,
Os sons que se reproduzem de acordo com a temperatura ou através dos movimentos que não se podem ver são frenéticos assim como os do mar quando batem nas paredes de corais,
Um mundo fantasioso se cria no crepúsculo bem como a realidade tão esperada se oferece como uma miragem,
Duros são os golpes dias após dias da lua no sol e do sol na lua e nessa rotação frequente sem vencedores o perdedor é o telespectador que assiste ansioso sentado observando juntamente com a Deusa das ondas e desse horizonte,
Os pássaros cantam, a cachoeira flui, as estações vão e vêm, mas a caverna é silenciosa e escura, sem sombras e sem pena,
Na ilha perdida em meio a tantas outras o mar em volta é profundo, os quatro ventos sussurram e o corvo é o vigia da insônia e da dor,
A coragem pode vencer o medo, navegar no intenso talvez seja um caminho,
Na ilha, o farol esta aceso, seis galhos secos e uma corda estão jogados na areia a três metros do mar, a escolha entre o afundar ou o afrontar é tua.
Solidão, se afaste das minhas pernoites,
Dúvidas, parem de lucrar com o meu repouso,
O aperto na garganta e as dores no estômago são aventureiras na superfície das noites alheias,
Almejo cruzar a porta que transborda o que os meus olhos fechados veem,
Solução me abraça!
O saber amargo
Gritos de solidão foram ouvidos,
Abraços de ilusão foram dados,
O momento tempestivo foi subjugado,
Na razão o existencial é só um detalhe, o substancial recebe aplausos e o importante é incompreendido.
Há um cárcere pior que a solidão:
É o corpo que respira contra a vontade da alma que já se apagou.
Maldito quem é dono de um coração que bate
e de um espírito que já assinou sua rendição,
sem permissão para que um silêncio definitivo
sepulte o que a vida já consumiu.
