Poema Sobre Solidão
Solidão Cósmica
Flutua pelo vazio do espaço
Quem faz da dor um grito silencioso
Vagando sem rumo através dos astros
Desenha palavras não ditas
Que ecoam como algo precioso
Passa por cometas e estrelas
Sobrevivendo ao frio e ao calor infernal
Se fortalece cada vez que morre
Mas as marcas que ali ficam
Lembram que a dor é incondicional
Alguma vez no vasto universo
Orbtaria um majestoso lugar
Numa via de estrelas distanciadas
Descansa na sombra de um planeta
Com vista para um belo luar
ETERNO BEM
Se achas que escreves bem na solidão da noite.
Então, te direi, não durma bem!
E, se disseres que isso não te fará bem
O que sabes sobre?
É algo que vive enquanto viveres.
Os poemas?
Ah, os poemas. Viverão sem enquanto.
Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.
Por muito tempo, sentimentos como solidão e vazio
dominavam aquilo que eu escrevia. Ainda sou um garoto solitário,
mas agora não dependo apenas da solidão para escrever.
A verdade é que chega um determinado momento em que precisamos crescer.
É necessário deixar para trás velhas feridas; precisamos parar
de cutucar aquilo que nos causou dor. É tempo de respirar.
Tempo de aproveitar as coisas boas que aparecem em nossas vidas,
principalmente os amigos que nos resgatam e nos dão asas.
Meu voo já não é tão solitário;
não me encontro mais no abismo.
Nas noites de festa e nas de solidão,
preciso de algo de inspiração!
pra esquecer de alguém pra esquecer de você.
Pra fingir que um dia vou volta a te ver.
Trecho da Música - Vou voltar a te ver
Álbum 2012
Um som que vem do coração
Anjos do Acaso
A reciprocidade e a sólidão
A imensidão da solidão,nos faz está sempre procurando quem possa preencher o vazio, a falta de amor, carinho. Muitos procuram corpos, são insaciáveis cada dia buscando a beleza de um novo corpo. Procuram corpos como objetos de satisfação de seu ego e nem os vê como pessoas a quem ama, e se saceia seus desejos como animais famintos. Nunca estão satisfeitos. E procuram cada dia mais um rosto ou outro corpo que seja mais bonito. Né saciar seus desejos primitivos. Eu procuro a conexão de olhar, que quando ele me encontrar diga pra si mesmo é com ela quero está, e com ele um colo que possa deita, uma mão possa acariciar, que o desejo seja continuo, que seu amor me faça sonhar, ainda seja por um minuto viver o amor absoluto. E não alguns minutos de prazer com alguém que em primeiro poste de um rosto e maís um corpo mais bonito e assim em segundos já teria me esquecido.
Até quando suportar???
Até quando suportar dor constante
Solidão presente a todo instante
Abandono e o choro
Que não me escolhe quem eu escolho
A dor dos outros eu acolho,
E a minha... eu que cale o choro.
Uma vida sem sentido
Não que não tenha valor,
Mas onde só a dor parece provar que estou vivo.
Carrego aquilo que me fere e causa dor
Pra acolher aqueles que amo, mesmo sofrendo.
Deixo minhas tristezas e mágoas de lado
Pra apoiar a quem amo e não deixar abandonado.
Mas e eu? Quem me acolhe?
Todos esperam que eu sempre seja forte
No mundo em que o homem não pode sentir dor
Só temos deveres e um peso árduo
Abandonado na infância, ainda hoje me vejo
Chorando sozinho como aquela criança
Os traumas do passado se repetem
E vivo pesadelos dos quais, por mais que tente,
Jamais desperte!
(ÁG)
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
SOLIDÃO INTERNA
É quando a gente imergi dentro de si mesmo
e enxerga um corredor longilíneo e afunilado
Nas paredes rebocadas de cal esmaecido…
Sonhos crivados em retratos amarelados
em nossa memória em forma de mosaico.
Em sintonia com ruídos de nossos passos
Seguimos em atos como uma peça de teatro…
TERRITÓRIO ESTRANGEIRO
(Quando a extensão oscila...)
A maior solidão é quando não se consegue alcançar a sua própria extensão; vivemos num território limitado. Somos estrangeiros de nós mesmos. É um estado de hibernação, tentando puxar para dentro de si, novamente, aquele cordão umbilical que se esvaiu... E parece que sempre fica oscilando.
Lu Lena / 2026
O EXÍLIO DE VIDRO
(A solidão como refúgio e o esgotamento da entrega humana na era digital) 📲
Desde que as redes sociais estouraram, percebi o quanto nos sentimos sós, mas acho que as usamos como barreira para não sermos invadidos. É nesse silêncio que nos vemos cercados de gente que não conhecemos, mas que, muitas vezes, é quem nos acolhe.
Por isso, esse isolamento digital se torna um lugar seguro.
Dizem que as telas nos roubaram os olhos, mas a verdade é mais complexa: há uma solidão que não nasce da falta de sinal, mas do cansaço exaustivo de ser apenas vitrine.
A gente valida o ruído e os murmúrios inaudíveis da era digital quando o barulho ensurdecedor da realidade se torna uma mente fadigada.
Preferimos a proximidade fria da tecnologia não porque ela supere o calor de um abraço, mas porque o abraço exige uma entrega que já não temos no "estoque da alma". O mundo dos algoritmos e das curtidas é atraente, mas superficial; tornamo-nos fios invisíveis, marionetes de um tempo que parece retroceder à era Matrix.
Nesse exílio voluntário, sentimo-nos "livres" porque não precisamos sustentar o personagem que a família espera ou o sorriso que os amigos cobram. Entramos no Exílio de Vidro: um lugar onde é mais confortável estar preso do que ter que sair dessa zona de conforto e ter que encarar o nosso lado de dentro.
Lu Lena /2026
Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.
Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.
Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.
A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.
Final rima com breu, solidão e partida
Rima com falta de abraço e também com despedida
Final rima com ternura que deixou de existir
Rima com planos desfeitos e com chão a se abrir
Final rima com vazio que aperta, que dá nó
E rima com o antigo "nós" que agora ficou só.
a solidão nos deixa triste, e no mesmo tempo confortável.
Pois não sabemos, quando estamos só.
Ou simplesmente acompanhado da solidão.
TRMPOS
Tempo de alegria,
tempo de solidão.
Tempos de luz
e tempos de escuridão.
Tempos de lágrimas
e tempos de riso.
Tempos de bondade e canto,
tempos de dor e de pranto.
Em cada tempo, há um Deus sempre atento
a tudo ao redor.
Pra nos encher de graça
e guardar com Seu manto de amor.
Em todo tempo, Deus está aqui,
mesmo quando eu não consigo sorrir.
Na dor ou na alegria,
Sua mão me guia,
Seu amor nunca vai ter fim.
Em todo tempo, vou confiar,
mesmo quando o medo tentar me parar.
Pois acima das tempestades
brilha a fidelidade
do Deus que nunca vai falhar.
Quando a noite escurece
e o coração quer chorar,
Deus acende esperança
e me ensina a caminhar.
Se o vento sopra forte
e a tristeza vem também,
Seu cuidado me abraça
e me faz prosseguir além.
Há tempo pra plantar,
há tempo pra colher.
Há tempo de esperar
e tempo de vencer.
E em cada estação,
Deus sustenta o coração.
Seu amor é eterno,
segura a minha mão.
Em todo tempo, Deus está aqui,
mesmo quando eu não consigo sorrir.
Na dor ou na alegria,
Sua mão me guia,
Seu amor nunca vai ter fim.
Cícero Marcos
Solidão
A palavra que aflige os poetas,
e todos aqueles que um dia dirão
que conheceram de perto a dor
implacável da solidão.
Cada solidão tem sua história,
cada qual sua responsabilidade.
Confesso que a minha foi cruel,
pois carrego a própria verdade.
Preciso assumir meus erros,
ou assumirei ser covarde.
Não me pintem como santo,
nunca vivi essa realidade.
Fiz mal a quem mais amei,
feri mãos que só me acolhiam.
E as águas do arrependimento,
por vezes, em mim não corriam.
Arrependido, sim.
Perdoado, talvez.
Mas a solidão que me acompanha,
essa amiga antiga, não se desfez.
Amei e fui amado,
mas por uma doença fui enganado.
Responsabilidade minha, é claro,
ainda que por ela eu tenha sido arrastado.
Quem dera voltar no tempo,
desfazer cada pecado cometido.
Trocar noites perdidas nas drogas
por cada instante contigo vivido.
Hoje estaria ao seu lado,
prestes a celebrar o Dia dos Namorados.
Levaria você à quermesse
que tantas vezes havia me pedido em recados.
Mas eu estava cego demais,
desatento, distante, desavisado.
Enquanto o amor me chamava baixinho,
eu seguia pelas drogas dominado.
Hoje outro homem segura sua mão,
e sinceramente espero que cuide bem de você.
Que a leve para onde seus sonhos apontam,
e faça seu sorriso florescer.
Pois vale para mim mil solidões,
mil noites vazias e sem abrigo,
se em alguma parte deste mundo
você estiver feliz, mesmo sem estar comigo.
Raphael Bragagnolle
Ontem veio rapidamente aquele momento na minha vida que
a solidão era menos constante, e sua singela companhia
me alegrava, sim se pudesse te deletar de uma só vez da minha
mente este pensamento jamais poderia vir atona....
Nesses dias estive pensando
A solitude, ao contrário da solidão, nos permite pensar em idéias sem nos afundarmos na angústia de nossos próprios corações ambivalentes.
- Ah, tristeza... Porque ainda reinas nesta alma que já tem inúmeras mágoas? És como uma cobra assassina cujo veneno é a ansiedade dolorida que penetras em meu espírito coitado...
Vá embora tristeza! Vá embora deste ser que não te pertence!
Para assim, depois de uma longa escuridão, eu aprender a ser luz.
