Poema Sobre Solidão

Cerca de 16115 poema Sobre Solidão

Já se perguntou o quanto é ruim viver na solidão.
Por muitas das vezes eu fico pensando, o porque disso tudo mas se você parar para analisar a solidão não é tão ruim assim.
Temos que viver sendo na solidão ou não
Tudo é questão de fases uma hora essa passa

"Por vergonha
me isolei na escuridão.
Por medo
me escondi na solidão."

MEU SONETO

As minhas lágrimas são da arte
E a minha solidão é do amor.
No meu poder tem o disfarce;
Dos meus sorrisos saem a dor...

No meu coração tem o enlace,
Na minh'alma esplendor...
E na expressão de minha face
Se faz brilhar todo o fulgor.

No meu silêncio tão profundo
Exalto a vida a todo mundo,
Levo às costas todo o poder...

Do maior amor sou dependente;
De mentiras vivo a toda gente,
Da ilusão, profano o meu viver...

© Dolandmay Walter

A amiga solidão


A solidão
tem sido minha melhor amiga.
A ansiedade,
minha eterna companheira de buscas, buscas e mais buscas...
Sem saber o que encontro,
Sem saber o que procuro.


Fala-me o amor,
a paixão,
a constÂncia.
Tenho apenas
o nada com o nada,
da escuridão.


Vivo por viver,
com o sentimento do velho,
do gosto,
do fim.


E a cada respirar,
um desejo de partida.
A cada amanhecer,
a raiva de ver o dia chegar.


Mas...
Mesmo no breu,
há um Deus que sussurra:
- Ainda não é o fim.
E na ponta de um fio,
Seguro-me
pois talvez,
Lá na curva da vida,
A luz volte a nascer.

⁠Existe uma linha tênue entre a solidão e a solitude.


Até onde suportamos estar sós? No silêncio há o prazer e a liberdade de ser completo em si, mas também a dor e o vazio de quem falta.


O mesmo sentimento que nos liberta é aquele que, às vezes, nos rasga a alma.

Há dias em que a solidão chega sem bater na porta.
Ela se senta ao meu lado, pesada, e me faz sentir pequena.
É o tipo de presença que não consola —
aperta o peito, lembra o que falta,
faz o tempo andar mais devagar.


Mas há outros dias…
em que o silêncio é o meu amigo mais gentil.
Eu me sento comigo mesma e não há dor —
há sossego.
A xícara de café esfria devagar,
e o mundo parece menos urgente.


Solidão é quando o coração pede companhia.
Solitude é quando ele aprende a se escutar.


Uma dói, a outra cura.
Uma é o vazio da falta,
a outra é o espaço da paz.


E talvez crescer seja isso —
descobrir que estar só
não significa estar perdida,
mas, às vezes, finalmente estar em casa.
?

O que é saudade?


Um completo vazio imenso,
Justamente por pura solidão.
A saudade existe e é dolorosa, talvez em uma poesia não dê para expressar, que sentimento é a saudade.
Saudades é um sentimento.
Saudades não é uma definição só.
Existem milhares de saudades.
A minha é uma saudade por alguém que já se foi e não volta mais.
Ela é cruel mas existe.
Saudade é saudade e nada mais.

⁠O Canto da Alma em Solitude
No vasto palco da existência, um véu,
Solidão, não vazio, mas um céu
De pensamentos, onde a alma se refaz,
Em silêncio, encontra a própria paz.

Não a dor do isolamento, o frio chão,
Mas a escolha de um doce reclusão.
Onde o eu se encontra, sem disfarce ou pressa,
E a voz interior, enfim, se expressa.

Não é um castelo de sonhos, nem uma fortaleza da solidão.
É apenas um muro, sem fim, sem destino aparente.
Um simples muro que prova que sou capaz de persistir, de seguir firme com constância e determinação.

A música espanta a solidão
Sete são as notas musicais
Felicidade é o meu refrão

No compasso da melodia
Dançar uma bela canção
Alegrar o enredo da vida
Cantar floresce o coração

Observando então
Minh ‘alma vasculhando
O coração
No engenho da vida
Arquitetando minha solidão.
Juntando-me
Aos desejos
Que dizem quem sou
Que dizem aonde vou.
Afastando-me
De “quês”;
Coisas que devo largar mão.
Livrando-me de tudo o que me traz
Insegura satisfação.

Um desejo
Uma falha
Uma brecha


Um pecado
Um obsessor
Um vício


Uma solidão
Uma guerra por dentro.


Um Cristo
Um Salvador
Um libertador


Uma alma curada
Uma alma salva
Uma vida transformada.

Um poema
Uma lua
Uma canção
Uma saudade
Uma solidão ...
É tudo que tenho aqui
nas mãos!

A solidão dele não era falta de amor, era excesso de entrega não correspondida.


— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

Aqui estou, abraçado ao frio da solidão.
Não vou reclamar, nem lamentar, nem sofrer.
Apenas espero o momento de você chegar
para aquecer o meu coração.

Queres o meu amor para não estares só nas noites frias,
para que não acordes triste na solidão.
Queres o meu amor a teu lado — por que, se na verdade não sabes amar

Prefiro a solidão, onde posso encarar meus próprios pecados, mergulhar nos conflitos que me habitam e decifrar os dilemas que se entrelaçam aos meus tormentos,
a me submeter à lógica de um mundo rígido, que se agarra à superfície da própria imagem,
fingindo perfeição enquanto foge da verdade crua e bela da condição humana,
renegando suas raízes, sua fragilidade, sua origem comum e imperfeita.
Pois há mais liberdade na dor assumida do que na mentira confortável,
e mais dignidade em ser inteiro na solitude do que fragmentado na conveniência social.

Te procurei nas lembranças da solidão esquecida
Na esperança de ouvir do teu coração um acalanto
Mas o silêncio foi teu recado amargo
E no vazio fiquei aprisionado em liberdade sem direção.


O tempo ensinou que amar não é sofrer
Que nem sempre o querer faz acontecer
Minha doutrina é amar sem medida
Mesmo que doa, mesmo que fira a vida


E se o destino me fez entender
Que teu desprezo é o meu aprender
Carrego comigo essa lição
Amor não se força, é livre paixão

Estou de mãos dadas com as mãos da solidão,
companheira antiga que nunca me deixa ir.
Fiel guardiã dos meus silêncios,
ela caminha comigo pelas noites frias,
sussurrando verdades que o mundo não quer ouvir.


É presença que pesa, mas me mantém de pé,
é sombra que abraça quando ninguém me vê.
No confronto que há de vir,
sei que ela estará ali—
não como inimiga,
mas como lembrança viva
de que resisti,
mesmo quando tudo quis me impedir.


A solidão me segue,
mas também me ensina:
há forças que só nascem
quando estamos sós,
há dores que viram asas
no peito de quem não desiste de si.

A solidão não é a ausência de vozes ao redor, mas a incapacidade de reconhecer a própria voz no meio do caos...


--- Risomar Sírley da Silva ---