Poema Sobre Solidão
O mundo ta pesado demais, a solidão esta entranhada na minha carne, no meu mau disfarce, no meu sorriso que não liga pro mundo.
A correnteza ta forte demais e ta levando o meu sono, minha esperança, a fonte da minha juventude, minhas mãos não estão mais conseguindo agarrar as pedras e to me afogando entre elas.
O vento ta soprando pra longe e me afastando do que eu amo, dos que eu amo, esta dissipando meus sonhos e fazendo tornado com as certezas que achei que tinha, mas no ar agora, vejo que não me pertenciam.
A terra não ta dando o fruto proibido, não ta florindo os meus olhos, não ta germinando a ideia de prazer, não ta tornando fértil minha imaginação, nem nutrindo o meu caule para que eu sustente todo o resto.
O fogo ja queimou minha força de vontade, ja transformou em cinza tanta coisa que eu acreditava ser concreta e tanto toque que me esquentava, que eu jurava ser brasa, era só faísca.
Seja discreto,
Aceite a solidão e
dê um jeito na sua vida.
Ninguém virá te salvar. Sua
vida é 100% sua responsabilidade.
FLERTANDO COM A SOLIDÃO
Estou flertando com a solidão, ela voltou a me procurar depois de alguns anos, perguntou pra mim se a esqueci! Eu disse que não, mas não queria ver ela novamente, pois a última vez que estivemos juntos, eu não me reconhecia como o eu. Estava tão apaixonado por ela que cheguei a pensar num relacionamento sério e pra vida toda. Mas um dia ela voltou, se apresentou bonita e carinhosa novamente, falou verdades ao meu ouvidos, segurando minha mão ela foi franca comigo. Disse: Por que você se foi de mim? O que mudou em nosso relacionamento? Eu nunca desisti de vc.
Ela estava serena, mostrou seu colo, deixou eu chorar até molhar seu vestido. Então ela tocou meu rosto e sem falar nada, me disse, eu sabia que vc ia voltar pra mim...
Incredulidade
Talvez de incredulidade eu me afogue
Não por estar num mar de solidão
Mas por não ver no próximo a consideração devida
O respeito necessário
A valorização merecida
E a gratidão esperada
Pergunto-me quantos dígitos mais se acrescentarão aos anos
Quantas luas, marés e estações virão
Pra que percebas que é teu o egoísmo e a arrogância
Que são tuas as sementes que geram esse caos no cais da esperança
E não somos mais nós que padecemos de amor
Mas o amor que padece dessa nossa aspereza
dessa nossa efemeridade
dessa superficialidade reverberada
Mas que o tempo se compadeça de mim
E me conceda a força para águas turbulentas atravessar
E ainda que tu, meu querido, não me dês o trato digno
Caberá ao meu coração tua crueldade perdoar
Porque de paz estou cheia e somente paz quero entregar
Sobre as demais coisas:
Não será o esquecimento justificativa
_ O que plantas terás em colheita
E não precisas minhas flores com tuas lágrimas depois regar.
O Eco da Solidão.
"Aprendi o que é o amor, aprendi sobre ele e, então, conheci a solidão. Carrego o peso de tantas frustrações e a inquietude de uma alma que se cala por sentir demais e não saber como demonstrar. Nem sempre foi assim, mas agora, a cada passo, a solidão se faz presente. Apesar das contradições evidentes, entrego-me à melancolia dos meus dias; uma dualidade paradoxal, vivida em um sentir que, muitas vezes, parece não ter sentido."
a solidão confronta.
É ali que descobrimos, no fundo, quem realmente somos.
É ali que as máscaras caem
e o nosso “eu” verdadeiro se revela.
... Quem não faz amizade
com a própria solidão — corre o risco —
de chamar de abrigo qualquer pessoa que apareça pelo caminho ...
Canto da sala
No anoitecer encontro a solidão no canto da sala gelada e melancólica mas também calma e aconchegante.
O que no dia encontrei felicidade e diversão com amigos.
Agora me encontro numa melancolia em um canto gelado da sala.
Não carrego dor, não carrego solidão...
Carrego no peito um sentimento fugaz que alegra e faz acelerar as batidas do meu coração...
Não escolhi sentir o que sinto, foi tudo obra do destino...
De tanto sentir-me sozinha, apaixonei-me por este menino...
Menino de olhar carente, menino de boa feição...
Menino que me inspira versos e de saudade me enche o coração.
Eu sinto falta da sua voz
como quem entra num quarto vazio
e percebe o eco da própria solidão.
Sua voz não é só som
é abrigo.
É casa.
É o lugar onde meu caos se aquieta.
Sinto falta do seu cheiro…
e isso me desarma.
Não sei explicar a fragrância,
mas meu corpo reconhece.
É química, é memória, é desejo.
É vontade de fechar os olhos
e me perder no seu pescoço
até esquecer o mundo.
Sinto falta do seu beijo
da pressão, da entrega,
do calor da sua boca encontrando a minha
como se fosse a única verdade possível.
Sinto falta do seu corpo junto ao meu,
da sua temperatura misturada na minha,
do jeito que você me puxa
e me faz sentir
inteira, viva, escolhida.
Escrever é a única forma que encontrei
de tocar você sem tocar.
Porque quando não estou com você,
o que me resta
é transformar saudade
em palavra.
harmonia....de paz!
“ O sossego da solidão desponta perfeita
Harmônica com a saudade...
e quando estiver calado o coração...
Quero que a tua voz me fale aos ouvidos
Que o tempo é infinito...não volta ...não regressa...que o agora é a
memoria do dia de ontem...
- quando estivemos juntos -
Mas que amanhã será um novo dia e que este silencio
não é... nem será solidão....E sim uma harmonia de paz de nossos sentires...acordes de canções onde
as notas musicais serão nossos afagos ... carícias e
sussurros de amor...
Serão sempre e para sempre eternos...
quieta nesta ilusão...eu creio e enlaço-te docemente
olhando-me no cristalino do teu olhar...!”
Às vezes prefiro a solidão, o silêncio de minha companhia.
Já que, num mundo tão cheio de gente, com tanta informação rolando solta, não conversamos mais, não dialogamos entre nós.
O que acontece é um vômito de ideias unilaterais, de fotos, de momentos isolados cheios de nosso ego, que recém aprendeu a fazer a roda e quer mostrar a todos o quanto é um ser humano digno de atenção e likes.
Mas por quê? Me digam vocês o porquê? Preferem estranhos comentando sua vida, dando-lhes migalhas com corações vermelhos e vazios, ao invés de compartilhar seus momentos com quem já lhe é tão íntimo, sejam eles bons ou ruins? Têm medo da crítica, do confronto, da verdade dos corações honestos e amigos? Têm medo da própria vulnerabilidade?
Se não o fiz antes, permito que sejam o que vocês são. Bons, maus, sorridentes, egocêntricos, ingênuos. Só não se escondam atrás do morno, do monótono, do tanto faz. Isso mata qualquer relacionamento, distancia qualquer coração. E ao invés de tentar ressucitá-lo mais uma vez, tenho preferido deixá-lo morrer.
E é por isso que tenho preferido a minha companhia ao invés das relações superficiais. Pois, estando comigo reconheço quem sou, o meu lado bom e o meu nem tanto, e dou aprovação e espaço para que exista e se expresse.
E finalmente, compreendo que quem permanece, quem ainda se abre pra trocar e agregar a meu ser na verdade foi a minha essência quem os escolheu para aqui permanecer.
Mas meu coração sempre bateu pelo efêmero..
"Na tristeza, o vento lamenta.
Na solidão, o vento desvia.
Na felicidade, o vento canta.
Na paixão, o vento arrepia.
No amor, o vento sussurra.
No abismo, o vento guia."
Choverá
Essa solidão que, há tanto tempo, venho preenchendo com histórias que já não fazem sentido.
Viver essa mentira de que “não estamos sozinhos” tirando todas essas crenças
Humanamente, somos todos assim: a ânsia, o medo do vazio, e o que ele faz com você.
Certa vez, eu estava sentado em uma praça.
E o que restou foi apenas o fim da tarde.
O sol estava prestes a ir embora, e eu pensava
“Como isso é doloroso. Já não tenho mais por que desviar o olhar do sol.”
As coisas aconteceram tão rápido,
que o tempo que passou já não importava.
Tornaram-se partes no tempo:
momentos, sonhos, esperança, desejo, apreço, culpa, decepções.
O sol, enfim, desapareceu.
Me levantei do banco.
E depois disso, só me restou voltar pra casa,
apreciando cada parte da rua:
o céu já escuro,
pessoas sorrindo,
pensando no outro dia.
E sem que eu percebesse… choveu.
Choveu tanto que precisei me esconder.
Naquele momento, enquanto chovia,
o que passava na minha cabeça é:
“Eu gostaria de ir pra casa.”
Uma vez, uma pessoa me disse:
"Você pode ignorar a realidade, mas não as consequências de ignorá-la."
E, de fato, ignorei.
Vivi na minha bolha de que “tudo bem, não vou ficar sozinho, independente dos meus atos”.
E agora…
lido com as consequências.
Mesmo que eu não queira sentir isso,
eu devo sentir.
E quando não suportar, eu sei que... vai chover
Solidão para ver o mundo
Singularidade onde navego
Nos limites intensos
Demasiado das sensações
Movimento de cada dia
Única rota navegar devastador
Onde procuro ver o mundo.
A pior solidão é aquela que a gente sente ao lado de quem deveria ser abrigo.
Tem mulher que não entende o peso de deixar um homem na insegurança,
é quando ela diz que ama, mas não demonstra,
promete ficar, mas vive com um pé fora da porta,
pede confiança, mas não entrega verdade.
O homem não precisa de muitosó de clareza, respeito e presença.
Quando a dúvida vira rotina, o coração vira campo de guerra.
No fim, não é sobre ciúme ou cobrança.
É sobre paz.
E paz nenhuma sobrevive onde a intenção é incerta
Lágrimas e Solidão
Quando tudo for escuro
Num labirinto inseguro
Quando a presença vira saudades
Quando a tristeza for a verdade
Quando as lágrimas e a solidão,
tomarem conta do meu coração...
Eu não irei viver
Vou apenas existir
Sem vontade para nada
Nem se quer vou sorrir
Vou apenas chorar
Apenas chorar...
Louca de paixão !
Eu tenho uma amiga,
amante da solidão,
não casa com outro homem,
por causa, de sua louca paixão.
Separada desse cabra,
fica louca, quando o ver,
perde a noção do tempo e
a vontade de viver.
