Poema Perfume
Delicada rosa tenho em minhas mãos,
Tua beleza minuciosa sob meu olhar, provoca-me prazer ao contemplar tão belo ser.
Teu perfume irradia doces sensações às minhas narinas, nesse mar dê fragâncias roseira.
Apenas uma fagulha incendiária a chama que arde sob meu peito é tão ousado mencionar tamanha perspicácia das minhas ações.
Que não me atrevo arrancar-lá, apenas a seguro sua proteção entre meus dedos.
Saudade nuvens, desanimo, obscuro, cara fechada, coração apertado, olhos carregados para chover lágrimas e resistindo até o relâmpago de um olhar de saudade faz chorar.
Saudade perfume, o seu perfume divino ao ser lembrado em qualquer momento se torna saudade e dor.
Saudade estrada, a cada caminhada dada pelos caminhos que lembram você se tornaram saudade.ALI.H.H
Foi no jardim das Rosas que ou vi pela primeira vez a voz do amor...
Bebe um cálice de meu vinho! Ouvi!
E meus lábios saborearam o êxtase ...
E desde que te vi sinto o perfume delas,
e em seu sorriso ouvi a do Amor
E embriagado de êxtase e encanto está meu coração!
Há tanto tempo
Que não te vejo
Na mente,
Desperta meu desejo,
E nessa energia
O inconsciente
Me conecta a você
Sinto seu perfume
Sua essência
Sinto você
Tão em mim,
Tão real...
Já não sei
Se é sonho
Ou, fantasia...
Então ela abriu a porta, e percebeu que entrou na casa errada. O ambiente estranho, mobílias desarrumadas. O perfume de antes, já não exalava. Na mesa, louças quebradas, taças caídas sobre a toalha mofada.
Na parede, fotos de sorrisos empoeirados, que não se harmonizavam com a decoração.
O barulho da torneira que gotejava sobre a louça esquecida na pia. E o odor do lixo que não fora recolhido e jogado.
Então, ela fechou a porta que pertencia ao passado.
Durou o tempo perfeito do encantamento, do riso solto, da pele rubra, da liberdade no olhar, dos pés descalços a alma leve, borboletas a rodopiar no estômago, o fôlego raso quase um suspiro, coração aos saltos, frases bem feitas sem a necessidade de retoques, o cuidar no toque, nos gestos, o encaixe sem peças soltas, sem remendos ou costuras incertas, o bem querer.
Verdades ou mentiras quem saberá responder?
Mas, como tudo se finda, o fim inevitável chegou e tudo se dissipou como nuvem de fumaça e o teu perfume sem graça foi tudo o que me restou.
Da bifurcação à escolha
E pra todo sentimento
Há razão!
E em toda companhia
Solidão!
E pra toda alegria
Há tristeza!
E em toda feiura
Beleza!
E pra todo perdão
Há indiferença!
E em toda convicção
Descrença!
E pra toda bonança
Há migalhas!
E em toda segurança
Falhas!
E pra todo amor
Há ódio!
E em todo fracasso
Pódio!
E pra toda a vida
Há morte!
E em todo o azar
Sorte!
E pra todo ânimo
Há preguiça!
E em todo o escárnio
Justiça!
E pra todo medo
Há coragem!
E em toda ruína
Paisagem!
E pra todo o fim
Há um começo!
E em todo lado
Avesso!
E pra cada situação
Há uma perspectiva!
Talvez você veja o caos
Uma natural reação ativa.
Porém, caso se veja
Como um bravo jogador,
Caos transforma em desafio
Agregando na experiência, valor!
Há para tudo duas vertentes
Uma é bem, outra é mal,
Crie um perfume do equilíbrio:
Do segundo extraia o odor,
Junte-se ao primeiro...
Nascerá daí, uma fragrância especial!
E a cada dia fica mais difícil,
Fingir que não a amo
Fingir que sou apenas um amigo,
Fingir que quero ser apenas seu amigo.
Fingir que todas as vezes que a vejo quero abraça-la, beijá-la
Mas me limitar apenas aquele abraço amigável.
Mas é nesse abraço, que sinto seu perfume,
Que sinto a ternura a sinceridade,
De que sou somente um amigo,
Apenas um amigo.
CATIVEIRO
Aquela flor nunca chegou
E nem se sabe o paradeiro
Perfumada jamais flagrou
Algum retorno ao forasteiro
Que com ardor lhe enviou
Ficando a esmo em cativeiro.
"Todo lugar em que os céus é coberto de estrelas, é minha casa.
Foi no brilho dos seus olhos, em que fiz minha morada.
Era meu lar o seu abraço, o meu abrigo, na madrugada.
O teu inebriante perfume, deixou minha pele tatuada.
Cada lembrança, enevoa minha mente e o coração dispara.
Eu era o que era, era seu, era nós e hoje sou nada.
A mente pode até esquecer o que fora dito, mas a boca, não esquece a pele aveludada.
Tentar encontrar-nos em outros corpos, é como tentar transformar vinho em água.
Não são as atitudes, mas sim, os detalhes desta, que nos marca.
Quando se foi, abandonara-me, eu fiquei ao relento, desabrigado e minha vivenda, despedaçada.
Minh'alma, do meu ser, fora despejada.
E de uma forma desesperada, para não viver ao léu, sem morada.
Eu fiz de todo lugar, em que os céus é coberto de estrelas, minha casa..."
"Talvez tenha sido o sorriso ou negro dos cabelos.
Talvez tenha sido o abraço ou doce do beijo.
Talvez tenha sido a calmaria na voz ou o olhar de desejo.
Talvez foi o tudo ou quem sabe o nada, que me fez seu por inteiro.
Eu te olho e quase me explode o peito.
O coração não aguenta e me pede arrego.
Se eu tivesse dois corações, pergunto eu, também implorariam pelo seu aconchego?
O perfume cria um ébrio, ébrio de ti, meu sonho perfeito.
Me perco na noite, tentando entender de onde vem tal sentimento, tenho receio.
Terá sido o cheiro?
O doce do beijo?
Nunca se sabe, talvez tenha sido o sorriso ou o negro dos cabelos..."
"Meu coração está despedaçado, então, cada uma pegue um pedaço e faça o que quiser.
O que posso fazer com a paixão, quando o meu bem-querer, malmequer.
É amargo o amor, ardente a paixão e doce é o perfume de mulher.
Sei o que sou, não sei o que ela é.
Não tem solução, já não tem mais volta, ateu acerca dela, abandono agora a minha fé.
Pelas veredas da solidão, viajo a pé.
Com o coração despedaçado, recolho o que sobra, distribuo migalhas à ralé.
Das que me amaram, pegue os pedaços, e façam o que quiser..." - EDSON, Wikney
Hoje, eu a vi na fila da lotação, fiz questão de passar ao largo.
Nunca se sabe, se me aproximasse mais, eu poderia sentir o perfume, que me deixa embriagado.
E se ela me olhasse? Estaria eu, novamente aprisionado.
Nessas idas e vindas, nessas filas de ônibus lotado.
Tenho medo de não percebê-la e acabar com a minha vida, em um simples esbarro.
Caso aconteça, eu sei, meu corpo pedirá um abraço.
Minha boca gritará por seus lábios.
Só mais um beijo, só mais uma migalha daquele nosso sonho, despedaçado.
Hoje, me viram totalmente embriagado.
Tiveram dó, ojeriza, do tal Famigerado.
Não fora o álcool, foram só tormentos, de uma cela, que chamo de passado.
Me peguei parado, fitando-a, estagnado.
Despertei daquele pesadelo acordado.
Não arrisquei, vislumbrei-a, desejei não tê-la amado.
Suspirei, passei ao largo..." - EDSON, Wikney
Sentir é o poema que nos envolve,
O sabor que nos embriaga e envolve,
Aroma que nos sussurra e resolve,
Toque que nos acende e dissolve.
Pele que é tela em que me perco,
Perfume que nos inebria e adormece,
Prazer que nos guia, sem berço,
Contorno que em sonhos me aquece.
Beijo que é promessa e desvario,
Mel que me afoga em seu alento,
Loucuras a dois, em nosso rio,
Cabelos que enredam nosso momento.
Olhar que é labirinto e abrigo,
Voz que sussurra segredos sem pudor,
Enlouquecer é o nosso castigo,
Perfume do desejo, nosso amor.
No doce bailado do sentir,
Em cada sabor, em cada aroma,
Nas pontas dos dedos, no toque a fluir,
Na pele macia, sedosa, com a minha soma.
No perfume que emana, tão singular,
No prazer que nos guia, sem fim,
Seguir o contorno, sem hesitar,
Beijar a boca, em desatino e assim.
Afogar-me no mel que é seu,
Loucuras partilhadas, a dois,
Emaranhar cabelos, num doce breu,
Perder-me no olhar, em meus anseios.
Enlouquecer com a voz que sussurra,
O desejo no ar, palpável e quente,
Numa dança de almas, em loucura,
Sentir o amor, intensamente.
Eis que chega a primavera,
trazendo o cheiro das flores
e perfumando nossa vida.
Vem, desfila com sua graça,
cores e amores!
Um aroma úmido,
um pequeno nada,
exala o singular cheiro de terra molhada.
Composto de chão de terra, britas e
fragmentos do cotidiano.
O perfume da chuva
tem aroma de óleo de sândalo,
restaura lembranças
ao passo que apaga os rabiscos do chão.
Perfuma o vento
no entardecer das cores,
limpa a lousa da calçada e da vida,
hidrata nossa esperança
e restaura nossos sonhos.
Certa vez, revoltado por sucessivos
infortúnios amorosos,
com a íris acinzentada de dor,
matei uma flor.
Matei apenas porque ela era flor.
Matei somente porque eu era dor.
Matei porque vi nela amor.
Em retaliação,
a flor,
em ato agonizante,
perfumou-me.
Nesta Rodovia
Ao som da canção
Uma doce inspiração
Chega de leve numa poesia,
Trazendo o perfume das flores.
A tua doce figura, envolta em teus dizeres,
Que outrora eram verdadeiros, mas que cessaram na morte da tua existência...
