Poema Perfume
Para escrever os meus versos
Não preciso de estudo
Observo o universo
E o mundo que tem de tudo
Vejo a chuva chegando
A lua na noite escura
Uma criança chorando
Ou um cachorro na rua
Uma rosa no jardim
Ou no vaso em minha mesa
O perfume de jasmim
Ou mesmo uma vela acessa
É tanta informação
Que nem posso imaginar
Além da imaginação
Eu posso poetizar
"Toque"
Por cá dentro dos seus olhos
Façam jus a minha frenética ausência
Por lá a minha indignidade e decência
Vertentes impuras , saltitam
Gritantes, elevadas borbulham
O peso do beijo medido na balança
O acinte , indevido daquela chama
O grunhido descontente
De uma voz gemido desconcertante
Vez ou outra pelos meus ouvidos
Passam por mim
Destilam pelo suaves dedos e relevos
Alvoroço , o brilho escandaloso
Derrepente ego despido
Cheirava a folha de alecrim
O amor, um fantasma que assombra a memória,
Um eco distante, que se dissolve no silêncio,
Deixando apenas o cheiro de um perfume perdido,
E a amargura de um beijo que jamais se repetirá.
Quero te amar, em qualquer momento, em qualquer lugar.
Sentir o calor do seu abraço e o brilho do seu olhar.
No refúgio do seu colo, meu coração repousar, e respirar seu perfume que no ar vem pairar.
Seu sorriso, suave, minha alma a acalmar,
como um raio de sol que atravessa o mar.
NUVEM DE ALGODÃO
No suave fluir do tempo, me senti pairando,
O universo, em sua dança, me transformando.
Leve como pluma, encostei no céu distante,
Uma energia sutil me levou adiante.
Teu aroma, amadeirado, preencheu o ar,
Como nuvem de algodão, eu pude flutuar.
No compasso do teu coração, batendo suave,
Parecia um sonho, mas tão real se fez, eis a chave.
Seria um desdobramento, um laço do destino?
Ou simples ilusão em meu caminho?
Por um instante, vi-me através de teu olhar,
E o mundo, de repente, parecia desvendar.
Voltando à realidade, aos poucos, retornei,
Sem compreender o que experimentei.
Busquei-te, então, compreendendo o querer,
Descobri que vi, por um momento, teu jeito de viver.
Chorei
Lembra que chorei!
Olhando em seus olhos disse o quanto eu te amei
Lembra dos beijos apaixonados que de dei
Muito tempo não pensei em mim
Meu pensamento estava em ti!
Passaram alguns anos, eu não te esqueci
Comprei seu perfume para sentir
Seu cheiro na hora de dormir!
Perfume invade minha cama
Fecho os olhos, e imagino que você me ama!
Lembra que chorei!
Mas por favor esqueça que implorei
Isso não se faz, fiz só uma vez na vida
Por amar de mais!
Ela aprende rápido
Ela é como gente que não vive no espelho do passado.
Ela aprende rápido com o que deu errado.
Ela ri dos seus passos atrapalhados.
Ela sabe que com um beijo cura seus joelhos arranhados.
Ela levanta sempre a cada tombo...
não importa, na alma, o tamanho do rombo.
Ela pede pro seu gato lamber o leite derramado.
Ela não lamenta o que a vida lhe tem tirado.
Ela joga de novo o dado...
e de novo... e de novo...
Ela anda mais uma milha.
Ela aspira o perfume das flores na sua trilha.
Ela segue em frente...
sem maximizar a dor que sente.
Ela é forte, determinada...
Não é mesmo apenas uma brisinha de nada.
Delicada rosa tenho em minhas mãos,
Tua beleza minuciosa sob meu olhar, provoca-me prazer ao contemplar tão belo ser.
Teu perfume irradia doces sensações às minhas narinas, nesse mar dê fragâncias roseira.
Apenas uma fagulha incendiária a chama que arde sob meu peito é tão ousado mencionar tamanha perspicácia das minhas ações.
Que não me atrevo arrancar-lá, apenas a seguro sua proteção entre meus dedos.
Saudade nuvens, desanimo, obscuro, cara fechada, coração apertado, olhos carregados para chover lágrimas e resistindo até o relâmpago de um olhar de saudade faz chorar.
Saudade perfume, o seu perfume divino ao ser lembrado em qualquer momento se torna saudade e dor.
Saudade estrada, a cada caminhada dada pelos caminhos que lembram você se tornaram saudade.ALI.H.H
Foi no jardim das Rosas que ou vi pela primeira vez a voz do amor...
Bebe um cálice de meu vinho! Ouvi!
E meus lábios saborearam o êxtase ...
E desde que te vi sinto o perfume delas,
e em seu sorriso ouvi a do Amor
E embriagado de êxtase e encanto está meu coração!
Janelas do coração
Abra as janelas do seu coração
E deixe os perfumes das rosas
Da sua essência
Encantar aqueles que moram com você
E deixe esse perfume
Na atmosfera da terra
Para purificar
O nosso fôlego
Da vida.
Felicidades
Paz no coração
Aprenda a se amar
E a gostar de você
Se abrace
Tenha uma relação íntima
Com o seu próprio ser
Para sentir a sua
Própria beleza:
Sentir o perfume
Do seu lindo Coração
Há tanto tempo
Que não te vejo
Na mente,
Desperta meu desejo,
E nessa energia
O inconsciente
Me conecta a você
Sinto seu perfume
Sua essência
Sinto você
Tão em mim,
Tão real...
Já não sei
Se é sonho
Ou, fantasia...
Então ela abriu a porta, e percebeu que entrou na casa errada. O ambiente estranho, mobílias desarrumadas. O perfume de antes, já não exalava. Na mesa, louças quebradas, taças caídas sobre a toalha mofada.
Na parede, fotos de sorrisos empoeirados, que não se harmonizavam com a decoração.
O barulho da torneira que gotejava sobre a louça esquecida na pia. E o odor do lixo que não fora recolhido e jogado.
Então, ela fechou a porta que pertencia ao passado.
Durou o tempo perfeito do encantamento, do riso solto, da pele rubra, da liberdade no olhar, dos pés descalços a alma leve, borboletas a rodopiar no estômago, o fôlego raso quase um suspiro, coração aos saltos, frases bem feitas sem a necessidade de retoques, o cuidar no toque, nos gestos, o encaixe sem peças soltas, sem remendos ou costuras incertas, o bem querer.
Verdades ou mentiras quem saberá responder?
Mas, como tudo se finda, o fim inevitável chegou e tudo se dissipou como nuvem de fumaça e o teu perfume sem graça foi tudo o que me restou.
Da bifurcação à escolha
E pra todo sentimento
Há razão!
E em toda companhia
Solidão!
E pra toda alegria
Há tristeza!
E em toda feiura
Beleza!
E pra todo perdão
Há indiferença!
E em toda convicção
Descrença!
E pra toda bonança
Há migalhas!
E em toda segurança
Falhas!
E pra todo amor
Há ódio!
E em todo fracasso
Pódio!
E pra toda a vida
Há morte!
E em todo o azar
Sorte!
E pra todo ânimo
Há preguiça!
E em todo o escárnio
Justiça!
E pra todo medo
Há coragem!
E em toda ruína
Paisagem!
E pra todo o fim
Há um começo!
E em todo lado
Avesso!
E pra cada situação
Há uma perspectiva!
Talvez você veja o caos
Uma natural reação ativa.
Porém, caso se veja
Como um bravo jogador,
Caos transforma em desafio
Agregando na experiência, valor!
Há para tudo duas vertentes
Uma é bem, outra é mal,
Crie um perfume do equilíbrio:
Do segundo extraia o odor,
Junte-se ao primeiro...
Nascerá daí, uma fragrância especial!
E a cada dia fica mais difícil,
Fingir que não a amo
Fingir que sou apenas um amigo,
Fingir que quero ser apenas seu amigo.
Fingir que todas as vezes que a vejo quero abraça-la, beijá-la
Mas me limitar apenas aquele abraço amigável.
Mas é nesse abraço, que sinto seu perfume,
Que sinto a ternura a sinceridade,
De que sou somente um amigo,
Apenas um amigo.
CATIVEIRO
Aquela flor nunca chegou
E nem se sabe o paradeiro
Perfumada jamais flagrou
Algum retorno ao forasteiro
Que com ardor lhe enviou
Ficando a esmo em cativeiro.
"Todo lugar em que os céus é coberto de estrelas, é minha casa.
Foi no brilho dos seus olhos, em que fiz minha morada.
Era meu lar o seu abraço, o meu abrigo, na madrugada.
O teu inebriante perfume, deixou minha pele tatuada.
Cada lembrança, enevoa minha mente e o coração dispara.
Eu era o que era, era seu, era nós e hoje sou nada.
A mente pode até esquecer o que fora dito, mas a boca, não esquece a pele aveludada.
Tentar encontrar-nos em outros corpos, é como tentar transformar vinho em água.
Não são as atitudes, mas sim, os detalhes desta, que nos marca.
Quando se foi, abandonara-me, eu fiquei ao relento, desabrigado e minha vivenda, despedaçada.
Minh'alma, do meu ser, fora despejada.
E de uma forma desesperada, para não viver ao léu, sem morada.
Eu fiz de todo lugar, em que os céus é coberto de estrelas, minha casa..."
"Talvez tenha sido o sorriso ou negro dos cabelos.
Talvez tenha sido o abraço ou doce do beijo.
Talvez tenha sido a calmaria na voz ou o olhar de desejo.
Talvez foi o tudo ou quem sabe o nada, que me fez seu por inteiro.
Eu te olho e quase me explode o peito.
O coração não aguenta e me pede arrego.
Se eu tivesse dois corações, pergunto eu, também implorariam pelo seu aconchego?
O perfume cria um ébrio, ébrio de ti, meu sonho perfeito.
Me perco na noite, tentando entender de onde vem tal sentimento, tenho receio.
Terá sido o cheiro?
O doce do beijo?
Nunca se sabe, talvez tenha sido o sorriso ou o negro dos cabelos..."
