Poema Perfume
"Meu coração está despedaçado, então, cada uma pegue um pedaço e faça o que quiser.
O que posso fazer com a paixão, quando o meu bem-querer, malmequer.
É amargo o amor, ardente a paixão e doce é o perfume de mulher.
Sei o que sou, não sei o que ela é.
Não tem solução, já não tem mais volta, ateu acerca dela, abandono agora a minha fé.
Pelas veredas da solidão, viajo a pé.
Com o coração despedaçado, recolho o que sobra, distribuo migalhas à ralé.
Das que me amaram, pegue os pedaços, e façam o que quiser..." - EDSON, Wikney
Hoje, eu a vi na fila da lotação, fiz questão de passar ao largo.
Nunca se sabe, se me aproximasse mais, eu poderia sentir o perfume, que me deixa embriagado.
E se ela me olhasse? Estaria eu, novamente aprisionado.
Nessas idas e vindas, nessas filas de ônibus lotado.
Tenho medo de não percebê-la e acabar com a minha vida, em um simples esbarro.
Caso aconteça, eu sei, meu corpo pedirá um abraço.
Minha boca gritará por seus lábios.
Só mais um beijo, só mais uma migalha daquele nosso sonho, despedaçado.
Hoje, me viram totalmente embriagado.
Tiveram dó, ojeriza, do tal Famigerado.
Não fora o álcool, foram só tormentos, de uma cela, que chamo de passado.
Me peguei parado, fitando-a, estagnado.
Despertei daquele pesadelo acordado.
Não arrisquei, vislumbrei-a, desejei não tê-la amado.
Suspirei, passei ao largo..." - EDSON, Wikney
Sentir é o poema que nos envolve,
O sabor que nos embriaga e envolve,
Aroma que nos sussurra e resolve,
Toque que nos acende e dissolve.
Pele que é tela em que me perco,
Perfume que nos inebria e adormece,
Prazer que nos guia, sem berço,
Contorno que em sonhos me aquece.
Beijo que é promessa e desvario,
Mel que me afoga em seu alento,
Loucuras a dois, em nosso rio,
Cabelos que enredam nosso momento.
Olhar que é labirinto e abrigo,
Voz que sussurra segredos sem pudor,
Enlouquecer é o nosso castigo,
Perfume do desejo, nosso amor.
No doce bailado do sentir,
Em cada sabor, em cada aroma,
Nas pontas dos dedos, no toque a fluir,
Na pele macia, sedosa, com a minha soma.
No perfume que emana, tão singular,
No prazer que nos guia, sem fim,
Seguir o contorno, sem hesitar,
Beijar a boca, em desatino e assim.
Afogar-me no mel que é seu,
Loucuras partilhadas, a dois,
Emaranhar cabelos, num doce breu,
Perder-me no olhar, em meus anseios.
Enlouquecer com a voz que sussurra,
O desejo no ar, palpável e quente,
Numa dança de almas, em loucura,
Sentir o amor, intensamente.
Eis que chega a primavera,
trazendo o cheiro das flores
e perfumando nossa vida.
Vem, desfila com sua graça,
cores e amores!
Um aroma úmido,
um pequeno nada,
exala o singular cheiro de terra molhada.
Composto de chão de terra, britas e
fragmentos do cotidiano.
O perfume da chuva
tem aroma de óleo de sândalo,
restaura lembranças
ao passo que apaga os rabiscos do chão.
Perfuma o vento
no entardecer das cores,
limpa a lousa da calçada e da vida,
hidrata nossa esperança
e restaura nossos sonhos.
Certa vez, revoltado por sucessivos
infortúnios amorosos,
com a íris acinzentada de dor,
matei uma flor.
Matei apenas porque ela era flor.
Matei somente porque eu era dor.
Matei porque vi nela amor.
Em retaliação,
a flor,
em ato agonizante,
perfumou-me.
Nesta Rodovia
Ao som da canção
Uma doce inspiração
Chega de leve numa poesia,
Trazendo o perfume das flores.
A tua doce figura, envolta em teus dizeres,
Que outrora eram verdadeiros, mas que cessaram na morte da tua existência...
(Vestida em Flores)
Paralisada no brilho
deste teu olhar,
gotas de orvalho contemplo...
E na magia do arco-íris
que chega em mim em sonhos dourados,
como pingos do céu...
Desce sobre mim em chuva fina,
me faz sentir menina,
vestida em flores, com perfume de alfazema!...
***
Nas mãos, levo um ramalhete de flores, colhidas no campo ao amanhecer,
tem simplicidade e perfumes a granel,
com elas enfeito a vida de mil cores,
oferto-as a cada pessoa para que seja feliz
e que tenha um pedacinho de arco-íris
que possa chamar de seu...
Por que não posso falar de flores
se elas são lindas e queridas
enfeitam tudo ao redor
dando mais vidaà vida?
Por que não dizer dessas flores
que perfumam noite e dia
o caminho dos que passam
muitos em total apatia?
Por que não enaltecer as flores
que são presente da natureza
cheias de mínimos detalhes
enaltecendo a beleza?
Por que não amar uma flor
que de espécie rara ou comum
sempre será símbolo do amor
na vida de cada um?
Nos versos desta inspiração
posso dizer de minha alegria
moram flores no meu coração
fazendo-me companhia !
Simplesmente voava,
como pássaro,
abraçada em seu mistério,
aterrissando em algum galho,
sentindo o perfume do verde
e o roçar das folhas,
flores dançavam ao vento
e ali bem escondida,
sem lamentos,
assistia o espetáculo de uma quimera
nada poderia interromper aquilo,
o coração e os olhos presos
à espreita , dócil fera,
que em seu interior
alguns pedidos em preces fazia,
que a estação nunca acabasse,
que tudo fosse sempre assim,
um voo, um carinho, um pensamento,
que a primavera finalmente
trouxesse quem amava
até ela...
A flor, só o bem nos faz,
em cores, perfumes, é escudo,
bom agouro sempre traz,
a mãe natureza é tudo !
No tempo mar,
tempo ancoradouro,
tempo marola,
maré de saudade
você
Tempo jardim,
tempo flor,
tempo rosa, espinho,
perfume jasmim
amor...
Leve beijos na boca e perdão no coração,
afine a voz dos sentimentos,
não a deixe soar rouca,
noite e luar se completam,
mar e areia também,
sem perfume é triste a flor,
deixe que o amor prevaleça,
só assim a vida terá mais valor
...Te amo,
desde quando teus olhos,
como mãos encravadas a terra do meu afeto,
se fizeram raízes.
Quando o dia trouxe teu perfume
E me nasci no teu corpo,
E juntei tua face a minha andança...
Carlos Daniel Dojja
Detalhes
Seus cabelos aloirados,
Ao sol, sempre dourados…
Lembram o trigo em seco prado,
Perfumado eagitado
Pelo vento em meu jardim!
Como o cheiro do amor
Que novamente se eternizou
Aqui, dentro de mim!
#POEIRA
Fim de noite...
De quem sou eu...
Um cigarro...a saideira...
Nem tão tonto...
Sem zueira...
Uma última catuaba...
Subir costurando...
Pela calçada...
Quando eu for...
Poeira no vento da madrugada...
De tudo serei um pouco...
E de pouco serei nada...
Sono chega de mansinho...
Saindo à francesa...
Devagarinho...
O tempo se encarrega de me cobrir...
Partirei só com a minha alma...
Tal qual como nasci...
Conversa demais...
Chega...
Não posso mais...
Que perfume é esse?
Que sinto agora...
Não condiz...
Com essa hora...
Homem cheiroso ...
Na madrugada...
Na hora vazia...
Balança tarda...
Já tô chato...
Melhor seguir um rastro...
Minha aldeia está morta..
Não se vê...
Nada nas sombras das casas...
Janela fechada não me protege da vida...
Em meu destino...
Esperança triste...
Me resta a saudade...
Linda assim...
Me entrego...
Menino sem medo...
Tudo vai ficar bem...
Seguir adiante...
Ave Maria...
Amém...
#MANACÁ
O agora escorre pelos dedos...
O ontem já se fez eternidade...
Junto ao meu manacá...
Lembrando minha tenra idade...
Agora, em desespero urgente e sem destino...
No tempo que urge...
Ponho-me a recordar...
Se em meus delírios...
A tristeza vir me visitar...
No perfume da bela flor...
Irei me banhar...
Assim sendo...
Lembrarei...
Quando a saudade apertar...
Que todos os meus sonhos me conduziram e conduzem...
Ao desejo de eternamente lhe amar...
Ouso ser atrevido...
Dispo-me da pele em que existo...
E em tudo que sou e sinto...
Abrirei meu coração como uma flor...
De singelas e variadas cores...
Lhe darei o meu amor...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
