28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
Quando Faltam Heróis...
Minha meninice ficou guardada na infância
Não por desejo próprio, mas por necessidade
Não demorei a me empossar da adolescência
Vívida, alegre, sustentável, amiga e atenta
Adornada de encantos e ais que a sorte causou
Me vi em um destino já traçado, tornei-me forte
Passaram lentos e tão corridos esses dias e meses
Muitos deles sozinhos, outros alegres, vezes inglórios
E logo me peguei me embrenhando por caminhos
Que me levaram a ser adulto, um gigante em mim
Trilhando aprendizados, ensinando o que sabia
Imerso em minha pequinês, refletida no espelho
Tomado de espanto nas descobertas inevitáveis
Como a que de um lar não é feito somente
De paredes, portas, janelas e jardim
Como que se estar à margem de um desfile
É o mesmo que não ser o ator da própria vida
E que a vida não é feita de acasos nem descasos
Me vi vivo, decidido numa sinuosa trajetória
Que, de tão necessária era, que minha passada
Era um caminhar sem tino, meio sem destino
E se não tinha destino, sabia eu
Que qualquer lugar seria um bom lugar
Caminhava vivente, quiçá, sobrevivente
Atinei, numa curva qualquer desse caminho
De que muitos esforços foram nulos
Mas não me entreguei fácil e covardemente
E foi para ter justa compensação no por vir
Que aprendi a abrir mão das nulidades vis
E me permiti voar... e foi o que fiz
Meus heróis morreram de diferentes maneiras
Restou administrar mil e tantas incertezas
Porque meus heróis não foram muitos
Mas eram os que me haviam e, pelo sim pelo não
Tomei para mim as rédeas de minha vida
E me tornei meu próprio herói nessa construção
A Nossa Bela Infância
Hoje eu lembrei de você
E de todo o nosso passado
Tudo o que vivir
E fiz pra te ver
Pra sempre continuar
Do seu lado
Hoje eu lembrei
Dos seus rompantes
Daquelas suas loucuras
Até de quando era distante
Os seus ataques de doçuras
Hoje eu lembrei de tudo
De todo o nosso aconchego
Lembrei de tudo que era proibido
E mesmo assim
Era o nosso chamego,
Nosso brinquedo escondido
Que a gente levava até o fim
Tal qual o nosso dengo
Nossa forma de dizer sim
Hoje eu lembrei de tudo
De toda a nossa infância
Nossa volta pelo mundo
Numa falta de elegância,
Que aprontava com a gente
Numa triste ganância
De viver e se lambuzar
Coisa seria de criança,
Que sonhava em se casar
Mas confundia anel com aliança
Hoje eu lembrei de tudo
De todo o nosso desejo
Nosso sagrado começo
Que era só beijo,
Perna bamba
E tropeço
Garganta rasgada
Pele e osso na unha
Cristão, mel e invernada
Tomando conta da grunha
Numa paixão desenfreada
Coisa mágica
E bela de criança
Foi toda aquela nossa infância
Nossa dica
Nossa forma de lembrança,
Que preenche os meus dias
E traz uma certa lógica
Pra tudo que a gente canta
E tanto que a gente dança
A nossa bela infância
Foi um jardim
Onde muito se pintou
É hoje a nossa herança
E apesar da distância
Muita coisa boa se guardou,
Amor, amigo e irmão
Tudo isso aqui ficou
É o que nos faz lembrar
De tudo que foi bom,
Apesar do tempo que passou
Algumas pessoas foram embora
Mas aqui dentro,
Pra sempre nos marcou.
Saudade da infância
Das brincadeiras
Dos lugares
Dos amigos
Dos parceiros falsos ou verdadeiros
Dos namoros
Das musicas
Das conversas
Saudade é dor doida
Porem sincera e verdadeira
Dual
Ao nascer, descobri a luz e o escuro
Com a infância, o sim e o não
O querer e não querer
O consentido e o forçado.
Com meus pais, o ódio e o amor
Com a pré adolescência, a dor e o conforto
Com a adolescência, a vida e a morte
A fragilidade
A força.
O toque
A rejeição;
O som, o silêncio
Ensurdecedor e gritante.
Comigo, a dualidade
O preto e branco
Tornaram-se tons de cinza:
Complexidade
E simplicidade, também.
Eu sou a criança,
Aquela que habitou a sua infância,
Inocente e honesta,
Vê tudo oque se expressa,
Tudo oque se marca,
Aquilo que fica,
Na alma e não disfarça,
As lembranças na memória,
As tristezas e as alegrias,
Os colegas e a família,
Em suas vagas histórias,
Lindas de se ver,
Tristes de se ler,
Bonitas no enredo,
Trágicas no contexto,
Crianças são inocentes,
Não sabem oquê o mundo trás,
Elas não podem saber,
Do quê o ser humano é capaz!
INFÂNCIA
Saudosa infância,
Onde tudo era belo!
Tempos doces,
Saudáveis.
Saudosa inocência,
Onde todos os sonhos
Eram possíveis.
Nossa infância é o cheiro dos cadernos e de cola, da terra vermelha, de madeira, flores de Dente-de-Leão.
É o sabor dos ovos frescos, do chocolate no leite, dos bolos caseiros, dos fins de tarde ruidosas e dos doces de bar.
Das férias na rua, reuniões de família. Os "vai lá perguntar se podemos" para nos livrarmos dos menores.
Nossa infância é um carvalho perto de uma igreja, um carro abandonado, um campo de futebol, um parquinho com roda gigante, uma colmeia, um cinema, um rádio, desenhos, pastelaria, bolinha de gude, uma praia, uma fogueira de São Pedro e muita música.
Também são cães, gatos, cabra, cavalos, galinhas, de noites a olhar a lua na bacia de água para ver ela tremular.
É um jogo de cartas, de senhoras de risos frágeis,das curvas da estrada de Santos, um monopólio, um sagui, um bambolê.
Nossa infância do do-ré-mi em família, da selva de pedra, da Iara e do Boto cor de Rosa.
A infância é um olhar, que no fundo nunca nos deixa.
O de se sentir pequeno mesmo quando se é grande.
Utopia
Passam momentos
transpassam tempos e,
lembramos daquela infância
em que sonhamos amar alguém
que preenchesse
todos os desejos;
naquela terra batia brincava
levantando poeira
sem eira
sem amanhã
apenas criança
tempo passou
avançou
a menina agora mulher
depois de conquistar espaços
em um arrasto
preencheu vazios
não sei se foi sonho
é sonho
Pai,eu não queria crescer.
Já que cheguei até aqui...
Agradeço os momentos, da minha infância,
e tudo que aprendi.
Como herança,carregarei com orgulho, o sobrenome, que será uma eterna lembrança da essência, da nossa existência.
Pai, eu não queria crescer...
Voltas da vida
Hoje, me lembro bem dos dias da minha
infância.
Tu eras uma senhora, eu um moleque arteiro
que sonhava o dia inteiro,
um beijo teu ganhar.
E assim o dia passava,eu sem jeito ficava.
Para mim? Esquecias de olhar.
Hoje me lembro bem, realmente eras linda,
lembro de ti com saudade.
Hoje mesmo de avançada idade, ainda tens
o ar alegre, caminhas lentamente,me beijas
constantemente, convidas-me até para casar.
Ai, o moleque de outrora põem-se a lembrar
que agora, só tens olhos para mim, e se eu
à visita faltar é certo que vais chorar,
porque não olhei para ti.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciência
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Infância pura!
Por aqui dancei lapinha
nas quadrilhas de são joão
galo brigando na rinha
bola de gude e pião
e a saudade é a espinha
dos amores que eu tinha
nos meus tempos de sertão.
A pessoa não se convence que não é mais uma garotinha.
Reencontra amigos de infância, de adolescência e outros tantos de tempos mais recentes e só pensa em celebrar. Mas ela é temperada no exagero, e se celebra, pratica a ação com garra...Seus olhos iluminam o escuro com brilho de ofuscar o sol. Mas é noite, tem dança na pista e ela se joga como se não houvesse amanhã. Amanheceu...portanto houve outro amanhã, e suas articulações, desmancha prazeres que são avisam-na que já há muito tempo ela é uma senhora.
Amo dançar!
Infância seca!
a seca é o pior enredo
pelo destino que lança
a sede, a fome e o medo
segue o fio da esperança
e o menino sem brinquedo
vira homem logo cedo
mesmo sendo uma criança.
INFÂNCIA
Ela veio suave
E se foi do mesmo jeito,
Porém tudo em mim desmoronou
e se foi junto com o vento.
Ah, aquela menina
Ela me fascina.
Ah, aquele sorriso
Ele me domina.
Ah, a dor invade meu peito
toda vez que me olho no espelho
E não a vejo.
a infância traz uma certa lembrança
todo dia acordando e já fazendo lambança
a nostalgia que me traz daqueles dias
é tão bom quanto um sorvete de baunilha
mas o sorvete pode derreter
e eu acabar por esquecer
Infância.
Infância boa era da gente
não tinha tanta frescura
hoje nada se atura
qualquer coisa é indecente
antes era diferente
não tinha distinção de cor
era normal um sim senhor
em casa pai e mãe ensina
e na escola a disciplina
e o respeito ao professor.
Saudades de infância,
Saudades do tempo bom,
Saudades de quando minha maior preocupação era do que que eu ia brincar,
Saudades da minha paz,
Saudades da minha alegria,
Saudades da minha pequena inocência,
Saudades da minha positividade,
Saudades do meu joelho ralado,
Saudades de tudo que passou...
INFÂNCIA PERDIDA
Ah! Saudade da infância perdida,
onde as lágrimas eram de birras e os castigos eram martírios.
Saudade da infância perdida, onde as cantigas de rua eram roda-roda e os gritos de alegrias.
Saudade da infância perdida, onde os tombos eram curados com um beijo e o medo acalentado por um abraço.
Saudade da infância perdida, onde tudo virava bagunça e o esconderijo era d'baixo da mesa.
Saudade da infância perdida, onde as perguntas tinham respostas e o olhar era tão sincero.
Saudade da infância perdida, onde a inocência era guardada e a mentira era coelhinho da Páscoa.
Saudade da infância perdida, onde as nuvens se desenhavam e o andar era adiante.
Saudade da infância perdida?
Apenas saudade!
Da infância perdida.
O dia é a réplica de uma vida
Com infância, juventude e velhice.
Tudo que se passa num dia
Um dia um dia se passa na vida.
A vida começa com o nascer
Também o dia.
Atinge o apogeu a meia idade
Correspondente ao meio dia.
Envelhece e se vai
Igualmente ao dia
Em um dia tudo acontece
Também na vida.
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