Poema de Incerteza
Palhaçada
É como o tempo passa,
Outrora,
Emo,
Que sou (confesso),
Usando MSN e Orkut,
Ouvindo Fresno (ainda escuto),
Sofrendo em lágrimas e dores,
De amores que nunca existiram,
Banal?
Não,
Mas, é incrível lembrar de como era a tal!
Não de "me achar",
Nunca fui isso,
Mas, de arcar com as responsabilidades da vida,
Até um pouco egoísta na época,
Achando que trabalho enriquece,
Mas, quem adoeceu com o tempo foi a alma,
Com calma,
A maturidade tomou conta,
E a conta?
Sim,
Chegou, veio com força,
Recuperando o que é bom,
Sanando o que não,
Firme com a firmeza de prego que se move na areia,
Num mundo líquido onde as certezas da vida se tornam incertezas,
Amores, desamores,
E rumores em verdade inconcreta.
Descompasso
Meu tempo passa,
e meu relógio permanece parado
diante de tua congruência,
relembro-me do meu passado.
Vivo ao lado da incerteza,
de braços abertos à inconclusão.
Sinto-me a me desgastar
perante tua exatidão.
Palavra que me prende,
sentimento que me molda,
sensação que me vicia —
é o amor que me desola.
Ó lua,
será que diante
da plena madrugada,
meu tempo descontinua?
AMARÉ
Passo a vida em mar aberto —
às vezes calmo, ora tempestade sem aviso.
Mesmo com medo de ondas altas,
há um receio ainda maior:
te perder em meio à extensa praia,
mesmo estando tão longe do perigo.
Ambos precisamos sempre tocar com os pés no fundo.
Como quem esquece que já aprendeu a nadar...
Por que ainda nos sentimos tão inseguros?
Quando o vento nos empurra
e o corpo, num súbito, mergulha,
buscamos um porto seguro
onde seja possível atracar.
Mas não tem jeito —
mesmo à deriva, só há uma alternativa.
Há momentos em que o coração
nos convida a saltar,
por mais turbulento que o meu mar possa estar.
E, em meio à queda, a pergunta:
Você não vem?
Mesmo sabendo que pode doer,
que depois de tanto esforço ainda podemos nos afogar,
te convido a seguirmos juntos —
nem que seja até uma próxima enseada.
E se lá também houver tempestades,
que ao menos sejamos abrigo um no outro,
pelo tempo que escolhermos estar.
E se houver calmaria,
que saibamos aproveitar a dádiva de flutuar sem medo.
Porque amar, no fim,
é escolher mergulhar —
mesmo sem saber, ao certo,
em que profundidade podemos chegar.
Sereno espírito tenho,
Quando em ti penso
Em que no passado há,
O que hoje não há
Mas se hoje não há,
No que amanhã haverá?
Um espírito remato,
Ou um sequioso ser
Que nunca se farta do hoje,
Em que há em você.
O que em ti há,
De tão longe a conquistar?
Perpétua corrente estás,
Na superstição que há
Não no que em ti há,
Mas no que em mim há...
"É muito louco esse mundo..."
É muito louco esse mundo…
Quando somos crianças, tudo o que queremos é crescer.
Ficamos ansiosos pelos 18, como se essa idade fosse um portal mágico pra liberdade, pra vida de verdade.
Mas quando ela chega… mal dá tempo de sentir.
Ela passa. Rápido. Rápido demais.
Mais veloz que um foguete, mais impiedosa que o tempo.
E aí, o que era sonho, vira rotina.
A liberdade vira responsabilidade.
A pressa vira cobrança.
E o medo começa a crescer dentro do peito.
Medo de não dar tempo.
Medo de falhar.
Medo de ir embora desse mundo sem entender direito o que viemos fazer aqui.
Porque, no fundo, ninguém sabe o que vem depois.
E talvez seja isso que mais assuste:
essa incerteza do destino final, esse silêncio depois da última batida do coração.
Mas enquanto estamos aqui…
Talvez o segredo não seja entender o final,
mas dar sentido ao agora.
Viver de verdade.
Amar sem medida.
Ser presença.
Ser memória boa.
Ser o que o tempo não apaga.
Que bom que as horas são incertas,
Que a vida não faz teste de solo fértil,
Que as sementes das garantias não estão plantadas,
Que dependemos da coragem gentil,
Já não sei se poeta sou
apenas em lirismo declamo
perco-me nos versos e caminhos
onde tropeço em incertezas
procurando a quem amo
Tivesse tu a mais vaga noção do espaço logrado,
por certo que o ocuparia ...
desprovida do véu da inação,
liberta da mais tenra sombra da incerteza
- Só de pensar dna possibilidade de te ver,
não sei o que dizer, não sei o que pensar.
Emoção maior não há.
- Contagem regressiva
3, 2, 1
Ansiedade fora do comum.
- Mais perto que nunca.
Posso te sentir.
Tenho uma ideia do que esta por vir.
- depois de tanto tempo
sem sair do meu pensamento.
Dúvidas do ar.
- Oque está para acontecer?
Preciso me controlar,
espero não me decepcionar.
A SEMELHANÇA DO GELO E A LÁGRIMA
Não sei o tempo que meu coração levará para derreter-se por inteiro, mas até lá tenho plena certeza que sua espera e paciência, certamente findará, e juntos, nunca ficaremos. Enquanto meu coração demora tanto, meus olhos se derretem em lágrimas, não mais físicas, mas internas. Sempre observei que o gelo derretia mais rápido na água, e nunca pensei que poderia acontecer dentro de mim.
Meus passos correm em busca de mim
Em busca de quem eu sou
Em busca de onde estou
Em busca do meu lugar no mundo
Do meu propósito
Da minha missão
Do meu ser
Do meu mais profundo
Coró de côco.
Coró de côco, no côco entrou.
Comeu, comeu, comeu e na zona de conforto se contentou.
Não percebeu que o tempo passou, ali viveu, ali dormiu, ali morou.
Pobre coró de côco, ali cresceu, ali morreu, ali ficou.
Passo o tempo a pensar e imaginar
Criando coragem pra me arriscar
Sei que entende o que estamos passando
Pois não estamos nos enrolando, nem perdendo tempo, mas se preparando.
O problema não é eu e nem você
A verdade é que nos machucamos no passado ao se envolver
E até vendo outras pessoas com o coração a sofrer
Tenho medo de te machucar
Eu tenho medo de te magoá
Eu tô com medo de com tudo estragar
Medo de que um dia acorde e pense que eu só quis te usar.
Nós somos como um rio poluído pelas impurezas que encontra no seu percurso.
O pensamento que antes fluía intensamente, agora se arrasta lentamente, carregado dos males, inquietudes e incertezas,
que os esgotos e as águas de outros rios,despejam na correnteza.
Se não podemos ser como o mar que, pela imensidão, nem se importa com a sujeira que despejam nas suas águas, podemos, como o rio, mudar o curso ou o trajeto, para não represarmos todos os males, que um dia transbordam, na enchente.
Quem sabe?
O que o destino nos reserva
Se as nossas escolhas estão certas
Quem vai entrar na nossa vida
Quem vai ser digno de cuidar das nossas feridas
Eu não sei.
O ar que me falta,
A chama que se esvai.
Tudo parece o fim,
Tudo que era pra ser um começo.
Não quero,
Mas desejo ardentemente.
Não fico,
Mas vou aflita.
Queria a certeza,
A certeza de contentar-me com a incerteza
E aceitar que dói,
Dói profundamente.
Querer encontrar o sentido da vida
é imegir em pensamentos
que até hoje não me conduziram
a lugar algum, e sempre que consigo
sair das suas profundezas,
estou embebido de angústias
que me conduzem sempre
ao início de incertezas.
Quão impotente somos diante do futuro,
não temos onisciência nenhuma sobre ele,
a unica esperança que temos com esse mundo do amanha são os frutos que plantamos hoje e,mesmo assim correndo o risco de uma colheita indesejada.
Afinal como disse Shakespeare´´Um homem nunca está aniquilado de ser enforcado.´´
Opção eu sou de muitas,
Sempre haverá aquelas
Que às vezes vai procurar.
Certeza pow.
Mas eu prefiro prioridade,
Quero ter a certeza de todo
Dia ter com quem contar...
Não sei
Não sei mais o rumo da vida,
Tudo parece desabar, sem saída.
Aquilo que parecia certo e verdadeiro,
Agora se perdeu, me deixando em desespero.
Não sei se sou um verso perdido,
Ou uma pessoa confusa e esquecida.
Entre rimas e versos me encontro,
Um enigma poético, sem ponto.
Não sei se sou um sonho esquecido,
Ou uma esquecida sonhadora perdida.
Entre realidade e ilusão me debato,
Um mistério vivente, em cada ato.
Não sei se sou um destino incerto,
Ou um incerto destino a percorrer.
Entre caminhos e escolhas me encontro,
Um contínuo enigma da vida, a desvendar em meu ser.
Não sei se sou um eco distante,
Ou um distante eco a ressoar.
Entre silêncio e palavras me perco,
Um mistério sonoro, sem parar.
Não sei se sou um sorriso oculto,
Ou um oculto sorriso a reluzir.
Entre alegria e tristeza me encontro,
Um triste ciclo a seguir.
Não sei se sou um eco distante,
Ou um distante eco a ressoar.
Entre silêncio e palavras me perco,
Em cada verso, revelo meu recomeçar.
