Perigo
O mesmo nível de sinceridade e justiça é o de indignação e ignorância. Portanto, muito cuidado, pois você não tem ideia do perigo.
Coragem é a firmeza de espírito para enfrentar uma situação emocional ou moralmente difícil. Independe do perigo, grande ou pequeno, o medo nos agonia, encara-lo de frente, não é fácil eu sei, mas só o fato de tentar, já é uma grande bravura e faz toda a diferença. Aprender a encarar os fatos já demonstra uma nobreza de caráter e uma grandeza de alma. Para se fazer diferente e crescer, um grande aprendizado depende de certas doses de perseverança, e essa coragem por vez pode ser um tanta insana. Então vá mesmo com medo e certo zelo, que com determinação você alcança, para o desempenho ser perfeito, ou pelo menos quase, porque nada é perfeito.
Esse medo que a mente acha desvairada, nem sempre é tão louca, e faz parte do processo para ensinar a ter coragem. O importante é começar, e se começa é porque se tenta e tentar já é meio caminho andado para se ter coragem e realizar. O fracasso faz parte, mas somente sabe a força que se tem, depois de cair, conseguir se levantar. Então não desista sem tentar, chegou a hora vamos enfrentar. Desistir é não viver, é não sonhar é morrer, mesmo estando vivo. Abrace seus maiores sentimentos, a metade que é o não você já tem, que tal ter força para conseguir o sim, basta insistir. Anoiteceu e mais um dia estou aqui, tomando coragem para dormir, será que vou conseguir....
“Engane seus medos sorrindo assim eles acreditaram que você tem coragem. Mas se precisar chorar não tenha medo, porque não há mais coragem que conseguir chorar”.
É muito bom escrever
mas é perigoso
as suas mãos podem revelar coisas
que os seus olhos não vêem
mas o que o seu coração sente
Trazer a tona sentimentos
outrora escondidos
que as pessoas não querem revelar
mas que você consegue ver através de um olhar
Ainda mais quando se envolve amor
não sei se isso pode fazer de você um escritor
mas uma coisa eu sei, você pode ser humano
03/01/2019
Eu fechei os olhos, consciente de que aquilo não acabaria tão cedo, de que seria impossível me mover, de que meu corpo não obedeceria a nada que eu miseravelmente tentasse fazer. Me tornei mais uma vez conformada que não havia por que ter medo dos perigos do mundo, porque o meu perigo era eu mesma.
Minha inimiga que habitava constante e incuravelmente dentro de mim.
O pensamento mais perigoso que você pode ter como uma pessoa criativa é o de saber o que você está fazendo.
A gente se assume quando der na telha
Quebra as pernas da inveja alheia
Calma agora, esconde esse sorriso
Se olho gordo percebe é perigo
Há anjos de todas as formas e em todos os lugares. Eles não dormem e vem com a linda missão de nos salvar. São luzes que chegam até nós, afastando-nos de qualquer perigo, enfraquecendo a escuridão. Feche os olhos e sinta, pois ele cuida de você sempre. Eleve o pensamento para o alto e dê boas-vindas para quem acolhe a sua vida com abraços, colos e bênçãos. Confie!
Só hoje eu desisti de nós mil vezes
E te odiei com mil razões diferentes
E aí você sorriu e já era
Me convenci que era impossível
E que amar demais representava perigo
E aí você me olhou e já era
Seu abraço veste tão bem
Que dá até vontade de te raptar
Guardar você num potinho, num esconderijo
Pra não ter perigo de alguém te roubar
Achei uns pedacinhos de mim em você
Exatamente os que faltavam pra me preencher
Que o Senhor me livre de um dos mais perigosos riscos do ministério de pregação e ensino. Que eu jamais me considere mais importante e necessário do que realmente sou, como vaso de barro nas mãos de Deus. A Palavra é dEle, as ovelhas são dEle e é Ele quem alcança o pecador. Ele!
Não pense que estou questionando a existência de necessidades interpessoais básicas. Schopenhauer disse que os bípedes – termo dele – precisam se juntar em volta do fogo para se aquecer. Mas avisou do perigo de se machucarem por ficarem muito perto do fogo. Ele gostava dos porcos-espinhos, que se encostam para se aquecerem, mas usam os espinhos para manter uma distância.
(A cura de Schopenhauer)
RANCOR
Ódio, grande aversão não manifestada.
Isso, todos nós temos...
Outrora tivemos e um dia teremos.
Em cada um se manifesta de uma forma.
E assim expressado de várias maneiras.
Às vezes torna-se um trauma,
E fica guardado durante muito tempo...
Por exemplo: o amor.
Ele é capaz de construir vidas.
Mas quando não é correspondido,
Tem o poder de destruir,
Deixando marcas que ficam para sempre.
Com isso gera-se a ira,
O pior dos sentimentos.
Quando não mata quem fere,
Morre quem se feriu!
Porque o amor é uma faca de dois gumes,
E uma ponta muito afiada.
É prazeroso
E ao mesmo tempo perigoso.
Parece ser fraco,
Mas quando menos se espera mostra-se forte.
Do oito e do oitenta.
Do sul e do norte.
Mistura de sentimentos inexplicáveis.
O mistério ainda não decifrado.
A principal busca de todo ser humano.
O amor e o ódio andam juntos,
Lado a lado,
Mas quando de frente se encontram...
Doce ilusão
A cura não me alcança
Ainda bebo aquele veneno
Que me paralisou, que é amor
Que faz de mim um viciado, um legado
Pela lembrança, um condenado
Em regime de esperança
[...]
Então digo, para não esquecer
Que não há perigo d’eu escapar
Ninguém que passe por aqui
Terá um carro ou um avião
Que leve o peso desse coração
Que só você pôde aliviar
Mas que loucura essa paixão!
Que pensaria eu sobre a situação,
Se fosse incapaz de amar?
Até parece normal a obrigação
Não me culpe não
Pois é você que ainda
Tão diferente será
A mesma que vou amar
[...]
E que pena vou sentir
Desse amor que sinto
Vai parecer tão pequeno
Que pode até desaparecer
Frente ao que a liberdade
Prometeu nos trazer
Deixo correr o tempo
E deixe-me escrever
Já que não ponho risco em mais nada
Já que não surpreendo mais você
Eu vou pro seu lado
Você vai ao contrário
Sempre foi e pode ser.
O homem, a guerra, o desastre e o infortúnio
“Que estranho bicho o homem. O que ele mais deseja no convívio inter-humano não é afinal a paz, a concórdia, o sossego coletivo. O que ele deseja realmente é a guerra, o risco ao menos disso, e no fundo o desastre, o infortúnio. Ele não foi feito para a conquista de seja o que for, mas só para o conquistar seja o que for. Poucos homens afirmaram que a guerra é um bem (Hegel, por exemplo), mas é isso que no fundo desejam. A guerra é o perigo, o desafio ao destino, a possibilidade de triunfo, mas sobretudo a inquietação em ação. Da paz se diz que é podre, porque é o estarmos recaídos sobre nós, a inatividade, a derrota que sobrevém não apenas ao que ficou derrotado, mas ainda ou sobretudo ao que venceu. O que ficou derrotado é o mais feliz pela necessidade iniludível de tentar de novo a sorte. Mas o que venceu não tem paz senão por algum tempo no seu coração alvoroçado. A guerra é o estado natural do bicho humano, ele não pode suportar a felicidade a que aspirou. Como o grupo de futebol, qualquer vitória alcançada é o estímulo insuportável para vencer outra vez.
Imaginar o mundo pacificado em aceitação e contentamento consigo é apenas o mito que justifique a continuação da guerra. A paz é insuportável como a pasmaceira. Nas situações mais vulgares, nós vemos a imperiosa necessidade de desafiar, irritar, provocar, agredir, sem razão nenhuma que não seja a de agitar a quietude, destruir a estagnação, fazer surgir o risco, a aventura. É o que leva o jogador a jogar, mesmo que não necessite de ganhar, pelo puro prazer de saborear o poder perder para a hipótese de não perder e ganhar. A excelência de nós próprios só se entende se se afirmar sobre o que o não é.
Numa sociedade de ricaços ninguém era feliz. Seria então necessário que por qualquer coisa houvesse alguns felizes sobre a infelicidade dos outros. O homem é o lobo do homem para que este possa ser o cordeiro daquele. Nenhuma luta se destina a criar a justiça, mas apenas a instaurar a injustiça. O homem é um ser sem remédio. Todo o remédio que ele quiser inventar é só para sobrepor a razão ao irracional que de fato é. Toda a história das guerras é uma parada de comédia para iludir a sua invencível condição de tragédia. A verdade dele é o crime. E tudo o mais é um pretexto para o disfarçar. A fábula do lobo e do cordeiro já disse tudo. A superioridade do homem sobre o lobo é que ele tem mais imaginação para inventar razões. A superioridade do homem sobre o lobo é que ele tem mais hábitos de educação. E a razão é uma forma de sermos educados.”
Vergílio Ferreira, in Conta-Corrente IV
" Perigos...? Existiam, existem e existirão...
Sempre serão reais... Mas o medo, ah esse não... É uma opção ter medo... Somente quando você acreditar nele, ele passará a realidade, e também fará de ti alvo fácil dos pensamentos obscuros da mente, ela insistirá em pregar peças, mesmo quando nada apresentar ameaça, ela dirá que não, e atormentará a ti, sem dó, com os pensamentos mais sombrios e angustiantes que puder, vai sorrir diante teu pânico e angústia."
