Perigo
Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meus olhos quem mais absorvem o que vejo. Sou feita de remendos alheios e nem conheço os nomes das personagens principais, porque, se existe algo do qual não posso me gabar, é da minha memória. Até tento, mas já descobri que tentar não é suficiente. Sou apanhada por refratários retoques das lembranças que permeiam meu cérebro. Cérebro não me parece uma palavra poética, todavia sempre me questiono se o que escrevo pode mesmo ser chamado de poesia. Não basta rima e nem sempre ela é imprescindível. Conheço gente que faz da vida uma poesia e poesia que se presta a ser gente. Fico fascinada com estas outras dimensões de nós. Somos, ao mesmo tempo, tão bonitos e tão feios, tão belos e tão asquerosos. Sinto tudo isso no paladar. De vez em quando, é mel; de vez em outra, é fel; às vezes, é sangue atravessando a garganta, cortante, dilacerando todos os sonhos, ceifando pupilas brilhantes, escorrendo mares por outras faces. Não sei, mas algo que começou com tantos sentidos, agora parece não fazer sentido algum. Eu sinto e explico, mas temo que ninguém me entenda, a não ser quem também seja assombrado por estes pensamentos à noite, um pouco antes de dormir. Sempre, sempre, sempre…
o doce das flores seduzem as abelhas.
O amor dos pássaros atraem o perigo.
A paixão dos felinos persuadem suas presas e o gostar do eu-lírico alicia ainda mais seu amor por escrever.
Sempre amei por palavras muito mais
do que devia
são um perigo
as palavras
quando as soltamos já não há
regresso possível
ninguém pode não dizer o que já disse
apenas esquecer e o esquecimento acredita
é a mais lenta das feridas mortais
espalha-se insidiosamente pelo nosso corpo
e vai cortando a pele como se um barco
nos atravessasse de madrugada
e de repente acordamos um dia
desprevenidos e completamente
indefesos
um perigo
as palavras
mesmo agora
aparentemente tão tranquilas
neste claro momento em que as deixo em desalinho
sacudindo o pó dos velhos dias
sobre a cama em que te espero.
'No amor o perigo é quando o casal está em crise sentimental e aparece a terceira pessoa.
É feito o facebook...está terceira pessoa veio pra mostrar que se a segunda pessoa não sabe curtir a primeira, ele veio para compartilhar.'
—By Coelhinha
Eu sempre quis o perigo por que só você que sempre teve a cura para o meu vicio que acabara sendo você;
Eu sempre precisei de um pouco de atenção para que pudessem ver onde eu pisava;
Espero voltar a viver pelo gosto da diversão ou pela força de nossas vidas a se encontrarem, você sempre me veio como um sonho bom que ninguém percebia em mim;
Eu sempre quis o perigo e sangrei pelo o amor que carreguei durante muito tempo ou o suficiente de saber quem sou;
O que se faz demais se torna ideal ao ser e ao coração, tudo bem se eu não tenho você, pois sempre me vi como um sonho bom sem a perfeição que pudesse lhe dizer algo;
Também tive medo, mas na volta o esquecimento foi comparado à outra vida sem sentido;
Nunca fui escravo de nenhum coração e não temo o que não me oferece perigo, mesmo tendo dias desleais para reconhecer virtudes em sentimentos sinceros em outro coração;
Minha verdade não assombra meu caminho nem o que não exista mais em minha rota e eu resisto qual quer distância para sentir o querer na pele;
Nunca me entreguei para que meu coração tenha vitórias desejáveis;
Os sentidos estão sem entendimentos e o meu amor por você vive um perigo de um sofrimento;
Corro um risco de hoje te ver e amanhã me perder e não mais poder te ter, transformo-me em um refém, refém do seu amor e dentro do seu coração me esforço para me pôr;
O meu corpo deseja o teu calor, porém o seu coração deseja o meu amor, quero te encontrar para superar minha dor;
Vivemos em perigo e muita das vezes sem sentido ou por nada que se dirija ao interesse do coração;
Traga a felicidade na palma da mão e prospere para que o meu sorriso não seja destacável ao nosso futuro;
O meu coração não tem medo do perigo, tem força de vontade e determinação de superar toda frustração;
Preciso me esquivar do perigo de me deixar levar na invenção da louca poesia que tanto nos causa mal para entender que o tempo parece remédio de “tarja preto”;
Às vezes vejo o meu céu desmoronar mesmo sabendo que a nossa sincronia é o sonho de loucos que insiste em se encontrar;
Se eu me esconder aqui nesse lugar sossegado é para manter o meu corpo sem o perigo de se perder entre o entrelaço do pecado;
Sei que nem sempre posso evitar sem pode escolher quando se faz conveniente a mim para entender que o meu sangue é realmente quente;
Deslizo sobre o teu coração flexionando o fluxo de estar e deixar amar para conquistar-lhe pelo o olhar;
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