Paixões
O homem ama naturalmente a verdade e o bem, e deles só se aparta quando as paixões o arrastam e extraviam.
AS MÃOS
Elas pegam
E despegam,
Apertam
E desapertam
Emoções.
Matam paixões,
Fazem reviver
Quem está a morrer
De mortes ou sensações.
Benzem
E banzem
Orações,
Bruxarias,
Arrenegam heresias,
Aliviam comichões.
De muito as glorificar,
Acabei por me lembrar
Que há tantos anos
De desenganos,
Não beijo as mãos
De minha mãe.
Pobre de quem a não tem.
Valho-me dum retrato dela
E mato a sede da saudade,
Beijo-lhe as mãos de papel
E até me parece que ela
De verdade,
Me afaga o rosto,
Com tanto gosto,
E aquela doçura do mel.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-10-2023)
Por essa pequena e insignificante vida vivida passei-me por vários amores, paixões e admirações, buscando e acreditando que o amor habitava na perfeição do ser. No cansar do andar me deparei com o tapa na cara da vida, ao olhar os defeitos e imperfeições de uma linda e maravilhosa mulher. Dançando e cantando desafinada e engraçada, com sua voz bêbada na madrugada, olhei toda imperfeição de seu ser e a amei, amei tão forte quanto o impacto de uma bala em meu peito, meus olhos brilhavam a cada movimento de sua dança e de sua voz mole cantando palavras do sentimento. Nada no mundo me tira os olhos dessa mulher maravilhosamente imperfeita. Na imperfeição de minha imperfeição enxerguei meu grande amor em sua imperfeição.
Estação Ferroviária
As paixões violentas por coisa nenhuma
Do cansaço de se estar em mãos insanas,
Mãos que jamais terão satisfeitos seus desejos
A sutileza das sensações inúteis
O que há em mim é sobretudo o cansaço
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural
Não tenho medo dos maus
Mas do cansaço dos bons
As paixões violentas por coisa nenhuma
A vida me obriga à desatar tantos laços,
E causando infinitos desembaraços
Provocando em meu corpo e alma
Um profundo e prazeroso cansaço
E na imensidão do meu inconsciente,
No vazio da minha mente agora quieta,
Encurto o passo, me lançando na exaustão
Dos meus braços.
Há sem dúvida quem ame o infinito
Há sem dúvida quem deseja o infinito
Há sem dúvida quem não queira nada
Quando se é Jovem
Ternas
Eternas
Definitivas
Efêmeras
Paixões
Coisas
De morrer
Que só
Nunca
Assumidamente
Declaradas
Segredos
Supostamente
Somente seus
Na incerteza
Ao risco
De tal
Não ser
Sempre
Uma quimera
Tudo
Tão permanente
Quando
Se é jovem
Para assumir o controle de suas emoções, afaste-se fervorosamente das paixões, acalmando-se e refletindo sobre as razões do que faz ou pensa.
Não existe esse negócio de "um amor vai curando o outro". Ele cura as paixões passageiras que sua carência fez achar que era amor.
É a expectativa que torna a vida infeliz, pois nela as paixões tem todo o poder e a razão não tem nenhum.
Quantas paixões eu já vivi
Não dá nem pra me lembrar
Cada uma me fez sentir
O quanto é bom a gente amar.
Quem por vezes,
tenta sufocar uma paixão,
termina por ter
uma meia vida.
Certas paixões
são ligamentos
que tão somente conduzem
para um grande amor.
À REVOLUÇÃO:
O que move as revoluções são as paixões
Claro, paixões pela igualdade social
Pelo avesso ao preconceito generalizado
Pelo amor verdadeiro entre os povos
Pela unidade das crendices
Pelo respeito à admissão entre os relacionamentos
Pela evolução dos espíritos de aura clara
Pelo coração seco, do revolucionário,
No afã de abdicar de um garboso amor
Em detrimento de uma nefasta ideologia
Pela ansiedade a emergir um ideal
E pela angustia em submergir a retórica
Que causa submissão aos homens...
PAIXÔES:
Quando dizemos que amamos o outro.
Identificamo-nos a “afetos corretos”.
Quando dizemos que o odiamos.
Opomos-nos aos seus “invalores convencionais”.
Essencialmente, não se ama ou odeia-se!
Apenas reivindicamos o cerne da alegria.
Buscar realizar paixões pessoais não convencionais como algo individual que te ilumina fará sua jornada ganhar força e consistência diante das adversidades.
