Coleção pessoal de Gaybow
A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.
Me dêem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.
Felizes esses nos quais paixão e razão vivem em tal harmonia. Que não se transformam em flauta onde o dedo da sorte toca a nota que escolhe.
Questionamentos sobre o que é certo, ou críticas sobre o que é errado, raramente incomodam a popularidade, até que o surgimento de algum luminar mais novo dê à moda outra morada.
A mesma coisa que consideramos uma piada admirável para nossos vizinhos, nós moralizamos como um crime contra nós mesmos.
No primeiro orgulho da juventude e beleza, nossa atenção está focada em como somos vistas. Mas quando isso começa a se dissipar um pouco, quando entra em jogo aquele tempo bárbaro que vinga a pobre mulher miserável de toda a aparência que ela usava contra o homem tolo, nossa ambição passa a ser, então, como seremos ouvidas.
O orgulho, se não for humilhado, degenera em desprezo; a vaidade, se não for tolerada, dissolve-se na indiferença.
Poderíamos poupar toda a nossa ira contra a vaidade da beleza ou a vaidade da janota. Não estão as rugas sempre esperando para castigar um, e a idade, sem honra, para castigar e degradar o outro?
Não há nada que eu lamente mais do que as ilusões que cercam as jovens mulheres. Os maiores admiradores de seus olhos são com frequência os mais austeros satíricos de sua conduta.
A flor que hoje sorri
Amanhã morre;
E tudo o que desejamos que fique
Nos seduz e depois parte.
Qual o prazer do mundo?
Luz que zomba da noite,
Tão breve quanto flamejante.
Nenhuma qualidade é tão cativante como o bom caráter. Os talentos despertam mais admiração; a sabedoria, mais respeito; e a virtude, mais estima. Porém, com a admiração se mistura à inveja; ao respeito se mistura o temor; enquanto à estima, embora sempre honrosa, é muitas vezes fria; Já, a pessoa de bom caráter proporciona prazer sem qualquer tipo de alívio; é um sentimento tranquilo, de confiança e de despreocupação, sem ador da obrigação, sem o esforço da gratidão.
Veja o mundo num grão de areia, veja o céu em um campo florido, guarde o infinito na palma da mão e a eternidade em uma hora de vida!
A virtude de mostra mais não naquela que se furta a nunca ser seduzida, mas na bastante certa de si para se expor a tudo sem nada temer.
A Morte é um Diálogo entre
O Espírito e o Pó.
“Dissolva” diz a Morte — O Espírito “Senhora
Tenho uma Ideia melhor” —
A Morte duvida — Impreca desde a Cova —
O Espírito se vira
Só deixando — como prova —
Um Casaco de Argila.
O bem e o mal estão mais igualmente divididos neste mundo do que você possa imaginar; não se obtém amor sem uma imperfeição, nem o respeito sem uma dissimulação.
Uma mente que uma vez havia sido aberta para o conhecimento não poderia suportar a contração da obscura e perpétua ignorância.
