Pai Nao Entende nada
ATÉ O NADA TEM SEU VALOR
A poesia prova que até o nada tem seu valor,
O que está de fora é diferente do que está dentro,
O que está dentro é mais forte do que está fora. A raiz que sustenta o tronco da majestosa árvore não está à mostra, mas dá vida à folhas e frutos e sombras...
O poeta é raiz, pura raiz...
Élcio José Martins
"Dependendo de nossas atitudes, mesmo nesse mundo bruto, nada é eterno, inclusive as adversidades."
Existe algo porque o “nada” é instável. Assim como uma semente contém o potencial para uma árvore, o “nada” contém o potencial para o “algo”.
" O maior defeito ou erro do homem é deixar a mulher fazer tudo o que bem quer, por outro lado ele passará a vida inteira sem nada."
E com a ponta,
Dos meus dedos,
Todas estas letras,
São jogadas,
Nesta folha,
Que nada fala,
Só deixa,
Algo, o Eterno e o Nada
Tudo existe! Eu existo! Algo existe!
Tudo no mundo que é de mais moderno,
Que não se alimenta de algo, não resiste,
Pois o Nada, jamais será Eterno!!!!
Algo, no mundo, precisa de alguma coisa,
Para continuar sempre existindo!
Assim a Eterna Morte, com os sonhos na vida,
Para permanecer sempre dormindo.
O eterno, como o tudo, existencialmente tachado,
E por muitos, consubstancialmente adorado,
De nada precisou, pois nenhum jamais existiu...
A vida eterna é a maior ganância do homem vil,
Que faz do nada, Essencialmente algo,
Para que se sinta sempre eternizado!!!!
A Alma precede a Consciência!
Porque,
a Alma é a Existência ou o Nada que pode se tornar algo ao apegar-se a alguma Essência ou Consciência ou Visão de Mundo!
Isto é,
a Existência precede a Essência.
É difícil contentar o descontente, porque o descontentamento é um vazio interno que nada externo consegue preencher.
NADA
Se penso em fazer voltar-te a rosa dada
Converto em dor os versos de lembrança
Sinto em mim uma sensação angustiada
Percebendo que já não mais é a aliança
Tua citação é mais nada, d’alma retirada
E, no meu cantar não mais a esperança
A outrora melodia, no meu peito, calada
Por ser mais nada, então, nada avança
Como eu posso devolver-te o mais nada
Se nada mais, tenho, nem nada a te dar
O meu versejar me serve como espada
Um escudo, a deter a lágrima a derramar
Pois, um dia se choradas, hoje enxugada
Rasurando os datados versos por te amar!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05 março, 2024, 15’51” – Araguari, MG
É noite
uma única voz
solitária
se faz ouvir
Escuto!
inutilmente
tento identificá-la
é madrugada
e a voz
já não me diz nada:
nem ódio
nem amor.
Maldita voz!
Sem pudor;
cala-te
meu interior.
