Ostra
Basta-lhe ferir a ostra fiel com corpo estranho, e sua fidelidade produz uma pérola magnífica a mão do lapidador.
A paixão da ostra é isolar a dor...e esse isolamento se transforma em uma pérola, que é o seu amor.
A vida dever ser vivida ! A ostra precisa ser ferida , para pérola ser concebida , e sua beleza jamais passará desapercebida, Então levante , e diga aos teus desafiantes , não desisto um só instante , sou muito confiante , e meu destino será brilhante , pois nasci pra ser protagonista e não coadjuvante.
Como dizia Rubem Alves. sem a areia incomodando a ostra não faz as pérolas. é a mesma lógica da inovação. precisa de um incômodo para nascer a inovação.
É dito que, para o preparo da pérola, a ostra sofre uma espécie de química natural, causada por um tipo de estresse!
No cérebro humano, há aumento significativo de endorfina, serotonina, dopamina e norepinefrina! Todos, hormônios associados ao prazer e bem-estar. Parece mesmo que a Natureza determinou como condição prévia da felicidade, uma espécie de dor exigida, como preço para se obtê-la.
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* Eu as vezes sinto-me uma ostra,
minhas tribulações
e tempestades
de areia vira pOeSiA.
*
Digitei isso lembrando da frase de Rosana HERMANN: "Fina é a ostra que quando é incomodada pelo grão de areia reage produzindo pérolas."
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Se uma ostra consegue através de um grão de areia produzir uma preciosa pérola, então você também pode através do amor universal, produzir a pérola da felicidade ao próximo mais necessitado
Todos nós podemos fazer como a ostra que através de um grão de areia produz uma preciosa pérola, pegando as energias mais densas que possuímos e transformando-as em jóias, mostrando que há muita beleza em nosso interior
"Aviso aos navegantes: _ Depois de muito tempo ostra, recolhida aos próprios medos, e muitas vezes, fênix, renascendo das cinzas; e de muitas vezes baixar a cabeça, para reagir com mais sensatez, descobri que sou águia, sei voar. Mas sem susto, meu voou é pleno e calmo, sem muito estardalhaço, e não irei para tão longe ainda; posso demorar um pouco, mas certamente voltarei, e quem sempre esteve comigo, voará comigo também."
A felicidade é uma porta que se abre apenas de dentro para fora. É como a pérola que fica na ostra e só nasce depois de enfrentar vazios, preparando-se assim para a vida lá fora, brilhante e valiosa.
Ostra
Demétrio Sena Magé
Confiar que me cumpre a confiança
dessa forma improvável de se ter,
ter aquela esperança inesperada
em um ser ou não ser que regurgito...
Um reflexo exato em algum olho
que me dê segurança no que vejo,
quando fico de molho neste sonho
em que beijo a distância tão presente...
Minha fixação em ser alguém
para quem está dentro do que sinto;
inquilina da minha pretensão...
Ver a minha verdade numa outra,
é a velha mentira que me salva
nessa ostra que tranca o meu vazio...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
As vezes me fecho em ostra e fico vendo a vida passar no fundo do mar... Fico pensando como tudo é tão misterioso e instigante, tão imenso tão intenso e penso ser uma personagem do filme Matrix e observo as algas e peixes do oceano acenando pra mim e nessas oscilações introspectivas em que brincam na cordinha de luz, sinto- me como uma marionete do tempo..
A Ostra nunca soube que o grão de areia quê por anos há machucava, passou por um processo de amenizar essa dor, criando em torno do grão uma camada lisa que chamamos de Pérola. Nunca soube também que por esse motivo tantos a Perseguiam .
O ASTRO, A OSTRA E AS OUTRAS
Uma gota é uma mentira a mais num mar de ilusão,
meu coração é conta-gotas de qualquer paixão
O que me ilude alude ao astro, à ostra, ás outras...
a luz que vem de cima reluz no astro
O que se ergue de baixo pra cima é o mastro,
veleja minh’alma feito embarcação
O mar é tão imenso penso, penso, o mar cabe no meu coração
A ostra é alimento,o astro é sentimento, as outras eu não sei não...
Caymmi caymmiria bela filosofia:
“quão belo é o mar...”
Versos singelos, apologia a imensidão,
E a ostra tão pequenina lá no fundo do meu ser
A ostra é uma estrela de quinta grandeza que vive a me aquecer
A felicidade é uma dor insuportável. Um grão de areia dentro da ostra. Machuca, dói, arranha, mas quando a encontramos, torna-se suportavelmente bela.
A Pérola e o Grão
Ostra tranquila, em mar sereno,
não sabe do brilho que pode criar.
É no aperto do grão, no toque terreno,
que nasce a pérola, para reluzir ao mar.
Feliz é a ostra que nunca sentiu
o incômodo rude da areia a ferir.
Mas é na dor que o brilho surgiu,
é na lágrima bruta que a vida há de vir.
Não é fraqueza sentir-se ferida,
é a coragem de encarar o vazio.
A ostra se fecha, se faz recolhida,
mas dentro do peito, transforma o frio.
Assim somos nós, na maré do viver,
cicatrizes que doem, grãos que se vão.
A alma, em silêncio, aprende a crescer,
e faz da tristeza uma nova canção.
Pois, ostra feliz não faz a beleza
de uma pérola rara, nascida da dor.
Aceita o grão, e na sua dureza,
transforma a vida em puro valor.
Que a tua lágrima, então, seja luz,
um brilho suave em meio à escuridão.
Pois, a ostra feliz, em paz se seduz,
mas é a dor que faz a pérola em teu coração.
O amor é uma fonte inesgotável
de inspiração e expressão,
e ele pode ser revelado
em diversas formas,
sejam elas alegres, dolorosas,
simples ou profundas.
“A pérola é fruto da interação alquímica de três forças, uma química, outra física e uma terceira sutil, invisível e indescritível, catalisadora, produzida pelo sofrimento da ostra ao ter dentro de si um grão de areia (ou qualquer outro objeto estranho) que a incomoda, estressa e irrita. Para amenisar tal sofrimento a ostra libera uma substância (nácar), que pouco-a-pouco reveste completamente o grão de areia, e, graças a isso, ao tempo, e a contínua ação da água do mar, o que outrora fora um grão de areia transformar-se-á lenta e gradualmente em uma pérola, linda, perfeita e única. Assim é a ostra, assim é o grão de areia, assim é a vida.”
Se a realidade te faz sofrer, não se iluda brincando de Deus, tentando transformá-la e nem tampouco banque o egoísmo vitimista para atrair piedade.
Se a realidade te faz sofrer, mude a si mesmo.
Aprendamos com a natureza, que não tenta usurpar o lugar de Deus e também não regride a bebê chorão diante de uma adversidade: frente a um parasita, a ostra produz uma pérola; sob intensa pressão, o grafite vira diamante; solo pobre e clima seco produzem os melhores vinhos.
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