O Poeta e o Passarinho
Não tenho mais tempo.. e também não aproveitei o que tive. Poeta que não aprendeu a amar como seu poema pedia. Um poeta sem palavras nem parábolas.
Pensante
Eu como poeta não sou nada.
Não sou trovador, nem menestrel.
Nem xilografista na literatura de cordel.
Não sou cordelista e nem faço embolada.
Não sou repentista, nem tenho língua afiada;
não sou doutor, nem bacharel;
não sou embaixador, nem coronel;
não sou hipnólogo e nem sei contar piada.
Sou apenas mais um na multidão.
Sou o cidadão comum, irrelevante.
Nem Sócrates nem Platão
nem Marx nem Dante.
Do alto de minha humana condição,
apenas um ser pensante.
Um dia me fiz poeta para aliviar a minha dor. As letras emaranhadas com minhas lágrimas, me fizeram notar que as sílabas juntas, seriam minha nova paixão. Há dias em que as sentenças brotam do meu coração, mas há dias em que o que mais quero é silenciar minha voz.Nessa trajetória a gente se reinventa e busca novas maneiras de viver a velha vida.No papel teço meus novos roteiros, não sou tão fraca nem tão forte, apenas sou quem me disponho a ser.
Auto-psicossociologia
Espero que não me leve a mal...
O poeta, fingidor por natureza,
tem nas palavras tal destreza
de, sem ser, tornar-se pessoal...
Suas dores: cálculo intencional,
destilam lâminas com sutileza,
e nos conduzem, sem defesa,
à própria incisão emocional...
O mero comum intelectualizado,
sangra versos que julga seus,
e unge o próprio ego exaltado...
E o poeta ri... Artífice dos véus...
vê-se no espelho do flagelado
e brinda, frio, ao caos que ergueu.
Sua poesia é a sua jornada, e o poeta apenas tenta acompanhar o seu compasso.
------ Eliana Angel Wolf
Não sou um grande poeta
E minha escrita é modesta
Mas tu me inspira as mais belas poesias
De sentimento e fala honesta.
No vasto universo
Nem um astro já se viu
Que tenha tamanha beleza
Como quando você sorriu.
Encanta com seu brilho intenso
Ofusca a Lua que anela
E te observa lá do alto
Desejando que a beleza fosse dela.
És tão bela, quão astro neste sistema
Sua forma os planetas desalinha
Cada qual que a deseja intensamente
Pensando: Ah! Quem dera fosse minha!
Tens uns jeito que encanta
Seus olhos brilham na imensidão
Arde com fogo e brasas vivas
E abala com qualquer desavisado coração.
Já não sei se poeta sou, mera trovadora ou uma simples rabiscadora. O que sei é que tudo isso me enriquece, alegra e sigo em direção ao por do sol. Vou percebendo toda a alquimia que se faz enquanto a brisa toca só para mim, e aqui, aos meus pés em versos jaz...
Só um poeta com alma leve, como uma lágrima de cristal, pode perceber o mundo com os olhos do coração e traduzir tudo em versos.
O poeta não é um fingidor! Ninguém vê o que não é lembrado. Talvez o poeta é poeta pq tem varias vidas. O poeta é um tecedor. O poeta é um novelo de almas que se desenrola em versos. Sombras q só ganham forma na memória. E por isso a poesia é um portal para vidas paralelas, não inventadas, mas resgatadas do limbo do esquecimento.
O poeta
O poeta se concentra na expressão;
Evoca sentimentos, imagens e sensibilidade,
Ativando o processo de cognição
E criando versos na cadência com musicalidade.
Os estilos variam com a personalidade.
Pessoas se diferem no temperamento
E a poesia vai descrever
A lógica de seu pensamento.
O poeta tem sempre em mente
Muita história para contar
Precisa apenas de um roteiro
Para seguir o seu pensar.
Na arte, basta um olhar.
Observar o que está à frente
Extrair com sensibilidade
A essência do que está presente.
Cenários e figuras são matérias primas
Só é preciso observar
Os versos vão sendo criados
De uma história a narrar.
Nos versos, há cadência,
Coerência e sequência na criação,
Que se transforma em imaginação e arte,
E a metáfora gera imagens, ritmo e canção.
A poesia é inspiração.
É algo que vejo, percebo e toco
É o olhar que torna o incomum em significativo
E estimula a sensibilidade com foco
Expressivo, sensitivo, objetivo
A poesia é inspiração.
É algo que vejo, percebo e toco
É o olhar que torna o incomum em significativo
E estimula a sensibilidade com foco
Expressivo, sensitivo, objetivo
E do silêncio nasce o verso solto.
POEMA DO ABSTRATO
O poeta não se alveja...
Pega-se ou se tem
- É um misto de beleza
E tudo que não convêm.
A histeria dos loucos...
- A insensatez dos príncipes
A fobia dos eunucos
O esmolar dos pedintes.
- Na mão do tacanha do grão.
À beleza que se mistura
Verte o riso dos pagãos
-- Junto à alma em ternura
Aufere sal da terra ao pão.
Feliz Dia das Mães
—
Já dizia o poeta:
“Mãe é um ser infinito”.
Neste dia tão bonito,
queremos homenagear todas as mães,
as quais são um exemplo de amor, generosidade e coragem.
Mãeé ser incondicional;
perto ou longe, é fora do tempo.
Mãe é puro sentimento, é amorem vida.
—
Nosso coração transborda de gratidão e dizemos: Feliz Dia das Mães.
A vida é uma poesia
Poesia ansiando por um poeta
Quem sabe uma poetisa
Ela quer ser declamada
Quer ser vivida
Não somente discutida
Mas usufruída
Porque nunca será compreendida
TENHO SAUDADES DE TI MEU QUERIDO PORTUGAL
Poeta Brithowisckys
De heroicos patrícios o berço de bravos mares,
Terra de sonhos, do fandango, de luzes e fados,
Entre vinhedos de Dionísio e versos singulares,
Ecos de glórias ainda ecoam em tempo passado.
Camões encantou-se e cantou-te em épicas rimas,
Navegadores destemidos desbravaram o além-mar,
Fernando, com alma não tão pequena, te fez em acima,
Poema e amor à pátria portuguesa no verso que tem.
Lusitanos raiz, teus vinhos são sangue da terra antiga,
Mistério adocicado de almas em taças de cristais vertidas,
A cada gole, a história simbiótica que a vida longa abriga
O gosto eterno das mãos amigas sempre estendidas.
Ó velha Portugal, de brisas suaves, do Rio Douro na foz do Porto
Onde o sol parece beijar o mar no belo e encantador entardecer
Onde o Tejo murmura canções antigas e o Algarve incorporou
Que a alma lusitana jamais se acabe nem aqui nem além-mares
Bate no peito heroico de mil gerações o orgulho das naus de Cabral.
Tenho saudade de ti, da Torre de Belém, meu querido Portugal
SOU GOTA PERDIDA NO OCEANO CÓSMICO
Poeta Brithowisckys
Sou gota perdida no oceano cósmico,
navegante de estrelas, errante de mim.
O silêncio do espaço me envolve,
como mar profundo sem começo nem fim.
Nebulosas guardam segredos em véus de luz,
pulsar distante marca o ritmo do invisível.
Buracos negros devoram memórias do tempo,
aglomerados de estrelas dançam em espirais.
Galáxias orbitam um universo pulsante,
onde cada sombra é também claridade.
Sou eco de um mistério sem nome,
fragmento errante na eternidade.
constelações dançam em marés de luz.
Nesta viagem imaginária e abismal eu viajo
Guiado pelo farol intergalático de um pulsar
No relógio cósmico eu marco meu tempo finito
Sou barco de carne em águas de infinito,
meu leme é o tempo, meu porto é o azul.
No abismo celeste, encontro meu eco,
sou poeira estelar em viagens sem cais.
E no mistério que o universo guarda,
descubro que o cosmos também é meu lar.
MULHER DE ALMA GUERREIRA
Poeta Brithowisckys
Ela não veste de pesadas armaduras,
mas carrega no peito a indomável
coragem de séculos antepassados.
Não precisa de aplausos de plateias compradas,
porque seu valor ecoa no silêncio dos seus atos.
Simples e imprescindível como o nascer do sol,
mas intensa como o fogo que não se apaga.
Ela enfrenta o mundo com o rosto cansado,
Às vezes desfigurado pela amargura da dor
mas não se deixa abater, porque sua força
não mora na aparência física frágil,
mas na essência da alma que não se rende.
Ferida sim, pode estar, mas derrotada, jamais!
Cada cicatriz em seu lindo rosto é uma marca,
de um belo verso da sua nobre história!
Cada queda é um degrau para o pódio dos seus sonhos.
Por ser guerreira de nata de excelência,
ela sonha com os pés no chão de pedregulhos,
mas o coração firmado no ninho das estrelas.
Ela tem amor-próprio e desconhece o impossível,
Esbraveja, cerra os punhos com dentes de tigresa.
Ela sorrir mesmo chorando, respira fundo e faz acontecer.
Essa mulher é uma poesia viva, tempestades que rega esperanças,
é raiz que sustenta o imaginário do impossível.
Ela é tudo e mais um pouco que o mundo precisa,
e mais um pouco do que ele ainda não entende.
É uma deusa guerreira, indomável com feições de mulher
A Volta do Poeta Lunático
Estive perdido por um tempo,
tentando me encaixar em espaços que não me cabiam. Me matei por dentro por isso, me permiti sangrar para o benefício de outra pessoa.
As minhas muitas escolhas erradas me levaram à beira da loucura emocional. Logo já não era eu. Por pouco não me sucumbi à loucura dos sensatos, por pouco já não era eu.
A escuridão da solitude foi, por muito tempo, meu lar, mas nesse momento de loucura emocional não conseguia mais me encaixar também na solidão.
Não me encaixei no lugar onde jurei que era o meu, e a solidão não me permitia voltar. Foi estranho estar preso em alguém, mas se sentir sozinho e não poder desfrutar da solidão que tanto amei.
Logo vi que muitas decisões erradas eu tomei, inclusive a que fiz diante de promessas eternas, mas estava prestes a tomar mais uma. Mas essa era romper o laço que eu mesmo escolhi apertar.
A decisão errada, porém certa, que me traria de volta do caos em que vivi. Tenho novamente a virtude da solidão e a contemplo melhor agora, graças à maturidade das experiências com escolhas ruins e caminhos tortuosos.
O poeta lunático, o grande lobo solitário, está de volta ao lar.
QUEM SÃO?
Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado
Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado
Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir
A infâmia e a covardia que se viam por aqui!
E no palco da cidade, ao som do toque do tambor
Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação?
Nas praças, sob as marquises
Buscam no lixo seu pão
Quem são? E de onde vieram?
Quem são? E por que miseram?
Quem são? E o que fizeram
Para tal condenação?
Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão?
Subempregados, suburbanos, exaustos na condução
Sem ter moradia digna, nem acesso à educação
Sem saneamento básico, com parca alimentação
Quem são estes cidadãos?
Quem são? Quem são? Quem são?
Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução
Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação!
E no centro da cidade, ao som do toque do tambor
Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
