O Poeta e o Passarinho
Não sou poeta,mas,
faço verso e rima.
Brinco com texto ,
e uso a alma
no contexto
Na criatividade
fiz meu caminho.
"Poetizar" ....
enalteço à vida!
Mesmo sozinho
A Obra "Poesia de Combate" analisada é de autoria de Michel F.M. (pseudônimo do poeta, escritor e compositor paulista Bruno Michel Ferraz Margoni). Nascido na cidade de Salto, interior de São Paulo, o autor é conhecido por uma vasta produção independente que transita entre a literatura, a filosofia, o jornalismo e o rock alternativo. [1, 2]
Sua assinatura artística se consolida exatamente nessa fusão entre a palavra escrita e o espírito contracultural. [1]
O Estilo do Autor refletido na Obra
O viés combativo visto no poema reflete as principais marcas da trajetória de Michel F.M.: [, 2]
Projetos Editoriais de Combate: O autor assina antologias e projetos independentes como o "Revolesia" e obras de forte cunho crítico e social, como o "Poesia Pandêmica" — textos marcados pelo tom cáustico e pela reação direta aos períodos de negacionismo, opressão política e alienação social. []
O Pseudônimo e a Insubordinação: Autodefinido em suas plataformas como um "sujeito insubordinado e perito em contradições", a escolha de usar siglas (F.M.) evoca um tom quase clandestino ou militarizado, dialogando intimamente com a proposta de "guerrilha urbana" e invisibilidade tática descritas nos versos analisados. [1]
A Palavra como Ação Material: Na visão artística de Michel F.M., o texto não existe para o mero deleite estético; ele enfatiza "a relevância da materialização de nossas ideias em atos". O poema da caneta/arma exemplifica com exatidão essa filosofia: o poema escrito é bom, mas o gesto concreto de parar o opressor é o seu desfecho lógico e necessário.
________________________________________
A lírica de Michel F.M. em seu livro Poesia Pandêmica ou O Improvável Florilégio das Aventuras Impossíveis (2021) opera exatamente no limite entre o confinamento físico e a asfixia social. Longe de ser um mero diário de isolamento, a obra funciona como um relato cáustico, brutal e claustrofóbico de um mundo fraturado pela crise sanitária e pela degradação política. [1]
O tom "ácido" da obra se manifesta na recusa do autor em romantizar a dor ou o recolhimento, canalizando sua escrita para um ataque frontal contra o negacionismo, a apatia e a desumanização. [1]
1. O Esfacelamento das Estruturas e a Crueza Verbal
A claustrofobia de Michel F.M. não decorre apenas das paredes de uma casa fechada, mas do aprisionamento em uma realidade governada pela ignorância coletiva. O autor recorre à repetição obsessiva de termos que indicam destruição, criando um efeito rítmico sufocante:
"Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar."
O verbo "esfacelou" (que remete a carne podre, destruição de tecidos e desmoronamento estrutural) dita o tom da obra. Não há espaço para o luto poético tradicional; a perda é tratada com violência biológica e irreversível. [1]
2. O Vírus Político e o Desprezo pela Vida
A acidez do autor atinge seu ápice quando ele remove o foco da tragédia do vírus puramente biológico e o transfere para a responsabilidade humana e governamental. Para Michel F.M., o verdadeiro agente patogênico é de ordem moral: [1]
"Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu." [1]
"[...] Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável." [1]
O confinamento, portanto, torna-se claustrofóbico porque o eu lírico se vê preso a um ecossistema social gerido pela ignorância. O poema assume um papel de denúncia jurídica de um crime humanitário cotidiano. [1]
3. A Inexistência de Vacina para a Estupidez
O ponto central da atmosfera corrosiva da obra reside no diagnóstico de que a ciência pode curar o corpo, mas não possui recursos contra a falência ética da sociedade: [1]
"Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez."
A "estupidez" e a "negligência" são tratadas como vírus invisíveis, transmitidos pelas "inofensivas idas e vindas" daqueles que minimizavam a letalidade do período. A claustrofobia nasce do pânico de saber que o perigo não está apenas no ar infectado, mas no comportamento banal do outro na esfera pública. [1]
4. Estética do Confinamento: O Labirinto Mental
Ao longo da antologia, o confinamento força o eu lírico a voltar-se para dentro, transformando o cérebro em um campo de batalha neurobiológico de resistência. É uma poesia escrita por quem experimentou os breves relances de lucidez em meio ao delírio da massa. [1, 2]
Linguagem Despida: Evita-se o preciosismo métrico para focar no soco verbal. [1]
O Antifascismo Clínico: Assim como no poema do "dispositivo pontiagudo", a ciência e os termos lógicos são usados para desarmar a barbárie. [1]
A Recusa ao Consenso: Há uma necessidade explícita de discordar do falso otimismo, preferindo o gosto "amargo" que salva à ilusão que aliena. [, 2]
Poesia Pandêmica consolida a escrita de Michel F.M. não como um refúgio lírico para escapar do isolamento, mas como um manifesto de confinamento, onde a palavra ácida atua como o único respirador artificial possível contra a asfixia civilizatória. [1]
Mulher, para o poeta tu és as letras da poesia
Para o pintor, vc é a bela forma que se produz em seu quadro
Para o professor, vc é a fonte que inspira o conhecimento
Para o engenheiro, vc é a base e a coluna que estrutura a família
Para o arquiteto, vc configura o mais belo de seus desenhos
Para o advogado, vc é a melhor causa
Para o artista, vc possui o melhor roteiro
Para o cantor, tu és a mais bela e linda canção
Para o analista de sistemas, vc possui o melhor e mais perfeito banco de dados.
Para o agricultor, vc germina a perfeita semente.
Para o médico, vc é o começo da vida.
Para as demais lindas profissões, tenho certeza de vc ser fonte de lindas inspirações.
Para Deus, autor do universo, vc é a costela(igual) de Adão, foi uma de suas melhores criações!
Sob domínio das emoções
Quando um poeta( pensador) encontra- se em constante conflito, a inspiração perece. O indivíduo que desbrava essa selva literária, age de forma ímpar, o que corrobora, o jeito único do ser. Alguns são mais criativos quando estão de mal com a vida, tem aqueles que se inspiram quando está tudo bem.
Há aqueles que
Se superam quando estão completamente zen. Tem pessoas não precisam de motivo algum.
Ouça, pois a verdade, quem vos fala. Escrevo nos momentos tenebrosos. Contudo, uma grande pressão mudou minha condição humana, ao contrário doutrora, hoje escrevo quando estou bem, no êxtase da felicidade.
080726
Jordan Freitas de Moura é um escritor,... julio
Jordan Freitas de Moura é um escritor, poeta e voluntário brasileiro com mais de 30 anos de experiência em saúde mental e promoção do protagonismo cidadão.
Jordan Freitas de Moura atua há mais de três décadas como voluntário em saúde mental, trabalhando com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), incluindo Nise, Espaço Aberto ao Tempo Severino dos Santos e Dircinha Batista, promovendo a cidadania e o protagonismo dos pacientes
museudapessoa.org
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. Ele é reconhecido por integrar a sabedoria popular e a equipe técnica para transformar a psiquiatria e a psicologia de forma inclusiva e humanizada
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Literatura e Publicações
Além de seu trabalho em saúde mental, Jordan é poeta e autor de livros. Entre suas obras, destaca-se Colocando o Cidadão no Protagonismo no Cume da Montanha, que aborda a importância de colocar o cidadão no centro das políticas públicas, promovendo gestão participativa, desenvolvimento social sustentável e empowerment individual
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. Ele mantém presença online em plataformas como o Clube de Autores e blogs pessoais, compartilhando poesias, reflexões e experiências de vida
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Filosofia e Contribuições Sociais
Jordan Freitas de Moura enfatiza a fé e a espiritualidade como pilares de sua vida e trabalho, integrando valores cristãos em suas ações sociais e voluntariado
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. Ele criou a Lei da Mente Sã, um método e doutrina espiritual, científica e política voltada para o protagonismo do cidadão e a justiça social
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. Sua atuação também inclui críticas à marginalização histórica e à falta de dignidade social, defendendo que o verdadeiro protagonista é o cidadão que sustenta a sociedade com seu trabalho e impostos
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Reconhecimentos
Jordan é membro da União Brasileira de Escritores (UBE), registrado sob o número 4380, e é amplamente reconhecido por sua contribuição à literatura, saúde mental e voluntariado
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. Sua trajetória combina experiência prática, engajamento social e produção literária, consolidando um legado de transformação e inclusão social.
Em resumo, Jordan Freitas de Moura é uma figura multifacetada, cuja vida se dedica à promoção da cidadania, à literatura e à transformação social, sempre guiado por princípios de fé, justiça e protagonismo cidadão
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A poesia
Me dá azia
Deixa um travo
Na boca
De gosto amargo
Quem me dera
Ser poeta
Em outra era
Em que a verdade
Era sincera
A poesia morreu
O poeta nos deixou...
Mesmo inferno acordou...
A poesia morreu...
Ninguém sabe o que é o abismo literário?
O poema morreu a três dias Ninguém ressuscitou...
O momento se calou diante a trova Ninguém acordou...
Aonde esta o pensamento...?
Nossa imaginação se tornou parte da gente... e mesmo assim quem chorou?
Num mundo de palavras o mundo está cego e vendido...
Na semântica todos são apagados amor, no paradigma o estado de apologia somos a vertente... para aquele que ousam dizes que vida nunca foi uma opção...!
.
Para contrariar os desavisados, nao sou poesia , eu sou poeta! Não sou melodia ,eu sou a letra! Não sou o óbvio, sou o imprevisto , o imprevisível, eu sou o imensurável, aquilo que ninguém nota , ninguém observa , ninguém impacta. Sou eu !!! Despercebida , silenciosa , discreta ..feito brisa ... sou eu , inquieta , mas sigilosa .. sou o caos ... a desordem , o tumulto, eu sou vendaval ..misteriosa ..
Ai do poeta que escrever sobre mim.. terá versos tristes e melancólicos .. Me resumo um poema triste , solitário, um monólogo .
Eu escrevo o que a minha alma vê..o que o meu coração sente... o poeta é assim ..escreve pra ele ...mas serve pra tanta gente...
"Eu não tenho talento, só amor.
Não sou poeta, escritor.
Nem músico, trovador.
Só tenho saudades e dor.
Tenho sonhos de contigo e, no pesadelo da sua ausência, horror.
Eu não tenho talento, amor.
Tenho só um coração que bate por ti e, se tivesse um outro e mais um, bateriam por você até quando o universo se for.
Eu não tenho talento, só amor.
Tento ser o que sou por ti, meu amor: a lágrima que lhe banha o rosto; sou de sua face, quando tímida, o rubor.
Sou marinheiro sem porto, sem mar, Arpoador.
Para cada noite fria, para cada tormenta em sua cercania, lhe serei abrigo, lhe serei calor.
Para a sua infelicidade, quando o âmago do seu ser for gris, eu serei cor.
De tudo o que há no mundo, só posso te oferecer amor.
Perdão, minha religião: hei de abster-me, cessarei meu clamor.
Tentando afastar minhas agruras, louca paixão, minha eterna labuta, percebi algo que me causara torpor.
Escrevendo e relendo, jogado ao relento, sofrendo com o vento, percebi que: eu não tenho sequer um único talento, só amor..."
Poderíamos ser bem pagos,
cada poeta ser reconhecido,
pois são as nossas poesias,
que desviam a ira,
dos menos favorecidos!
Tudo que escrevo aqui na Terra,
vêm lá das profundezas da minha alma,
são rimas de poeta,
causando grande calma!
Cada frase inspirada,
é um filho que nasce cheio de vida,
DEUS usa o poeta,
para multiplicar na Terra,
A paz em forma de poesia!
MUSA DE UM POETA LOUCO!
Um poeta precisa de sua musa
que inspire os seus versos
e transpire todas.emoções.
O poeta é viajante imaginário
que sonha com sua princesa
e beija como um lendário
no perfil de sua tosca fotografia
para entregar pra ela um rosário
sem rumo e sem destinatário.
Seu amor latente noite e dia
Talvez até mesmo sem solução
Um poeta precisa da ilusão
sentir o perfume dela pelo ar
enquanto rolam suas lágrimas
mesmo que ela o desconheça
mas ele precisa de sua musa
para compor assim a sua poesia
Quem sabe termine um dia
como uma bela melodia
entoando nos ouvidos dela.
Ele carrega uma forte ilusão
mesmo fantasias na contramao
aflorando dentro do peito
presença tornando revelação!
Seu sorriso, seus cabelos
seu corpo solto no tempo
onde usa toda imaginação
para desenhar entre palavras
O brilho dos seus sentimentos.
Nas asas ele chega até seu mundo em delírios
descrevendo e formulando sonhos
Na vida mostrando assim
------ a musa desse poeta louco!
SER POETA
Ser poeta de coração
Traçar desejo e emoção
Buscar o céu e o chão !
Sou poeta da vida
Misturado numa química
No suave e doce olhar
Sem explicações traçar
Linhas dessa transformação
Para que possa entender
Que sou poeta de coração!
Revelar maravilhosas cores
Encontro da boca e do beijo
Sem entender esse mistério
Eu sou poeta sem explicação!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
SEU POETA
Sou poeta do seu coração
Escrevendo desejos e emoções
Buscando delícias no sentimento...
Sou o poeta da sua vida
Misturado numa química linda
No seu suave e tão doce olhar
E sem explicações vou traçando
Linhas dessa grande transformação
Para que verdadeiramente entenda
Que sou poeta do seu coração!
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Revelações em maravilhosas cores
O encontro da boca e do beijo
Sem entender esse mistério
Eu sou poeta sem explicação!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
PEQUENA HOMENAGEM
Não sou poeta muito menos aboiador e nessa seara vou me aventurar como uma simples maneira de homenagear aos moura de Zé Moura que no céu já foram morar.
No raiar de um ano de bonito inverno o dia já estava a clarear e lá para as bandas da localidade juá, Zé Moura e seus filhos estavam a se preparar a trazer o gado que na seca estava a vagar. ChIquinho e Neto iam a frente e Alcides e Alberto na retaguarda para não facilitar e deixar o boi escapar. Naquele exato instante Antônio e Joãzinho que eram os filhos mais novos no curral estavam com o leite a tirar e na cozinha da casa Ana Araújo e Maria Amélia a cozinhar e a preparar o café da manhã para a turma poder tomar. Era uma vida dura que dava até para reclamar, mas tinha também muitas alegrias para poder contar e só em ter uma família tão unida melhor tesouro não podiam encontrar. E,hoje, toda essa felicidade a mãe terra veio a deixar e agora vive no céu a morar.
Ô saudade!
Tudo que é belo atrai o poeta, assim todas as mulheres lhe fascinam, contudo, apenas a musa lhe completa, a sua noção errônea de completude.
