O Poeta e o Passarinho
Azul como eu,
Azul como o céu,
Um convite para um sorriso,
Um abraço,
Um beijo sincero de saudade,
Falta pouco pra te ver,
A alegria e lembrança estão latentes desde o amanhecer,
Inevitável não olhar pela janela desse dia lindo e não lembrar de ti,
Do nossos encontros e reencontros, Ah como queria te ter em meus braços,
Como diria o Chorão...
Nem que for,
Só por uma noite,
Eternizando-te em poesias e memórias,
No amor que se estende pela vida, Sempre Blue.
Feito passarinho sem gaiola,
Mas, que nunca lhe faltará o ninho.
"Nós não sabíamos antes, mas se tivéssemos apenas subido nas pirâmides com nossos próprios pés, nosso passeio estaria incompleto se não tivéssemos voado de balão. Tivemos uma perspectiva única, diferente de tudo que já vivemos. Aquilo é que é voar de verdade. Quase me senti um passarinho." Trecho de Nossa Riviera Maya: Uma Lua de Mel Caribenha (NRM).
Amar é dar liberdade
Não querer aprisionar
É oferecer o céu
Para a pessoa voar
Se é livre, o passarinho
Pode ir longe do seu ninho
Mas sempre irá voltar
QUEM ME CONTOU?
.
Tamborilando nas folhas
Hoje, ela veio de mansinho
Sem raio e sem trovão
Passo a passo miudinho,
Mas cumpriu bem o seu papel
Houve até lua de mel
Quem me contou? Um passarinho!
Estava preso
Durante um tempo
Amaldiçoado
Em um encantamento
Seu perfume
Ficava no ar
Seu toque
Nas águas do mar
Sua falta
Na escuridão da rua
Seu olhar
Na luz da lua
Seu calor
No raio de sol
Minha sina
Peixe e anzol
Hoje livre
Fugi disso tudo
Vou andando
Andar vagabundo
Sem destino
Achado e perdido
Onde passo
Vou sendo acolhido
Não cobro amor
Nao peço esmola
Passarinho
Livre de gaiola
Com migalhas
Só marco o caminho
Estou livre
Mas nunca sozinho
Asa de um lado só
Só tenho uma asa.
Um lado mudo de pássaro.
O céu me namora,
mas eu sou do chão.
Se tivesse duas,
voava em linhas tortas,
fazia rasantes no azul
e inventava nuvens novas.
Com uma só,
fico brincando com o vento,
sonhando ser passinho,
pés no chão e cabeça nos ares.
Quem sabe um dia,
no finalzinho da lida,
a asa murcha cresça
e eu, enfim, conheça o céu.
Minha asa pulsa,
como se já soubesse do infinito.
Uma asa é quase nada,
ou tudo — depende do corpo que sonha.
O poema que saiu andando.
Filho,
te inventei sem saber verbo.
Foste broto em meu osso.
Um punhado de manhãs dentro da minha carne.
Tu me viste antes de eu saber que existia.
Sabes dos meus escondidos,
dos meus becos sem luz,
dos passarinhos mortos dentro do meu silêncio.
Teu choro me abriu fendas.
Teu riso me pintou paredes.
Meu corpo virou pássaro sem asas pra te esperar.
Minha alma virou ninho sem entender voo.
Agora andas vestido de chão próprio.
Teu nome não me cabe mais nos dentes.
És árvore que me espiou por dentro,
raiz que virou rio.
Maior que eu. Melhor que eu.
A minha coisa mais bonita.
O poema que saiu andando,
descalço de mim.
Voe...
Voe porque a tempestade sempre fica,
quem passa por ela é você.
Voe...
Voe e se defenda
bata teus versos contra os que
te querem engaiolar.
Voe...
Voe e se proteja.
A armadura do passarinho é a asa.”
Minha cabeça virou nuvens
E deixou-se se levar,
Pela tal brisa do vento
Me perdi, não sei me achar
Fui querer vomitar frases
Que não queriam pular,
Como andar no sol em chamas
Derreti o meu olhar.
Um poeta sem palavras,
Um passo a passo sem chão,
Um passarinho sem asas,
Uma estrela sem clarão,
É igual juntar pedrinhas
Desenhar com elas no ar,
As ondas ondas do mar, pulsantes,
Que só queriam voar.
Rodeado de urubu
Esperando minha mente virar carniça
A sorte é que aprendi a disfarçar o cheiro
Esse mundo quer nos encher de malícia
Incrível semelhança
Tão iguais, mais parecem clones
Mas mesmo assim são diferentes
Quero evitar quaisquer rumores
Sobre minhas visões descrentes
Vejo-lhe passar no ar, passarinho
Vejo-lhe perdido, longe do ninho
Tu até pareces uma fera selvagem
Sem o velho programa de viagem
Talvez tu até sejas um adolescente
Ofuscado pela sociedade decadente
Eu que não sei o que és de verdade
Quando o encontro aqui na cidade
Há muito em comum nos voos todos
Estão rumando ao longe, sem aviso
Acordo da ilusão dos outros sonhos
Quando mesmo o vento era preciso
Passe voando por mim, passarinho
Por favor: não tão alto, inacessível!
Passe e me mostre o seu caminho
Eu seguirei-o, isto é bem possível!
Aqui é o reduto
Apenas o ninho
Do meu esqueleto escasso.
Porém, minha alma é mais
Ela é um passarinho voando livre
Voando no espaço, saltando de rosa em rosa.
Eis que aponta a primavera
No inverno somos névoa
a vagar pelo universo
na primavera seremos pólen
alimento em flores e versos
A poesia está em tudo, mas tanto, tanto que é quase impossível dizer tudo sobre ela. Basta sentir com olhos e coração, tipo assim : espere, ouça o pássaro chamando seu filhotinho porque é hora de passarinhar uma soneca...
010 - Não sinto mais a alegria de ver vaga-lumes piscando nas noites escuras.
Não vejo mais borboletas voando nas flores do jardim.
Não escuto mais o ronco dos besouros voando ao redor das lâmpadas.
Não ouço mais os canarinhos e outros passarinhos cantando na janela do meu quarto quando o dia amanhece...
Não enxergo mais os beija-flores... as paisagens... o riacho que cantava... as árvores centenárias...
Meu Deus!!! Cadê o "MEU" Planeta Terra?
Idemi®
E quando ficar rica engajada, chiiii, ninguém ouse segurar essa menina, nem pedra ou tropeço, mágoa ou inveja, ela sabe o que faz. Ela voa alto feito vento, e se perguntarem que passarinho é esse, difícil será a resposta, ela nunca fica parada, como identificar?
A verdade é que ela não é como os outros, enquanto tentam decifrar, ela já riscou o mapa e se foi. Com o seu jeito eloquente, a danada se esbanja, conquista até os corações desconhecidos. Eu tenho fé que ela vai vencer muito mais, e quando chegar lá? Que descanse as asas sob o sol do seu lugar. Afinal, felicidade é o destino de quem nunca deixou o medo voar junto com ela.
#RASTROS
Quanto mais eu vou sonhando...
Mais me vejo adiante...
Quanto mais caminho nas alturas...
Mais persigo o horizonte...
Faço de minha essência um eterno jardim...
O que me importa é o que sou para mim...
Nasci passarinho mas tenho alma de borboleta...
Tem gente que me chega sorrindo e sorrindo já me invade...
Sou mais leve no pensamento...
Apenas uso uma máscara de seriedade...
Às vezes choro em frente ao espelho...
Na hora de dormir eu abro a janela...
Gosto de ver a lua cheia...
Sem ninguém me ouvir...
Canto para ela...
A idade se vai por imensas ilusões...
Desarruma o que o destino preparou...
Quando me entrego vivendo as paixões...
Ser poeta é ser sincero...
Compreender de que a vida é bela...
Contudo também saber que pode ser triste no apagar das velas...
Minha vaidade, meu pecado...
Beira a um abismo esquecido...
Lembranças ferem tanto quando...
Às vezes choro sorrindo...
Por qual caminho vou para deixar meu rastro?
Bem sei que sou eu que decido...
Por meu real desejo se há gosto, há conquista...
As escolhas que direcionam minha vida...
O Criador me fez do jeito que sou...
Do jeito que sou para ser eu...
Querer mudar isso...
É querer mudar Deus...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
"Quando não há água, quando não há terra, quando não há quem tire a semente do sol, a única esperança dessa semente é orar para que um passarinho lhe coma."
