O Poeta e a poesia
Quem diria, aqui estou, me enchendo de veneno e pintando o meu céu de vermelho. Talvez não seja um conto de fadas, e nem tenha final feliz.
Ontem, a chuva passou de manhã igual a cantada de cabra safado, mas a noite, ela veio tão forte, como a poesia de um poeta apaixonado.
Se você abrir a janela e olhar para o céu, você verá duas estrelas, são os meus olhos olhando pra você, te desejando uma boa noite.
Se de repente você começar a pensar em mim, é porque eu pedi ao vento que soprasse meu nome no teu ouvido.
Já percebi a um tempo que, não adianta quantas garrafas beba, quantos palavrões e socos na parede dê, não importam quantos sonos você perca e quantas insônias sofra. Não importa quantas lágrimas você derrame por enfermidade do coração, da alma, do corpo. Não importa quantas vezes você se odeie, se isole, se encha de ocupações e se culpe, nada, absolutamente nada parece diminuir o fato de nada disso fazer sentido, de se sentir a deriva sempre de si mesmo, sem porquês, para quê ou para quem. Percebo enfim que a muito tempo já sinto o peso da idade, e percebo que só tenho vinte e poucos anos...eu acho. Saudades de mim!
Por tudo que a realidade não mostrou, sobraram-me os sonhos. De lá, trago-te pra mim, e nenhum tempo tem a força de arrancar tua presença. As horas se alongam e os dias lentamente atravessam a noite vazia, tomada pelo silêncio da lua. Se a distância faz a rima, tua imagem declama a poesia. Se o amor fosse uma utopia, as estrelas não existiriam e o poeta vagaria eternamente nas frias noites das desilusões. Mas, ainda bem que existem os sonhos. São eles que fazem a lua cantarolar e as estrelas brilharem todas às vezes que me ponho a te amar.
A sabedoria está implícita e explícita na ótica da criação,visto que a flor e a abelha podem inspirar o poema de um poeta míope.
O bom tem vida curta e deixa um rastro de saudade ao partir, mas o que não presta parece durar indefinidamente.
A cada dia a felicidade reina no nascer do sol, e todo dia é dia de ver ele se pôr, a natureza é tão bela quanto o nosso amor.
A normalidade poda a vida! O verso conversado, o olhar escapado! A loucura nunca será em vão... Pois doente é aquele que morre são de não ter vivido tudo que sempre sonhou.
Para vencer as adversidades da vida é preciso atribuir a elas uma dada normalidade que as torne comuns. Desta forma, uma montanha se escala, um gigante se derruba. Para se passa em uma prova é preciso dá a ela a importância de algo que se faz todos os dias. Assim supera-se outras situações comuns e se chega a qualquer lugar.
Arita Damasceno Pettená (28 de junho de 1932) é uma poetisa, professora e política brasileira natural de Florianópolis e radicada na cidade de Campinas (São Paulo).
Gente falsa tem meu total desprezo... Gente falsa e leviana deveria pagar tributo mais caro pra deixar de ser imbecil e parar de enganar as pessoas...
O maior palhaço é aquele que ri do outro, pois, jamais sabe que a graça da qual ri, pode ser relativa a si e não ao outro.
Nada é fácil de ser conseguido, há que se trabalhar muito para obter sucesso e mesmo assim nem sempre ele vem. O que vale é ter lutado, a vida é luta diária.
Poetas são sinfonias, cujas almas em dueto com a brisa oferecem notas afinadas de todos os sentimentos que um coração possa ter.
Mentes turbulentas procuram a escrita quando não há mais nada a ser feito, talvez seja a melhor descarga mental para o poeta, que sente demais, exagera demais e no poema se derrama mais que demais.
Paranoicamente durmo ouvindo os zumbidos de uma conversa prepotente recaída para um lado qualquer (tanto fez, tanto faz), tudo bem, vem de cá/vem de lá, ai meu Deus, eu vou rimar, perdendo assim todo o sentido.
Dessa maneira que prossegue a nossa existência: somos versos únicos transcritos no mundo pelas mãos de um poeta.
Se querem mesmo saber: eu estou cansado desses poetas ditos sagrados, em verdade são uns desgraçados da sorte; são o caldo cultural de uma indústria poético-literária, que têm nos seus livros a exploração póstuma desses escribas que deveriam está definitivamente enterrados.
