O Poeta e a poesia
A alma do boêmio a tudo quer entender, ao vento quer acompanhar, muito fica a observar lenta e atentamente, de tanto observar, o vento acompanhar e querer entender se torna o principal dos vagabundos, bêbado, lendo e lendo e tudo a observar.Assim como qualquer recipiente que enche até não suportar seu conteúdo ele explode causando um caos de rabiscos sem noção até a morte.Aí é quando após a morte os que o acusavam do ossio, apressiam gostosamente o caos dos rabiscos e os chamam de poesia.
Veja bem, o que escrevo, 'apenas escrevo', nada com você ou com outro. Não se vista com ou das minhas palavras.
Mesmo que as flores murchem e que seu aroma se desfaça, permanecem as breves lembranças do colorido que existiu.
Eu sempre vou escrever para pessoas normais. Nunca vou escrever para escritor ou intelectual. Literatura não é receita médica.
Não escrevo mais, talvez porque não faça sentido escrever quando não há ninguém disposto a ler. Eu me fiz poema a vida inteira mas as pessoas preferiam as fotografias.
Vim buscar o riso das flores no horto e deixar as lágrimas no silêncio, poetas morrem meninos ainda que velhos.
"Vc é tão linda que anjos estão pedindo a Deus para ficar ao seu lado para pode contemplar melho a sua beleza divina"...
Eu te fiz minha casa,te fiz meu abrigo,pois pensava que juntos podíamos suportar qualquer tempestade,mas acabou que com uma simples garoa,tudo se foi e com tudo você foi junto,e me deixo sozinho para me reconstruir tudo do zero. p-p-s-m
Apontava para as estrelas do céu como quem rogasse: por favor, uma verruga! E, num sinal de vacância cognitiva (ou não), sentia um desejo libertino de fugir do mundo num casco de uma tartaruga. Escrevia compulsivamente como quem escreve um testamento e deseja legar uma memória ao Amor. Não se aquietava enquanto dormia. Entre sonambulismos e desvarios era: ele mesmo, a moeda de uma face, o capim da caatinga. E, tampouco era tão pouco, por ironia semântica. Fez-se poeta, pela simples liberdade que há em poder versificar(se).
Não busque metades de laranjas. Não saia por aí em busca de quem te complete. Queira sempre um laranjal. Busque alguém que lhe transborde.
Sabe, decidi com muita raiva. Mas, o que eu queria mesmo era esquecer tudo e deitar em seu peito, enquanto olhamos para qualquer imagem na TV.
Eu era pássaro em formato de gente. Aí eu descobri que todo céu precisa de um pouco de chão. Você é meu galho favorito!
O tempo as vezes nos adoece. A vida não é uma sala de espera ou a possibilidade de um assento em um trem.
Voei bem alto, mas, nunca soltei da sua mão. Quando você me puxou para seus voos, eu fui. Contudo, quando precisamos voar sozinhos, nos permitimos, afinal, todo amor precisa de um pouco de solidão.
Nossa relação sempre se firmou em quatro pés. Às vezes, íamos para a direita, e, outras, para a esquerda. Nunca nos amarramos. Afinal, primeiramente, aprendemos andar a sós, para depois vivermos à dois.
Liberdade? Estou pintando a minha vida de todas as cores, nenhuma delas foi escolhida para te agradar.
Você me obrigou a ficar. Estabeleceu regras para que a relação desse certo. Para quem? Vende o discurso de mudança com lágrimas nos olhos, mas, esqueceu que nessa relação quem mudou foi eu. Parto para outros caminhos, e neles, não te carregarei mais.
Me rasguei com a promessa que neste novo ano tudo seria diferente. Inocente pensar! Eu já estava mudado desde antes. Não precisei de outro dia ou outro ano para me remendar, e, as vezes ser feliz.
Passei tanto tempo procurando meu eu em você, que acabei me esquecendo... "Olá, prazer em te conhecer novamente!"
