Nyll Mergello

1 - 25 do total de 99 pensamentos de Nyll Mergello

Desejava mais do que queria desejar
Queria mais do queria querer
Ansiava mais do que queria ansiar
Chorava mais do que desejava chorar
N'alguns momentos
Vivia sem querer viver
E desejava morrer
Sem querer morrer
Que confusa vida era a minha vida
Que vida mais confusa era o meu viver
Por fim, de tanto penar,
Compreendi que na vida não se pode haver compreensão
Se não compreendemos por meio de nossa própria dor
A dor dos outros.

Nyll Mergello

O Tempo é o senhor de todos nós.

Diante dele somos como meros fragmentos de poeira cósmica.

O Tempo é imparcial e não poupa ninguém, transformando o poderoso em resquícios de glória passada, e o homem arrogante em um simplório pedinte humilde.

Tempo é o que nós pedimos, sempre mais, ansiosos de sobreviver ao que poderia ser nosso último momento.

Tempo é o que nos resta cada vez menos, cada segundo que respiramos neste vale assombrado chamado... VIDA.

Nyll Mergello

Nada mais me resta, exceto um punhado de poesias em forma de lágrimas e silêncio.

Nyll Mergello
Inserida por PittoPeter

Vingança é coragem covarde,
que insufla o ego do fraco
induzindo-o rumo ao laço

Nyll Mergello
Inserida por PittoPeter

Uma ação injusta conduz a uma reação de defesa, assim como uma pergunta cretina suscita uma resposta não menos cretina.

Nyll Mergello
Inserida por PittoPeter

Se o Universo surgiu de um pequeno corpo superdenso, através de uma explosão cosmológica, então onde estava o pequeno corpo superdenso, senão em outro Universo?

Mas, se o Universo não existia antes da explosão, o que havia então? O vazio, sem absolutamente nada? O negro absoluto?

Ora, mas mesmo assim, o negro absoluto encontrava-se em algum lugar, assim como esse outro lugar precisava necessariamente estar localizado em algum lugar.

Então, como explicar o antes e o depois do nascimento do Universo físico?

Se ele teve um começo, o que havia antes dele? Se ele vir a ter um fim, o que haverá após ele? O nada? Mas mesmo o nada, não precisará estar localizado em algum lugar? Como explicar tamanha confusão?

Se Deus é o Criador do Universo e antes dele não havia nada, então onde estava Deus? E se o Universo tem tantos bilhões ou trilhões de anos de existência, então o que havia antes desses bilhões ou trilhões de anos?

E Deus, onde estava antes de tudo ser criado? Como se sentia em sua "solidão" eterna, antes de resolver criar vidas no céus e na terra?

E nós, seres tão minúsculos, num Universo repleto de gigantes e colossos, que importância realmente temos em tudo isso?

Se o Universo é infinito, como explicar algo que não tem fim? Se Deus é terno, como compreender a Eternidade? Como entender a morte, se tudo que queremos é viver?
Como saber se em algum lugar não há vida além de nós?

Como perscrutar tamanha imensidão universal se não podemos sequer imaginar a plenitude dessa cosmológica infinitude?

Por outro lado, diante de algo tão belo e ordeiro, como imaginar que tudo isso surgiu por acaso, sem uma direção ou planejamento inteligente?
Isso é extremamente conflitante, questionável e duvidoso.

Por outro lado, e se pensarmos que de fato existe um Criador para tudo isso, como lidar com uma opinião tão complexa sem cair em dúvidas, contradições ou desânimo?

Melhor viver a vida em sua plenitude que buscar se encher de perguntas paras as quais não temos as respostas, e de repente enlouquecermos tentando descobrir o impossível.

Nós, meros humanos, definitivamente, não temos as respostas para tudo. Consequentemente, não somos senhores da verdade absoluta.

Ainda temos muito, muito, mas muuuiiiiitoooo mesmo o que aprender.
O melhor mesmo é viver e deixar o resto pra quem quer pensar, ao invés de viver.

Nyll Mergello
Inserida por PittoPeter
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Ó, minha mãe, escuta a voz do meu coração e vem em meu socorro. Acode-me em meu pesar, minha mãe, porque estou muito amargurado. A angústia da dor que arde em meu
peito faz de mim um ser errante e desolado, cambaleando no submundo em busca de algum vestígio de calor humano.

Não desejo muito, nem mesmo palavras de consolo, pois bem sei que a serenidade de teu olhar é o suficiente para apascentar e abrandar meus padeceres e quaisquer
aflições de meu espírito quebrantado e derrotado.

Teu olhar silencioso diz-me tudo que quero e preciso ouvir.


Ó, minha mãe, sequestra-me deste mundo real tão complexo. Devolve-me a inocência da infância, ou mesmo a pré-infância, onde estarei em completa abstinência de todos os sentidos e racionalidade que fazem do homem um ser inteligente, porém tão incompreensível e estúpido.



Ah, minha mãe, nada como a metáfora dos sonhos, da realidade não real. Da dor que pulsa sem doer. Da inexistente existência, quando ainda nos encontramos no universo uterino, a salvo das intempéries e das decepções da vida real onde seremos inseridos inevitavelmente em meio a turbilhões de emoções e sensações.

Da doce realidade aos sonhos amargos.



O tempo, de aspecto catastrófico e diluvial, clareia e assume ares de primavera antecipada.

Oh, sinto o odor das flores! Minha mão pode até tocar o Infinito. O mar tenebroso, negro como a morte e em fúria tempestuosa, acalma-se com um sopro celestial, enquanto o vento revolto transforma-se em doce e agradável brisa oriental, sussurrando palavras de amor, paz e delírios etéreos sob o torpor da aurora boreal. Já não há mais o vazio do nada, o escuro calamitoso.

Oh, minha mãe, tua compreensão era o que acentuava a minha calma e acalentava o meu espírito perdido e sempre tão carente de um afago verdadeiro e sincero.


Revigoro-me em teus ensinamentos, nas tuas memórias eternas, que não estão sob o tempo, mas sobre ele. Sou fruto de teus ensinamentos (de tua justiça imparcial,
de tua transparência moral; de teu caráter verdadeiro e de teus conselhos justos, sempre em prol do bem, assim como em tua repulsa pelo mal).

Lá, teus mimos me enalteciam em inocente soberba. Teus beijos maternais anestesiavam minhas dores fingidas, sempre carentes de atenção e carinho.
Hoje, minha fé, oriunda de tua fé, reacende em meu coração a esperança por um mundo melhor.

Lembrando de teu sorriso pacato e discreto, sinto aplacar minha fúria de homem, sempre obstinado pela destruição. Minha compaixão, oriunda de tua compaixão, é o que apascenta minha desventurada saga humana na busca pela felicidade. Minha paz, originária de tua paz, é o que me faz esquecer as tragédias da vida, e perdoar aqueles que afrontam-me continuamente, noite e dia, buscando o meu mal, tentando provocar minha ira, numa vã tentativa de tirar minha razão através de uma reação brusca e irracional. Mas isso está fora de cogitação, sou um ser de caráter perene, imutável. Sou herdeiro da paz que emanava continuamente de teu olhar profundo e sofrido, minha mãe. E como ti, sofrido também sou. Sofrido por querer um mundo melhor, de pessoas justas e iguais, desprovidas do senso de superioridade ou inferioridade que corrompe os homens, ou da arrogância que nos conduz para as beiradas dos precipícios celestes, afastados dos santos caminhos de Deus, onde impera a justiça e a humildade.

O relativo é tão subjetivo. O subjetivo é tão pouco objetivo, e ao mesmo tempo o objetivo me parece algo tão imperativo, enquanto o relativo é tão frágil.


Quantas dúvidas e questões permeiam a mente de alguém que está perdido em seu interior, numa deseseprada procura por um atalho que o liberte de seu próprio
labirinto existencial. Me sinto tão perdido. Não consigo me encontrar dentro do espaço-tempo.

Às vezes, nem sei quem sou, e me pego dizendo coisas que não penso, ou pensando coisas que nunca farei ou direi. Quem sou eu? Quem era eu? Onde estou, no passado ou no futuro? Existo de fato, ou sou uma mera alucinação cosmológica?







Absorvido por minhas próprias absorções complexas e estranhas, sou um ser estranho que não se reconhece. Ao espelho, sou pouco ou nada mais que uma alegoria, um enfeite qualquer sobre uma máscara de carne e osso, algo palpável, porém intransponível e inodoro, insípido, incolor, triste e amargo. E ao mesmo tempo, nada mais que um inofensivo reflexo de uma sombra confusa e inócua. Sem muita significância, pouco marcante e nenhum pouco destinada a marcar um ponto na História. Superestimado ou subestimado? Não sei dizer. Só sei que nada sei sobre mim mesmo. Pergunto-me, mas não obtenho nenhuma resposta, só um vazio tímido e sem qualquer argumentação.

Sou uma mente estranha que estranhamente tenta se adaptar a um estranho corpo, qual um corpo estranho invasor em busca de sua identidade numa existência confusa e aparentemente sem nenhum sentido e sentido nenhum.

Ontem eu era só um garoto cheio de convicções e nenhum temor dos imprevistos que sobrevém aos viventes. Hoje, sou um ser arredio, temeroso e inseguro. Como pode ser isso? Como se dá tamanho fator inesperado?

Ó, minha mãe, Procuro imitar-te, pois no teu saber cheio de bondade, sempre buscavas enxergar nos outros o que a maioria ignora: angústia, desalento, desesperança, carência, abandono, aflição, tristeza, solidão, fome (ah! A fome)... A maior dentre todas as dores. Mais cortante que o aço que
consome a vida e dilacera a carne; mais inebriante e blasfema que o absinto; mais infame e asfixiante que o próprio veneno; mais penetrante que o desespero do amor não correspondido. Mais mortal que a desilusão de uma paixão; mais triste que a solidão.

Fome, a dor que leva o santo ao crime e o pai à perdição.

Por detrás das grades, em todos os cantos do mundo, vejo rostos condenados ao limbo. Vítimas da fome que sucumbiram ao crime. Porque a fome, minha mãe,
transforma e destransforma o ser humano. A fome destrói, desumaniza e insensibiliza o coração dos homens. Ela transforma o que era no que não é mais. A fome suprime e humilha a dignidade do ser humano, tirando-lhe o que ainda resta de auto-estima e sufocando qualquer resquício de humanidade.

Vejo uma mãe viúva que pranteia em oculto silêncio, na intimidade inviolável de seu quarto escuro. Seu choro, minha mãe, inevitavelmente me conduz a uma pergunta áspera e revoltada: Qual o pai que não daria a própria vida para salvar a vida de seu filho? Que pai dá ao filho uma serpente enquanto o mesmo, faminto, implora por um pedaço de pão? Que homem não empresta sua última respiração ao filho desesperado a resfolegar por ar? Que homem não morre por dentro, minha mãe, vendo seu filho perecer sob o abraço cruel da fome?

O guerreiro tomba na batalha, o ser humano se ajoelha diante do amor, o amor se desvanece diante do ciume, e a vida cambaleia diante da morte.



Nyll Mergello X Nyll Mergello (2016)


Oh, minha mãe, tu sentias a dor do semelhante como se fosse tua própria dor. Choravas por aqueles que nem conseguiam mais chorar, calejados e amargurados
pelo peso da vida.

Até segurastes nos braços a jovem mulher alvejada pelo próprio marido crivado pela doença do ciume, e vistes a vida sucumbir em teu colo.

Quão lamentável aquele jovem que se foi prematuramente sem ao menos ter vivido plenamente a dádiva da vida. Tantos são os que se vão precocemente, muitos desses, por não ter recebido em tempo um lugar ao sol. Como entender o garoto de apenas dezesseis anos que se foi? Como aceitar a morte de alguém que ainda nem começou a viver?

Oh, minha mãe, morro por dentro quando encontro um irmão abandonado na sarjeta, sem forças para erguer-se do pó. E é tão fácil ficarmos condoídos e comiserados com o miserê à nossa volta. Mas não basta ter pena, e no entanto, como salvar o mundo? Mas se cada um de nós fizermos nossa parte, segundo tudo que me ensinastes, minha mãe, isto já não seria um pequeno passo para mudar o mundo? Não é de grão em grão que a galinha enche o papo? Da mesma forma, uma pessoa é o suficiente para incentivar outras nove pessoas, e outras nove pessoas seriam suficientes para alavancar a humanidade de outras nove pessoas, e assim por diante.

Mas as pessoas estão por demais preocupadas com seus próprios problemas. E ninguém está nem aí para as crianças jogadas nas calçadas da vida, em meio aos zumbis que infestam as cracolândias, contaminando as cidades e denunciando a falta de amor e o repúdio da sociedade hipócrita e desumanizada pelo materialismo.

Tive um sonho, coisa mais esquisita de se compreender e decifrar. Um caboclo desolado, magro e torrado de sol, a face cavérica voltada para o solo. Mãos nos
bolsos... Regressava ao lar após mais um dia de inútil procura, uma ocupação qualquer - qualquer coisa que viesse acrescentar um pingo de dignidade à sua
posição de pai de família dedicado e sempre presente. Era homem batalhador que não tinha medo de tempestades, sol causticante, suor ou calo nas mãos indiferentes. Mas sob a crise, se sentia tão impotente e indefeso como uma criança a dar seus primeiros passos.

Antes mesmo de chegar em casa, sua esposa, ansiosa, veio ao seu encontro.
- E aí, homem, tu conseguiu alguma coisa?
A voz embargada não quis sair, e um fio de lágrimas seguido por um silêncio que continha todos os argumentos do mundo, foi a resposta.
- Não há por que se desesperar, viu? Deus há de nos ajudar.
A esposa o abraçou, carinhosa e compreensiva, pois conhecia bem o seu homem. Sabia que não era macho de se entregar facilmente e de se fazer de coitado ou vítima da
vida. (Quando um macho chora, é porque a dor é profunda demais para se suportar.)
Não poderia haver no mundo homem mais trabalhador, direito e honesto.
- Venha, vamos pra dentro. Cada dia com suas próprias preocupações. Por hoje já deu.
Ao ver o pai, os filhos correram felizes para abraçá-lo ternamente. Mas o caboclo, antes mesmo de pisar o primeiro batente da porta, parou e lentamente dirigiu o
olhar rumo ao céu crepuscular. Pude ouvir seus pensamentos a conversar com Deus. "Pelo pouco que o senhor me deu, muito obrigado, meu pai. Por mais um dia, obrigado também. Pela maravilhosa família que o senhor meu deu como dádiva, eu não tenho palavras para agradecer. Amanhã será um novo dia, e a esperança não morre jamais. Minha fé está depositada em ti, Senhor. E em ti, sei que meu padecimento uma hora chegará ao fim."

E assim ele adentrou a casa para junto de sua adorada família.

Ó, minha mãe, apercebe-te do silêncio das madrugadas? Cada lar é um pequeno mundo, uma minúscula sociedade à parte, com suas regras e costumes.

Ah, as madrugadas... Testemunhas fiéis e incontestáveis de gritos abafados, pedidos de socorro sufocados, incestos eternizados pelo trauma, no seio familiar, lugar que deveria ser seguro, abrigo inviolável. Mas que em muitíssimos casos, não é bem assim. O perigo mora dentro de casa, e as vítimas são aqueles sob sua proteção.

Ah, as madrugadas. Testemunhas verdadeiras e sinceras de sofrimentos desesperados e de orações infrutíferas a clamar por um milagre. Mas milagres são milagres, e não acontecem facilmente, exceto em casos muito especiais, e estes não são bem o caso.

Ah, as madrugas. Corações espremem-se de medo, em meio a gemidos de dor que nunca serão ouvidos pelos meros mortais, e nem julgados pela frágil justiça dos homens.

Vejo lágrimas nunca percebidas, disfarçadas sob uma cortina negra a balançar em mentes e corações abatidos. Nunca percebidas pelos meros homens mortais.

Mas, ouça, minha mãe, eles estão lá. Os anjos vigilantes, sempre atentos e incorruptíveis. Estás ouvindo, minha mãe? Escuta! Há sons de vida lá fora: pássaros cantando, chuva, cheiro de terra molhada, crianças a correr para lá e para cá, alvoroçadas pela felicidade de ser crianças...

Estás ouvindo? Não consegues ouvir o canto dos anjos? Mas eles estão presentes, sempre. Sente a pele arrepiando, os pelos ficando eriçados, o frio na espinha?
Então? É a presença deles, sempre curiosos de contemplar nossas fragilidades, desventuras, frustrações e encantos.

Somos humanos, e o que nos é feio, é para eles algo muito belo, pois são desprovidos de nossas tristezas e dissabores. E em sua imortal existência, admiram
até mesmo nossa morredoura passagem relâmpago por este vale encantado de alegrias, tristezas e lágrimas chamado vida. Tentam compreender nossa humanidade, mas não a entendem em sua plenitude e beleza. Nosso conceber, nascer, crescer, envelhecer e morrer lhes é algo extremamente belo e incompreensível. O que nos é algo muito aflitivo, é para eles como um sonho, enigmático e além de seu angélico e ilimitado entendimento. Nossa imperfeição os inebria, enlevando-os a um estado de êxtase que nunca conseguiríamos assimilar se viéssemos a aceitar sua existência além de nossa mera existência.

Oh, minha mãe, sinto a tragédia no futuro daquele garoto. Jogado às ruas e entregue aos vícios imundos que assolam as metrópoles e enlutam a mãe-pátria, com a morte precoce de seu futuro. Para muitos a morte vem como um alívio, uma paz sonhada, o fim da dor, um novo nascer. Talvez um renascer.

Mas a morte de um jovem, minha mãe, não é um novo nascer. É o fim lamentável de lindos sonhos que sequer chegaram a ser sonhados. Ah! Quanto talento jogado fora! Quanto desperdício de vida! Quanta dor!

Divago nos gritinhos alegres das crianças que brincam em meio à chuva que cai. De repente, minha mãe, algo me diz lá no interior do meu coração:
"Nem tudo está perdido".

É, minha mãe, enquanto existir a inocência de uma criança, suja de chão, a brincar sob uma chuva de verão e sem as regras e intolerância que permeiam e limitam a
felicidade dos homens, haverá sempre um pinguinho de esperança por um novo amanhã. Por um mundo melhor, menos injusto e mais igual para todos.

Quanto a ti, minha mãe, estás em segurança na memória justa e imparcial de Deus. Um dia, quem sabe, ainda nos veremos? Teu filho caçula também está sob os mesmos cuidados, sabia? Quem sabe um dia, hêin? Todos nós, juntos novamente... É. Quem sabe?

Mas por hora, descansa, minha mãe. Descansa. Dorme. Dorme em paz. E aguarda a tua recompensa, a tua sorte. Deus é justo, e em sua mente, nenhum justo jamais será esquecido. No tempo certo, tudo vai dar certo. Por isso, minha mãe, durma. Durma. Apenas durma. E aguarde. O tempo de Deus é diferente do tempo dos homens, assim como sua justiça é imune a falhas. Dorme. Dorme...


08/05/2016 (03;36 da manhã - Dia da s mães [em junho, 20 anos do falecimento de minha mãe, D. Maria do Socorro da Silva]).

Nyll Mergello
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Sujeito que não honra as origens não merece ter berço. Homem assim pode até ser bom sujeito, mas sujeito muito homem, duvido que seja. Porque macho que é sujeito homem honra sua terra como quem honra pai e mãe.

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Sujeito que não honra as origens não merece ter berço. Homem assim pode até ser bom sujeito, mas sujeito muito homem, duvido que seja. Porque macho que é sujeito homem honra sua terra como quem honra pai e mãe.

Nyll Mergello
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Quanto mais rico fica, mais pobre se sente.

Nyll Mergello
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A coragem é a força que esconde o medo.

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O medo assombra o homem, mas pode salvá-lo de sua própria tolice.

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O covarde prefere se matar a ter que entrar na batalha, mas o sábio não é covarde e nem é soldado.

Nyll Mergello
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O soldado obedece sem questionar, mas o homem sábio é perspicaz em seus caminhos, por isso seus dias serão mais longos que os dias do estúpido.

Nyll Mergello
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O crítico critica, o policial protege, o professor ensina e o médico salva, mas o fofoqueiro está à espreita para falar mal dos quatro.

Nyll Mergello
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O imprevisto sobrevém a todos, mas a calamidade do fofoqueiro provém de sua própria língua.

Nyll Mergello
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O que é bom e belo aos olhos do sujeito imprestável, é repugnante aos olhos do homem que anda em justiça.

Nyll Mergello
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O receio é a coragem do sábio, mas a valentia é a fraqueza do tolo, assim como a violência é a ruína do homem insano.

Nyll Mergello
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Quem fala muito em coragem é porque está com medo.

Nyll Mergello
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O homem que subestima seu oponente está buscando a humilhação para seu nome.

Nyll Mergello
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O homem poderoso desmorona muralhas, mas o homem sábio desmorona até mesmo homens poderosos.

Nyll Mergello
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A palavra ofensiva tem o poder de matar, mas o elogio tem a força para ressuscitar.

Nyll Mergello
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A beleza física da mulher é como um delírio aos olhos do homem cansado, mas seu coração pode ser negro como um abismo, e tem o poder de matar até o varão mais astuto ou o guerreiro mais poderoso.

Nyll Mergello
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Concordo que errar é humano.
Mas em muitos casos de reincidência,
os erros são descaradamente deliberados.
Desta forma, não obstante creia que errar não seja imperdoável,
a deliberação da reincidência é inaceitável.

Nyll Mergello
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Quanto mais o culpado tenta se justificar,
mas se afunda no lamaçal de suas mentiras.
Porque as palavras soam como verdadeiras,
mas os olhos não mentem jamais.

Nyll Mergello
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