Nem tudo que Balança Cai
A chuva fina cai sobre mim
Sinto frio. Inevitável!
Os pingos grossos criam charcos no chão
Mas meus pés não pisam a lama suja
Apesar da escuridão do céu
Do sol que se recusa a mostrar a face
Sigo incólume!
Se sua performance cai quando seu chefe está de férias é porque você não é automotivado. E se você não é automotivado, não pode ser o chefe!
A água cai do olho do poeta.
Que sempre faz o papel de pateta.
Cansado dessa loucura.
O poeta pateta se despede em uma noite escura.
Mas pensado na doçura da vida.
O poeta perdura com toda sua bravura.
E Jura perante a criatura que o cura.
Que se porventura a amargura o consumir.
Ele não irá sucumbir.
Abraça à levada, cai com à cara, mergulha do nada, enfrenta à parada, ser sábio, sabe de nada, arrogância nós jogamos na vala, pede um passeio na quebrada, de Sonata ou de Guembala, pede ouro, pede prata, pede à Deus que ilumine à quebrada, mesmo assim sua atitude é julgada, peça que Deus abençoe com à taça da vitoria, conquistador, ganhador de glórias, destruindo paredes, criando uma história, sem tempo ruim, mastigando à derrota, pros vermes à tome à bota, à vitoria resulta de uma luta de cotas, fé no justo que na hora e nos lugares certos ele te coloca, adquira pensamentos refletindo com o devido tempo, se afunde em coisas boas, um bom guerreiro mata um Leão por dia, se prive do mal, pois ele vicia, engula os livros, seja diferente, fortalecendo-se cada vez mais, tornando-se mais inteligente, o ser que vive de ditados e regras é um verdadeiro perdedor, se reinvente cada vez mais, se torne inovador, e por fim esse é o pensamento.
noite que cai com a garoa
ser exprime com frio que a toca
no profundo da alma,
se torna no julgo fulgor que se espalha pela eternidade.
sobre espaços do tempo que deixa marcas profundas,
sempre o ardor que deixa suas farpas
que deixam a vida... se afogar no amor.
APENAS POETA
O silêncio cai solitário neste coração amante
São ruídos que aram a alma profundamente
Dos sonhos que terminaram secretamente
Derrubando castelos e até mesmo o instante
Não há remissão e tão pouco dor clemente
Somente o vazio em um rodopiar constante
Soluçaste por estar tão só, e tão arrogante
Sentado à beira do caminho, ali pendente
As quimeras terminaram, não mais sonante
Não há sentinelas, nem armas, só vertente
Da realidade eu não soube ser um vigilante
A sensibilidade alanceou, agora no poente
Sou apenas poeta, na poesia um imigrante
Já amor! Ah, este, meu eterno confidente!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
Cada lágrima derramada por um amor,
Cai num poço de desilusão,
Lute para que ele não trasborde,
Nem se encha de razão...
Vejo o mar nos teus olhos...a lua ! Nascer do sol...toco teu olhar, ouço teu silêncio...cai a chuva, sinto tuas vontades no vento.
29/12/2017
Coração ingênuo
"Possuo um coração ingênuo que cai na lábia de qualquer um que chegar com meia dúzia de palavras encantadoras.
Coração iludido que se deixa levar por paixões desenfreadas, se lança em qualquer direção se esquecendo das fronteiras da vida.
Coração desenfreado que se apaixona com facilidade, mesmo sabendo que pode se dar mal, pois já possui tantas marcas de feridas que parecem ser incuráveis.
Coração que bate todos os dias na ilusão de encontrar alguém pra ficar juntos, e assim dar sentido a vida.
Coração que nunca reclama em continuar a procurar pelo amor.
Coração acelerado que pulsa pelo único motivo de conhecer os mistérios que envolve as fronteiras do amor."
(Roseane Rodrigues)
Não se abale quando as pessoas que tanto cometem o ódio não cai.
Com base nesta seguinte perspectiva a seguinte tese é;
Quanto mais o poder do ódio se cumpri ao ir, mais forte és para voltar.
BRINQUEDOS MÁGICOS
"Cai tanajura na panela de gordura...
Cai tanajura na panela de gordura..."
Parecia mágica!
Mas elas atendiam ao chamado,
Adivinhando as tardes de chuva...
Eram presas fáceis da meninada
As popozudas e aladas saúvas.
Eram tantas que nossos olhos
Não conseguiam contar!
Brincávamos apenas com elas...
Não agradavam ao nosso paladar.
"Vagalume vem, vem,
Teu pai tá aqui,
Tua mãe também!"
E eles também vinham...
Se parecíamos mágicos,
Eles ainda mais
Com seus órgãos brilhantes!
Alumiavam nossas noites
Mesmo que, em alguns momentos,
Com eles fôssemos sádicos.
Cadê nossos vagalumes
E seus bumbuns brilhantes?
Onde se escondem
Nossas amigas tanajuras?
Não há mais crianças
Para chamá-los.
Não somos mais mágicos
Para atraí-los.
Perdeu-se por aí a magia...
Encantamo-nos mais
Com a predadora tecnologia.
A noite fria cai sobre a cidade.
Chove lá fora e aqui dentro.
Chove saudade e me afoga.
Só me resta saber por onde seu calor escapou.
"Estações "
Tem noites frias,dias quentes,e no fim de tarde de verão sempre cai uma tempestade para regar as plantas e lavar nossa alma,e como não esquecer do outono?As folhagens caindo das árvores e beijando as calçadas da minha cidade
E como não lembrar do nosso passado?Das pessoas que já foram embora da nossa vida mas nunca foram apagadas do nosso coração?Como apagar da nossa memória as coisas que desperdiçamos?Como apagar da nossa memória as palavras que tinham de ser ditas?Poemas de amor que nunca foram escutados,perdões que tinham de ser ouvidos,como apagar da nossa memória as palavras que tinham de ser ditas?Dos abraços que tinham de ser abraçados mas que nunca se encontraram?
Às vezes temos aquele medo bobo,preferimos aceitar o medo como desculpas para não se machucamos denovo,não sei se é covardia da nossa parte ou ignorância nossa,a nossa memória não é borracha que apaga o que da pra ser apagado,sempre o passado volta,lembranças as vezes são lembradas,em noites frias,ou dia quentes,no fim de tarde de verão,ou no final do dia de um domingo de outono,nossa memória viaja e ler denovo os capítulos do livro da nossa vida,e as vezes sem querer ler uma página que nunca existiu em nossas vida,não sei já cair no abismo que pensei que nunca cairia
Vivo
Eu caí
Me deixei cair
E fui absorvido por tudo
Um oceano de sentimentos
Um oceano de sensações
E foi bom
Porém
Algo estava errado
Não conseguia me mexer
Não conseguia respirar
Estava engasgando
Invadiu meus pulmões
Já não podia mais respirar
Já não podia mais ver
Ja não podia mais sentir
Me afoguei
Mas
Nada me puxa para o fundo desse oceano infinito
Então porque eu continuo a descer?
Porque continuo negando que posso voltar a superfície?
Porque não consigo me permitir?
Minha última gota de força me faz subir
E começo a sentir meus dedos
Minhas pernas
Meus braços
Consigo me mover novamente
Sinto o peso esvair de mim
E o ar enche meus pulmões
Respirar dói
Como da primeira vez
Mas agora
Tudo é diferente
Posso ver
Estou vivo
Como nunca estive antes
