Nao me Pergunte quem sou
Alguns dizem que eu sou ignorante, incapaz ou ingênuo. Já eu me impressiono com meu raciocínio a cada dia, afinal, ninguém além de mim pode ler minha mente.
O caminho mais curto pra tua perdição. A solução que procurava. A vida que buscava. Essa sou eu, sem máscaras, sem disfarces. Só alguém te procura de dia e te liga nas madrugadas à procura da tua voz rouca. Posso estar cansada de ouvir "não", mas sei que, lá no fundo, você está cansado de me negar. E o dia que você decidir me aceitar... Ah, esse dia vai ser seu passe livre pro inferno. Porque vai ser a minha vez de te mandar pra lá.
É assim, eu sou fútil e feliz. Quando digo que tenho pequenas paixões de momento, são essas que me alegram mais. Amor, dizem que só tem um, não sei disso também, tudo o que achei que era amor desapareceu, e só ficaram lembranças ruins Já dessas paixões de momento, essas me deixaram feliz e só lembro de ter vivido aventuras boas.
AMOR A MODA ANTIGA
Sou aquela, fadada às mazelas
das paixões sinceras e obstinadas.
Amo a moda antiga, sou fiel, leal e amiga
e não há quem me diga se estou certa ou errada.
Quando amo e não sou amada,
se sou banida e relegada, caio prostrada.
Não consigo falar e nem me alimentar
por ser preterida; maldita ferida da vida.
Não quero mais nada se meu amor já não está
fico na cama quietinha
chorando pelo amor que “tinha”
e sofrendo como um cão sarnento,
sem discernimento do que farei
com o amontoado de sonhos que sonhei.
Dos desejos e planos?
Ah! Eles ferem como enormes enganos
São punhais, danos ao corpo quente
da febre intermitente em meus mais profundos ais.
Sim! Sou teus versos reescritos, impuros e aflitos
Como a vertigem, doce e quente da paixão
arremetendo aos delírios da compreensão
Ah! Alucinação impenitente da minha saudade...
Entra em mim como doença, dor intensa
Aí não falo, engulo o grito
Não durmo, me agito
fico insana, me torno a mais profana de todas as mulheres
faço todas as tuas vontades, perco a identidade
abandonada, lânguida e sem defesas
desejo o meu desejo, servido em tua mesa
ser a entrada, o prato principal e a sobremesa
Eu sou uma sem vergonha mesmo, totalmente sem vergonha – Meus atos deveriam ser levados ao conselho jurídico do setor honesto da minha vida.
http://lisandralavigne.blogspot.com/
Sou vivo num mundo que sobrevivo...
Alívios de salivas vivas ou mortas, sentidas como brisas, carros entre tuas balizas, portas tortas teu destino se suaviza.
Sobrevivente de um mundo inconsciente, gente boa, gente doente, gente da gente, feliz derrepente, alguns que antes se lamente, tente, olhos que escorrem lágrimas para trás, outros que abraçam sorrisos a frente.
Meu segredo é um livro aberto em branco sem nada escrito, meu medo é que onde que eu vivo, me espanto, a cada instante que reflito.
Nada mais existe nessa gente triste, tudo agora é mais rítmico, sem destinos homens, mulheres, meninos, perdidos como dependentes químicos.
A vida é como qualquer jogo, minhas recaídas num trono rodeado de mulher onde furtam o nada que tenho, meus cílios reversão no fogo.
A prova de que se viver combate com teu azar e tua sorte, provar o sabor dos paços só é realmente desfrutado, quando a vida te presenteia para a morte.
EU QUERIA ENTENDER
o que sou eu sem voce
vc e meu sonho minha realidade
sem vc aqui sofro de saudade
com seu sorriso brilhante
com seu olhar penetrante
nao consigo sofrer nenhum istante
a cada momento sem vc procuro um enigma pra resolver
para tentar entender pq nao tenho voce
no diario ponho me a escrever
a minha manha nao tem amanhecer
e a minha noite nao tem estrelas
aquelas que me iluminam
pra eu conseguir viver sem voce
Sou o sagrado e o profano,
um haleto e um alcano,
a mulher e a amante,
a ouvinte e a falante,
o céu e o inferno,
o ultrapassado e o moderno,
a pergunta e a resposta,
substância simples e composta...
Sou o paradoxo e a redundância,
o conhecimento e a ignorância,
a escassez e a abundância,
a bondade e a perversidade,
a confiança e a deslealdade,
o mito e a realidade,
o viciante e o saudável,
a solução e o incurável,
o descaso e a compaixão,
conceito e contradição...
Sou o certo e o errado,
o infinito e o limitado,
a virtude e o pecado,
o carbono e o hidrogênio,
um ser humano normal e um gênio...
Sou a entrada e o prato principal,
a páscoa e o natal,
a queda e a ascensão,
a emoção e a razão,
o desejo e a indiferença,
a saúde e a doença,
a fome e a gula,
o remédio e a bula,
o veneno e a cura,
a criadora e a criatura...
Sou, enfim, os dois lados da moeda,
o sim e o não, pois pra mim não há definição.
Surpreendentemente surpreendente.
Uma eterna caixinha de surpresas...
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