Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Véu.
Tu não sabes o que sinto
quem é meu chão, meu amparo
onde guardo minhas dores
os medos que não declaro
as memórias vis, constantes
dos dias angustiantes
das noites que passo em claro.
O pouco que tu conheces
deste interior tristonho
são os sobejos dos olhos
no meu disfarce risonho
meu presságio sem consulta
hipotermia que oculta
a menor parte que exponho.
Ó vida, sem você não seria... e quando me completas com as demais vidas ao meu redor, de todas as manifestações, percebo que somos um só, e você Vida, inexplicavelmente faz-me perceber o pulso do coração daquele que nos criou!
RELÓGIO
Relógio...
esse voraz devorador
de liberdade?
não o uso mais
faço o meu próprio tempo
e como as horas são
agradavelmente longas...
"Pensei em suas palavras, realmente cogitei fazer o que disse, mas isso não se encaixa no meu perfil".
"Ainda não sei porque, mas seu olhar entra no mais profundo lugar do meu ser, a sua voz me alegra e emociona, suas lágrimas me partem em mil pedaços, sua melancolia me contagia e sua alegria faz feliz o meu dia''.
- OLHOS DE PEDRA -
Trouxe comigo, ao nascer,
Olhos de pedra, não me via,
E o meu corpo de saudade
Já nem tinha claridade
P'ra decidir o que fazer!
Acreditei que ia passar
Mas a pedra aumentou
E o peso dos meus passos
O frio dos meus abraços
Parecia não parar!
Vi sorrir quando chorava
Em momentos de solidão
E o meu corpo só tremia
Por sentir a nostalgia
De não verem que eu amava!
Olhos de pedra, fechados,
Sem coragem de os abrir
E das coisas por dizer
Tantas feridas, triste ser,
Nos meus olhos embaciados!
Morreram sonhos um a um
Nas veias grita o sangue
Tantos passos pelo chão
Tantas dores, solidão,
Pois d' amor estou em jejum!
Não podendo ser mais nada
Inventei sonhos suspensos
E das tardes de Setembro
O que fiz já não me lembro
Só vivi de madrugada!
E pensava, só pensava
E sofria, só sofria
E quando a vida em vão passava
Olhos de pedra, mal a via,
Pobre criança rejeitada!
- AMOR DAS HORAS VÃS -
Meu amor das horas vãs
Acorda, não tenhas medo
Vem dar cor ao meu segredo
Como a aurora às manhãs.
Vem dormir no meu regaço
Vem dar luz ao meu olhar
Faz de mim o teu lugar
Do meu corpo o teu abraço.
Mas ao vires não te apresses
Deixa os medos no caminho
Passo a passo há um destino
Fado a fado há tantas preces.
Ao meu peito irás voltar
Como a aurora às manhãs
Não te importes de acordar
Meu amor das horas vãs.
Meu amor, não paro de pensar em você
Sendo sincero
Fico esperando qualquer hora aparecer
Quem me faça esquecer que o seu beijo é o melhor da vida
Que o nosso santo bate junto, faz sentido
Essa sensação que só com você é possível
O exame do meu coração
Um diagnóstico cruel, mas não poderia ignorar, essa doença espiritual que tenta assolar, uma alma sentimental e sonhadora, aquela atitude fora da incubadora, eu vi naquela corrente sanguínea, a pulsação, o sentimento anão, oh pai, de fato, por todo ato, conclusão, pequenino, um grão, sou a menor das criaturas, insignificante gravura, prestes a chegar aos 42, o antes e depois, nada, pó, um reles mortal, isso tudo quando sou carnal, pecador dilacerante, cheio de argumento, porém ignorante, nada tenho e nada sou, ainda na maturidade, na experiência viva da idade, na loucura, na sanidade, talvez com valor menor que o pardal, passando atestado de incompetência, puro sono, sonolência, evidência, sequelas da viva enfermidade, a vergonha, a timidez, o gole do pessimismo, a embriaguez, roubaram meu tempo, a juventude sem perdão, meu pranto, minha lágrima, juro que um dia almejei, o brilho do palco da vida, ser exemplo desejei, porém o vacilo, o tropeço, a contramão, o exame do meu coração.
Giovane Silva Santos
Não se preocupariam nem com meu nome, nem com minha idade, nem com minha personalidade. Ignorariam-me (...) nenhuma biografia atenciosa e inspirada recriando a minha vida e seus tormentos! E essa futura injustiça me revoltava! Mais cruel que a morte!
Não estou triste nem feliz, o meu estado é estável, não sou melhor nem o pior, estou sem classificação.
Mais se peca no amor que não se deu
Não havia razão para homenagens, não demonstrei amor, meu calcanhar de Aquiles era medo de amar, não tinha uma necessidade de me expor, mais um capricho em estar acompanhada.
Ofereço conselho quando não solicitado, todos os meus problemas de saúde se resumiam a gordura, minha alma desabrocha igual lótus, mas sou focada em muitas coisas e desfocada no amor.
Meus sentimentos me faziam tropeçar, cair, machucar, é claro que eram só acidentes, fui ferida pelo amor, mas vivo sobrevivendo e desistindo de outros prazeres, como comida por exemplo.
O amor que permeava tudo, anos de formação, uma carreira de sucesso, as conversas institucionais, as irritações da carreira, as negligencias com a saúde, evitei aquela conversa zero interessante.
Tudo começa e termina dentro de mim, minha responsabilidade é responder de forma gigantesca aos estímulos do meu coração e suportar o desfecho de minha história.
Estava lenta, não sobra energia nem para amar nós mesmos, o homem da minha vida era um estranho, não consigo expressar a profundidade dos sentimentos, não tenho entusiasmo, uma verdadeira metamorfose de sentimentos.
Jurei pelos manes de Buda que ia me abrir para o amor, ia tirar a melhor da situação da conquista, ia ser como as pessoas que sentem e escrevem sobre as emoções. Havia um tigre sobre este exterior comportado de autossuficiência.
Eu não suportava papo-furado, mas tinha a gentileza de me envolver em alguns bons debates, sempre achei que fiz por merecer aquilo que recebi. Depois de casada fui para lua de mel e gostei da experiência.
Ironia mansa é a gente se acostumar sem amor, se acostumar a viver como se a morte precoce e repentina, não pudesse aparecer, sem possibilidades de fazer as pazes com o criador, sempre preocupada com os nossos interesses.
Rastreei o problema até suas raízes, fingi empolgação pela oportunidade de solucionar tudo que me envolvia, eu me achava antiga e fora de moda, eu não me achava num relacionamento abusivo, no entanto, quando me abri para o amor, achava que podia perdoar qualquer coisa.
Olho por olho, dente por dente!...
Não sei, porque nunca houve em meu fazer;
Este dever citado num ditado;
Que manda o pago dar, do receber;
No sobrar, que em tal tão é encontrado!
O não ter coragem, pra dar o pago;
Tem sido bem visto no meu fazer;
Talvez por em mim haver grande nabo;
Que não me deixa dar, mau receber!
Que pena sinto em mim, por assim ser;
Pois sei bem, que de nada valerá;
Andar cá a desculpar, a maldade!
Devido a não haver um agradecer;
Em quem só a fazer mal, sentirá;
Prazer, por tão lhe faltar a bondade.
Com mágoa;
O início da profissão é bastante complexo, mas o meu conselho é não desistir, porque, com o tempo, com sabedoria e com aprendizado, é uma profissão criativa, que dá muita alegria.
Meu nome é Palha
Vivo em candeia
Sou indiozinho
Eu não bambeia
Sou santo forte
E lá na alteia
Sou curumim
Sol que clareia
Sou escolhido
Fé quem semeia
Sou flor de Oxum
Sou terra seca
Meu nome, senhor
É Palha Seca
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