Nao Gosto do que Vejo
Vejo a inveja como espinhos que crescem nos olhos de pessoas que tem o coração corrompido pela incapacidade de realizações das suas próprias vidas!
Quando olho pela minha janela em linha reta, vejo apenas um monte de coisas corriqueiras e sem emoção; casas, telhados, carros e pessoas passando.
Mas quando eu levanto a minha cabeça enxergo muito mais, um céu maravilhoso, o sol que brilha e me diz "bom dia".
Assim é a vida. Basta que possamos levantar um pouco mais a nossa cabeça para enxergarmos coisas melhores.
Vejo notícias e reportagens a respeito de marmanjos entre 30 ou 40 anos que ainda vivem com os pais, como se eles já não tivessem gasto uma grande parcela da sua vida para criar estes "vasps" (vagabundos anônimos sustentados pelos pais). O que me surpreende é que são esses que estão gritando por aí por "liberdade". Acontece o mesmo com alguns casamentos, onde alguém sustenta alguém. Não se apavore com isso, é assim mesmo: homens que são sustentados por mulheres e vice-versa. Ainda assim, estão por aí gritando por "direitos iguais". Ninguém será totalmente livre se estiver à sombra de alguém. Se não provê sozinho ou sozinha seu sustento, sua vida, melhor seria não praticar a hipocrisia. Não é uma questão de se colocar menor por isso, mas aferir os fatos antes da grita. Colocar isso na cabeça antes de fazer papel que não cabe a si naquele momento, seria, pelo menos uma atitude digna. Como diz um personagem de novela, é uma "shit" mesmo. Cada dia mais penso se esse mundo que vivemos hoje vale a pena, onde a aparência e hipocrisia vale mais que a dignidade.
Tem dia que Deus caminha ao meu lado, eu vejo...
Tem dias que ele me carrega no colo, eu sinto.
Ele nunca me abandona, nem quando me entrego ao desespero de querer parar de lutar.
"Ao olhar para teus olhos, vejo o brilho do nosso amor, vejo a chama da nossa paixão, nos vejo em um futuro, juntos, em teus olhos vejo minha alegria, vejo a saída da solidão, e a porta da felicidade"
Na parede do tempo vejo teu retrato escupido nas minhas lembranças, releio frases ditas, palavras soltas e me agarro nas grades da saudade.
Chego ao mar quando vejo teus olhos nos meus, vou ao céu quando me aperta sem palavras, viajo por rios e oceanos quando sem querer me toca. Sinto teus braços, ouço tua voz nas ondas...sou levada, contigo vou longe, distante...vou onde os sonhos me levam.
O reflexo que vejo no espelho relata o motivo mais importante da minha vida. Eu tenho a mim, eu quero pra mim e só acontece se for por mim
Sonho bom mesmo... é quando eu acordo e te vejo ao meu lado!
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Vida de adolescente
Quando acordo desanimo
Quando vejo estou na escola
Observo uns amigos
Na quadra jogando bola
Todo dia o dia inteiro
Num desanimo estou eu
É Romeu sem Julieta
Julieta sem Romeu
Esse mundo é assim mesmo
Nele escorre o preconceito
É zoação com o próximo
É a falta de respeito
Más um dia vai mudar
Sei que vão me contestar
Más não vou me preocupar
O amor tem a magia para o mundo transformar.
Vejo muitas pessoas falando de pecado, mas pecamos diariamente, todos os dias sem excessão. Quem despreza o próximo está pecando, mas o Eterno abençoa quem ajuda os necessitados.
Já fui como trator
Agora vejo que toda construção depende do entorno
Trator sozinho empurra mas não faz tudo sozinho
É quando me vejo refletida na íris do seu
olhar, que te sinto realmente meu,
que minhas dúvidas se dissipam, e a certeza
que vejo em teus olhos se reflete com nitidez
no lume dos olhos meus.
Vejo vindo em minha direção, amável
Olhos brilhantes de amor
Paixão
Solidão
À procura de carícias
Nossas mãos se ligam como laços
Ternuras são trocadas entre nossos lábios
Nossa barba se enrosca
Nossos olhares se tocam numa luz ofuscante
Assim, nos tornamos mais que amigos
Somos amantes.
Aupaba
Vejo a lança do índio guerreiro, que pesca no rio.
A flecha, o assobio.
O barulho de caça.
A mandioca que a índia amassa.
A goma fresquinha na coité.
A tribo dos índios kanidé.
Jenipapo e paiacus, que habitam a terra santa.
Ouço o barulho da mudança.
O cimento, o concreto da construção.
Ouço barulho de expulsão.
O índio teve que sair.
A terra que existe ali é caminho grande.
Foi cortada por ponte.
Temos que construir.
E no meio do nada nasceu o civil.
A ponte foi sendo erguida.
E o povo a seguia, e foi aumentando.
Aumentando!
E já é gente demais.
Lavadeira o que faz?
Lava roupa no rio.
Cozinheira no fogão.
Fazendo o feijão-de-corda.
Plantado a beira-rio.
Grande população.
Dentro do casarão.
E onde antes era só rio.
Hoje tem civilização.
Tem sujeito, e aquele vilarejo.
É como massa de pão.
Que cresce e cresce.
E que luta pelo direito.
E conseguiu se emancipar.
Com bravura com vontade.
Hoje tem identidade.
Tem história de verdade.
Povo sofrido que cresceu.
Ali naquele lugar.
Terra santa milagrosa, berço do homem da cruz.
Foi palco de um milagre.
Do nosso menino Jesus.
Terra rica de fartura.
Artesanato e cultura popular.
Muita castanha pra apanhar.
E seguir nesse enredo.
E na noite eu festejo, no forrozinho do bar.
E aqui nesse Chorozinho.
Tenho orgulho de morar.
Sua amizade me traz ternura, uma quietude branda, uma serenidade que só vejo, na beleza inocente dos sorrisos de criança.
