Não Acredita em Conto de Fadas
O menino é aquele que se perde em devaneios, que sonha com a vida como se ela fosse um conto de fadas, sem saber das armadilhas escondidas nas entrelinhas. Ele se agarra a ilusões, espera que o mundo lhe dê o que ele sente que merece, sem ter compreendido ainda que o mundo não deve nada a ninguém. O menino espera pelo resgate, pela mão salvadora que nunca vem. Espera pela aprovação alheia, pela validação externa, como se sua existência dependesse do olhar do outro.
Mas o homem… o homem sabe que a espera é inútil. Ele entende que nada será dado de graça, que cada passo adiante é conquistado com suor, com dor, com quedas que ferem o orgulho e fortalecem a pele. Ele não sonha em ser salvo; ele aprende a salvar a si mesmo. O homem olha nos olhos do mundo com firmeza, encara as incertezas, sem perder o ritmo. Sabe que ninguém irá aplaudir seu esforço no final do dia, mas também não precisa desse aplauso para continuar.
O homem aprende a carregar seus fardos em silêncio, a medir suas palavras, a controlar suas reações. Ele já entendeu que a vida não é feita de vitórias, mas de pequenas derrotas superadas com dignidade. Ele não lamenta mais o que poderia ter sido, não se perde mais em desejos infantis. Mata o menino em si porque percebe que para andar adiante, é preciso abandonar o que já não serve.
É uma escolha difícil, dolorosa, cheia de momentos em que o menino quer gritar e lutar para sobreviver. Mas o homem sabe que essa luta não tem mais espaço, que o caminho é outro, que a jornada exige outra postura. Ele sabe que é hora de calar a voz do menino, para que sua própria voz, madura, finalmente ecoe.
Não sei se minha vida é um conto de mistérios
Ou uma grande loucura da minha cabeça
Não sei se me comparo a Alice
Ou se tenho um armário
Uma porta na minha cabeça
Que me leva a um mundo imaginário
Também tenho um ímã
Que atraí pessoas com as mesmas experiências e pensamentos que eu
Isso me fascina
Me faz voar muito fora da caixinha
Cada experiência
Minha mente se expandi
E quanto mais ouço
Mas percebo
O quanto ainda sou leiga
Num conto de amor, jovem coração,
De vinte e quatro anos, apaixonado então.
Por um mais velho, encontro proibido,
A chama arde, mas destino dividido.
Entre eles, carinho floresce e se expande,
Mas a barreira do tempo, um desafio grande.
Medo de machucar, sombras no caminho,
Dois corações, sinceros, mas perdidos no destino.
O menino sonha, suspira, confunde-se,
No afeto proibido, o coração aquece.
O mais velho, cauteloso, receoso de causar dor,
Ambos se gostam, mas temem o dissabor.
Num dilema de amor, seus olhos se encontram,
Palavras não ditas, sentimentos que abraçam.
O tempo, implacável, sussurra despedidas,
Mas o amor persiste, nas entrelinhas da vida.
Na história que escrevem, capítulos incertos,
Dois corações entrelaçados, sonhos despertos.
A idade é apenas um número a desafiar,
O amor verdadeiro, sempre a transcender.
Que o destino sorria, que o tempo conceda,
A esses corações apaixonados, uma jornada bela.
Na tessitura do afeto, que encontrem o abrigo,
Do amor que floresce, além do proibido.
“Amar de verdade é escolher. Mesmo conhecendo os defeitos. Mesmo sabendo onde dói.”
Não é conto de fadas. Não é flor todo dia. Amar de verdade é saber exatamente o que machuca no outro e, ainda assim, ficar. É ver os traumas, os erros, os dias ruins, o lado feio… e não sair correndo. Porque amor de verdade não é encantamento, é coragem.
Coragem de continuar quando a fase boa passa. Coragem de encarar o real, o cru, o imperfeito.
É escolha diária. É decisão. É compromisso com a alma do outro, mesmo quando ela está em pedaços.
Quem ama de verdade não foge ao primeiro sinal de caos. Não vira as costas quando o brilho some.
Ama com raiva, com medo, com dúvida — mas ama. Fica. Escolhe. Aguenta o tranco. Segure na mão, mesmo quando ela treme.
Porque amar de verdade é isso: não é ter mil motivos para ficar, é ter um só, mas verdadeiro o suficiente para não ir embora.
Capitulo não publicado- O fim
Um dia conto, o quanto gostei de você.
No dia que acreditei fielmente que ele havia apenas fingido um teatro, que as pequenas coisas que achei serem resquícios de um amor não eram reais e me fez como uma palhaça, naquele salão, com meus medos e sentimentos expostos a todos os meus amigos, aos amigos dele e a pessoas que se tornaram parte da história (que na minha cabeça existia), uma parte minha morreu.
A parte que acreditava no amor.
A parte que fazia ser doce.
A parte que me fazia o amar.
Decidi ir embora sim! Mas não podia morrer engasgada com o que sentia. Escrevi uma carta, pedi que em algum momento minhas amigas o entregassem como sinal de que pra min aquilo havia sido importante.
Ele recebeu.
Ele leu.
Esperei ansiosa por pelo menos uma resposta, ainda que não fosse através de uma carta.
Ele não respondeu.
O maior trauma, nunca foi o acidente, sempre foi ele.
Jurei amores por alguém que não fez o mínimo em me responder.
Só foi difícil processar tudo, ainda é.
Nosso magnetismo , nossa química, nosso amor, ou melhor o MEU amor, o único existente entre nós, parecem estar grudados a uma memória que não saem de mim Posso por vezes ter parecido a louca que apaixonou sozinha,e acredito que seja! De fato, na minha cabeça nossa história parecia como algo que poderia dar certo, eu te o amei, da forma mais absurda, mais catastrófica e intensa! Dessas que a gente não mede esforços, dessas que a gente quer cruzar distâncias, que cuidar loucamente e também tirar a dor do outro pra ser a nossa…
Acordei do coma, isso!
Do coma do acidente.
Ou do coma da situação, não sei…
A recuperação não foi tão fácil!
Fisioterapias, acompanhamentos com a psicóloga, alta dosagem de medicamentos, fonoaudióloga, oftalmologista.
Pareço estar falando apenas de procedimentos médicos, mas não…
Intensas fisioterapias para voltar a andar sem as muletas da dependência emocional que criei dele, das memórias que jurei serem reais por algum momento.
Incontáveis induções de drogas (medicamentos) de tarja preta, para tirar a imensa dor que estava em meu coração.
Acompanhamento psicológico, para explicar a minha mente a tamanha dor do meu coração, que era estancada pelos remédios.
Oftalmologista, pra enxergar a realidade como é: Andrew não me escolheu, nunca me escolheu e nunca irá me escolher.
Fonoaudióloga, para voltar a falar e ouvir o que sinto sem achar que estou cometendo um crime.
Não foram dias fáceis, mas consegui!
Recuperei-me do trauma de anos, em meses. A Catherine estava de volta e a famosa alta veio, acompanhada de uma esperança a todos (inclusive os médicos) de que minha vida voltasse a ser como antes, ou melhor!
Pra mim, uma missão humanamente impossível já que minha realidade tinha sido bruscamente mudada e meu destino perfeito também.
Encontro o Lucca e o escolhi.
O Lucca? Bem, ele é um analgésico pra mim, estanca a dor que ainda dá as caras de vez em quando.
Melhor ter ao lado alguém agressivo, que machuque apenas meu físico do que alguém que sempre me machucou o emocional sem dó nem piedade.
Um dia eu conto, o quanto você me magoou.
Um dia eu conto, o quanto me decepcionou.
Um dia eu conto, o quanto me torturou.
Um dia eu conto, o quanto me humilhou.
Ou talvez,
Eu não conte.
Apenas te mate na minha imaginação, memória e com sorte, na vida, assim como você matou uma parte minha, matou a Catherine, a “sua” Catherine.
CONTO DE NATAL
Era uma noite fria e escura
Numa aldeia perdida ou talvez esquecida
Em Trás os Montes
Onde uma menina passava o seu primeiro Natal
Depois de chegar de África (Luanda)
Era tudo novo, diferente, frio, escuro
Ela que tinha vivido com sol, calor, praia
Sentia-se perdida num mundo, para ela diferente
A casa dos avós até era muito acolhedora
Mas ela sentia falta da sua casa
Do seu quarto, da sua escola, de tudo
Em casa dos avós, o colchão era de palha
Tinha um cheiro muito esquisito
Lá vivia uma menina sonhadora
Morava com os pais e com os seus irmãos
Era uma noite fria
Às portas da guerra da independência
Que viria muito brevemente a acontecer
Mudando-lhe a vida e marcando-lhe para sempre
Era a noite de Natal não havia presentes
E muito menos a árvore de Natal
Ou o Presépio, mas havia alegria e amor
Os pais davam muito carinho aos seus filhos
Mesmo sem a árvore de Natal e sem presentes
Contavam-se histórias à lareira, o riso era constante
Foi uma noite que nunca mais esqueceu
Aquela menina de dez anos
Numa noite fria e escura, mas quente no seu coração
Era a noite de Natal fria
E gelada numa aldeia em Trás-os-Montes
Passada em casa dos meus avós numa noite de Natal.
Aos que inventaram o mito "Deus" minhas felicitações.
Este conto foi pra que tão somente satisfaça alguns de seus desejos!
Fora deste conceito Deus não serve pra nada.
Digam-lhes que, o céu não existe, inferno muito menos, e que nunca houve nem irá haver proteção e benevolências.
...e o mito desaparecerá, se quer será lembrado.
Vivemos a mercê do ego, onde pra se manter produz o medo.
Queremos um gênio numa lâmpada pra eu friccionar, toda vez que "eu" estiver em declínio ou com nescessidades.
É, ou não é, uma ilusão mitológica alimentada pelo orgulho e vaidade?
Nos erros da vida
Te perdi sem perceber
Hoje conto
Nesse pequeno texto
"A história que me fez se apaixonar por você"
Te conheci
Em uma noite estrelada
Naquela noite
Percebi que
Mais forte que o brilho da lua
Era seu olhar
Desde então
Fico vagando na noite
Procurando a tal estrela
Que se foi tão depressa
Onde estar você minha amada?
Por que se escondes de mim?
Não tenhas medo!
Aliás
Não duvide do que sinto.
Noites e mais noites
Te busco
Procuro em minhas memórias
Aquele brilho que me fez viver
Onde estas, pequena estrela?
"Será.. que Ainda consegues pensar em mim?:
[...]
Eu não conto carneiros:
É noite, vou para a cama, cerro os olhos para dormir, em vez disso vejo uma frondosa árvore por cima do meu olhar, abro e fecho novamente os olhos e volto desta vez a ver árvores desta vez as suas copas estão afastadas e entre elas vejo o céu com algumas nuvens, mas estranho! Não vejo estrelas.
Assim vão desfilando imagens com árvores, sempre árvores, como se estivesse a assistir à projeção de slides.
Não, eu não conto carneiros, eu conto árvores
25/09/2018 Ec.
O Conto do Cachorro e do Gato
Era uma vez um cachorro e um gato que moravam na mesma casa. Eles eram amigos, mas às vezes brigavam por causa da comida, do espaço ou da atenção dos donos. Um dia, eles decidiram fazer uma aposta: quem conseguisse pegar o rato que vivia no porão ganharia o direito de dormir na cama dos donos por uma semana.
O cachorro e o gato foram para o porão e começaram a procurar pelo rato. Eles vasculharam todos os cantos, mas não encontraram nada. Então, eles ouviram um barulho vindo de uma caixa velha. Eles se aproximaram com cuidado e abriram a caixa. Dentro dela, havia um rato enorme, com dentes afiados e olhos vermelhos.
O rato olhou para eles e disse:
- Olá, meus amigos. Eu estava esperando por vocês.
O cachorro e o gato ficaram surpresos e assustados. Eles nunca tinham visto um rato falar antes.
- Quem é você? - perguntou o cachorro.
- Eu sou o rato mágico. Eu posso realizar qualquer desejo que vocês quiserem. Mas só um de cada vez.
- Isso é verdade? - perguntou o gato.
- Claro que é. Vocês querem experimentar?
O cachorro e o gato se olharam com desconfiança. Eles não sabiam se podiam confiar no rato mágico. Mas eles também ficaram curiosos sobre o que ele poderia fazer.
- Tudo bem - disse o cachorro. - Eu quero ser o rei dos cachorros.
- E eu quero ser a rainha dos gatos - disse o gato.
- Muito bem - disse o rato mágico. - Seus desejos são ordens.
Ele estalou os dedos e, num piscar de olhos, o cachorro e o gato desapareceram do porão. Eles foram transportados para um castelo luxuoso, onde eram tratados como realeza por outros cachorros e gatos. Eles tinham tudo o que queriam: comida, brinquedos, carinho e diversão.
Mas eles logo perceberam que havia um problema: eles não podiam mais se ver nem se falar. O castelo era dividido em duas partes: uma para os cachorros e outra para os gatos. E havia uma regra: nenhum cachorro podia entrar na parte dos gatos, nem nenhum gato podia entrar na parte dos cachorros.
O cachorro e o gato sentiram falta um do outro. Eles perceberam que tinham sido enganados pelo rato mágico. Eles não queriam ser reis, eles queriam ser amigos. Eles queriam voltar para a casa onde moravam, com os donos que amavam.
Eles tentaram escapar do castelo, mas não conseguiram. Eles estavam presos naquele lugar para sempre.
E assim termina o conto do cachorro e do gato.
Fim
A vida é feita de loop
Volta sempre ao mesmo conto
Repetindo a mesma história
Revivendo o mesmo ponto
Seguindo um padrão preciso
Sem ter o que por ou tirar
Eu entro com um sorriso
E saio com o penar
Ainda ei de entender
Oque move essa lei
Mesmo sem compreender
É assim que assimilei
Reticências...
Todo história de amor tem um conto, tem um ponto.
Exclamação, interrogação e reticências.
Eu continuo a pontuar, sei que isso parece inocência.
Pois enquanto tem episódios uso vírgula, ponho aspas, uso dois o pontos.
Mais quando chegar ao final eu te conto.
amor_in_versus
A vida
Na vastidão da existência, um conto a tecer,
A vida se desdobra, um mistério a florescer.
Caminhamos pelas trilhas do tempo e do espaço,
Desenhando memórias, cada passo é um traço.
É um baile de momentos, dança infinita e sutil,
Onde o sol beija o horizonte, a lua se faz anil.
Cada dia é um capítulo, folhas em branco a preencher,
Com sonhos, sorrisos, lições a aprender.
Nascer é um presente, uma página em branco a colorir,
Com tons de esperança, alegria a se abrir.
Desafios se apresentam, como ventos a soprar,
Mas em cada tempestade, a força se revela ao olhar.
A vida é um oceano de sentimentos e emoções,
Uma sinfonia de risos, lágrimas e canções.
Enquanto buscamos respostas, a verdade espreita,
No abraço caloroso, na mão que aperta e respeita.
O amor é a essência que transcende o efêmero,
É o fio que conecta cada ser, cada sereno hino.
A vida é uma jornada, um presente a desfrutar,
Um poema em movimento, um constante pulsar.
Então, ergamos nossos corações ao firmamento,
Celebremos cada momento, cada sentimento.
Na tapeçaria da vida, somos fios a tecer,
Cada dia é uma dádiva, um sorriso a oferecer.
Insônia
Despertei, são 23hrs, respiração está acelerada, palpitação, conto as batidas do coração,
Um nó na garganta, nada sobe ou desce, nenhum fio de ideia, só essa sensação estranha, de quem está sozinho na escuridão,
Desprotegido e trêmulo com frio, buscando um abrigo, um colo, tateando uma letra ou outra, sem inspiração para poesia,
mas sei que logo vem eucê.
O conto do nosso corpo
Seu corpo é uma história que eu quero contar,
com cada toque, cada beijo, cada olhar.
Ninguém te tocou como eu, com tanta intensidade,
vivendo cada momento com tanta verdade.
Eu me conecto com seu coração, com sua energia,
seu cheiro e seu sussurro, me levando à euforia.
Sinto seu corpo pulsar sob o meu toque,
cada gemido seu é uma música para o meu ouvido.
Quero explorar cada centímetro de sua pele,
até você sentir que é único no mundo.
Sua respiração acelerada é como uma sinfonia,
e nossos corpos se movem em uma dança de luxúria.
O calor do seu corpo me envolve completamente,
e eu me entrego à nossa paixão sem pensar em nada conscientemente.
Com você, eu me sinto completa,
explorando cada parte, sem medo ou desafeto.
Cada momento é único, é uma verdadeira arte,
e juntos, nós criamos a mais bela parte.
Sua história é minha, agora e para sempre,
uma aventura que eu quero viver intensamente.
Não há nada mais precioso, nada mais belo,
Seu corpo é minha paixão,
e ninguém jamais te descreverá com tanta emoção.
Conto desimportante
No espaço sideral das coisas mais desimportantes,pairava um
clichê insignificante, muito fofinho e de alma simplesinha.
Ele não tem a mínima noçãoooooo de quão grande são seus feitos…
Vida, simplesmente é o responsável por costurar as estrelas no céu, aham, as estrelas que enfeitam as noites do mundo inteiro.“Vida” é o nome dele, e ele nem imagina que tem um dos trabalhos mais lindos que Deus criou, depois de fixar as estrelas no céu, uma a uma, ele fica todo iluminado, mas calma que agora vou contar a melhor parte…
O desimportante em suas horas vagas, pode ficar o tempo que quiser em seu espaço exclusivo no céu. Vida, é muito humilde, só ele tem a permissão de Deus pra adentrar no céu e peneirar o sol durante o dia, eis a sua maior paixão: “peneirar sol”. E como vocês repararam, até o nome dele é grandioso, ainda assim, nem por isso ele se gaba, se sente ou se acha melhor que os outros. Isso que é lindo!
Depois de se iluminar de sol e estrelas, Vida, rega os desertos e calabouços de sua própria alma.
Silmara Nogueira
O conto do nada
O poeta se dedicava a contar histórias, contar para si mesmo. Histórias sobre coisas que não existiam, que ele inventava na hora. É fantástico, criar o mundo como quem joga xadrez consigo próprio. As histórias são piadas alegres ou tristes, grosseiramente desenhadas. Histórias de espionagem, cheias de riscos e suspense. Todas têm brilho, para satisfazerem o bom contista. Na minha história ninguém morre, os mortos ressuscitam e o final é feliz. Não há chefes, nem ninguém superior ou inferior, nem existe começo ou fim, porque a liberdade o exige.
O personagem sofre com tentações e obstáculos na sua corrida para casa a fim de escrever a história, antes que ela desapareça da sua mente.
Eu conto : saudade de contar meus “causos”.
Meu cachorro Branco passou mal ontem, tadinho. Sujou a varanda e jogou o tapete por cima, o levado. Faz bagunça e esconde … mas não tinha tapete pra tanta coisa !
Ficou lá na varanda, o bichinho; não entrou mais na sala, onde gosta de ficar.
Quando eu cheguei na varanda e vi aquilo tudo, olhei pra ele, ele olhou pra mim ainda deitado e ficou esperando.
Eu falei pra ele : passou mal porque comeu a ração do gatinho, né Branco?
Ele levantou, veio pra perto de mim, me olhou com carinho como que me pedindo alguma coisa. Depois foi até o portão e de lá olhou pra mim de novo. A Pequena Preta ficou impaciente, parecia chorar mas não estava brava como de costume. Ela ja sabia, eu ainda desconfiava.
“Você quer ir pra rua né Branco?”, perguntei pra ele. Há muita verdade nesse olhar de cão.
Falei com ele : vai um pouco, quando eu voltar você entra, tá bom?
E fui comer a canjiquinha do Marcinho, aquele manjar dos deuses. Não sei quem ficou mais triste sem aquela delícia … não fez ontem mas ja temos um encontro pra próxima quinta. Ele prometeu.
Chegando em casa, “lá vem” ele - como falava meu amigo contador de histórias inventadas, que adora o “lá ia” - . Chegou, brincou, pediu carinho - que retribuí, lógico -.
Não entrou. Foi andando, olhando pra trás me mostrando o caminho como se me chamasse pra ir - pra eu me alegrar com o convite -, mas era só mesmo pra mostrar que ia e por onde iria. Desconfio até que tem uma morada fixa por ali, mas sempre volta.
Ainda agorinha (umas 4 e pouquinho) acordei, li mensagem triste que não quis ler ontem pra dormir tranquila, e fui lá fora abrir o portão pra ele. Não estava. Ainda não. Com esse frio, cão de rua que é, certamente achou um abrigo pra dormir. Quem sabe a tal morada fixa? Mais tarde vem tomar o leitinho dele. Tomara!!!Comidinha caseira é bom mas o que cura mesmo é a grama, o capim da rua.
Depois conto o retorno do Branco e a alegria da Pequena Preta. Ela nao sai do portão.
Essa historia é verdadeira, uma “fábula parabólica”.
Bom dia pra quem é de amor.
Bom dia pra quem não é de amor … ainda!
A vida
Algo que não faz sentido
Não sem a morte
Muita das vezes sombria
Ou até mesmo um conto de fadas
Uma poesia vívida
Com dias de luta
Dias de gloria
Uma vida que não é vívida
É algo que nunca existiu
Viva sua vida
Pois tu não tens outra
E se tivesse
Não saberia viver
A vida é a vida
Então á viva!
Teimosias
Sabendo do já vivido,
Entendendo do já sofrido
Caí de novo no conto...
No conto da bela vida,
Perfeito amor encontrado
Jura bem feita, bem dita
Lindo amor encantado.
Então, a mentira outra vez descoberta,
A jura desjurada,
O lindo amor acabado...
Não era verdade a jura,
Não era puro o jurado
Agora choro sozinha,
Teimosia de ser feliz.
