Não Acredita em Conto de Fadas

Cerca de 1850 frases e pensamentos: Não Acredita em Conto de Fadas

⁠Faz de conta


No palco da vida, enceno um sonho,
Onde somos atores de um conto medonho.
Faz de conta que somos felizes,
Numa história sem dor, sem cicatrizes.
Na história inventado, te encontro sorrindo,
Teus olhos, estrelas, meu coração, abrindo.
Cada cena, um beijo, cada ato, um abraço,
Faz de conta que o tempo não passa.
Na fantasia, somos eternos amantes,
Dançamos ao som dos desejos constantes.
Faz de conta que a tristeza não existe,
Que o amor é eterno e sempre persiste.
Se a realidade nos ferir com sua lança,
Faz de conta que o amor é a única herança.
Nos braços do sonho, deixemos viver,
Faz de conta que nunca vou te perder.

Inserida por EderPrioli

⁠⁠E desse encontro só
sobrou um conto sem ponto.
Por isso, escrevo saudade
vazia em uma pequena poesia.

Versos tão tangíveis que posso
senti-los em minhas mãos.

Instantes que se dissolvem
em horas a ponto de não perceber
que o dia já está para amanhecer.

Quando me dou conta do que dizer,
acabo por escrever minha sina:
O tempo não comprou passagem
de volta, hoje sou eu sem você.

Inserida por PQT

⁠Espetáculo

Assim é, amor, como bem sabes
Dos sonhos meus que te conto ao acordar
Do som dos pássaros que cantam conforme o nosso passo
Dos registros que eternizamos no palco da vida

E sabes, assim, como bem é – amor
Das nossas intimidades singulares pelas noites
Do doce tocar do meu rosto no seu e…
dos nossos olhares distraídos, perdidos – em nossa própria imensidão.

Passa por nós o tempo tão breve
que abre e fecha as cortinas do nosso espetáculo.
Do rio que corre e nos renova a cada encontro.

Mas eterniza (na memória) o sentimento –
do pouco de cada um que no outro fica.
(Tão breve o tempo, mas tão belo o caminhar)

E descubro, paciente, o viver (tão seu).
Enquanto ouço os aplausos dos outros eus sobre nós.

Inserida por igoralisson

Fiquei doido, fiquei tonto...
Meus beijos foram sem conto,
Apertei-a contra mim,
Aconcheguei-a em meus braços,
Embriaguei-me de abraços...
Fiquei tonto e foi assim...

Sua boca sabe a flores,
Bonequinha, meus amores,
Minha boneca que tem
Bracinhos para enlaçar-me,
E tantos beijos p'ra dar-me
Quantos eu lhe dou também.

Ah que tontura e que fogo!
Se estou perto dela, é logo
Uma pressa em meu olhar,
Uma música em minha alma,
Perdida de toda a calma,
E eu sem a querer achar.

Dá-me beijos, dá-me tantos
Que, enleado nos teus encantos,
Preso nos abraços teus,
Eu não sinta a própria vida,
Nem minha alma, ave perdida
No azul-amor dos teus céus.

Não descanso, não projecto
Nada certo, sempre inquieto
Quando te não beijo, amor,
Por te beijar, e se beijo
Por não me encher o desejo
Nem o meu beijo melhor.

Fernando Pessoa
Pessoa por conhecer: textos para um novo mapa. Lisboa: Estampa, 1990.
Inserida por marcosarmuzel

⁠Quando a gente fica longe um do outro, me dá tanta saudade
Conto os segundos para estar com você
Mas os dias parecem ser mais longos
Os minutos se tornam horas
Mas quando te encontro, parece que somos apenas um
Porque essa saudade que sinto, mesmo que com uma vida toda ao seu lado
Não seria capaz de amenizar......
Te amo.

Inserida por seripodnanref

⁠Nosso amor é tão leve, tão puro, parece com alma de bebê recém nascido;
Nosso amor parece de conto de fadas, tem arco-íris, bolinha de sabão e um céu azul exuberante;
meu amor, você me traz paz, e uma leveza surreal é como a felicidade de receber um presente muito desejado, sabe?
Às vezes nem acredito que isso é real...
Como assim esse amor não saiu de uma historinha clichê?
Você não faz ideia de como te amo e de como te quero e não é só agora, te quero hoje, amanhã e sempre...

Inserida por pensamentodanificado

⁠Senhor Clomb
Esse conto começa com uma cartinha de uma menina de 6 anos para o seu vizinho......
“Prezado Senhor Clomb, como o senhor está? Não é novidade que o senhor já sabe que a casa da direita é nossa, quer dizer da minha mãe e minha. Mas, o fato é que o senhor continua jogando entulho no quintal aqui da casa. O que tem na cabeça? O que pensa que está fazendo? Não sabe que a nossa casa é o nosso lar e é sagrado? Poderíamos jogar todos os lixos que temos, mais o que o senhor envia pra gente na sua casa. Mas, não vamos fazer isto. Não somos iguais. Toda a terça recolhemos os lixos e mandamos para a reciclagem levar e o resto para o caminhão de limpeza levar. Mas, fico aqui pensando, será que o senhor quer ajuda para descartar seu lixo? Não consegue, e é por isso que fica descartando seu lixo em minha casa. A minha mãe e eu moramos somente nós duas naquela casa e não temos outra pessoa para ajudar na limpeza da casa, por isso, pego todo o lixo e refaço o serviço, que o senhor nos dá extra para que não fique o entulho na nossa porta. Mas, eu pergunto, por que? Porque o senhor não gosta da gente? Precisa de algo? Posso ir na sua casa ajuda-lo com seu lixo uma vez por semana. Mas, ficar jogando lixo na minha casa, é um absurdo. Se quiser minha ajuda, posso ajudar. Posso e não vou cobrar nada do senhor. Minha mãe me ensinou que devemos amar o próximo e ajuda-lo. Embora, eu tenha 6 anos, como bem, brinco, ajudo em casa e ainda posso auxiliá-lo nas suas tarefas de casa”. O senhor Clomb, sem saber que dizer, nunca mais jogou lixo na casa da menininha, que tímida e doce cativou o coração de pedra do senhor Clomb. Depois desta carta, também o senhor Clomb escreveu uma cartinha para a menininha, que por sinal, se chama Olívia e estava escrito assim:
“Cara menininha, não há nenhum problema entre nós, poderia vir até a minha casa com sua mãe tomar um chá?”
Olívia, muito feliz pediu sua mãe para acompanha-la a casa do senhor Clomb e ela foi. Chegando lá, recebeu um belo sorriso, chá e bolachas. Senhor Clomb pediu desculpas por ter feito essas maldades com as duas e a partir daquele dia, ficaram bons amigos, até o dia do falecimento do senhor Clomb, que foi um dia muito triste.
Olivia, hoje está com 18 anos e olha altiva para a casa do lado e pensa como foi feliz com o vizinho. Boas recordações. Olívia não guarda mágoas, seu coração só tem espaço para coisas doces e alegres. Sua mãe a chama da cozinha e ela se vira e fala: --- já vou mamãe. E assim termina esse conto.
Cida Vitório,

Inserida por cidavitorio

Poesia livre:Preta sim ! trecho ⁠do mini conto Efigenia a mulher de cor preta sim !

Respeite minha cor
Eu sou mulher
Preta
Preta sim!
Tenho muito orgulho de mim.
Nasce na terra eu sou uma flor
Minha luz desceu de Marte eu sou pura arte
Do signo de Ares
Guerreira pronta para o combate
Cheia de desejo fogo que arde
Sacerdotisa de Afrodite eu sou uma linda miragem
Melodia do cosmos sem. Fim
Que busco enfim um grande amor para mim
Eu sou mulher de cor
Eu sou preciosa de valor
Ramalhete de virtudes
Eu sou amor
Preta
Preta sim !

Inserida por G1l2v3A4N5I6A

⁠o que conto nunca é só aquilo que digo
ouça meu silencio
me enxergue no teu próprio reflexo
em moldura de ouroboros vive o olhar
espelho d’alma

e se for para ir, que vá
para dentro de si e bem longe de mim

volte quando souber cantar a harmonia do meu silencio
para então dançarmos, juntas, nas chamas que crescem do incêndio acometido sobre o véu de seu recalque

Inserida por JulhaL

⁠" CONTO "

Agora é tarde! Todo o mal foi feito
e já não cabe o arrependimento,
qualquer desgosto teu, nenhum lamento
latente, inconformado, no teu peito!

Na história já se põe, o livramento,
depois que o distanciar se fez aceito
e não mais te derramas sobre o leito
em lágrimas ao ter-me em pensamento.

O amor se preservou como lembrança
enquanto o tempo sobre nós se entrança
e se perpetuou como canção…

Assim, ele será nos preservado
apenas como um conto relembrado
que damos tom de afeto e de paixão!

Fiz outra canção pensando em você
de dentro do peito escrevi para te dar.

Conto no relógio, as horas passam e eu só preciso te encontrar.

Quando estás por perto me sinto tão bem, e de coração começo a cantar.


Deito no teu colo, apenas em um segundo já começo a sonhar.

Não sei descrever o que eu sinto aqui,
só te peço não me deixe a sofrer.

pois eu te entreguei a minha vida e sem você eu não quero mais viver.

só sigo se você for com você

Inserida por jhonatas_reis

⁠Sentei na areia, o vento me abraçou
O mar sussurra, conto o tempo que passou
Sinto a Tua paz, Deus, no som desse lugar
Só eu e a brisa, só eu e o mar


Lopayo na beira, sorrindo pro sol
A vida é um sonho, guiado pelo farol
Aqui o tempo para, o mundo vai rodar
Na calma da praia, sinto Deus me abraçar


Passos na areia, desenho sem pressa
Sorriso solto, com Tua paz que me aquece
Cada onda que vem traz Teu som pra lembrar
Que a vida é agora, é só aproveitar


Lopayo na beira, sorrindo pro sol
A vida é um sonho, guiado pelo farol
Aqui o tempo para, o mundo vai rodar
Na calma da praia, sinto Deus me abraçar


Praia do Guaibim, Pratigi, Ituberá
Barra do Serinhaém, que paz de se encontrar
Ilha do Contrato, Morro de São Paulo, que lugar!
Viva e curta a vibe desses lindos lugares


Lopayo na beira, sorriso aberto e leve
Deixo o mundo lá fora, e minha fé me eleve
Aqui na praia, é onde quero ficar
Sentindo o sol e a paz que Deus vem derramar

Inserida por elinaldo_souza

O menino é aquele que se perde em devaneios, que sonha com a vida como se ela fosse um conto de fadas, sem saber das armadilhas escondidas nas entrelinhas. Ele se agarra a ilusões, espera que o mundo lhe dê o que ele sente que merece, sem ter compreendido ainda que o mundo não deve nada a ninguém. O menino espera pelo resgate, pela mão salvadora que nunca vem. Espera pela aprovação alheia, pela validação externa, como se sua existência dependesse do olhar do outro.
Mas o homem… o homem sabe que a espera é inútil. Ele entende que nada será dado de graça, que cada passo adiante é conquistado com suor, com dor, com quedas que ferem o orgulho e fortalecem a pele. Ele não sonha em ser salvo; ele aprende a salvar a si mesmo. O homem olha nos olhos do mundo com firmeza, encara as incertezas, sem perder o ritmo. Sabe que ninguém irá aplaudir seu esforço no final do dia, mas também não precisa desse aplauso para continuar.
O homem aprende a carregar seus fardos em silêncio, a medir suas palavras, a controlar suas reações. Ele já entendeu que a vida não é feita de vitórias, mas de pequenas derrotas superadas com dignidade. Ele não lamenta mais o que poderia ter sido, não se perde mais em desejos infantis. Mata o menino em si porque percebe que para andar adiante, é preciso abandonar o que já não serve.
É uma escolha difícil, dolorosa, cheia de momentos em que o menino quer gritar e lutar para sobreviver. Mas o homem sabe que essa luta não tem mais espaço, que o caminho é outro, que a jornada exige outra postura. Ele sabe que é hora de calar a voz do menino, para que sua própria voz, madura, finalmente ecoe.

Inserida por RivaAlmeida

⁠Capitulo não publicado- O fim
Um dia conto, o quanto gostei de você.

No dia que acreditei fielmente que ele havia apenas fingido um teatro, que as pequenas coisas que achei serem resquícios de um amor não eram reais e me fez como uma palhaça, naquele salão, com meus medos e sentimentos expostos a todos os meus amigos, aos amigos dele e a pessoas que se tornaram parte da história (que na minha cabeça existia), uma parte minha morreu.
A parte que acreditava no amor.
A parte que fazia ser doce.
A parte que me fazia o amar.
Decidi ir embora sim! Mas não podia morrer engasgada com o que sentia. Escrevi uma carta, pedi que em algum momento minhas amigas o entregassem como sinal de que pra min aquilo havia sido importante.
Ele recebeu.
Ele leu.
Esperei ansiosa por pelo menos uma resposta, ainda que não fosse através de uma carta.
Ele não respondeu.
O maior trauma, nunca foi o acidente, sempre foi ele.
Jurei amores por alguém que não fez o mínimo em me responder.
Só foi difícil processar tudo, ainda é.
Nosso magnetismo , nossa química, nosso amor, ou melhor o MEU amor, o único existente entre nós, parecem estar grudados a uma memória que não saem de mim Posso por vezes ter parecido a louca que apaixonou sozinha,e acredito que seja! De fato, na minha cabeça nossa história parecia como algo que poderia dar certo, eu te o amei, da forma mais absurda, mais catastrófica e intensa! Dessas que a gente não mede esforços, dessas que a gente quer cruzar distâncias, que cuidar loucamente e também tirar a dor do outro pra ser a nossa…
Acordei do coma, isso!
Do coma do acidente.
Ou do coma da situação, não sei…
A recuperação não foi tão fácil!
Fisioterapias, acompanhamentos com a psicóloga, alta dosagem de medicamentos, fonoaudióloga, oftalmologista.
Pareço estar falando apenas de procedimentos médicos, mas não…
Intensas fisioterapias para voltar a andar sem as muletas da dependência emocional que criei dele, das memórias que jurei serem reais por algum momento.
Incontáveis induções de drogas (medicamentos) de tarja preta, para tirar a imensa dor que estava em meu coração.
Acompanhamento psicológico, para explicar a minha mente a tamanha dor do meu coração, que era estancada pelos remédios.
Oftalmologista, pra enxergar a realidade como é: Andrew não me escolheu, nunca me escolheu e nunca irá me escolher.
Fonoaudióloga, para voltar a falar e ouvir o que sinto sem achar que estou cometendo um crime.
Não foram dias fáceis, mas consegui!
Recuperei-me do trauma de anos, em meses. A Catherine estava de volta e a famosa alta veio, acompanhada de uma esperança a todos (inclusive os médicos) de que minha vida voltasse a ser como antes, ou melhor!
Pra mim, uma missão humanamente impossível já que minha realidade tinha sido bruscamente mudada e meu destino perfeito também.
Encontro o Lucca e o escolhi.
O Lucca? Bem, ele é um analgésico pra mim, estanca a dor que ainda dá as caras de vez em quando.
Melhor ter ao lado alguém agressivo, que machuque apenas meu físico do que alguém que sempre me machucou o emocional sem dó nem piedade.
Um dia eu conto, o quanto você me magoou.
Um dia eu conto, o quanto me decepcionou.
Um dia eu conto, o quanto me torturou.
Um dia eu conto, o quanto me humilhou.
Ou talvez,
Eu não conte.
Apenas te mate na minha imaginação, memória e com sorte, na vida, assim como você matou uma parte minha, matou a Catherine, a “sua” Catherine.

Inserida por acamisabreuu

⁠CONTO DE NATAL

Era uma noite fria e escura
Numa aldeia perdida ou talvez esquecida
Em Trás os Montes
Onde uma menina passava o seu primeiro Natal
Depois de chegar de África (Luanda)
Era tudo novo, diferente, frio, escuro
Ela que tinha vivido com sol, calor, praia
Sentia-se perdida num mundo, para ela diferente
A casa dos avós até era muito acolhedora
Mas ela sentia falta da sua casa
Do seu quarto, da sua escola, de tudo
Em casa dos avós, o colchão era de palha
Tinha um cheiro muito esquisito
Lá vivia uma menina sonhadora
Morava com os pais e com os seus irmãos
Era uma noite fria
Às portas da guerra da independência
Que viria muito brevemente a acontecer
Mudando-lhe a vida e marcando-lhe para sempre
Era a noite de Natal não havia presentes
E muito menos a árvore de Natal
Ou o Presépio, mas havia alegria e amor
Os pais davam muito carinho aos seus filhos
Mesmo sem a árvore de Natal e sem presentes
Contavam-se histórias à lareira, o riso era constante
Foi uma noite que nunca mais esqueceu
Aquela menina de dez anos
Numa noite fria e escura, mas quente no seu coração
Era a noite de Natal fria
E gelada numa aldeia em Trás-os-Montes
Passada em casa dos meus avós numa noite de Natal.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠⁠Aos que inventaram o mito "Deus" minhas felicitações.
Este conto foi pra que tão somente satisfaça alguns de seus desejos!
Fora deste conceito Deus não serve pra nada.
Digam-lhes que, o céu não existe, inferno muito menos, e que nunca houve nem irá haver proteção e benevolências.
...e o mito desaparecerá, se quer será lembrado.
Vivemos a mercê do ego, onde pra se manter produz o medo.
Queremos um gênio numa lâmpada pra eu friccionar, toda vez que "eu" estiver em declínio ou com nescessidades.
É, ou não é, uma ilusão mitológica alimentada pelo orgulho e vaidade?

Inserida por dalainilton

⁠Nos erros da vida
Te perdi sem perceber
Hoje conto
Nesse pequeno texto
"A história que me fez se apaixonar por você"

Te conheci
Em uma noite estrelada
Naquela noite
Percebi que
Mais forte que o brilho da lua
Era seu olhar

Desde então
Fico vagando na noite
Procurando a tal estrela
Que se foi tão depressa
Onde estar você minha amada?

Por que se escondes de mim?
Não tenhas medo!
Aliás
Não duvide do que sinto.


Noites e mais noites
Te busco
Procuro em minhas memórias
Aquele brilho que me fez viver
Onde estas, pequena estrela?

"Será.. que Ainda consegues pensar em mim?:
[...]

Inserida por Usuario173

⁠Eu não conto carneiros:


É noite, vou para a cama, cerro os olhos para dormir, em vez disso vejo uma frondosa árvore por cima do meu olhar, abro e fecho novamente os olhos e volto desta vez a ver árvores desta vez as suas copas estão afastadas e entre elas vejo o céu com algumas nuvens, mas estranho! Não vejo estrelas.
Assim vão desfilando imagens com árvores, sempre árvores, como se estivesse a assistir à projeção de slides.
Não, eu não conto carneiros, eu conto árvores


25/09/2018 Ec.

Inserida por elisiocordeiro

O Conto do Cachorro e do Gato

Era uma vez um cachorro e um gato que moravam na mesma casa. Eles eram amigos, mas às vezes brigavam por causa da comida, do espaço ou da atenção dos donos. Um dia, eles decidiram fazer uma aposta: quem conseguisse pegar o rato que vivia no porão ganharia o direito de dormir na cama dos donos por uma semana.

O cachorro e o gato foram para o porão e começaram a procurar pelo rato. Eles vasculharam todos os cantos, mas não encontraram nada. Então, eles ouviram um barulho vindo de uma caixa velha. Eles se aproximaram com cuidado e abriram a caixa. Dentro dela, havia um rato enorme, com dentes afiados e olhos vermelhos.

O rato olhou para eles e disse:

- Olá, meus amigos. Eu estava esperando por vocês.

O cachorro e o gato ficaram surpresos e assustados. Eles nunca tinham visto um rato falar antes.

- Quem é você? - perguntou o cachorro.

- Eu sou o rato mágico. Eu posso realizar qualquer desejo que vocês quiserem. Mas só um de cada vez.

- Isso é verdade? - perguntou o gato.

- Claro que é. Vocês querem experimentar?

O cachorro e o gato se olharam com desconfiança. Eles não sabiam se podiam confiar no rato mágico. Mas eles também ficaram curiosos sobre o que ele poderia fazer.

- Tudo bem - disse o cachorro. - Eu quero ser o rei dos cachorros.

- E eu quero ser a rainha dos gatos - disse o gato.

- Muito bem - disse o rato mágico. - Seus desejos são ordens.

Ele estalou os dedos e, num piscar de olhos, o cachorro e o gato desapareceram do porão. Eles foram transportados para um castelo luxuoso, onde eram tratados como realeza por outros cachorros e gatos. Eles tinham tudo o que queriam: comida, brinquedos, carinho e diversão.

Mas eles logo perceberam que havia um problema: eles não podiam mais se ver nem se falar. O castelo era dividido em duas partes: uma para os cachorros e outra para os gatos. E havia uma regra: nenhum cachorro podia entrar na parte dos gatos, nem nenhum gato podia entrar na parte dos cachorros.

O cachorro e o gato sentiram falta um do outro. Eles perceberam que tinham sido enganados pelo rato mágico. Eles não queriam ser reis, eles queriam ser amigos. Eles queriam voltar para a casa onde moravam, com os donos que amavam.

Eles tentaram escapar do castelo, mas não conseguiram. Eles estavam presos naquele lugar para sempre.

E assim termina o conto do cachorro e do gato.

Fim

Inserida por usually

⁠A vida é feita de loop
Volta sempre ao mesmo conto
Repetindo a mesma história
Revivendo o mesmo ponto
Seguindo um padrão preciso
Sem ter o que por ou tirar
Eu entro com um sorriso
E saio com o penar
Ainda ei de entender
Oque move essa lei
Mesmo sem compreender
É assim que assimilei

Inserida por salomao8