Monstros
Quando o silêncio fala: A Luta Contra os Monstros Internos.
Você já parou para pensar nas pessoas que sorriem enquanto a dor consome por dentro?
A dor nem sempre grita. Às vezes, ela se esconde atrás de um sorriso forçado, de uma risada que não tem alma, de um "tô bem" automático, que sai da boca sem nem pensar. O mundo não vê o que se passa por dentro. Mas a verdade é que cada um de nós carrega monstros invisíveis, lutando batalhas que ninguém sabe, que ninguém vê.
E essa luta, essa guerra silenciosa, não se ganha com palavras vazias, não se resolve com promessas de “vai passar”. A dor não é um inimigo simples. Ela se infiltra na alma, se apodera dos pensamentos, e só quem a vive sabe o peso de ter que fingir que tudo está bem quando tudo está desmoronando.
A dor não pede permissão.
Ela vem sem aviso, sem data marcada, e toma conta de cada pedaço da nossa essência. E quem está ao nosso redor, normalmente, não percebe. Não vê o cansaço nos olhos, não sente o vazio que se esconde atrás do sorriso. A força que vemos no outro não é sempre a verdade. Às vezes, é só uma máscara, uma maneira de não preocupar os outros, uma tentativa desesperada de não mostrar o quão cansado o coração realmente está.
Mas, na verdade, ninguém deveria lutar sozinho.
Ninguém deveria sentir que precisa se esconder, engolir as lágrimas para não ser um peso, ou usar uma fachada para que ninguém note a dor. É aí que entra a empatia. O cuidado. O ato simples de se importar. De ouvir. De estar presente. Porque é isso que salva: não o julgamento, mas o toque, a presença verdadeira, o abraço que diz “eu vejo você, eu vejo sua dor, e você não está sozinho”.
Eu sei que você luta. Eu sei que, por dentro, a batalha nunca para.
E talvez você tenha aprendido a lutar em silêncio, a esconder seus sentimentos, a engolir sua dor. Talvez você tenha se acostumado a ser invisível para os outros. Mas lembre-se: não é fraqueza pedir ajuda. Não é fraqueza ser humano. Às vezes, o maior ato de coragem é justamente deixar que vejam sua dor, e permitir que outros se aproximem. Porque, no fim, a dor que você não vê, está corroendo alguém em silêncio, e a empatia é a única arma que podemos usar para curar.
Não tenha medo de ser real. Não tenha medo de mostrar sua vulnerabilidade. A dor não vai embora sozinha, mas com apoio, com amor, com cuidado, ela perde um pouco do seu poder.
A sua luta não precisa ser travada em silêncio.
É hora de ser visto. É hora de ser ouvido. E, por mais que a luta pareça interminável, lembre-se: você é mais forte do que imagina, e não está sozinho nessa jornada.
"Lutar contra os próprios monstros, não é fraqueza, é a maior demonstração de força que alguém pode ter. Porque, no fim, somos nós que precisamos salvar a nós mesmos, e cada batalha enfrentada no silêncio é um passo para nos tornarmos quem realmente somos."
Venha e quebre as correntes! Não permita que estes monstros roubem a liberdade que recebemos em Cristo na cruz.
NÃO QUEIRAM
Ó corjas, fazedoras de monstros alados,
Não vos aturarei por mais que queira.
Que prazer tenho em ser queimado na fogueira
Das vossas achas de prazeres fisgados?
Cansei-me. É a hora de vos dizer, safados:
Que vos anima à tarefa vil, abjeta
De tudo fazer para calar um poeta
Que canta sozinho na noite dos brados?
Enchei-vos de lama, gentes do cretino,
Tapai vossa vergonha com sarapilheiras,
Escondei a fronha no fétido das lixeiras,
Mas não queiram matar o poeta menino.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 26-10-2022)
Na frase “Até que a morte nos separe”, deveria ser substituída por “Até que os monstros nos alcancem”.
Houve um tempo em que minhas lágrimas congelaram meu coração, e meus monstros tornaram-se meus amigos, talvez por dó ou por castigo.
Sibilam gritos,
em rumores estranhos,
de seres malditos,
monstros tamanhos !
Sibilam dores
nos corações,
já sem ardores,
nem emoções !
Sibilam vozes,
feios sons e miragens,
são atrozes
em cruéis passagens...
Sibilam os astros
no céu, parados,
provocando ritmos
dos corações em brados
Virei amiga dos monstros debaixo da minha cama... Pois nas noites frias de melancolias, eles são minhas únicas companhias.
Deixe seus monstros longe de você.
As vezes nos sentimos sufocados, por questões que sequer imaginamos ou compreendemos.
Criamos linhas de pensamentos destrutivas e começamos a potencializá-las. Ora, estamos somente sendo negativos, e essa negatividade, nos adoecerá.
Somos em muito, produto do que pensamos, nossas emanações mentais, podem nos colocar em diversos níveis.
Se você acreditar que tudo está ruim, ora, tudo começará ficar ruim. Se você acreditar que as coisas serão melhores, com certeza suportará melhor as agruras do dia a dia.
Essa ação exige disciplina. Pois é mais fácil acreditar nas desgraças do que nos milagres.
Sejamos confiantes, vamos enterrar esse monstro que habita em nós, e jogar a chave fora. Ser positivo, acreditar, ir além de suas expectativas, ser melhor a cada momento. Não valorizar as coisas ruins, não esparramar ou disseminar o ódio. Tudo isso, com certeza, lhe fará um ser melhor, para si, e para os outros.
Ninguém gosta de pessoas negativas. Ninguém gosta de pessoas derrotistas.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Criamos monstros e
Hipnotizamos o corpo.
Ouro é não ter medo de
Regar com as lágrimas
As emoções com sabedoria.
Riqueza incalculável é ter paz.
Criamos monstros inseguros.
Importâncias banais damos por ciúmes.
Únicos, então queremos ser por medo.
Mostramos fragilidade emocional.
E machucamos aqueles que não mereciam.
Grandes mudanças podem acontecer, o mundo pode estremecer, os monstros e os anjos estarão do seu lado, você terá que guiar sua espada, segurar seu escudo, decidir qual dos dois caminhos seguir, na paz ou no caos. Haverá a luz e escuridão, e no centro dos dois, a fé. Só ela manterá você no centro do seu caminho.
Quase todos os monstros são iguais. Eles gostam de assustar as pessoas, mas quando encarados, eles encolhem o rabo e fogem.
Caímos no sarcasmo
De atributos hilários,
É um insulto tratar monstros
Como empresários.
Amaldiçoados
Financiam a morte,
E o marasmo infantil
Serve como suporte.
Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...
Sandro Paschoal Nogueira
