Monólogos impactantes para treinar expressão e sentimento

TEM UMA ALMA BRANCA NOS MEUS MANOS!
De Rogéria Cardeal Hta
(Monólogo)

Quando eu era pequena
Eu sentava na Beira da calçada
Todos tinham patins
Todos comiam sorvetes eu comi o meu primeiro Magnum na vida em 2017, entrei no cinema aos 18, pisei no shopping aos 16, entre roupas e sapatos que podíamos ter usados, adquiri um problema sobre to nem ai se tenho o que vestir ta bom. Sabe aquela sensação de ir a loja com grana e escolher o que quer eu já estive com a grana na mão E não quis comprar. Eu entendi que tudo isso que não tive vem de um passado de exclusão, que por falta de sentimento e humanização fomos jogados ao que dá... Somos frutos de racismo...
Sabe pras manas é mais difícil é ver as meninas receber bilhetes, flores, convites de encontro e receber apena proposta indecentes, sim, pois elas vem sem um pingo de respeito muito menos sentimento, como quem recebe favor em ser comida.
Sabe aquele jantar em família pra te apresentar, planos, amigos... pois é... Não existe privilégio em ser objetivada, não existe privilégio em ser hipersexualisada... Não existe privilégio em não ser tocada e sim ser apalpada como uma fruta na banca da feira...
A história é sempre a mesma...
Pra que dar mão atrapalha pra andar...
Pra que conhecer todo mundo basta saber o que se tem
Sentimento carinho pra que? Se não parar vai me perder... farei como todos te deixarei...
E tudo que as manas ouvem sobre não fazer por não gostar, por não importar, por ele dizer eu sou assim... coisas humanas, as manas veem eles praticarem com outras... sim outras que não sejam como elas...
É tanto mano levantando bandeira e dando rasteira naquela que eles usam na encolha... que humilham, que desumanizam, que zombam e ameaçam de uma solidão monólogo quando já abandonaram a dois a tempos...
Que ha com os manos que veem suas irmãs, filhas, mães, matriarcas sangrando e ao invés de aprender com elas, aprendem com o algoz e repete repete repete...
Não existe ativismo e amor afrocentrado de faixada, que alimente a alma de uma mulher negra... ela não quer ser como a branca, nem muito menos branca...
Ela quer ser amada, poder amar, na verdade ela não procura amor por ai... ela quer viver apenas o que sente, como gente.
(Rogéria Cardeal Hta )

Inserida por RogeriaCardealHta

Nunca receberemos aplausos até traduzir o monólogo do sofrimento em entretenimento...

Inserida por PoetaFernandoMatos

Pensar e escrever, em monólogos momentâneos do ser, conversa íntima, lancinante letras que afloram em grafias ocasionais.

Inserida por Claudiokoda

O silêncio
Pratique com muita reflexão e humildade o monólogo do silêncio !!!
Ele faz muito bem ao nosso corpo e alma .

Inserida por Rai1945

É impressionante como a pessoa consegue ser tão criativa. É capaz de inventar um monólogo inteiro sobre o que eu disse, sem ter ouvido uma única palavra.

Inserida por SergioPersi

[Pequeno monólogo sobre a atuação de Deus, em meio ao "difícil"]

Perdoem-me minha simplicidade, no que ora tentarei discursar. Mas olhando as mentes adversas daqueles que se dedicam em permanecer num "modus vivendi", como dito - adversos - em relação a fé, e principalmente à classe ateísta, pergunto-me o que fez Deus, como criador de mentes brilhantes, dá-lhes a cada qual, uma, se no entanto sua própria mente, ( a de desses brilhantes) , se conflagra numa espécie de "dificuldade" pra Deus entrar no coração de quem vive apenas à luz da razão?

Seriam os inteligentes ateus, porque na sua maioria são muito inteligentes, uma espécie de "máquina de aprimoramento cristão?
Digo "máquina de aprimoramento cristão", porque seriam eles, esses ateus inteligentes - nas mais variadas formas de inteligência, quer seja: escriturística, artística, musical, "oratorial" e etc - uma fonte de Deus em nós, para evoluirmos e assim atingirmos outro nível que sem eles, essas espécies de intelectuais, não atingiríamos?

Ou apenas uma passatempo de Deus, para dar a entender que real e "finalmente", houve, vamos por assim dizer, um equilíbrio, para que Deus não se deprima tanto?!

Afinal, saber muito, deprime; ainda mais quando uma mente NÃO encontra, já em tal nível elevadíssimo, a quem possa lhe superar.

Bem, perdoem-me minha declaração simplista mas, se a reles mortais com tais níveis de conhecimento, já se é deprimente não se ter nenhuma ou quase nenhuma dificuldade que se lhes supere.

Eis aí o porquê Deus criou o ateu, essa espécie super inteligente!

Porque afinal - para Deus NÃO existe impossível, e quando quiser, entrará no coração de qualquer ateu e, lhe provará que de fato, nada é sua inteligencia, comparada a daquele que a emprestou!


5 de abril de 2012 às 18:56 h

Inserida por FabioSilvaDN

⁠Monólogo

Sá saudade só sabe ser sua.

Inserida por silmaranogueira

⁠"A oração não pode ser um monólogo e sim um diálogo com Deus.
Por isso se faz necessário o silêncio,é nele que Deus age".

Inserida por ederguedesoficial

Onde reina a opressão, a conversa se torna um monólogo imposto pela força, e não um diálogo genuíno.

Inserida por ProfessorMarcos

⁠O poeta é um diálogo,
monólogo,
solilóquio,
consciência em modo
quântico,
holístico,
pássaro em pleno vôo

Inserida por AllamTorvic

O amor não é um monólogo, é um diálogo.

Inserida por DaniLeao

⁠E que, nesse monólogo,
possamos ter ainda,
no final do dia,
o interesse de
flertar com a vida,
mesmo nos dias
mais difíceis.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Monologo
.
Se me fosse meu o teu amor
Não me haveria assim
Tamanha dor,
.
De não ter a quem eu amo
E me lhe entregar
A esse amor.
.
O meu prologo de dor,
Que de mim se apoderou,
Não minorou o meu amor.
.
Só aumentou a minha voz
No ecoo forte do silêncio
Em que lhe entrego o monólogo deste amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

⁠MONÓLOGO DA FOME


Eu estou com fome, meu senhor.
Perdi meu emprego, fiquei doente
E hoje moro na rua.
A covid matou metade da minha família.

De onde eu sou?
Não sou da Disneylândia, já morei na Ceilândia, na Estrutural,
No lago Azul, em vários lugares, nesses lugares em que as pessoas não desejam morar.

É hoje eu moro aruá, lugar em que muitos desejariam morar, para ter a liberdade que eu tenho, mas para morar na rua a pessoa precisa passar por onde eu passei, viver o que eu vivi.
Meu senhor, por piedade, diga-me, o senhor vai ou não me dar um prato de comida?

Inserida por EvandoCarmo

Disciplina para correção de filhos não se convence com monólogos e punições, mas sim, com mudanças de comportamentos sadios, hábitos saudáveis e conselhos de motivação e amor pela vida, e não pela bestialidade dos próprios erros.

Inserida por HelgirGirodo

As vezes, assim penso, vivo
Um monólogo diário
Atravessando as vielas
Sem atalhos

Em frente ao mar
Dedico-lhes meus devaneios
Discorro sobre tudo
Sem, ao menos, um pingo de receio

O mar atento
Se comunica através de suas ondas
Mergulhante, deslizante e ascendente
Cabe a interpretação daqueles que mantém os olhos bem abertos

Inserida por DanielAvancini

⁠Monólogo ao Mar

Às vezes, assim penso, vivo
um monólogo diário,
ecoando pensamentos soltos
pelas vielas da alma
onde não há atalhos,
apenas passos
que ressoam no asfalto molhado
de manhãs silenciosas.

Em frente ao mar,
dedico-lhe meus devaneios,
como cartas lançadas ao vento
sem, ao menos, um pingo de receio.
Discorro sobre você,
como se as ondas fossem
páginas brancas
esperando minhas confissões.

O mar, atento,
ouve com paciência de quem
já engoliu mil naufrágios
e ainda assim permanece,
se comunicando
através de suas ondas,
mergulhante, deslizante, ascendente,
um discurso contínuo
que cabe àqueles
que mantêm os olhos bem abertos
decifrar.

E eu, narrador solitário,
me vejo parte da maré,
flutuando entre a certeza
e o esquecimento,
tentando entender
se o que entrego ao mar
é o peso dos dias
ou a ânsia de ser ouvido.

O vento salgado
me corta os lábios
enquanto o mar responde
numa marola discreta,
como se dissesse
que palavras se dissolvem
como espuma,
mas sentimentos permanecem
ancorados no fundo.

Talvez ele saiba
que não há resposta certa,
pois enquanto me desfaço
em palavras e sonhos,
ele se refaz
em ciclos e ondas,
e assim seguimos,
dois monólogos paralelos
que jamais se tocam,
mas se compreendem
no silêncio que resta
após o último sopro de vento.

E então, na maré baixa,
percebo que talvez
o mar também sussurre
suas incertezas para a areia,
e que nós,
vagando por nossas marés interiores,
somos tão mutáveis quanto ele,
sempre buscando a margem
onde a alma repousa.

E enquanto observo
o encontro da água com a terra,
sinto que viver é isso:
um eterno diálogo
com o imenso e o indomável,
uma troca de segredos
entre solidão e grandeza.
O mar nada exige,
apenas acolhe,
como se dissesse
que a liberdade reside
em aceitar a fluidez
e não temer os ciclos.

Por fim, sorrio,
pois entendo que o mar
não é apenas ouvinte,
mas também mestre
de uma sabedoria inquieta,
que ensina a ser vasto
sem perder a essência,
e a permitir-se tempestade
sem deixar de ser calmaria.

Inserida por DanielAvancini

⁠O ego fala em monólogos, o respeito em diálogos.

Inserida por paulodgt

Me vejo em espirito ⁠a imagem e semelhança de Deus. Em silencio monologo intensas conversas sobre a vida e sobre a morte, como também sobre tudo que ilusoriamente, damos maior valor, por um tempo relativo que não existe. Afinal, somos eternidade.

Inserida por ricardovbarradas

Luto,
Faço de mim vestimentas de silêncio,
Enterro meu velho eu,
Poupo à mim e a ti,
Não queria estar aqui,
Sobrevivo,
As margens de um eu falido,
Cigarro aceso,
Queimando a brasa,
Fazendo fumaça,
Câncer.