Logo ali na Proxima Esquina
Adoro a frieza dos números, são ali, quietos, constantes...
diferente das palavras, aquelas ingratas, que estão sujeitas a uma interpretação subjetiva, que pela maioria das vezes se mostra errônea.
Lembre-se, quando chegar a noite de natal, tua mesa estará farta, tua família estará ali. Olhe lá fora e veja que o Natal não é só isso.
Nas lápides frias emolduradas pelo poente
Secam as folhas desgarradas de árvores distantes
Que ali fizeram morada repentina;
Chegaram com os ventos do norte
Partiram com o minuano gelado que soprava para o mar...
Sem destino conhecido se foram
Fazer morada em outros lugares,
Experimentando outros ares,
Desfazendo os pares.
A culpa é dos ventos
Que aqui e ali carregam consigo o pólen
Das paixões frenéticas quem sujam os móveis de uns,
Polinizam o jardim de outros,
Florescendo então em lugares ermos
Incomum aos dois primeiros...
E naquela lápide fria
Brota em sua fissura
Uma pequena flor
Agarrada a matéria
Buscando sua luz
Corteja com carinho
Aquele concreto vazio.
Existem coisas que nos fazem mais mau do que qualquer veneno , mais mesmo assim estamos ali , todos os dias se matando aos poucos.
Perdido
A julgar pela fisionomia, ele, que ali sentado em areia fofa fumava, olhava o luar e apreciava o som do mar, pensava.
Pensava..
Não sentia fome, e não havia comido o dia inteiro.
Não sentia frio, e um gélido vento soprava em seus pés descalços.
Parado, pensava..
Pensava no "Ontem" e nos labirintos que enfrentara.
Pensava no "Hoje" e nos caminhos a decidir.
E pensava no "Amanhã".. Ah o "Amanhã".
Ele tinha desejos. Ele tinha sonhos. Ele tinha reprovações, e tinha opiniões. Mas acima de tudo, ele tinha medo.
O amanhã é desconhecido, e o desconhecido pode ser indesejável, e naqueles 20 segundos em que uma rajada de vento soprava em seus pés descalços e apagava seu cigarro, percebeu-se perdido.
Perdido..
Perdido e apavorado.
Ele ama. Sim, ele ama.
Não um amor de contos de fada.
Não um amor fraterno.
Não um amor infantil, que sequer pode se chamar amor.
Um amor real.
Um amor com desventuras e aventuras, com provações e dádivas, com certezas e dúvidas. Mas apesar dos pesares é um amor com uma forte meta. O "Amanhã".
Sentiu frio.
Parado, perdido, apavorado e apaixonado, pensava..
Tinha dúvidas sobre a necessidade de seu egoísmo.
Tinha dúvidas sobre sua capacidade de fazê-la feliz.
Tinha dúvidas sobre qual sabor de macarrão instantâneo compraria para sua janta.
Tinha dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.
Quando se percebeu perdido a ponto de sentir-se enclausurado com um pacote de macarrão instantâneo parou de pensar.
E riu.
Apenas riu.
Não se sabe se foi o nervosismo, um senso de humor complicado, ou do frio que se tornava insuportável.
Apenas riu.
Ainda rindo, voltou a pensar. Seus penamentos que mesmo recém-nascidos já se perdiam e iam morrendo lentamente, os levou a uma temporária conclusão. "Não há nada a ser feito, se torturar pelo medo de um amanhã indesejado, é comum e sem sentido. Problemas são comuns a todos. Um amor real como tal não será massacrado pela escura capa do medo que o futuro carrega. O amor é uma armadura, uma espada e um escudo, e a história desse amor, sua cavalaria. Dê tempo ao tempo, quem sabe esse futuro não traz surpresas gratificantes ao invés do oposto, que o pessimismo nos leva a pensar."
Sim, ele pensou.
E depois se perdeu novamente.
Se levantou e foi embora acendendo um novo cigarro.
Mas dessa vez se sentia melhor, andava em seu caminho de volta pra casa com uma fisionomia diferente do "perdido e apavorado" que costumava ter. Agora, erguia a cabeça com um ar de "Consciente e destemido" pensando no futuro de uma maneira mais única. Via o "amanhã" em prol de apenas uma coisa. Como seria o próximo beijo caloroso que seu amor o cederia.
A resposta?
Maravilhoso como de costume.
Sabe, eu te amei cada segundo do tempo que convivemos. Estava ali do seu lado, em meio as tristezas e as alegrias. Quantas vezes fiquei exausta de dúvidas, de medos, de solidão, de amar demais.
Já sentei ali fora, já admirei a lua. Já perguntei ao Criador do Universo se conseguirei. E as estrelas brilharam e me pareceram responder que sim. Deus está em todas as partes do Universo que Ele criou, então, na verdade, o brilho das estrelas é a sua própria voz.
“ Sou poeira que o vento leva para dentro do mar, onde ali morre todas as tristezas sentidas em um coração. “
"Parece que os caras agrediram o Juninho ali, tem que ver o que aconteceu, o Juninho é mais calmo que o Cristóvão"
Eu planto a árvore da amizade pra ela ficar ali o tempo todo e pra mim colher frutos bons dela mais,se ela não tiver mais me dando os frutos bons oque que eu posso fazer?
"A tua presença não me fazia falta pois, eu sabia que você estava ali do meu lado, fazendo com que eu não ti esquecesse porém, quando tu foste embora me fez sentir uma imensa saudade, por que você já não estava mais perto de mim, e assim somente dessa forma, entendi o quanto você significava pra mim."
Esse negócio de procurar provinha aqui e ali para se tentar prejudicar pessoa que nem lembra mais de você, já passou do tempo, visto que a realidade em relação à verdade real está escrita oficialmente em algum lugar.
...e entre tantas vontades e sonhos, acabei ficando por ali, naquele trecho da vida de outro alguém, como um rascunho, um ensaio.
Nem tão triste, mas nem tão feliz...Algo como um meio termo, como todos aqueles que se condenam a viver uma história que não é sua.
Nordestino cabra da peste...Que brilha nos palcos do mundo; onde chega...Ali floresce.Com o instrumento de trabalho,faz a coisa acontecer...Seja na televisão ou no sertão...Sempre muito guerreiros na batalha...Não espera acontecer; Luta, sofre,mais não perde a esperança, de um dia...Vencer.
[...] É como se quando eu estivesse sentada ali, todo o vazio tivesse sido preenchido. A musica que eu tocava me alegrava. O simples fato de respirar ar puro e diferente me deixava em paz. Eu me tranquilizava em estar longe de tudo e de todos. Pelo menos um vez, apenas a minha presença bastava naquele momento!
Guardo meu calor com fome para que outros me saciem. Vivo dentro deles à procura de proteção. Se alimentam-me o espirito com pureza meu coração lhes dou. Coração presenteado com as mãos é vida formada pronta para se completar. Nobres são os que ganham o coração de alguém e o conseguem mantê-lo pulsante. São escolhidos, não sorteados. Entrego o meu sim. Com medo. Esse medo é apenas um sussurro leve que diz: "Continua." Nenhum coração pertence a seu dono gerado. Coração foi feito para ser zelado na cabeceira da cama do outro. O seu verdadeiro dono. O moldado para cuidar e sonhar com ele. Coloca-o no lugar. Porque você não quer o seu coração, quer o do outro. O seu você já o conhece. Deseja que outro o conquiste e para ficar excitante o torna desafiador e, idealiza a conquista de outro para conhecer algo novo. Ser protetor e protegido e assim formar um só.
