Logo ali na Proxima Esquina
Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.
Bastou um encontro de olhares para o meu mundo mudar. Lembro de cada detalhe, porque foi ali, à primeira vista, que eu soube que era você.
Sabe aqueles momentos em que eu te abraço e fico ali, parado, só sentindo sua presença? É o meu jeito de dizer que sei o tesouro que tenho nas mãos. É um presente que eu nunca vou cansar de agradecer. Olhando para trás, vejo que meus maiores medos sumiram, porque agora eu sei que não preciso encarar mais nada sozinho.
Você me dá equilíbrio quando eu sinto que o mundo está um caos. E, por isso, eu quero que você saiba — não apenas com palavras, mas com cada atitude minha — que o meu lugar é ao seu lado.
Até que o oceano deixe de tocar a areia, e muito depois disso... eu serei sempre o seu homem.
Às vezes me pego pensando naquele nosso primeiro instante. Se alguém me dissesse ali, enquanto nossos olhos se cruzavam pela primeira vez, que eu estava diante da pessoa que daria um novo sentido à minha vida, eu provavelmente acharia um exagero poético. Mas o tempo — esse mestre que às vezes corre e às vezes para — me provou que eu estava enganado.
Conhecer você não foi um evento único, mas um processo lindo que acontece todas as manhãs. Descobri que o amor não é apenas uma palavra forte, mas algo que eu meço na saudade que sinto quando o relógio insiste em andar devagar sem você por perto. É fascinante como as horas voam quando estamos juntos, como se o mundo estivesse com pressa de nos ver felizes.
Sinto o seu brilho não apenas no olhar, mas na forma como você me conquista em cada detalhe, em cada conversa e em cada silêncio compartilhado. Você me fascina pela mulher que é e pela paz que traz para o meu coração.
Obrigado por ser meu porto, minha melhor companhia e o amor que eu não sabia que estava procurando, mas que hoje não imagino como viver sem.
Te ver ali, a poucos metros de distância, e não poder encurtar esse espaço com um toque ou um abraço, é uma das tarefas mais difíceis que já tive que enfrentar.
Olho nos teus olhos e as palavras travam. Existe um universo de "eu te amo" que morre na minha garganta toda vez que você sorri, porque me dói imaginar que esse sorriso, embora brilhe na minha frente, já não é mais o porto onde eu posso ancorar. Eu sinto o teu perfume de longe e ele me traz memórias de planos que agora parecem morar em outra vida.
O que mais me consome é essa encenação diária. Por fora, eu sou o retrato da calma, alguém que aceita o fluxo do tempo; por dentro, cada fibra do meu ser grita o teu nome. É exaustivo sorrir para o mundo enquanto desmorono por dentro, sabendo que você é a pessoa mais próxima de mim fisicamente, e a mais impossível emocionalmente.
Dizem que a distância machuca, mas eles estão errados. O que realmente fere é a proximidade sem o pertencimento. É saber que esse amor que eu sinto não é uma invenção da minha cabeça — ele é real, é denso, é vívido — e, ainda assim, ele não tem lugar para existir no nosso presente.
Fico guardando cada vontade, cada sonho e cada detalhe que eu só consigo enxergar se for através de nós dois. É um amor intenso que sobrevive no escuro, esperando por um tempo que talvez nunca chegue, mas que se recusa a apagar.
Te ver ali, a poucos metros de distância, e não poder chegar perto, dar um toque ou um abraço... sério, é uma das coisas mais difíceis que já tive que aguentar.
Eu olho pro teu olho e as palavras simplesmente somem. Trava tudo. Tem um universo de "eu te amo" que morre na minha garganta toda vez que você sorri. Dói demais ver esse sorriso brilhando na minha frente e saber que ele não é mais o meu lugar, que eu não posso mais me apoiar ali. Sinto o teu perfume de longe e, na hora, me vem à cabeça um monte de planos que a gente fez... planos que agora parecem de outra vida.
O pior de tudo é essa cena que eu sou obrigado a fazer todo dia. Por fora, eu tento parecer calmo, o tipo de pessoa que aceita que o tempo passou e as coisas mudaram. Mas, por dentro, cada pedaço de mim grita o teu nome. É exaustivo demais fingir um sorriso pro mundo enquanto eu tô desmoronando por dentro. É bizarro pensar que você é a pessoa mais perto de mim fisicamente, e a mais impossível de alcançar emocionalmente.
Todo mundo diz que a distância machuca, mas tá todo mundo errado. O que destrói de verdade é a proximidade sem o pertencimento. É olhar pra você e saber que esse amor que eu sinto não é loucura da minha cabeça — ele é real, é pesado, tá vivo aqui dentro — mas, mesmo assim, ele simplesmente não tem espaço pra existir no nosso presente.
Aí eu fico guardando cada vontade, cada sonho, cada detalhe que eu só conseguia imaginar se fosse com você. É um amor que continua vivo no escuro, esperando por um tempo que talvez nunca venha, mas que se recusa a sumir.
Enterrei meu coração sob sete palmos de solidão, ali onde a ausência fez morada eterna. Aquele peito virou túmulo frio, sepultando promessas que desmoronaram feito castelos de areia na maré cheia. Lembro perfeitamente do abandono bruto, do rasgar da carne interna quando o adeus definitivo retumbou sem piedade.
Fiquei dilacerado, sangrando em segredo enquanto o mundo lá fora continuava girando, indiferente ao meu luto afetivo. A verdade nua e crua é que ninguém liga se você está na pior; as pessoas assistem à sua queda por curiosidade, mas pouquíssimas estendem a mão para o resgate. As feridas ardiam na calada da noite, transformando memórias outrora doces em pura tortura psicológica. Engoli o choro seco ao perceber que a plateia do meu sofrimento esperava apenas o meu fim definitivo. Aquela paixão avassaladora converteu-se em cinzas, deixando apenas cicatrizes profundas como testemunhas do desastre.Contudo, nenhum inverno dura para sempre, nem mesmo dentro de nós.
No fundo daquela cova escura, onde parecia restar somente morte, uma força primitiva começou a pulsar baixinho. Percebi que as lágrimas limpavam os escombros, adubando a terra ressecada da minha própria alma. Ninguém viria me salvar daquele buraco, então precisei ser o meu próprio milagre. Decidi desenterrar a vida que ainda restava em mim, recusando-me a ser lápide de quem partiu. Ergui-me do chão batido, limpei a poeira do orgulho ferido e reconectei cada pedaço quebrado com o fio dourado do auto-respeito. Criei uma armadura com os estilhaços do que sobrou. O amor-próprio não é ausência de dor, mas a teimosia sagrada de florescer novamente após o sepultamento.
Hoje, olho para trás sem rancor ou medo do amanhã. Compreendi, finalmente, que certas partidas servem para nos devolver a nós mesmos por inteiro. A maior superação não está em esquecer quem machucou, mas em acolher os próprios retalhos com orgulho e doçura extrema. Cicatrizes são troféus de guerra que provam nossa capacidade infinita de renascimento.
Se o mundo lhe deu as costas quando seu chão sumiu, use esse isolamento forçado para reconstruir seus alicerces em segredo. Se você também se encontra no fundo do poço emocional agora, escute este conselho: não tema o vazio atual. Ele é apenas o espaço necessário para a construção de uma versão sua infinitamente mais forte, livre e verdadeiramente indestrutível.
Eu gosto de música antiga porque ela tem pressa de sentir, não de acabar; cada nota ali é um pedaço de alguém que amou, chorou e viveu de verdade, nos ensinando que o tempo pode até levar as pessoas, mas a alma do que elas sentiram fica eterna se a gente souber escutar.
Eu ainda ando pela casa desviando do lado direito da cama como se você ainda estivesse ali dormindo, porque aceitar o colchão vazio dói menos do que admitir que o homem que eu era sumiu no portão junto com você.
Eu fui trocar a lâmpada queimada do corredor ontem à noite e, quando fiquei ali no topo da escada, no escuro absoluto, percebi que o meu maior medo não era cair dali, mas sim o fato de que eu já não lembro se você preferia a luz quente ou a luz fria para a nossa casa; desci os degraus tateando a parede, sentei no chão e chorei feito um menino ao entender que o tempo está apagando os seus detalhes de mim, e que eu estou perdendo você de novo, só que agora dentro da minha própria cabeça.
Dizem que quem some não gosta da verdade, mas a mentira é continuar ali, fingindo que não dói. Quem some sem barulho tem o caráter mais limpo que existe: não faz cena, não mendiga espaço e não aceita morrer em vida só para manter o outro confortável. Chorar por quem sumiu é o preço de descobrir, tarde demais, que o silêncio daquela pessoa era o último aviso de que o estoque de dignidade dela tinha vencido.
"Título: Doce Pelotas
Olho para o letreiro ali do Laranjal,
Composto por seus lindos ladrilhos, com o seu colorido especial.
Pelotas, doce Pelotas, da praia linda. Da Igreja da Luz e da Catedral.
Mas que não mostra nas redes o seu contraste social.
Pelotas do quindim e da boa cocada,
Mas tem seu lado amargo, pois ainda existe muito colchão na calçada.
Em fevereiro insistem com a doce folia,
Esquecendo o lado amargo: Quem come ali do lixo e a hipotermia.
Na minha doce Pelotas não existe morro,
Mas tem seu lado amargo com a fila do pronto-socorro.
Doce Pelotas do chimas ali no Una e na Dom Joaquim.
Mas e o lado amargo da fila que nunca tem fim?
Mas e o lado amargo da fila que nunca tem fim?
Capital do doce feito com carinho, bem artesanal,
Assim como o doce de Ninho e o Camafeu.
E o catador de lixo? Ainda sobrevive. Não desapareceu.
Pelotas do doce mais doce,
Do pastel de Santa Clara e do olho de sogra.
E o catador de lixo se contenta com as sobras.
Pelotas, doce Pelotas,
Onde tu vês turista encantado a sorrir,
Tirando foto em frente ao Teatro Guarany.
E o cara na calçada pedindo um pedaço de pão,
E tu fingindo não ouvir, inventando língua morta, tipo tupi-guarani.
Tipo tupi-guarani.
Ah, minha doce princesa!
Com arquitetura digna de realeza,
Com sua beleza exposta, como aquela da esquina ali da Lobo da Costa.
Logo à sua frente, a Praça Coronel Pedro Osório,
Onde Betinho é Mafalda veem o Barão com a caneta em punho no seu escritório.
E realmente tu és singular com teus imponentes casarões.
Única. Com sua grande biblioteca pública.
E o cara catando lixo que ainda sobrevive de súplica?
Ah, Pelotas, doce Pelotas.
Jamais me esqueceria do teatro que por anos ficou fechado.
O quarto mais antigo do Brasil . claro que estou falando do Sete de Abril.
Marca aí no calendário: aberto ao público no dia sete de julho,
Dia do seu aniversário.
Pelotas, doce Pelotas, aqui cidade do doce mais doce,
Da Baronesa e de barões,
De lindos teatros e de casarões.
Onde o asfalto passa bem longe de mim,
Ali no Parque Una e na Dom Joaquim.
Cidade glamourosa com seu chafariz,
Do bairro Areal onde me criei e um dia fui feliz.
Também do bairro Quartier,
Planejado por Lerner, quase um bairro privê.
Mas a elite esconde o que não quer ver:
O lado feio de Pelotas, que fingem não ter.
E o cara ali comendo lixo?
Ah, desse ninguém quer saber.
É. Ninguém quer saber.
O contraste é nítido na mesma calçada:
Riqueza maquiada, miséria escancarada.
Cenário europeu para quem tem dinheiro,
Enquanto o irmão sobrevive do lixo do bueiro.
Doce Pelotas, lado wue eu não me encaixo
Quem está no topo não olha para quem tá lá embaixo.
E o lado feio de Pelotas, que fingem não ter?
O cara ali comendo lixo?
Ah, desse lado ninguém quer saber.
É... Ninguém quer saber.
Ninguém quer saber.
Fecha a janela. Passa o vidro fumê
O Una tem arranha-céu, mas o bairro atrás dele?
Ah! Desse ninguém quer saber.
Pelotas tem seu charme, sua beleza e seus encantos, difíceis de esquecer.
Mas e o mano ali no lixo?
Ah, desse ninguém quer saber.
Ninguém quer saber.
E o estilo vai ser um Hip Hop com vocal masculino, bem na veia do que você pediu.
O que você acha? Tá do jeito que você queria?
Pronto para sua música?
Tudo que te tira a paz é invisível aos olhos. Está ali porque os sentimentos alimentam. Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diárias e fazer deles troféus na estante da vida!A mão invisível que nos protege e nos toca é a mesma que sacode a árvore. Faz das nossas ações um caminho mais denso, calcado com pedregulhos. Quero um caminho sólido, na solitude do eu. Quero me afastar da solidão. Quero alicerçar o caminho que será trilhado... e tento ser eu.Ouvir dizer: Nenhum homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um punhado é arrastado para o mar, se fragmentando como se fosse monturo, como se fosse a casa de estranhos ou fora da minha própria casa; seria a morte de qualquer homem uma insanidade, porque sou parte do Ser. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti. Eu me dobro por ti... A arte está na forma com que se enxerga. O êxito de estar a contemplar a si mesmo e projetar as suas ilusões ou realidades naquilo que lhes apraz... é nosso triunfo diário. Eu, daqui, observo a minha árvore, em um jardim sem pomar, e as sacudidelas que tento dar não têm resultado algum. Isso me convence de que todos os dias, a mão invisível que a toca, testa as suas raízes ao vê-la, imperturbável, não se dobrar… então, danço com a mão invisível entoando uma canção ao vento, me desvencilhando das folhas mortas caídas ao chão...Se eu quisesse sacudir a árvore com as próprias mãos, não seria capaz. É que eu sou como um grão de mostarda, lutando para germinar em terras áridas... na estação errada... O vento, que não vejo, e que atinge a árvore; a perturba e a dobra como quer...Quem nos salvará da ira vindoura? Quem estará nas trincheiras ao teu lado?– E isso importa?– Mais do que a própria guerra.Estamos indiscutivelmente curvados e atados por mãos invisíveis... *Eis aí o grande Leviatã...
*Uma crítica ao Estado no pensamento de:*
Thomas Hobbes
Nietzsche
Adam Smith
Hemingway
A ÁRVORE DA MONTANHA
Tudo que tira a paz é invisível aos olhos.
Está ali porque os sentimentos alimentam.
Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diáriase fazer deles troféus na estante da vida!
A mão invisível que protege e toca
é a mesma que sacode a árvore.
Faz das ações um caminho denso, calcado em pedregulhos.
Quero solo sólido na solitude do eu,
afastar-me da solidão, alicerçar o trilho...
Tento ser eu.
Ouvir dizer: "Nenhum homem é uma ilha;
cada partícula do continente, uma parte da terra.
Se um punhado some ao mar — como monturo,casa de estranhos ou além da minha própria —,a morte de qualquer homem diminui-me,porque sou parte do Ser. Não perguntes por quem os sinos dobram:
eles dobram por ti." Eu me dobro por ti...
A arte está no olhar. O êxito de contemplar-see projetar ilusões ou realidades no que aprazé nosso triunfo diário.
Eu, daqui, observo minha árvore em jardim sem pomar.
Minhas sacudidelas falham. Isso convence:todos os dias, a mão invisível a testa,vê-la imperturbável, raízes firmes.
Então, danço com ela, entoando canção ao vento,desvencilhando folhas mortas do chão...
Se quisesse abalá-la com mãos próprias, fracassaria.
Sou grão de mostarda, germinando em terra árida,na estação errada... O vento invisível a perturba,dobra-a como quer.
Quem nos salvará da ira vindoura?
Quem nas trincheiras ao teu lado?
— E isso importa?
— Mais que a própria guerra.
Estamos curvados, atados por mãos invisíveis...
Eis o grande Leviatã.
3 amores
O primeiro amor foi lâmina:
entrou sorrindo e saiu deixando dor.
Ali aprendi que o coração sangra em silêncio e que amar, às vezes,
é aceitar a ferida.
O segundo amor foi neblina:
parecia abrigo, mas escondia o chão.
Me ensinou que confiança não nasce de promessas, e que mãos vazias também sabem enganar.
O terceiro amor foi espelho quebrado:
não matou o sentimento,
mas rachou a crença.
Porque há quem diga
“eu te amor” como isca,
e parta satisfeito por ter
iludido quem só queria verdade.
Mas há uma promessa:
o amor vence.
Mesmo quando nos quebraram em mil pedaços, a fé no sentimento é real, e um dia ele curará cada ferida.
E tudo que sonhamos será cena de filme:
juntos, para sempre, com a pessoa certa.
"Gente de Deus é assim...
Erra aqui, alí e acolá...
Pede perdão...
Levanta a cabeça e recomeça."
☆ Haredita Angel
A fantasia é o refúgio silencioso onde meu desejo encontra abrigo. É ali que a falta se transforma em chama, que a ausência se curva diante da imaginação e que o impossível toca o possível. Nela, consigo conciliar a urgência de querer com a renúncia que a vida exige, e cada pulsão encontra sua expressão sem se perder na frustração. É nesse espaço íntimo e secreto que meu amor pulsa com intensidade, mesmo quando a realidade insiste em colocar limites, porque é justamente a tensão entre ausência e desejo que me faz sentir vivo.
Cansada.
Do bem, do mal.
Da verdade da mentira.
De estar aqui e principalmente ali.
De chorar ou de sorrir
Exausta de investir ou insistir.
Das pessoas de mim.
Do hoje que já é manhã
Desse mundo sórdido que me faz pagã!
