Galhos
E falaram das flores do seu perfume sem fim...
E falaram dos galhos sua fragilidade assim...
Falaram de toda sorte ..
Falaram até o fim...
E das flores que falaram tinha de hortênsias a jasmim...
Se eram quebrados os galhos não avisaram a mim...
Com sorte ou sem sorte chegaste nessa vida enfim...
Perfumando...sensibilizando...
preparando o jardim...
Falaram...Falaram... falaram...
E por falar nas flores..não deixe apenas pro dia do fim...
Alegre sempre alguém...ofereça a uma mulher quando estiver afim..
Um amor plantado há muito tempo não escapa de ter os galhos espalhados pela monotonia da vida e destes, alguns estão sequinhos de amizade, as folhas murchas de iniciativas, com fungos de falta de atenção, outros com tantas flores de mesmice que o caule mal sustenta. Bom é seguir pelas extremidades das lembranças até encontrar a raiz. Lembrar quando foi plantada a semente, a primeira vez que foi regada, a primeira folha, as primeiras flores, o primeiro inverno, e neste retorno de lembranças descobrir o tamanho ideal que este amor deve ter para ser forte de novo. Neste momento então, podas se farão necessárias. Mas se a terra foi bem adubada com respeito e momentos de alegria, felicidade as raízes são fortes. Assim, logo após os primeiros cortes de monotonia, a cumplicidade fará brotar iniciativas como conversar, contar, mostrar e fazer. E assim, com galhos mais curtos, mais próximos da raiz, mais perto do coração a primavera chegará mais rápido trazendo novas folhas de sentimentos e flores lindas de amor que esquecidas estavam adormecidas.
Defender partido político no Brasil é o mesmo que uma mulher, cheia de galhos na cabeça, defender o marido galinha na vizinhança afirmando que ele é fiel.
Uma folha ao se soltar dos galhos de uma arvore frondosa ou não, torna-se uma obra de arte nas mãos de um artesão ou simplesmente adubo para alimentar com a sua decomposição a nova ou velha arvore que ainda persista em viver.
Os galhos de uma árvore não se encontram diretamente, mas quando morrem as raízes, todo vigor desaparece.
ESTAÇÕES SENTIMENTAIS
Os finos galhos da ilusão
penetraram minhas entranhas
na esperança de ganharem corpo,
folhas e flores na primavera do amor.
Lentamente, o tempo constrói com fios de ouro um reluzente ninho de estrelas em cima dos galhos das horas; onde pequenas estrelas azuis aguardam o cair da noite para voar no negro céu.
OUTONO
Vejo o amarelado das folhas
Desprendendo-se a cair dos galhos
Eis que chega o outono de mansinho
Mudando a cor da paisagem
As folhas com o vento, fazem redemoinhos
Ensaiam um lindo bailado
Outono estação do aconchego
Do carinho mais quentinho
Outono de nossas vidas...
Com sabor de um novo ninho
Teus abraços são fortes galhos
Teu Ser meu agasalho
Mais um outono que passa
Cobrindo de folhas o chão
Deitamos nesse tapete
Revelando a natureza
O quanto de amor, contem
Esse outono, que nos tem
Que nos faz florescer como
Gerberas, tulipas e camélias
Num jardim particular,
Mais um outono a vivenciar.
Admirando o bailado das folhas
Em pequenos redemoinhos
Com o vento a brincar...
A árvore genealógica do brasileiro tem raízes africanas, galhos e folhas com influências americanas e tronco indefinido entre nativos e europeus; daí, ser uma planta espinhosa, rastejante... Mas, em compensação, é excelente trepadeira.
Tinha todas as árvores,
todos os galhos
e todas as folhas.
E todas as águas,
de todos os rios,
de todas as chuvas.
Tinha todos os ares,
de todos os climas,
de todas as horas.
E os insetos, todos,
das flores, todas,
que dão grãos e frutos.
Tinha os montes, as planícies,
os arbustos dos campos.
O solo, a areia, o barro.
E um só legado:
o de sonorizar paisagens.
Até cair num alçapão
e acabar encarcerado.
O amor acabou comigo. Sinto frio na alma. Sinto sede de amor e já não tenho. Os galhos das arvores estão mortos. Minha vida virou nada, rotina pura. Transformar o passado não posso. Ah, se pudesse. Ah se pudesse. Viveria outra vida
16/04/17
Podei uma árvore, que estava com galhos baixos, e percebi que em pouco tempo ela ficou mais alta, com ramificações novas em sua copa. Aproveito analogamente esse exemplo para as nossas vidas. Para crescermos e evoluirmos, precisamos fazer certos sacrifícios, que envolvem muita dedicação pessoal. As dificuldades nos impelem na direção das mudanças e melhorias.
Nos galhos secos de uma árvore qualquer
Onde ninguém jamais pudesse imaginar
O Criador vê uma flor a brotar.
Uma flor enigmática, pura, transparente ao descrédulo que não consegue ver com , o que o coração enxerga.
Aquele que muitas vezes vê sua infelicidade sem ao menos ter lutado uma batalha, não sabe o que é fé.
Uma flor muitas vezes pode morrer por fora, mas enquanto haver uma raiz firme, essa se mantém, renascendo pétala por pétala.
Assim somos nós, muitas vezes caímos, chegamos muitas vezes no fundo do posso, mas sempre temos uma raiz, essa que não nos deixa morrer. Podemos chamar esse renascimento de pétalas, e essas pétalas de Filhos, sonhos, metas, trabalho. Jamais desista de si, saiba que sempre haverá um Deus, esse por meio de muitos sinais, sempre estará ao seu lado, sempre no momento mais difícil, e sim sempre no momento mais divino, pois ele te livra do mal, e te abençoa com dádivas, essas chamadas de conquista, pois quem já te viu no poço, amanhã pode te ver no degrau mais alto! -Vinicius Deporte
Amores verdadeiros não se encontram nos galhos do desejo à vista dos olhos e no alcance das mãos, mas nas raízes escondidas e emaranhadas do destino de cada dia, onde só o coração pode aventurar-se e encontrar o melhor caminho para a profundidade do seu amor.
As Tipiunas -
RUA FERNANDO SIMAS
Ao passar por seus túneis verdes,
os galhos se enroscam,
entrelaçam - se,
tricotam, formam redes
e se abraçam no céu.
Ao cair da tarde entristecida,
os olhares através das persianas,
insistem a esperar por seus sonhos.
PASSARINHO
O passarinho, pelo céu, passa
Entre galhos, voo, mansinho
Desliza toda a sua graça
És livre no seu livre caminho
Na secura do cerrado, reaça
Entre tortos galhos, seu ninho
Num canto de encanto, bocaça
Aveludando a aridez num alinho
Lá, cá, acolá, na frente, na regaça
Em bando, passarinho, sozinho
És leve, garrido, como a cassa
Em galhos macios ou de espinho
Voa deslizante, de braça em braça
No campo, praça, qualquer cantinho
O passarinho, bom prol nos faça!
Ás, lento, alto ou baixinho, passarinho...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
28 novembro, 00’25” – 2017
Cerrado goiano
Tudo o que fazemos responde a algo que provavelmente nem temos consciência.
Somos pontas de galhos, milhares, milhões, bilhões de galhos de uma árvore enorme.
Cada galho enxerga-se autônomo, mas estão ligados uns aos outros alimentando-se da mesma raiz.
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