Galhos
Os galhos de uma árvore não se encontram diretamente, mas quando morrem as raízes, todo vigor desaparece.
ESTAÇÕES SENTIMENTAIS
Os finos galhos da ilusão
penetraram minhas entranhas
na esperança de ganharem corpo,
folhas e flores na primavera do amor.
Lentamente, o tempo constrói com fios de ouro um reluzente ninho de estrelas em cima dos galhos das horas; onde pequenas estrelas azuis aguardam o cair da noite para voar no negro céu.
OUTONO
Vejo o amarelado das folhas
Desprendendo-se a cair dos galhos
Eis que chega o outono de mansinho
Mudando a cor da paisagem
As folhas com o vento, fazem redemoinhos
Ensaiam um lindo bailado
Outono estação do aconchego
Do carinho mais quentinho
Outono de nossas vidas...
Com sabor de um novo ninho
Teus abraços são fortes galhos
Teu Ser meu agasalho
Mais um outono que passa
Cobrindo de folhas o chão
Deitamos nesse tapete
Revelando a natureza
O quanto de amor, contem
Esse outono, que nos tem
Que nos faz florescer como
Gerberas, tulipas e camélias
Num jardim particular,
Mais um outono a vivenciar.
Admirando o bailado das folhas
Em pequenos redemoinhos
Com o vento a brincar...
A árvore genealógica do brasileiro tem raízes africanas, galhos e folhas com influências americanas e tronco indefinido entre nativos e europeus; daí, ser uma planta espinhosa, rastejante... Mas, em compensação, é excelente trepadeira.
Tinha todas as árvores,
todos os galhos
e todas as folhas.
E todas as águas,
de todos os rios,
de todas as chuvas.
Tinha todos os ares,
de todos os climas,
de todas as horas.
E os insetos, todos,
das flores, todas,
que dão grãos e frutos.
Tinha os montes, as planícies,
os arbustos dos campos.
O solo, a areia, o barro.
E um só legado:
o de sonorizar paisagens.
Até cair num alçapão
e acabar encarcerado.
O amor acabou comigo. Sinto frio na alma. Sinto sede de amor e já não tenho. Os galhos das arvores estão mortos. Minha vida virou nada, rotina pura. Transformar o passado não posso. Ah, se pudesse. Ah se pudesse. Viveria outra vida
16/04/17
Nos galhos secos de uma árvore qualquer
Onde ninguém jamais pudesse imaginar
O Criador vê uma flor a brotar.
Uma flor enigmática, pura, transparente ao descrédulo que não consegue ver com , o que o coração enxerga.
Aquele que muitas vezes vê sua infelicidade sem ao menos ter lutado uma batalha, não sabe o que é fé.
Uma flor muitas vezes pode morrer por fora, mas enquanto haver uma raiz firme, essa se mantém, renascendo pétala por pétala.
Assim somos nós, muitas vezes caímos, chegamos muitas vezes no fundo do posso, mas sempre temos uma raiz, essa que não nos deixa morrer. Podemos chamar esse renascimento de pétalas, e essas pétalas de Filhos, sonhos, metas, trabalho. Jamais desista de si, saiba que sempre haverá um Deus, esse por meio de muitos sinais, sempre estará ao seu lado, sempre no momento mais difícil, e sim sempre no momento mais divino, pois ele te livra do mal, e te abençoa com dádivas, essas chamadas de conquista, pois quem já te viu no poço, amanhã pode te ver no degrau mais alto! -Vinicius Deporte
Amores verdadeiros não se encontram nos galhos do desejo à vista dos olhos e no alcance das mãos, mas nas raízes escondidas e emaranhadas do destino de cada dia, onde só o coração pode aventurar-se e encontrar o melhor caminho para a profundidade do seu amor.
As Tipiunas -
RUA FERNANDO SIMAS
Ao passar por seus túneis verdes,
os galhos se enroscam,
entrelaçam - se,
tricotam, formam redes
e se abraçam no céu.
Ao cair da tarde entristecida,
os olhares através das persianas,
insistem a esperar por seus sonhos.
Desfolhe-se.
Descubra teus galhos que por folhas amerelas estão cobertos.
Renove tuas folhas.
Deixe-as ir.
Novas folhas virão;
Brotarão;
Balançarão;
Teus velhos galhos de folhas novas.
PASSARINHO
O passarinho, pelo céu, passa
Entre galhos, voo, mansinho
Desliza toda a sua graça
És livre no seu livre caminho
Na secura do cerrado, reaça
Entre tortos galhos, seu ninho
Num canto de encanto, bocaça
Aveludando a aridez num alinho
Lá, cá, acolá, na frente, na regaça
Em bando, passarinho, sozinho
És leve, garrido, como a cassa
Em galhos macios ou de espinho
Voa deslizante, de braça em braça
No campo, praça, qualquer cantinho
O passarinho, bom prol nos faça!
Ás, lento, alto ou baixinho, passarinho...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
28 novembro, 00’25” – 2017
Cerrado goiano
Tudo o que fazemos responde a algo que provavelmente nem temos consciência.
Somos pontas de galhos, milhares, milhões, bilhões de galhos de uma árvore enorme.
Cada galho enxerga-se autônomo, mas estão ligados uns aos outros alimentando-se da mesma raiz.
Um viva ao vento!
O vento sopra os galhos finos e longos do cajueiro,que por sua vez esbanja o chão com seus frutos,matando a fome de um pobre menino que ali estava.
O vento empurra a maré contra a areia,formando ondas longas e tubulares e assim garantindo a diversão dos surfistas.
Até mesmo em um dia de verão quando o sol parece não dar trégua,ele aparece e dar uma sensação de frescor ao pobre pedreiro que no sol trabalha.
Sim,um viva ao vento que com toda sua grandeza empina a pipa no ar...
As árvores são cheias de galhos, a maioria deles crescem buscando a luz, assim devemos ser em nossas vidas, construirmos diversos caminhos. E todos eles buscando a luz plena.
