Fui
Por ti, abri o meu mundo
Mas fui tratado com dó
E o amor durou um único segundo
Foram tantas dores
Para quem, um dia, jurei amores
Mas a vida continua
Como quem entra numa rua
E não consegue voltar
Ficou para trás a ideia de te amar
Vida incerta?
Não! Uma vida repleta...
De aprendizados e correrias
De tristezas e alegrias
Não tenho raiva de ti, senhorita
Só vou viver sem que isso se repita
Olhares Apaixonantes
Por um anseio natural
Fui conduzida pelo teu olhar
Num entrelace de sensações
Fazendo o meu coração vibrar
Suavemente me tocava
E intensamente
Aquele momento eu vivia
Ah, se me dissessem
Que um dia eu te perderia.
reliKário
enfim o tempo veio ao fim
não sabia nem sei se ceifado fui
não encontro a mim
somente a keridos e keridas
não acho mais as feridas
minh'alma argui
culpa tua piu
ou não viu
era, pára, sempre, ter ocorrido
boletim de fim
não queira
para sempre era
e foi...se
piu
Como eu direi que fui um grande homem se fui apenas uma sombra de inúmeras pessoas? ou de questões que nem mesmo foi escolha inteiramente minha? Então meu legado seria o que as pessoas pensam ser incrível, e não o que de fato é.
Será que vou conseguir me transformar naquilo que sempre achei que fui ?
Será que meu interior saberá me encontrar quando tudo acabar ?
O barulho do vidro quebrando abalou a casa inteira, um misto do que aconteceu e não fui eu.
Num salto todos se olham em busca do culpado e lá estava ele, o gato.
Mas o gato, que mesmo subindo em cima do espelho que não estava no seu lugar desejado, era o único que não podia ser considerado culpado, afinal ele só era um gato e gatos sobem onde dá na telha.
Fui ao campo semear
as sementes de por onde andei
Para de volta buscar
Os frutos que lá deixei.
Hoje venho partilhar
a colheta que juntei
para novos frutos gerar
por caminhos que passarei.
“Um dia fui um gigante do destino que pisava nas baratas, outrora uma barata pisoteada pelo gigante do destino.”
Giovane Silva Santos
Sem amarras
A palavra dita na hora errada muda muito.
Eu sempre fui assim, tive medo de falar para não perder e mesmo assim perdi.
Da vida não temos nada, nem mesmo a vida que chamamos de nossa é propriedade privada.
Um dia desses, a vida que pensávamos que tínhamos também irá embora.
Eu sempre fui assim: uma mulher carregando uma menina dentro de mim. Eu já errei por não pensar, já errei por esperar, errei por ir antes da hora, mas até aqui, no tempo presente, eu sempre busquei seguir em frente.
Diante dos medos tão comuns ao ser humano, eu fecho os meus olhos feito criança inocente, acredito no "deus" que em mim habita e me sinto sacerdotisa, senhora do que sou.
Não fui activo para dizer que te amo, mas fui introspectivo suficiente ao ponto de confessar que um dia te amei.
PRA QUÊ?
Como quem fica defronte duma cilada
espantado, sufocado, aí fui deixando
os sonhos pela desmarcada estrada
donde vinha, deveras, caminhando
E a minha alma, de chorar molhada
então ficava, o peito ali suspirando
me vi, enfim, que chorei pra nada
e pra nada foi que chorei passando
Assim, corroí o poético sentimento
redigindo a sangue cada caro verso
e num sombrio poetar, tristura se lê
E pergunto em fim ao duro lamento:
- se ainda terei na vida penar diverso
Pra que sofrer, e o pranto... Pra quê?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro,17/2020 – Triângulo Mineiro
Eu, que sempre fui dona de mim e das minhas vontades, tão pioneira e cheia de orgulho, vi Deus querer tudo de mim: das virtudes às fraquezas, até tudo que eu mais amava e tinha certeza que de alguma forma me pertencia. Ele queria meu tudo mesmo já sendo o próprio Tudo. Não como um ato egocêntrico, mas para que eu fosse cada vez mais Dele, por Ele e para Ele. Deus, que poderia ter tudo de quaisquer pessoas, operar grandes obras em quaisquer seres, quis logo de mim, criatura ingrata e infiel, grandes sacrifícios em nome do amor e me mostrou que mesmo com minha pequenez e miséria, eu deveria abandonar minha vida para servi-Lo. Meu corpo frágil e debilitado, minha mente bagunçada, confusa e depressa precisavam do seu toque cada vez mais porque a Fé que me sustentava vinha Dele e de mais ninguém. A Fé juntou os meus pedaços, Jesus os pegou e me restaurou, através daquilo que eu mais temia: o sofrimento.
Fui te buscar mergulhando...
Submerso...
E inerte
Nesse mar, onde a beleza da Poesia cantou...
Aí...
A poesia em ti falou...
Mergulhada em emoções puras...
Sua existência acordou...
Eu...
Morto por dentro...
Cego por fora...
Perdido na escuridão...
Sem o raio do Sol...
Sem o raio da luz...
O que havia em mim...
Era apenas estradas tortuosas...
Pois a cegueira era tanta...
Que mal eu não conseguia enxergar a luz...
Desumano....
E quase que sem alma...
Não me existia mais...
Adormecido e sem vida
Até mesmo a minha alma já havia fugido de mim...
E como um conto de fadas...
Adormecida mas ativa...
E mergulhada nas certezas...
Nesse mundo sem chão...
Sua ação...
Foi mais que uma valentia...
Te beijei em longa distância...
Senti teus lábios nos meus...
Tocando um som que apenas seu coração ouvia....
Em meu coração tocou...
Despertaste a minha alma morta...
O que era inerte...
Apareceu...
Por ti, por mim e pela Poesia ...
Porque o dia hoje...
Eu posso dizer.....
O que há...
Requer felicidade
E ser feliz por ti...
E por nós...
E mais que primordial
Então....
Vamos lá...?
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que voa.
