Fui
"O sol aqueceu, curou, completou e iluminou todo vazio.
Fui invadido, inesperadamente, por uma sutil tempestade que me trouxe, entre outras coisas boas, um tanto de serenidade.
Busquei o sol e o mantive aqui, só para me certificar que ele vai estar sempre aceso e brilhando, na órbita da minha felicidade."
Lamento De Um Forrozeiro
Logo eu, que fui a tantas drilhas, vi o trem do forró, acompanhei com expectativa a montagem do palco, dancei quadrilha, representei: o padre, o véi bêbado, até mesmo o rei do milho, rasguei a chinela de tanto dançar na caminhada do cuscuz, e sem se falar naquela foto tradicional ao lado do mestre Vitalino, que tanto representa nossa cultura.
Eita negócio ruim!
Que Epidemia mulestada...
A está hora estava no Alto do Moura, defronte a Dona caipirinha, aguardando os "zamigos", ouvindo um autêntico forró, tomando uns "guaranás", e claro sem esquecer na vestimenta aquela camisa xadrez, para mostrar que entende de cultura e como é bom ser nordestino. E sem se falar nas amizades que todos os anos só faz aumentar.
Quando chega a noite, aquela roupinha organizada para ir ao pátio de eventos Luiz Gonzaga, aquela passada para ver os bacamarteiros, cantadores e os repentes, um olhar observador para ver a decoração da vila do forró, onde remete aquela vila que era dentro do pátio. Na volta era de lei encher o bucho.
Oh meu São João, não se esconda pois não vou aguentar muito, o coração tá apertado, a cidade tá cinza e silenciosa, os artistas estão com nó na garganta e os forrozeiros com as chinelas e roupas mofadas.
Mesmo com tudo isso sou muito grato a Deus por vivenciar momentos maravilhosos, obrigado #Caruaru por me ensinar tanto, agradecer ao forró e a todos os artistas que hoje nos mostra o tamanho da saudade. Mas sabemos que logo tudo volta ao normal, e forró que eu não dancei hoje será dobrado igual a tapioca.
Viva a vida,
O viva são João, fica na recordação.
Eu sempre fui um canalha. Eu fazia as pessoas gostarem de mim e depois sumia e eu não sei o motivo. Sou um grande mistério pra mim mesmo.
Vou te confessar, perdi meu chão agora
Difícil acreditar que você foi embora
Eu fui ligando os fatos até perceber
Vou tentar continuar a vida sem você
Fui pro sul e pro norte
Procurar meu amor
Quando me cansei
Olhei para frente e percebi
Ele estava bem alí
Me observando
Decepcionado
Fui privado dos meus pensamentos , me foi arrancado sonhos e desejos e fui condenado sem cometer crimes , fui julgado avaliado e por muitos considerado insuficiente , então com lágrimas no rosto jurei que enquanto eu viver ,nunca ninguém mas subtrai as
minhas vontades , e prefiro a morte se mas uma vez por vontade de outros tiver que contrariar o que acredito no intuito fútil de apenas querer agradar alguém.
Cometi um erro
Que se quer sabia que era errado
Mas era
E com isso fui marcado
Era para ser
Só mais uma noite
Como todas as outras
Mas agora é daquelas poucas
Onde simplesmente
Quebro mais uma vez
Como se fosse a primeira
Aquela que há de doer
Droga, o que está acontecendo comigo?
Fui atrás de curiosidades e acabei encontrando você
Será que é coisa do destino, ou apenas mais uma ilusão vindo?
Ontem fui lembrada
Através desta paisagem londrina
Um encanto maravilhoso
É a perfeição divina
Que enche meus olhos
de alegria e satisfação
E meu coração de felicidade
E minh'alma de gratidão!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica202
Eu sempre fui feliz ao pensar da seguinte forma: se a gente faz o que o nosso coração manda, lá na frente, tudo se explica.
Por isso, sempre fui fiel ao que sinto. A ação, unida ao sentimento, eleva a performance.
11/08/2020
23:10
Iniciei um caminho que parece não ter volta.
Fui longe demais, difícil encontrar o retorno.
Mesmo que essa estrada me leve para algum lugar,estarei só.
Por muito anos permaneci percorrendo a rodovia fantasma.
Com os pés cansados, corpo sem energia, procuro descanso para refletir.
Sinto-me atraído para algum lugar além do
horizonte, no futuro distante.
Presente estou, sou palpável. Além de mim, um abismo no infinito do meu ser.
Me perdendo dentro da minha casca, de minha própria caverna.
Posso ser quem eu quiser para agradar quem me agrada. Acho que sou um ator. Quem sou eu sendo assim? Qual é a minha indentidade? Eu não me conheço,nem mesmo sei o meu nome.
Eu não existo e ao mesmo tempo existo porque você deseja me ver e me conhecer.
Ninguém me conhece de verdade.
Tenho meus pais,meus irmãos, minha família. Tudo não passa de uma ilusão material. Eu não os conheço de verdade.
Não há decepção, ninguém te surpreende com atitudes indesejadas. Elas são assim,um ser morando numa casa temporária. Quando tem a oportunidade de revelar sua natureza,elas fazem.
Nós não sabemos de onde viemos e para onde iremos.
Não temos nomes, identidade, CPF e endereço. Apenas somos a fagulha transitória de um grande poder extraordinário vagando para algum lugar.
Foi com saudades daquela cidade, daquela gente que quase me viu nascer que parti e fui parar no sul do Maranhão.
AO PÉ DO OUVIDO
Eu fui confidenciar, lôbrego, o meu pesar
À velha lua, branca e nua, no céu viçosa
Na noite acordada, supondo que ao falar
Teria o trovar solto duma queixa amorosa
Não quis sequer atenção, então, prestar
No celeste ali estava e, ali ficava gloriosa
Mas, pouco a pouco, num súbito quedar
Vendo um ciciar, pôs a me ouvir cautelosa:
Entre soluços e suspiros eu narrava tudo
Ela comovida, pois, poética e apaixonada
Tal como é, romanceou o duro conteúdo
Com os olhos cheios d’água, sonhadora
Compadecida desta sofrida derrocada
Então, chorou comigo pela noite afora
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de agosto de 2020- Triângulo Mineiro
paráfrase Pe. Antônio Tomás
Queria ter uma chance
Uma única chance
De poder ser
O que antes nunca fui
Chance de escolha
Chance de viver
Vida sem padrões
Sem opniões alheias
Sem dedos me apontando
Sem ouvir o que deve ser
Como devo ser
Apenas ser
Fui eu, sem ser eu.
Ontem um, hoje teu
amanhã se perdeu.
Na infância o mundo é leve,
ninguém te esquece.
Todo mundo é amigo,
inclusive o mendigo.
Na adolescência
é repentina a cadência,
tudo é sofrência,
O tema desta fase é carência.
Evolução, recriação,
transmutação.
Idéias, caráter, conduta,
Tudo muda, menos o coração.
O que conheceu já não o é.
O que era nem mais será.
Talvez o novo surpreenda.
Talvez o arrependimento virá.
A universidade pública acolhe predominantemente os herdeiros dos privilégios sociais Já fui contra cotas, achava que pelo fato do meu pai ter vindo de uma família miserável e ter galgado o sucesso, achava que se meu pai foi capaz, qualquer um seria.Sempre me traí por coisa pouca, achava que a simplicidade da vida tornava tudo mais fácil, mudei quanto a maneira de pensar, comportamento, convivência social, acredito no sistema de cotas.Nós adultos às vezes temos comportamentos impróprios para nossa idade, maturidade é o nível de desenvolvimento em comparação com pessoas da mesma idade. Aprendi que há muita desigualdade no aprendizado.A história da minha vida deve ser recuada alguns anos, minha infância foi feliz e sem luxos, aliás luxos nunca tivemos, mesmo nos tempos de ouro e fartura, vivemos compartilhando com os que menos tinham.A história de cada homem é essencial, eterna e divina, o jovem de hoje, alcança a maioridade sem atingir independência real em relação aos pais e outros adultos, demora mais o sonho da faculdade ou da casa própria, as coisas ficaram mais difíceis.A família é a mesma, nem sempre o ambiente é o mesmo, as cotas levam em conta até uma alimentação insuficiente e inadequada que causa fadiga, isolamento social e até comportamentos agressivos.A cota elimina as distâncias entre jovens desnutridos, desempregados, sem dinheiro para livros, dá autoestima a si mesmo, contextualizando cada indivíduo com seu próprio ritmo de desenvolvimento.Os jovens têm interesse pelas coisas da vida prática, a vida não é apenas o prazer carnal, há sociedades que não permitem ou reprimem relações sexuais antes do casamento e o melhor da faculdade é o senso crítico que brota na cabeça de cada um.O instinto de inutilidade pode ser canalizado para os estudos, os problemas psicológicos que os adultos enfrentam, são repressões na infância de que nasceram para ser pobres.O desenvolvimento é um processo contínuo e ordenado, ser alguém exige esforço, uns poucos são privilegiados e a maioria é explorada.
Nunca soube o que era a solidão ou a tristeza, sempre fui uma garota feliz e muito bem resolvida. Mas é como dizem, a vida não é um mar de rosas! Eu entendo que passarei dificuldades, mas queria ser apoiada. E se não posso contar com minha própria família, com quem poderei contar? Tá tudo tão confuso, não me reconheço mais. “Aquela garotinha gentil e paciente, onde ela está?” “O que aconteceu com ela?“ São perguntas que sempre fazem sobre mim, mas nunca fizeram a pergunta certa: “Você está bem?” “Por que você está assim?”. Talvez se tivessem feito a pergunta certa, entenderiam a resposta
