Fui
Confesso que eu não programei ser solitário, porém fui me moldando com o tempo, fugindo das demagogias, falsidades e frivolidades do mundo, além dos limites de minha morada, e agora me sinto o mais feliz dos ausentes, mesmo perante a família que constitui.
Diante desta linda família, vivo apenas o essencial, no limiar da simpatia com o cumprimento de certas regras básicas, mas com um pé na sala e outro na paz e quietude do meu quarto, onde tenho dois amigos íntimos inseparáveis, meu aparelho de som e meu computador, que formam o ambiente básico para as reflexões que vão nortear minhas inspirações ao redigir o fruto de meus pensamentos.
Estar solitário, por opção, e não por carência, e gostar da liberdade de minha própria companhia, não tem nada que pague.
(teorilang)
Sou ator.
Antes de ser ator, fui rapper.
Antes de ser rapper, fui feirante, ajudante de pedreiro, eletricista, agente de saúde, camelô, costureiro, operador de máquina. Antes de ser tudo isso, eu era um garoto com um sonho.
Antes de ser um garoto com um sonho, eu via muita gente preta sofrendo na periferia.
Antes de ver muita gente preta sofrendo na periferia, eu achava que preto não podia sonhar.
Antes de achar que preto não podia sonhar, resolvi ser rapper e denunciar as injustiças sofridas pelos pretos da periferia.
Depois que fui rapper, virei ator.
Sendo ator pude ser rapper, feirante ajudante de pedreiro, eletricista, agente de saúde, camelô, costureiro, operador de máquina... SONHADOR.
PEDI UM SONHO (soneto)
Fui pedir um sonho para a doce poesia
Quis pedi-lo, ao desdém, me disse não
Os desamores não sabem, lá onde estão
A inspiração que criam o carinho no dia
A poesia suspira... é cheia de ousadia
Quando o amor é rima com a emoção
E se tem a paixão, ah! é de total razão
Então, quis arrancar-lhe tudo que podia
Aí os afagos raros, vieram ao meu lado
Nos dedos escorreram o afeto intacto
Aonde pude me ver, assim, denodado
E o trovar apaixonado, surgiu em flor
Perfume dos cravos, rosas, num pacto
Que o sonho seria a firmeza do amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/03/2020, 10’36” – Cerrado goiano
eu sempre fui..
Ta na ginga, um charme
explode tudo naquele sorriso
no mínimo em cada linha, tudo escrito com som.
E fui vendo que meus amigos fui perdendo
Aquilo em mim foi doendo
Comecei a expressar minha dor
Assim aos poucos fui conhecendo
Aquela que hoje é a minha diretriz
Me levanta, me adianta
É o que me faz ser feliz
Depois de meio século de vida e de experienciar muitas mágoas e ressentimentos intendi que fui o único responsável pelas minhas experiências traumáticas. Só nos feri aquilo que nos atinge, e na maioria das vezes nos permitirmos ser atingidos, não nos blindamos e damos permissão para nos ferir. Quando permitimos, o ofensor não tem nenhuma obrigação de se desculpar, cabe a nós, nos recompormos, respeitar, valorizar e praticar o autoperdão. Quanto ao outro, às vezes nem se lembra da ofensa. É interessante lembramos que ressentimento e mágoa é um veneno que tomamos achando que o outro vai morrer. Esperar a cura depois de um pedido de perdão pode nos tomar uns bons momentos da vida. Sejamos a nossa cura.
Amor e luz. 🙌🏾
Música Fui morar no sertão
Compositor poeta Adailton
Eu estive pensando
Não faço mais parte dos seus planos
Você me expulsou do seu coração
Larguei a faculdade
deixei de morar na cidade
Fui morar no sertão
Fui morar no sertão(Refrão)
Contive meus sentimentos
Vendi o meu apartamento
E fui morar no sertão
Larguei a faculdade
deixei de morar na cidade
Fui morar no sertão
Fui morar no sertão(Refrão)
Deixei de ser engenheiro para ser vaqueiro
E fui morar no sertão
Larguei a faculdade
deixei de morar na cidade
Fui morar no sertão
Fui morar no sertão(Refrão)
poeta Adailton
E ela falou que não tinha entendido
E eu falei que fui capturada num amor bandido
Mas, minha filha, há quanto tempo ‘cês se falam?
Mainha, não importa o tempo, ele é meu príncipe encantado
Fui voltei pelo mundo rodei
mesmo na estrada na areia fui rei
Caminhando e observando
atitudes alheias
por fora o ouro, dentro pessoas feias
Foi então que decidi, deste sistema partir
já não vale o esforço chorar mais que sorrir
No pôr do sol Divina vida
junto da pessoa querida
e abraçar sem demora da partida.
Madruga? Ou madroga? É porque já fui viciado nessa parada, ela vinha trazendo reflexões que me deixava chapado tipo efeito cafeína me tirava o sono. Saia do planeta terra e entrava no meu mundo onde só tinha eu e o meu imaginário.
Um vício de reflexões, me fazia ir bem longe achando minhas verdades, para lidar nesse mundo moderno.
Autor: @n_.guimaraes
Nunca fui daquele tipo que planeja um amor
Sou do tipo que deixa ser o que são
E se aquilo que chamam de destino acontecer
Simplesmente irei dizer ok então
Diria só isso pois nunca tinha chegado nessa parte
Antes vivia uma ilusão
Mas quem sabe agora vire essa tal paixão.
Amei e fui amado
Cantei os mares dotados
de rios não tão grandes quanto o nosso amor
e lá vivi encantos
doce beijos santos
entres luzes que se apagam
em doce lembranças
nós amaríamos sermos amados, mas não podemos
É mais fácil julgar do que tentar ajudar
Eu não sou homem de passar paninhos
Sempre fui daqueles que arranca pétalas as rosas E fica a admirar os espinhos Sempre senti uma raiva interior e rancor
Que me fizeram afastar os amigos
E se não houvesse ninguém a volta para eu culpar
Eu ia descarregar nos vizinhos
Sempre fui egoísta, egocêntrico, o Original O resto nem cópias são Ao ponto de quando morrer Querer ser enterrado pelas minhas próprias mãos
Eu sou um povo fraco
Pois bem, já fui em estádios de futebol, fui em folias carnavalescas, onde aglomerado de pessoas agitadas por paixões, emoções condenadas, partindo de corações enganosos, pois os prazeres são saborosos, mas o lar está a ruína, pois este filhinho, também não ouviu o conselho do bom professor, a orientação da vida, o exemplo de cada dia, não estudaste, não buscaste saber, entender, dizer, gritar, ou simplesmente compartilhar um bom pensamento, doar o ombro para que o amigo não caia nos escombros, na verdade uma triste velada realidade, eu sou um povo fraco que agita os sonhos e vivifica o devaneio, o delírio e os vícios, mas por certa ocasião que nasça eu você então, e no relevo de cada poesia, cria se vínculo sem fantasia e adota os livros do entendimento, do brio, da percepção, em que a mente vença o coração e nesse conflito o grito de viver com aptidão, na retidão da esperança e perseverança da reação do fraco em forte e de um povo nação.
Giovane Silva Santos
