Escrevo e parece que não Leio
É bobagem mas sou como uma “criança” e em alguma distração durante as aulas eu escrevo seu nome atrás do caderno, estranho, porém é um sentimento que não pedi para ter, e ainda mais por você, Se um dia eu saber que você está namorando eu vou te desejar toda felicidade do mundo, e que ela te faça feliz o dobro que eu gostaria de te fazer.
BESTEIRA
Espie só que moral
O tamanho desta besteira
Nas poemas que escrevo
Ouço a voz de Manuel Bandeira.
Ele chega de mansinho
Na lassidão de uma vida esquisita
No fervor deste caminho:
O pavor de receber, e o prazer de ser visita.
Em verso efêmero e triste
Apaixonadamente lhe revela
Não ter medo da morte
Ter medo do fogo da vela.
A solidão é seu amor
A morte o seu segredo
Na morte sentir dor
Na hora sentir medo.
Dos costumes que bem sei
A homogeneidade d'almas existe
Nos manifestos colossais
Cousas letais é comum
A única fila que presta
É aquela composta por um.
041009
Tributo a Manuel Bandeira
Teu corpo desenhado em poesia
Eu vou te desenhando em cada poesia que escrevo; em cada verso, traço a silhueta do teu corpo; uso das rimas, uma aquarela de multi cores para dá cor a sua pele.
Minhas palavras são traços suave, que componhe cada fio de seu cabelo; detalho o seu rosto com lindas frases que inspiram paixão, romance e sedução.
Desço minha mão suavemente, traçando o seu pescoço; desenho o teu colo, barriga e cintura com versos que traduzem minha admiração por você existir.
Braços e mãos, são desenhados com sublimes palavras de aconchego; coxas, canelas e pés, são modelados através da sutileza de frases escritas por anjos.
Assim, vou desenhando você em minhas poesias; transcrevendo com amor, cada sentimento que possuo por você em meu coração.
Cartas
Nessa ilha tão só escrevo cartas e dentro de garrafas eu as jogos no mar; cada uma contém pedidos da alma, gritos de S.O.S, dessa solidão salvem o meu coração.
Há muitas estrelas nessa ilha, mas não existe nenhum luar; muitos castelos nessas areias já construir, mas todos foram levados pela as ondas do mar.
A cada noite sobe mais a maré, afogando aos pouco as minhas esperanças, naufraganto meus pensamentos nessa ilha tão só.
Essa é mais uma dessas cartas, que dentro de uma velha garrafa, vou jogar nas águas desse mar; com mais um pedido da alma, me salve dessa solidão.
Lhe escrevo carta
Lhe escrevo esta carta, pois ela não treme na presença de quem ama, mas em cada verso escrito, você vai ler que tudo em mim tem um pedaço seu.
Cartas não ficam sem palavras e nem se perdem na imensidão do silêncio, mas elas são capazes de traduzir em poucas linhas, a saudade que sinto de ti, encurtando essa distância que há entre nós.
Escrevo lhe cartas que descrevem um pouco de mim, que ti revelam o que tenho em meu coração.
Nesta noite me faça um pedido que eu sonho contigo, para mais uma carta lhe escrever, que descreve o meu querer.
Sentado à beira da praia, observando a lua cheia
Escrevo versos apaixonados, pensando na amada que meu coração anseia.
A saudade que mata e ao mesmo tempo incendeia
Faz meu coração cansado bater forte e acelerado quando vejo minha sereia.
Linda sereia do cabelo loiro e cacheado, ao som do teu canto mergulho esse mar agitado.
Linda sereia do cabelo loiro e cacheado, na saliva do teu beijo quero morrer afogado.
"" A esmo
sobre mim mesmo
escrevo
e desse que tão pouco sei
mas hei
de ainda contar uma bela história
nas brancas folhas que encontro no caminho
o que serei?
talvez um menino levado
ou um senhor de barbas brancas
e cabelo pintado
poderei ser o que quiser
a caneta está em minhas mãos
se vou errar ou acertar
não sei
mas o fato que minha vida
será atrevida
e no final terá sido eu
que a desenhei...""
Escrevo pensando em ti
Sabe-se que das belezas mais visíveis e admiráveis, em você, estão àquelas, expressadas através do sorriso e confirmadas pela intensidade do olhar.
Faze-se em mim, múltiplas razões, para admirar a intensidade de sua plenitude, a interação natural da vida ao abraça-la-ti e exclamar a vida, quão única é a sua perfeição.
Tu és Vanessa a intensidade da razão, a tradução perfeita do universo, doutrinada em beleza, paz e leveza.
Eu escrevo para apagar da memória o que os olhos viram, esquecer o que os ouvidos ouviram, e me lembrar do que não deve ser esquecido.
Eu escrevo coisas que entendo e que não entendo, não por querer entendê-las, mas, simplesmente, por escrever…
Eu escrevo sobre papéis amassados, rasurados, estampados, lisos, rasgados, inteiros, infantilizados, envelhecidos, perdidos, vazios, em branco...
Eu escrevo sobre histórias invertidas, marginalizadas, desnudas, alheias, próprias, divididas, secretas, perigosas, ingênuas...
Eu escrevo sobre as delícias da vida, do ser humano, do amor, da amizade, da felicidade, da solidariedade, da saudade, do perdão, do recomeço...
Eu escrevo sobre a dor, o ultraje, a desigualdade, a mágoa...
Eu escrevo sobre o que pode nos tornar a dor, o ultraje, a desigualdade, a mágoa...
Eu escrevo de forma veloz, porque minhas palavras não esperam o virar da página...
Eu escrevo livre...
No papel cabe o universo, os sentimentos, minhas impressões de mundo, ainda que transitórias...
Eu escrevo livre...
A verdade estampada, camuflada, a mentira romanceada, impudica....
Eu escrevo livre...
Eu não escrevo para que me entendam, eu escrevo, despretensiosamente, por escrever....
Eu escrevo livre...
Quando escrevo sobre você eu saio do lugar no qual me coloquei, mas principalmente te tiro do lugar no qual te permiti ficar na minha vida. E eu sempre preferi lugares vazios aos indevidamente ocupados, até porque os primeiros podem ser realmente preenchidos.
Escrevo. Ponto.
Porque necessito.
Porque sou esquisito.
Porque sou à toa!
Ou será por ser ateu, eu?
Escrevo...
Apenas por necessidade.
Sim, um pouco por vaidade.
Ah, escrevo. Ponto. E conto.
As letras misturam-se em minha mente demente.
Escrevo para organizá-las em pensamentos inteligíveis.
Ao expeli-las, as letras, desenlouqueço. Um pouco menos, ao menos.
Escrevo... É o que mal sei fazer. E que mal pode-me fazer?
Escrevo. Vírgula, acento e ponto. Pronto.
Eu escrevo como me agrada; não há escritor mais livre neste país. Não tenho compromissos senão comigo mesmo: nem com modas, nem com escolas, nem com circunstâncias, nem com academias, nem com editores, nada. Tenho um único compromisso: com o povo.
Só escrevo aquilo que nasce e cresce dentro de mim.
Escrevo sobre o que sinto, escrevo
sobre o que vivo.
Não peço entendimento, este é um
dom esquecido pelos ignorantes que
somos nós.
Escrevo a tristeza
Escrevo o sentimento
Escrevo o cansaço
Escrevo o embaraço.
Me rendo ao enorme mundo em que
vivo.
Sou pequena, sou ninguém.
Resta-me lagrimas que não valem a
pena
Não vale a pena ver esta cena.
Meu crescimento vem de dentro, ja
cresci faz tempo. e não digo que
entendo tudo.
O ser humano não precisa de
compreensão
Precisa ser o que é
Precisa se adaptar ao caos
Para ser o que é.
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