Escrevo

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Aquilo Que Nunca Deixamos de Viver

Escrevo sobre experiências que nunca vivi, mas que, de alguma maneira, parecem ter passado por dentro de mim.
Falo de um amor que talvez jamais tenha tido por inteiro, mas que meu coração conheceu antes mesmo de saber seu nome.
Porque nem tudo aquilo que sentimos precisa ter acontecido para ser verdadeiro.
Existem sentimentos que nascem daquilo que vivemos, mas existem outros que nascem justamente daquilo que nos faltou.
E, às vezes, são as ausências que escrevem as páginas mais profundas da nossa história.
Falo das emoções que me fizeram chorar.
Das lágrimas que chegaram sem da explicação e escorreram pelo rosto quando nenhuma palavra conseguia falar o que estava acontecendo dentro do peito.
Chorei pelo que aconteceu.
Chorei pelo que poderia ter acontecido.
E talvez tenha chorado ainda mais por aquilo que esperei durante tanto tempo e nunca chegou.
Falo também das alegrias que já não tenho mais.
Daquelas manhãs em que a vida parecia mais simples.
Dos risos que enchiam uma casa.
Das conversas sem hora para terminar.
Dos pequenos momentos que, enquanto aconteciam, pareciam comuns, mas que hoje dariam tudo para serem vividos apenas mais uma vez.
É estranho como a vida nos ensina tarde o valor de certas coisas.
Enquanto temos, acreditamos que permanecerão.
Quando perdemos, descobrimos que eram eternas justamente porque terminaram.
E então vem a saudade.
Essa maneira dolorosamente bonita que o coração encontrou de continuar convivendo com aquilo que o tempo levou.
Fecho os olhos e abraço quem já não está aqui.
Não encontro um corpo.
Não sinto o calor dos braços.
Não escuto a voz.
Mas alguma coisa dentro de mim reconhece aquela presença.
E abraço.
Abraço com a memória.
Abraço com a saudade.
Abraço com tudo aquilo que ficou guardado no lugar onde o tempo não consegue entrar.
Talvez seja por isso que algumas pessoas nunca partam completamente.
Elas deixam de morar ao nosso lado e passam a morar dentro de nós.
Continuamos conversando com elas em silêncio.
Continuamos repetindo suas palavras.
Às vezes sorrimos lembrando de alguma coisa que fizeram.
Às vezes choramos porque, por um segundo, esquecemos que não podemos mais chamá-las.
E assim seguimos.
Carregando amores que tivemos e aqueles que apenas imaginamos.
Carregando alegrias que o tempo levou.
Carregando lágrimas que ninguém viu.
Carregando abraços que nossos braços ainda procuram dar.
A vida não é feita somente daquilo que aconteceu.
Também somos feitos daquilo que desejamos, daquilo que perdemos, daquilo que quase aconteceu e até daquilo que jamais tivemos coragem de viver.
Tudo isso permanece.
Porque há sentimentos que não obedecem ao calendário.
Não envelhecem quando envelhecemos.
Não desaparecem quando alguém parte.
Não morrem quando uma história termina.
Eles simplesmente mudam de lugar.
Saem das nossas mãos e vão para a memória.
Saem dos nossos olhos e vão para a saudade.
Saem dos nossos dias e passam a morar dentro do coração.
E talvez viver seja exatamente isso:
aprender que algumas coisas passam…
mas aquilo que verdadeiramente sentimos, de alguma maneira, jamais deixamos de viver.

Pensar que ainda nada penso é o que mais penso todos os dias, quando escrevo sobre o que penso.

Não escrevo, digiro palavras.

Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.

Entrelinhas

Ela diz que não gosta quando escrevo sobre ela.
Diz com a voz firme,
mas com os olhos curiosos.
É curioso isso:
quem não quer ser verso
não pergunta se é poema.
Ela passa por perto quando escrevo,
finge desatenção,
mas desacelera o passo.
Não lê,
mas tenta.
Não pergunta,
mas espera.
Existe nela um desejo discreto
de se reconhecer nas entrelinhas,
de descobrir se o segredo mora em alguma metáfora, se o nome dela cabe em sinônimos,
se o amor sabe se esconder.
Meus segredos ela conhece.
Não os detalhes,
mas a essência.
Sabe que quando escrevo sobre o vento,
é o jeito dela passar.
Quando falo de calma,
é o silêncio que ela deixa.
Quando escrevo sobre amor,
é porque não sei escrever outra coisa
que não seja ela.
Ela diz que não gosta,
mas pergunta.
Diz que não quer,
mas procura.
Diz que não lê,
mas sente.
E talvez amar seja isso:
respeitar o limite que a boca impõe
e continuar falando com o coração.
Se ela se reconhecer,
não foi porque escrevi sobre ela.
Foi porque ela sempre esteve
em tudo que eu escrevo.

Assassinos da gramática...
....escrevo tudo sei ate não saber nada mais...
Não sei escrever apenas copio o que escreveu!
As palavras estão mortas....!
Somos cegos e analfabetos funcionais?
E alguém diz analfabeto político asas da liberdade esta em chamas...
Pois a declaração de pobreza intelectual sera superarada pelos momentos mortos...
Algoz atroz, mundo sem palavras ou fonemas...
Seria possível um percentual absurdo instante.
Voltaria num tempo da inocência...
As palavras era pequeno mundo numa mente vazia...
As chamas dos desenho rupestres elevam sonhos de futuro melhor.
Voto de cabresto ainda vemos as palavras tomarem formas.
Maldizer para o cantor que se perdeu no tempo.
A escuridão sem semântica se torna a deriva a que o abismo da palavras sejam instante de lágrimas de quem aprendeu a ler catando milhos..
A cópia ganha contraste de um abismo.

⁠Eu escrevo o que a minha alma vê..o que o meu coração sente... o poeta é assim ..escreve pra ele ...mas serve pra tanta gente...

"É o que faço, amor, eu escrevo.
Para cada sentimento, um verso, e para cada verso, um enlevo.
Sorte sua foi ter me conquistado, não existe trevo.
É o que faço, amor, eu bebo.
Para cada verso, um gole, e a cada gole eu te vejo.
Eu sou ninguém, e quando sou alguém, sou de um todo seu amor, aos céus, agradeço.
Por ser capaz de amar, mesmo ferido, amargurado, ébrio, em devaneio.
Agradeço.
Obrigado, Pai, pela tal dádiva do amor, obrigado pela não correspondência, o rancor, a indiferença, o anseio.
É o que faço, amor, eu escrevo.
Pois quando tu fores de mim, serão minha companhia a solidão, a pena e o tinteiro.
Penso em você o dia inteiro.
Eu queria tanto um abraço, o doce do beijo.
Caso não, que seja somente do abraço o aconchego.
Sem ar eu voo, e mesmo sem mar, em ti, meu amor, eu velejo.
E quando as lágrimas, que afogam minha existência, me permitem enxergar, nem que seja um pouco, amor, acerca de ti, eu escrevo..."

Minhas palavras me cortam, mas ainda assim as escrevo para não sentir dor. Então me pergunto: sou apenas eu quem sangra ao ler o que escrevo, ou aqueles que leem sangram mais do que eu?

"Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco dela.
Escrevo sobre as dores, decepções, dos amores, as mazelas.
E sempre reflito; não existiriam amarguras em meus escritos, se ela fosse minha e eu dela.
O que escrevo são gotas, para narrar um oceano, o que sinto é todo um universo, o que pode ser expressado, quirela.
Se a amo, eu a escrevo, e por isso tudo tem um pouco dela.
E é 'Tutto Per Ella'.
Ela transita livremente por meus escritos, enquanto me pego escondido, no amor que sinto, minha eterna cela.
Palavras para umas e outras, paixão a algumas poucas, fé ao Cristo, amor e devoção somente a ela.
Se meus escritos são o céu, o azul é ela.
Se meus escritos são os mares, cada gota é ela.
Se escrevo o Sol, cada raio é ela.
Se escrevo a praia, cada grão de areia é ela.
Se escrevo sobre as árvores, pomares, as flores; é ela, toda folha e cada pétala.
Quando escrevo sobre a morte, percebo: a minha vida é ela.
Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco, mas bem pouco, acerca dela..."

Faço filosofia,
em cada letra que escrevo,
para quem busca sabedoria
e vencer um pouco do medo!

Tudo que escrevo aqui na Terra,
vêm lá das profundezas da minha alma,
são rimas de poeta,
causando grande calma!

Nada ganho para escrever,
aqui no site do pensador,
mesmo assim escrevo com prazer,
lindos versos de amor!

⁠Querido eu,

Escrevo estas palavras para lembrá-lo do quão incrível você é. Você é uma pessoa única, com qualidades e talentos que são verdadeiramente especiais. Ao longo da sua jornada, você enfrentou desafios e momentos difíceis, mas nunca se rendeu. Sua determinação e coragem são inspiradoras.

Lembre-se sempre do seu valor. Você é precioso, com um coração generoso e uma mente resiliente. Os seus valores e princípios são a base sólida que guia as suas escolhas e ações. Não permita que nada nem ninguém abale esses alicerces.

Você é mais forte do que imagina. Cada obstáculo que superou até agora é um testemunho do seu poder interior. Continue firme, mesmo nos momentos de dúvida. Confie em si mesmo e no seu potencial para alcançar grandes conquistas.

Não desista dos seus sonhos. Eles são o reflexo dos seus desejos mais profundos e das suas aspirações mais elevadas. Mantenha-se focado no que realmente importa para você e siga em frente com determinação.

Lembre-se também de cuidar de si mesmo. A sua saúde física e emocional são fundamentais para o seu bem-estar geral. Dedique tempo para descansar, recarregar as energias e cuidar das suas necessidades pessoais.

Estou aqui para apoiá-lo incondicionalmente. Acredito no seu potencial e no impacto positivo que você pode ter no mundo ao seu redor. Continue sendo essa pessoa incrível que é, sempre firme nos seus valores e princípios.

Há anos transformo o que vivo em palavras. Não escrevo para agradar ninguém, nem obrigo ninguém a curtir ou comentar. Apenas compartilho aquilo que sinto, porque algumas coisas a gente não consegue guardar… precisa colocar no mundo.

Quando eu escrevo, faço uma letra bonita.
Quando tu escrever, faça uma letra linda.

⁠Não tente ler as entrelinhas das linhas que escrevo.
A compreensão pode estar depois das reticências.

Penso e escrevo. Escrevo e penso, de novo. Não sou um escritor propriamente dito mas sou sim um pensador. Que por palavras exteriorizo meus pensamentos.

Quanto mais escrevo
Mais dependente fico
Me perco nas letras
Escorrego nas frases
Mas como é saboroso
Ser seduzido por esse verbo
Que habitou entre nós

⁠⁠me sinto livre quando escrevo,
seja no caderno,
no telefone,
ou em um pedaço de folha que encontrei,
quando escrevo me sinto em uma floresta,
correndo incansavelmente,
sem medo,
sem julgamentos,
sozinha,
ou em outros casos com pessoas que amo perto de mim,
e enquanto corro,
posso sentir o vento batendo em meus cabelos
e sua mão em meu pescoço,
enquanto corro,
consigo sentir a arte e a liberdade me inundando,
enquanto corro
ouço sua voz como uma fita antiga de música clássica passando como uma trilha sonora no meu ouvido,
enquanto corro consigo,
me expressar da maneira mais bizarra e estranha já vista,
consigo me expressar e ser quem eu sinto que sou,
sem olhares tortos,
sem nenhum tipo de receio,
enquanto corro
sinto como se ali fosse o meu lugar,
entre as linhas e o lápis,
as vezes sinto - os me sufocando,
e as vezes sinto o amor e a leveza fluindo das palavras que insistem em me rodear,
enquanto corro,
sinto seu abraço
como algo que nunca saiu de mim,
enquanto corro sinto que te olhar e ver o seu mais profundo ser não é mais um problema,
enquanto corro,
os detalhes passam diante aos meus olhos
e sinto como se nascesse para estar ali,
enquanto corro
não me vejo cansar
a não ser se for para descansar em seus braços,
enquanto corro,
abro meus braços como se conseguisse voar,
em meio as poesias e poemas mais profundos,
e talvez tão dramáticos
me encontro,
ou um dia me encontrei,
e não consegui me achar de novo
desde então,
é que as frases e as expressões me deixam muitas das vezes perdida,
sem saber para onde vou,
mas logo me vejo na floresta de novo,
como se nada mais importasse,
quero conseguir me achar de novo
se um dia eu conseguir
sinto que no meio dessa floresta vou estar,
no meio do papel e da caneta,
no meio das entrelinhas
talvez eu possa me encontrar


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