Escrevo
Colhi Tucumã-do-Pará
porque sei que gosta
tanto quanto escrevo
os meus Versos Intimistas
no teu corpo quente
do amanhecer até o anoitecer
para de amor te endoidecer.
...
Plantei Tucumã-do-Amazonas
para que o amor profundo
venha, fique e seja o companheiro
das horas e das auroras,
Com o mesmo virtuoso impulso
dos meus Versos Intimistas
para conquistar o caminho
que nos una do melhor jeito,
para que tudo seja grande,
perfeito e totalmente intenso.
...
Tem Tucumã para colher
do mesmo jeito que tem
em mim Versos Intimistas
escritos para você ler,
para dominar e derreter.
Sem nenhuma preocupação
com quebras de linhas,
Escrevo os meus profundos
doces Versos Intimistas,
com os lábios pintados
de Maqui do jeito que a vida
ensina para nos manter
em estado de poesia.
...
Cereja-do-Chile na ponta
da língua para a sua língua,
Versos Intimistas plenos,
vida que te quero vida,
um lirismo entre os seios.
...
Na minha varanda a Chilco
florescido é uma confissão
igual aos Versos Intimistas
que escrevi para o coração.
...
Versos Intimistas com cor
e sabor de Calafate unidos
a sua pele feita de petrichor,
que me repleta de amor -
é possível viver sem dor.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Amazônia,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Cerrado,
e é ele quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre Caatinga,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Mata Atlântica,
e é ela quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pantanal,
e é ele quem me declama.
Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pampa,
e é ele quem me declama.
Não escrevo sobre o amor,
Escrevo sobre a tua existência
que é chama e me incendeia.
Existem coisa que escrevo que são para educar as minhas buscas que tentam fazer da minha poesia feminina uma poesia do gênero neutro, e tentam me enquadrar puramente como uma poetisa regional, eu escrevo poesia regional também.
Só que a minha poesia não é exclusivamente regional, é uma poesia popular, nacionalista romântica e latino-americana. As buscas precisam aprender e reconhecer a minha identidade como poetisa.
Carta ao Destino
Caro Destino,
Escrevo a você porque dizem que é quem escreve as linhas por onde andamos, e tenho algumas perguntas sobre o desamor.
Drummond contou de uma ciranda em que cada um ama quem não o ama de volta. Foi desenho seu, Destino? Por que embaralhar assim os corações, de modo que ninguém olhe para quem o está olhando?
Vinicius mostrou como a alegria vira tristeza num instante, sem aviso. Foi você quem virou a página tão depressa? Podia ao menos ter avisado que era a última.
Machado ensinou que a dúvida entra devagar e vai corroendo tudo por dentro. Será que você também planta desconfiança onde havia carinho, só para ver o que sobra?
E Clarice sabia como é difícil alcançar o outro de verdade. Por que nos fez capazes de estar pertinho de alguém e, ainda assim, sozinhos?
Não escrevo por raiva, Destino. Escrevo porque talvez você não decida tudo sozinho. Quem sabe uma parte das linhas fique para nós, e a gente aprenda a amar melhor, a duvidar menos e a ficar de verdade quando estiver perto.
Se for assim, escreva com cuidado. E, se puder, reserve ao menos um encontro que dê certo.
Com respeito e esperança,
Um coração a caminho.
📜 Ainda te escrevo versos...
Carta de Amor📜
O tempo pode passar...
As vidas vão e vêm...
Mas ainda te escrevo em versos...
Tentando uma caligrafia perfeita,
com um suave perfume,
em um lindo papel.
Aos poucos,
como em uma melodia,
a emoção cria formas,
transformando-se em poesia.
O meu coração não entende...
Que preciso de silêncio
enquanto construo cada rima...
É mais uma carta de amor...
Perdida em algum lugar,
entre o passado e o presente...
Em meus sonhos,
na fantasia,
nas dobras do destino
e até no inconsciente.
Ainda te escrevo em versos...
Em papel de cartas...
Na calada da noite...
Enquanto te espero!
Meu amor!
Ass. Edineurai SaMarSi
Não escrevo para agradar consciências; escrevo para constrangê-las diante da verdade que escolheram poupar. Onde o senso comum enxerga normalidade, eu enxergo decadência; onde chamam conforto de amor, eu denuncio abandono; onde celebram direitos, pergunto pelos deveres; onde educam para depender, insisto em formar para enfrentar. Minha guerra nunca foi contra pessoas, mas contra toda mentira que se fantasia de virtude.
Eu escrevo não porque sou escritora ou poeta, mas porque há sentimentos que só se salvam quando viram poesia.
Não entrego papel em branco. Rabisco mensagens, escrevo com a alma, desenho uma flor, uma gaivota, um céu com. Nasci com as palavras desenhando intenções de amor.
Debbie Villela
14 de novembro de 2022
Às 11:50
"Bom, faz muito tempo que não escrevo meus sonhos, só relato em vídeos.
Mas, agora irei fazer um resumo de todos que lembro, desde a morte da minha avó paterna, em maio deste ano.
Uma semana antes dela morrer, eu havia sonhado que passava em frente ao cemitério do qual ela foi enterrada, após morrer, e estava acontecendo um cortejo e eu conhecia todas aquelas pessoas, eu olhei para a porta do cemitério, enquanto passava com meu marido e via 2 meninas e um rapaz entrando, e eu conhecia essas pessoas, mas não consegui ver quem elas eram.
Uma semana depois, recebo uma ligação da esposa do meu tio, irmão do meu pai, falando que minha vó havia morrido, era 9:40 da manhã.
Eu lembrei desse sonho, o que eu não sabia ainda é que iria ao velório dela.
Porque não gosto de velórios.
Tenho pavor!
Então, pela tarde eu e meu marido nos arrumamos para ir até lá.
Meu marido também havia sonhado dias antes, que carregava um caixão.
Chegamos até lá!
Às 6 da tarde, foi o sepultamento.
Eu ia atrás do pessoal filmando tudo, quando entrei na porta do cemitério, senti um frio estranho percorrendo todo o meu corpo.
Foi quando lembrei da parte do sonho, que eu via as 3 pessoas entrando...
Bem no momento que eu, a esposa do meu tio mais novo e ele entrava.
Me arrepiei toda! A mesma cena, as mesmas roupas, as mesmas pessoas que vi no sonho.
Então, observei meu marido levando o caixão e tive outro arrepio, quando percebi que a roupa dele e a minha, era exatamente aquela que nós usava no sonho de uma semana atrás, passando em frente ao cemitério.
Muito bizarro!
Foi onde deu lugar, a outra lembrança, que foi meu marido carregando o caixão, do qual ele havia sonhado.
Não tinha homens suficiente pra carregar, então, ele teve que ajudar, fazendo assim, o sonho dele e o meu, se tornar mais arrepiante ainda.
Eu não sei porque, mas tenho medo dos meus sonhos, porque eles acontecem na vida real, com detalhes.
Sobre o livro que escrevo... "Este livro não é um guia de conforto, mas um mapa para a verdade. Sua jornada exigirá que você confronte e desmantele a fantasia da realidade na qual você vive. Se você se sentir perdido no Vazio que precede a criação, lembre-se: o Nada é apenas o silêncio fértil onde a sua Visão Abstrata tece. A Desintegração não é o fim, mas o preço da entrada para a Amortalidade."
Escrevo porque vivo; faz parte da minha essência. É o que estou deixando de mim vivo, para quando eu estiver mais vivo ainda.
O destino é um artesão paciente: enquanto eu escrevo a espera, ele esculpe o teu caminho. Sei que não falhar, pois o que é eterno nunca chega atrasado; apenas espera o instante em que a nossa alma esteja pronta para ser, enfim, a obra-prima
Não cito nome e nem solto indireta,
Apenas escrevo a minha linha reta.
Falo de lutas, sentimentos e superação,
Pois defeito e qualidade moram em qualquer coração.
O meu romance agora é realista e profundo,
É o amor-próprio que me cura do mundo.
E acho uma ironia fina, dessas de dar dó,
Quem pensa que a minha poesia ainda precisa de alguém para não ser só.
*É a última mensagem que te enviarei, te juro que é, mas te escrevo com sinceridade, te pensava todos os dias, ou até penso todos os dias, mas um dia tudo isso passa, te desejo um Feliz Natal, como se isso fosse possível, mas tente ao menos fingir não sentir minha ausência, eu farei o mesmo.
(Saul Beleza)
Porque escrevo
Por que escrevo?
Se tenho pressa.
Pressa de ir, pressa de vir
Os pensamentos dissipam-se
Se estou atrasada, não consigo me acompanhar
Das idas corro, das vindas ignoro
De tantas idas e vindas enlouqueço.
A vida me busca e eu corro
De atraso basta minha ida
Nos sonhos imaginados paro
Reparo no caminho que deixei
Sem a pretensão de seguir
Corro para não desistir.
Escrevo para semear palavras. Se uma delas florescer no coração de alguém, minha missão terá sido cumprida.
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