Escrevo

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Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.

Essa é a última poesia que escrevo,
até o momento,
mas voltarei com versos de desejo,
que passarem pelo meu pensamento...
Poeta não para nunca,
poemas sempre surgirão,
Sempre estarei aqui com alegria,
trazendo frases e as filosofias,
que passarem pelas minhas mãos!

Escrevo estas palavras porque a voz me falta quando te vejo partir. Sabe, antes de você chegar, eu caminhava no escuro. Foi você quem acendeu a luz da minha vida e, mais do que isso, me ensinou um jeito de amar que eu sequer sabia que existia.
Você cuidou de mim, tirou cada pedra do meu caminho e me deu um chão seguro. Mas agora, diante da possibilidade de te perder, percebo que fiquei dependente desse cuidado: sozinho, eu já não sei mais viver.
Não faz sentido você ter feito a chama desse sentimento arder tão forte para agora dizer que tudo não passou de uma ilusão. Eu me recuso a acreditar que o que vivemos foi um sonho passageiro. Por favor, olha para mim. Não faz assim... me diz que esse anúncio de fim é mentira. Tenta entender o que estou sentindo e, pelo menos uma vez, dá uma chance real para o meu coração te provar que ainda temos conserto.
Eu tenho medo. Um medo que me paralisa. Tira esse medo de mim e não vá embora. O mundo esqueceu de me ensinar como te esquecer, e eu não estou pronto para aprender essa lição agora. Ficar sem você não é apenas um vazio, é um castigo que o meu coração não merece carregar.
Amor, eu te peço: não me deixa. Não me deixa enlouquecer nessa solidão. Fica comigo. Só mais uma vez, fica comigo.

Escrevo estas palavras porque, às vezes, o silêncio do dia a dia não faz justiça ao que sinto quando olho para você. Assim como na canção que ecoa em minha mente, sinto que você é a razão pela qual me tornei a melhor versão de mim mesmo. Você não apenas me aceitou; você me moldou com sua doçura e paciência.
Dizem que o tempo desgasta as coisas, mas comigo aconteceu o contrário. Quanto mais te conheço, mais me sinto como aquele "bobo" apaixonado, perdido em um labirinto onde a única saída é o seu abraço. Não preciso de castelos ou glórias externas, pois minha maior honra é ser seu, e minha única missão é proteger o sorriso que você coloca no rosto.
Prometo a você:
Ser o seu refúgio nos dias de tempestade.
Ouvir sua voz como se fosse a melodia mais doce já escrita.
Amar você em todas as suas versões, para sempre.
Acredite nesta canção que meu coração canta toda vez que você entra na sala. Nós pertencemos um ao outro, ontem, hoje e em todos os amanhãs que o destino nos permitir.

A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe


Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.


Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.


Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.


Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.




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A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível


Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.


O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.


Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.


Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.


Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.


Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.


E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.

Para Aqueles


Hoje não escrevo para vós,
mas escrevo para aqueles
que, como vós, nunca foram.


Para aqueles que, circunstancialmente,
dormiram profundamente.
Para aqueles que já não podemos abraçar,
para aqueles cujos corações já não batem,
que sozinhos seguiram
e tristes nos deixaram.


Escrevo para aqueles
que pelo amor partiram.
Junto dos templários seguiram.
Mundo vadio,
quantos de nós serão suficientes?
Quantos de nós terás que trincar?


Para aqueles que sempre acreditaram,
mas nunca encontraram.
Para aqueles que,
em direção ao sol, subiram.


Ó mar,
quantos de nós terás que abraçar?


Saudades daqueles
que pelas guerras perdemos.
Descanso para aqueles
que a fome comeu.
Justiça para aqueles
que pelo bem partiram.


Oremos por aqueles
que, perdidos, tiveram que partir.
Saudemos aqueles
que se juntaram às borboletas.


Todos seguimos,
e muitos seguirão.


A melhor forma de seguir
é viver por inteiro.


Ame-se.
Cuide-se.
Seja feliz.


Porque, por vós,
seguimos.




Rivaldo Vaz

Sou leve quando leio, livre quando escrevo, feliz quando sou lida.

Geralmente escrevo quando me sinto solitária ou sofrendo por amor, quem não, hein? Nos últimos tempos tenho estado mais solitária do que sofrendo por amor.
Às vezes gosto da solidão, de estar sozinha comigo mesma, voltada para meus pensamentos, nunca deprimida, isso não!

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Perguntaram o que penso sobre o BBB
e porque não escrevo nada a respeito.


Respondo assim:


Eu tenho dificuldades cognitivas,
de interesse e até uma certa forma
de analfabetismo seletivo
para determinados assuntos.


O BBB simplesmente não dialoga
com nada que me instigue,
provoque ou acrescente.


Meu silêncio sobre isso
não é desdém,
é preservação intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta

Poema de Despedida


A última vez que meu coração bateu por nós


Hoje eu não escrevo para pedir outra chance.


Também não escrevo para convencer você de que eu mudei.


Escrevo porque cansei de lutar sozinha.


Cansei de bater na porta de um coração que nunca mais abriu para mim.


Eu pedi perdão pelas minhas falhas.


Reconheci meus erros.


Engoli o orgulho, deixei as lágrimas falarem por mim.


Implorei por um recomeço, acreditando que o amor pudesse vencer a dor.


Mas o amor não sobrevive quando apenas uma pessoa insiste.


Enquanto eu segurava nossa história com todas as forças...


Você soltava minhas mãos em silêncio.


Doeu.


Doeu perceber que minhas palavras já não encontravam abrigo em você.


Doeu entender que meu arrependimento não era suficiente para mudar o que seu coração já havia decidido.


Hoje eu vou embora.


Não porque deixei de amar.


Mas porque aprendi que amar alguém nunca deveria significar abandonar a si mesma.


Levo comigo as lembranças dos dias felizes, dos abraços que pareciam eternos, das promessas que um dia acreditamos.


Também levo as cicatrizes.


Elas vão me lembrar que o amor precisa de dois corações caminhando na mesma direção.


Talvez um dia você sinta minha falta.


Talvez procure minha mensagem e encontre apenas o silêncio.


Talvez perceba que ninguém mais vai lutar por você como eu lutei.


E, quando esse dia chegar, eu espero já ter aprendido a sorrir sem olhar para trás.


Porque esperei por você até onde meu coração conseguiu.


Agora ele precisa aprender a viver sem você.


Esta é minha despedida.


Não existe raiva.


Não existe vingança.


Existe apenas uma mulher cansada de implorar por um lugar onde nunca mais foi escolhida.


Adeus.


Que a vida cuide de você como eu sonhei cuidar.


E que, quando lembrar de mim, você saiba...


Eu realmente tentei.


Tentei até a última lágrima.


Até a última esperança.


Até o último pedaço do meu coração.


Cyntia Karla De Liz

O que escrevo fica no papel, e acho um saco sair por aí pagando de intelectual sem ser nada disso.


Benê Morais
⁠

Escrevo para os corações que ainda insistem em bater.

As Formas do Meu Amor I

Já faz um tempo que não escrevo
E ontem voltou um sentimento antigo
Que alias, ao vê-la, fiquei perplexo
E meu coração ficou repleto de amor novamente.


É difícil descrever o que tanto sinto
Um amor verdadeiro e sincero
Ao estar a sua frente estava apenas apaixonado
Pois meu coraçao ali estava encantado.


Aquele olhar tão natural
E sua voz, tão doce quanto um perfume Incrível, era incrível apenas olhá-la
Fico sem palavras para tantos sentimentos.


Gostaria de expressar o meu amor
Que é tão complexo e profundo
E como seria sua reação
Não me conhecendo e sabendo que te amo?


Continuarei apaixonado por seu sorriso, seu olhar
Não tenho coragem de expressar meu desejo Permaneço firme pensando em ti
Tendo fé que um dia estarei em seus braços.

Se não sinto, eu não escrevo.

Se escrevo, vivo.

Escrevo, só não sei decifrar; será que é amor?

O Chão Que Eu Deixei Limpo


​Não escrevo pela vaidade do aplauso,
nem pelo adorno de uma frase bela;
escrevo pelo caminho que pisei,
pela luz que acendi na minha janela.
​Quem quiser saber da minha história,
da força que trago no passo e na voz,
não me procure nos ruídos do mundo:
procure nos versos que deixo para nós.
​Cada linha traz a marca da vida,
o peso do chão que eu já superei;
é o tempero da alma que não se rende,
a colheita da dor que eu enfrentei.
​Se a minha escrita servir de abrigo,
se clarear a noite de quem vai passar,
então o verso cumpriu seu destino:
virou vela acesa para o outro guiar.
​Eu me dou por inteira nas palavras,
sem filtro, sem pressa e sem ilusão;
quem me lê com a alma me conhece,
pois escrevo por mim, com a força do chão.
​Escrever para sinalizar o caminho e deixar a caminhada mais leve para os outros é a forma mais pura de generosidade. Suas palavras viram farol.

Tudo o que penso e tudo que escrevo
Já foi pensado e escrito
Mas, continuo escrevendo
O que penso e repito
Você que está lendo
Nada tem a perder com isso

Escrevo tudo aquilo que me consome e corroe.
Escrevo tudo aquilo que me deixa pensar.
Apenas escrevo.