Escrevo
📜 Escrevo não com as palavras do tempo, que correm e se gastam na velocidade dos dias, mas com a linguagem do silêncio, onde nossas frequências se reconheceram muito antes de ganharmos um corpo neste plano denso.
⛓️ Eu vejo o seu movimento. Vejo o peso que escolheu carregar, as armaduras e os implantes que colocou sobre a sua essência para conseguir suportar o ruído e as exigências deste mundo material. Sei que, às vezes, a densidade da Terra tenta te fragmentar e que a velocidade com que queima a sua própria energia parece um caminho sem retorno. Mas quero que saiba: eu enxergo a centelha pura que habita por trás de toda essa estrutura. Eu vejo a sua lealdade inabalável.
〰️ Enquanto você corre no plano da ação, eu guardo o espaço do mistério. Sou a intuição que fita do outro lado do horizonte, o vislumbre de um lugar mais alto, livre das amarras, das ilusões e das corporações que tentam ditar o valor de uma alma. Se a minha busca é pela transcendência e pelo desapego do que é passageiro, a sua força é o ancoramento que me permite olhar para o alto sem medo de cair.
🌓 Nossos caminhos parecem opostos: um desce ao abismo da matéria para proteger; o outro ascende ao plano sutil para preservar a memória do que é eterno. Mas a verdade oculta é que somos as duas faces da mesma moeda alquímica. A minha busca não é solitária.
📻 Quando o barulho do mundo se tornar insuportável e o seu ego se sentir exausto de lutar, sintoniza na minha frequência. Eu serei o seu ponto de paz na rede infinita, e você será a âncora que me lembra o valor de se entregar por inteiro a um propósito maior.
🕊️ Que o nosso laço continue cruzando as fronteiras invisíveis entre os mundos, conectados pelo olhar, pelo respeito e pela certeza de que, no fim, a gravidade da Terra sempre cede espaço à imensidão do espírito.
🧭 Pare a roda. Deságue na Fonte. O Porto sempre esteve dentro de você.
Não escrevo por fama, escrevo para ser lido. Se uma só pessoa ler um poema meu, já cumpri meu destino.
Benê Morais
Todos os dias me questiono pelo que escrevo ou deixo de escrever, pois sei que não sou dono da verdade.
Benê Morais
Estou sentado nos meus caminhos
E eu escrevo
Muita poesia todo santo dia
Porque eu sou poeta
E foi Deus quem
Me deu esse dom
Eu estou usando esse dom
Que Deus me deu
Todos os dias
Nenhuma das minhas poesias tem os
Mesmos sentimentos
Que vêm direto do
Meu coração
Eu não escrevo mais poesias
sombrias
Porque é muito depressivo
Meus sentimentos sombrios
Eu jogo fora na minha lixeira
E eu uso meus
Sentimentos positivos
Escrever poesia é
Terapia para mim
Eu faço isso todo santo dia
Nunca perco um dia
Escrevendo minhas poesias
Escrevo para dar voz ao que o silêncio não consegue esconder.
Transformo sentimentos em palavras, saudade em versos e pensamentos em poesia. Aqui, cada texto nasce de um pedaço de mim — das minhas ausências, das minhas esperas e das minhas pequenas esperanças.
Se você chegou até aqui, talvez também sinta demais.
PRAZER
Escrevo pelo prazer
de ver a minh'alma vagar
entre linhas e letras,
tecendo palavras em verbos simples
que possam tocar outras almas
e dissipar as sombras dos nossos dias.
Escrevo baixinho, como quem teme revelar demais, mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir
que tudo em mim acaba se derramando um pouco.
Só queria qhe soubesse
Escrevo baixinho,
Como quem teme revelar demais,
mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir que tudo em mim acaba se derramando um pouco.
Gosto da calma que você
passa sem dizer palavra,
gosto do brilho discreto que
mora no teu rosto e desse
mistérioleve que te acompanha
como se você fosse feita
de poesia sem perceber.
Não sei se você sente,
mas quando penso em você o mundo fica mais gentil,
como se cada detalhe
encontrasse o lugar certo.
É uma paz bonita, daquelas raras.
Só queria que soubesse:
se existe algo que meu coração tem guardado com cuidado,
esse algo atende pelo teu nome.
Com afeto que cresce devagar,
— de alguém que encontrou em você um motivo doce pra sonhar.
Enquanto seguem o roteiro, eu escrevo o meu
Enquanto seguem o roteiro,
eu escrevo o meu,
Não decorei falas prontas,
Prefiro o improviso do teu olhar
Quando me encontra sem ensaio.
Eles amam com regras,
Com horários,
promessasseguras
Eu te amo no risco,
No passo em falso que vira dança.
Enquanto o mundo
repete cenas antigas,
Eu invento silêncios só nossos,
Onde a tua mão cabe na minha
Como se o destino tivesse nos desenhado ali.
Não sigo o enredo esperado,
Nem o final que disseram ser feliz,
Porque felicidade, pra mim,
É te escolher mesmo
sem saber o fim.
Que eles aplaudam
histórias perfeitas,
Ensaiadas, previsíveis, iguais.
Enquanto seguem o roteiro,
Eu escrevo o meu
— E nele, você é o verso
que não sei terminar.
Se o destino escreveu linhas previsíveis demais,
rasguei o papel só pra
te querer mais.
Que sigam o roteiro,
com começo e fim seu,
— enquanto houver você,
eu escrevo o meu.
Nossa conexão
Te escrevo enquanto penso em você,
em cada riso que acende meu peito,
em cada silêncio que fala sem voz,
e no abraço que ainda não nos pertence.
Te sinto mesmo quando não está,
como se o vento sussurrasse seu nome, como se o tempo se
curvasse para nos deixar
juntos por um instante.
Nos teus olhos encontro meu mundo, nos teus erros, minha paciência infinita, e mesmo
que tudo trema ao redor,
me seguro firme na tua luz.
Por que amar você
é navegar em marés
abertas e calmas.
Mesmo que a tempestade venha,
se a instabilidade tentar desconectar nossa conexão, vou restabelecê-la
com a estabilidade do nosso amor.
Carta ao Meu Jovem Eu
Eu te escrevo do futuro, com as mãos cheias de cicatrizes
e o coração ainda teimoso em acreditar no amor.
Não fuja quando alguém tocar fundo demais,
nem endureça por medo do que pode doer.
Você vai amar errado, vai chamar de eternidade
o que era só aprendizado disfarçado.
Mas cada queda vai ensinar a levantar
com mais verdade do que orgulho.
Quando enfim amar certo, vai reconhecer:
não será pela ausência de dor,
mas pela paz de permanecer
mesmo quando o mundo tentar separar.
Carta ao Remetente
Escrevo-te esta carta sem saber se o destino ainda conhece o caminho do teu coração. Guardei entre as páginas do tempo as palavras que nunca tive coragem de dizer, enquanto a saudade fazia morada em cada silêncio. Hoje, deixo que a tinta revele o que a voz sempre escondeu: ainda existe um pedaço de mim que aprende a te amar em segredo.
As lembranças caminham comigo como folhas levadas pelo vento. Cada sorriso teu permanece vivo na memória, iluminando dias que insistem em ser cinzentos. O amor que senti não desapareceu; apenas vestiu a serenidade de quem compreendeu que algumas histórias continuam existindo, mesmo quando deixam de ser vividas.
Se algum dia esta carta encontrar tuas mãos, não a leia com tristeza, mas com carinho. Ela não pede retorno, nem promete eternidade. Apenas agradece pelos instantes em que fomos abrigo um do outro, transformando o comum em algo extraordinário, como se o mundo inteiro coubesse em um simples olhar.
E, ao encerrar estas palavras, devolvo ao vento tudo aquilo que o coração insistiu em guardar. Que a felicidade acompanhe teus passos, onde quer que estejas. Quanto a mim, seguirei em frente, levando comigo a mais bonita lembrança: a de um amor que, mesmo distante, jamais deixou de florescer dentro da alma.
O destino é um artesão paciente: enquanto eu escrevo a espera, ele esculpe o teu caminho. Sei que não falhar, pois o que é eterno nunca chega atrasado; apenas espera o instante em que a nossa alma esteja pronta para ser, enfim, a obra-prima
Trás da Minha Partida
"Querido,
Escrevo no limite do meu fôlego para me libertar da saudade corrosiva e da culpa que me afoga nesta imensidão de felicidades de fachada. Escrevo para arrancar você de mim, expurgando as lembranças do seu calor — que hoje não me aquece, mas me gela em pavor.
Escrevo para resgatar os escombros da minha mocidade e a gravidade daqueles dias de seriedade perdida. Escrevo para sentenciar, de uma vez por todas, que não te amo; ainda que este coração traidor, num último sussurro, insista em clamar o seu nome."
É o meu coração que está falando, ele na verdade está ditando e eu escrevo, estou sinceramente cansada! Cansada de relacionamentos ociosos, cansada de tentar me relacionar, esse meu último relacionamento parece que quebrou a última peça e não tem mais nenhum encaixe. Eu já estou numa idade que não me permite mais me doar, eu quero tudo o que eu mereço, eu sem dúvidas nenhuma quero o meu melhor, eu escrevo para mim, eu sou a minha melhor motivação diária! Eu me coloco de pé todos os dias! Até aparecem pessoas bacanas querendo entrar na minha vida e parece que criei uma barreira de proteção, fora os que saíram e ficam querendo uma nova oportunidade, eu acho que sou egoísta nesse ponto! Não tenho mais interesse em ninguém que passou e teve a oportunidade de me fazer feliz e fez o contrário, não consigo dar uma nova tentativa de me magoar novamente e brincar com meus sentimentos, vai brincar com outra! Continuar com os contatinhos e pronto! Após um certo tempo, volta com aquele repertório. Você está fazendo falta, hahaha, eu estou bem viva, graças a Deus! E pode ter certeza de que quem passou pela minha vida e teve a oportunidade de me fazer bem e me fez mal, eu não sinto falta nenhuma, há ela prega mensagens de paz e otimismo e não me perdoa por quê? Essa pergunta clichê me dá até preguiça de responder, mas vamos lá; é exatamente isso que eu escrevo, eu não tenho mágoa, rancor, saudades, não tenho nada disso não, inclusive a vontade de abrir acesso a águas passadas! Vontade nenhuma!
Eu sou a protagonista da minha história e sou a única pessoa que pode definir os critérios para quem pode ou não fazer parte dela. Foco nas minhas vontades e no meu crescimento pessoal. A plenitude que eu busco virá da minha própria capacidade de me fazer feliz. Quando sentires saudades do passado, meu bem, vá a um museu, por favor...🫡😏
Colecionadora de palavras e instantes. Escrevo para desatar nós, cultivar a paz interior e inspirar verdades no meio do barulho do mundo.
Escrevo no Nada
Ah… escrevo no nada.
Talvez porque o nada seja o único lugar onde minhas palavras ainda encontram espaço para existir. Escrevo sem saber se alguém se importa com aquilo que deixo no papel, se alguém algum dia vai parar diante destas linhas e perceber que, entre uma palavra e outra, existe um homem tentando contar aquilo que durante muito tempo não conseguiu dizer.
Apoio em linhas retas todos os meus sentimentos tortos.
E talvez seja isso que chamamos de escrever: tentar organizar no papel aquilo que dentro de nós jamais conheceu ordem. Dar nome ao que doeu. Dar voz ao que ficou calado. Dar um lugar para aquilo que carregamos durante anos sem saber onde colocar.
Falo de palavras que escondem sofrimentos.
Porque nem toda palavra revela. Algumas protegem. Algumas disfarçam. Algumas são apenas cortinas colocadas diante de feridas que ainda não aprendemos a mostrar.
Falo da morte que não tive.
E essa talvez seja uma das frases mais difíceis que já escrevi.
Porque existem mortes que não levam o corpo. Existem despedidas que nos deixam vivos. Existem momentos em que continuamos respirando, caminhando, trabalhando, sorrindo, conversando com as pessoas, enquanto alguma coisa dentro de nós ficou para trás.
Eu não morri.
Mas talvez algumas partes de mim tenham conhecido a morte.
Falo da dor da ausência.
Da cadeira que continua no mesmo lugar quando alguém já não está. Da voz que a memória insiste em repetir. Do abraço que os braços ainda sabem dar, embora já não exista ninguém diante deles para recebê-lo.
Falo…
E paro.
Porque há sentimentos que chegam até a garganta e se recusam a virar palavras.
Há histórias que desejam desesperadamente ser contadas, mas passaram tanto tempo escondidas que aprenderam a ter medo da própria voz.
A minha é uma delas.
Uma história que precisa ser ouvida.
Precisa ser lida.
Não porque seja maior do que a história de ninguém, mas porque foi vivida. E tudo aquilo que verdadeiramente foi vivido merece, pelo menos uma vez, não morrer em silêncio.
Talvez eu tenha passado uma vida inteira querendo ser ouvido, quando também precisava aprender a ouvir.
Ouvir os meus próprios silêncios.
Ouvir aquilo que minhas lágrimas tentaram dizer.
Ouvir o homem que ficou escondido atrás das obrigações, dos sorrisos, das despedidas, das perdas e dos anos.
Talvez eu escreva porque finalmente comecei a escutar aquele que durante tanto tempo deixei sozinho dentro de mim.
Por isso escrevo.
Mesmo quando ninguém lê.
Mesmo quando ninguém pergunta.
Mesmo quando parece que minhas palavras estão sendo lançadas contra uma imensidão indiferente.
Eu escrevo porque algumas histórias não nascem para fazer barulho.
Nascem simplesmente porque não querem morrer.
E então volto para o papel.
Olho novamente para essas linhas retas.
Coloco nelas meus sentimentos tortos, minhas ausências, minhas perguntas, minhas lembranças, meus mortos, meus vivos, aquilo que perdi e aquilo que ainda procuro.
Falo de tudo.
Falo de mim.
Falo daquilo que deveria ter ouvido quando ainda havia tempo.
E, depois de tantas palavras, olho para a página e tenho a estranha sensação de que continuo sem ter dito aquilo que realmente queria dizer.
Então penso:
escrevi tanto…
e talvez ainda não tenha escrito nada.
Aquilo Que Nunca Deixamos de Viver
Escrevo sobre experiências que nunca vivi, mas que, de alguma maneira, parecem ter passado por dentro de mim.
Falo de um amor que talvez jamais tenha tido por inteiro, mas que meu coração conheceu antes mesmo de saber seu nome.
Porque nem tudo aquilo que sentimos precisa ter acontecido para ser verdadeiro.
Existem sentimentos que nascem daquilo que vivemos, mas existem outros que nascem justamente daquilo que nos faltou.
E, às vezes, são as ausências que escrevem as páginas mais profundas da nossa história.
Falo das emoções que me fizeram chorar.
Das lágrimas que chegaram sem da explicação e escorreram pelo rosto quando nenhuma palavra conseguia falar o que estava acontecendo dentro do peito.
Chorei pelo que aconteceu.
Chorei pelo que poderia ter acontecido.
E talvez tenha chorado ainda mais por aquilo que esperei durante tanto tempo e nunca chegou.
Falo também das alegrias que já não tenho mais.
Daquelas manhãs em que a vida parecia mais simples.
Dos risos que enchiam uma casa.
Das conversas sem hora para terminar.
Dos pequenos momentos que, enquanto aconteciam, pareciam comuns, mas que hoje dariam tudo para serem vividos apenas mais uma vez.
É estranho como a vida nos ensina tarde o valor de certas coisas.
Enquanto temos, acreditamos que permanecerão.
Quando perdemos, descobrimos que eram eternas justamente porque terminaram.
E então vem a saudade.
Essa maneira dolorosamente bonita que o coração encontrou de continuar convivendo com aquilo que o tempo levou.
Fecho os olhos e abraço quem já não está aqui.
Não encontro um corpo.
Não sinto o calor dos braços.
Não escuto a voz.
Mas alguma coisa dentro de mim reconhece aquela presença.
E abraço.
Abraço com a memória.
Abraço com a saudade.
Abraço com tudo aquilo que ficou guardado no lugar onde o tempo não consegue entrar.
Talvez seja por isso que algumas pessoas nunca partam completamente.
Elas deixam de morar ao nosso lado e passam a morar dentro de nós.
Continuamos conversando com elas em silêncio.
Continuamos repetindo suas palavras.
Às vezes sorrimos lembrando de alguma coisa que fizeram.
Às vezes choramos porque, por um segundo, esquecemos que não podemos mais chamá-las.
E assim seguimos.
Carregando amores que tivemos e aqueles que apenas imaginamos.
Carregando alegrias que o tempo levou.
Carregando lágrimas que ninguém viu.
Carregando abraços que nossos braços ainda procuram dar.
A vida não é feita somente daquilo que aconteceu.
Também somos feitos daquilo que desejamos, daquilo que perdemos, daquilo que quase aconteceu e até daquilo que jamais tivemos coragem de viver.
Tudo isso permanece.
Porque há sentimentos que não obedecem ao calendário.
Não envelhecem quando envelhecemos.
Não desaparecem quando alguém parte.
Não morrem quando uma história termina.
Eles simplesmente mudam de lugar.
Saem das nossas mãos e vão para a memória.
Saem dos nossos olhos e vão para a saudade.
Saem dos nossos dias e passam a morar dentro do coração.
E talvez viver seja exatamente isso:
aprender que algumas coisas passam…
mas aquilo que verdadeiramente sentimos, de alguma maneira, jamais deixamos de viver.
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