Escrevo

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Escrevo estas palavras porque, às vezes, o silêncio do dia a dia não faz justiça ao que sinto quando olho para você. Assim como na canção que ecoa em minha mente, sinto que você é a razão pela qual me tornei a melhor versão de mim mesmo. Você não apenas me aceitou; você me moldou com sua doçura e paciência.
Dizem que o tempo desgasta as coisas, mas comigo aconteceu o contrário. Quanto mais te conheço, mais me sinto como aquele "bobo" apaixonado, perdido em um labirinto onde a única saída é o seu abraço. Não preciso de castelos ou glórias externas, pois minha maior honra é ser seu, e minha única missão é proteger o sorriso que você coloca no rosto.
Prometo a você:
Ser o seu refúgio nos dias de tempestade.
Ouvir sua voz como se fosse a melodia mais doce já escrita.
Amar você em todas as suas versões, para sempre.
Acredite nesta canção que meu coração canta toda vez que você entra na sala. Nós pertencemos um ao outro, ontem, hoje e em todos os amanhãs que o destino nos permitir.

CHEGUEI EM MIM


Eu escrevo e canto versos, poesia.
Eu escrevo.
Escrevo, escrevo, escrevo.


Falta um mundo
para descrever o que sinto.


Vivi, vivi tantas coisas.
Já passei por tantos risos.
Já andei por tantas estradas
que pareciam não ter fim.


Cheguei.
Cheguei em mim.


Nildinha Freitas

Em cada verso que escrevo,
Penso em você.
Tudo o que faço
Me lembra o teu amor.
Sua ausência agora dói,
E já não há retorno...
Entre nós,
Não existiu um “felizes para sempre”,
Apenas um sincero:
“Foi bom enquanto durou.”

Escrevo meus lamentos no papel,
Finjo que é poesia,
Ou algo parecido.
Vou mastigando meus sentimentos a contragosto,
Reprimindo as dores que apertam o peito
Por amar e não ser amado.
Tá aí o motivo de eu não gostar de matemática:
A soma do amor,
Em certas ocasiões, é injusta
E nunca resulta no que desejamos.

Na poesia, existe um propósito.
Escrevo incansavelmente:
Um refúgio que encontrei,
O ar que respiro
Nos dias turvos e densos.
As palavras tocam a alma
E derramam amor.

Escrevo qualquer coisa,
sem pressa,
no calor do dia.
Olho o relógio,
já não tenho tempo.
Sinto a brisa do vento:
é a inspiração chegando.
De longe,
teu cheiro me alcança,
e o amor se aproxima.

Existo hoje,
Escrevo para me sentir útil
Num mundo fútil.

Escrevo o que nenhum poeta buscou e nenhum filósofo nomeou, porque penso no espaço entre o que existe e o que ainda não foi imaginado.

Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.


"E para falar a verdade,
tudo que eu escrevo nem chega
perto de tudo que sinto.
Palavras raramente conseguem expressar meus sentimentos."

🖋
"⁠Escrevo muito.
Escrevo o tempo todo.
Escrevo sobre tudo.
Escrevo até na hora do almoço.

É dessa maneira que vou lidando
com os meus sentimentos.
Meus pensamentos.
Minhas emoções e com o meu coração.
🖋

Amor perdido


Querido! Escrevo para me libertar da saudade, da culpa, nessa imensidão de falsas felicidades. Escrevo para me libertar de você, especialmente das lembranças do seu calor , que me dão pavor.
Escrevo para sentir e lembrar a cada momento da minha moça idade, os momentos de grande seriedade
Escrevo para provar para mim mesmo que não te amo apesar que meu coração ainda te chamo.

Quando tento falar, viro pedra; quando escrevo, viro rio.

Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.

"Eu sempre receio, quando escrevo, mudar de ideia. Mas e se eu mudar? Quem me julgará sendo que isso é a coisa mais humana e artística a se fazer?"

​"Não é prazer, é fôlego.
Escrevo para que o peso diminua,
pois trago oceanos na garganta
e apenas gotas na fala.
​Estranha ironia a de ser ponte
que deseja o encontro,
mas não conhece o mapa
para traduzir o próprio abismo."


PRAZER


Escrevo pelo prazer
de ver a minh'alma vagar
entre linhas e letras,
tecendo palavras em verbos simples
que possam tocar outras almas
e dissipar as sombras dos nossos dias.

Com o tempo, o que escrevo agora pode deixar de fazer sentido.

Há um purgatório em mim,
mil poetas se debatem, gritam, choram
e eu escrevo...
há uma caverna com mil morcegos
e eu me penitencio...

Há um purgatório em mim
Mil poetas gritam,
Choram e se debatem
E eu escrevo...

Há uma caverna
Com milhares de morcegos
E eu me penitencio...

Mil poetas habitam em mim
Muitos deles vem das trevas
Podem ver não tenho estilo
Sou uma espécie de purgatório
Para os seus dias de juízo...