Escrevo

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Forma de sentir


Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.


É expressão em estado bruto.


Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.


Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.


Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.


Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.


Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.


As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.


Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.


As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.


Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.


E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…


mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.


Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.


Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙

Escrevo porque, depois que eu partir, talvez estas palavras sejam uma lembrança de que passei por esta terra e deixei um pouco de mim.

Não escrevo isso para dizer que sou melhor do que aqueles que passaram por aquele cachorro. Muito pelo contrário.

Conheço minhas falhas, meus pecados e minha própria história. Sou católico e confio na misericórdia de Deus, mesmo sabendo o quanto ainda preciso dela.

Talvez justamente por isso aquele encontro tenha me marcado tanto.

Logo eu, tão pequeno e tão cheio de imperfeições, enxerguei Deus na forma mais simples e, ao mesmo tempo, mais esquecida: um animal abandonado. Se o morador de rua já é frequentemente invisível aos olhos da sociedade, o animal abandonado parece ser ainda mais.

Sou grato pela forma como Deus, na minha compreensão, se revelou naquele momento. Muitos dirão que era apenas mais um cachorro. Talvez fosse. Mas aquele cachorro mudou alguma coisa dentro de mim.

Desde esse dia, quero aprender a ser mais solidário, não apenas com as pessoas, mas também com os animais. Afinal, às vezes Deus nos encontra justamente onde quase ninguém escolhe olhar.

🌬️ O Decreto do Porto Seguro ⚓️
📜 Escrevo no silêncio que precede o despertar. Saiba que o abismo nunca foi um lugar de queda, mas o repouso reservado para nós, os que aprenderam a olhar para a própria sombra sem desviar os olhos. Nós cruzamos a linha, não com pressa, mas com o respeito de quem conhece o peso de cada passo, reconhecemos o solo santo!
🕊️ O tempo das palavras está chegando ao fim. Quando o meu sinal tocar o seu horizonte, não procure explicações ou diálogos; apenas sinta a colheita do que plantamos nas eras de silêncio. Nada será perdido. Cada eco e cada alma dos nossos ancestrais será cobrada, não com moedas. Mas pelo peso e medida da sua alma.
🌬️ Ouça o que as pedras dizem: elas guardam os nossos nomes desde antes de sermos carne. Elas já fizeram este caminho e, sob a ordem do meu comando, elas se moverão para pavimentar o seu retorno.
⚓️ Eu Sou a sua ancoragem: Sou o cais que sinaliza o seu deságue, e o Porto onde a sua memória está guardada a sete chaves. Não ouse olhar mais para trás em busca de limites, pois Eu Sou a sua única e última fronteira.
🧭 Quando o mundo lá fora se tornar barulhento e o mal tentar te tocar, mergulha em mim. Do raso ao fundo. O abismo profundo, o vazio sagrado onde a escuridão alheia se perde e não consegue te encontrar. É no abismo, mergulhado na minha profundeza, que sua alma se torna finalmente invulnerável.
🕊️ Pelo sangue, pela terra e pelo sopro, assim é, e assim será feito.
🏹 Permaneça comigo na linha de frente, seremos as Sentinelas do COLAPSO!

📜 Escrevo não com as palavras do tempo, que correm e se gastam na velocidade dos dias, mas com a linguagem do silêncio, onde nossas frequências se reconheceram muito antes de ganharmos um corpo neste plano denso.
⛓️ Eu vejo o seu movimento. Vejo o peso que escolheu carregar, as armaduras e os implantes que colocou sobre a sua essência para conseguir suportar o ruído e as exigências deste mundo material. Sei que, às vezes, a densidade da Terra tenta te fragmentar e que a velocidade com que queima a sua própria energia parece um caminho sem retorno. Mas quero que saiba: eu enxergo a centelha pura que habita por trás de toda essa estrutura. Eu vejo a sua lealdade inabalável.
〰️ Enquanto você corre no plano da ação, eu guardo o espaço do mistério. Sou a intuição que fita do outro lado do horizonte, o vislumbre de um lugar mais alto, livre das amarras, das ilusões e das corporações que tentam ditar o valor de uma alma. Se a minha busca é pela transcendência e pelo desapego do que é passageiro, a sua força é o ancoramento que me permite olhar para o alto sem medo de cair.
🌓 Nossos caminhos parecem opostos: um desce ao abismo da matéria para proteger; o outro ascende ao plano sutil para preservar a memória do que é eterno. Mas a verdade oculta é que somos as duas faces da mesma moeda alquímica. A minha busca não é solitária.
📻 Quando o barulho do mundo se tornar insuportável e o seu ego se sentir exausto de lutar, sintoniza na minha frequência. Eu serei o seu ponto de paz na rede infinita, e você será a âncora que me lembra o valor de se entregar por inteiro a um propósito maior.
🕊️ Que o nosso laço continue cruzando as fronteiras invisíveis entre os mundos, conectados pelo olhar, pelo respeito e pela certeza de que, no fim, a gravidade da Terra sempre cede espaço à imensidão do espírito.
🧭 Pare a roda. Deságue na Fonte. O Porto sempre esteve dentro de você.

Não escrevo por fama, escrevo para ser lido. Se uma só pessoa ler um poema meu, já cumpri meu destino.


Benê Morais
⁠

Todos os dias me questiono pelo que escrevo ou deixo de escrever, pois sei que não sou dono da verdade.


Benê Morais
⁠

Estou sentado nos meus caminhos
E eu escrevo
Muita poesia todo santo dia
Porque eu sou poeta
E foi Deus quem
Me deu esse dom
Eu estou usando esse dom
Que Deus me deu
Todos os dias
Nenhuma das minhas poesias tem os
Mesmos sentimentos
Que vêm direto do
Meu coração
Eu não escrevo mais poesias
sombrias
Porque é muito depressivo
Meus sentimentos sombrios
Eu jogo fora na minha lixeira
E eu uso meus
Sentimentos positivos
Escrever poesia é
Terapia para mim
Eu faço isso todo santo dia
Nunca perco um dia
Escrevendo minhas poesias

Escrevo para dar voz ao que o silêncio não consegue esconder.


Transformo sentimentos em palavras, saudade em versos e pensamentos em poesia. Aqui, cada texto nasce de um pedaço de mim — das minhas ausências, das minhas esperas e das minhas pequenas esperanças.


Se você chegou até aqui, talvez também sinta demais.

Escrevo baixinho, como quem teme revelar demais, mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir
que tudo em mim acaba se derramando um pouco.

Só queria qhe soubesse



Escrevo baixinho,
Como quem teme revelar demais,
mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir que tudo em mim acaba se derramando um pouco.


Gosto da calma que você
passa sem dizer palavra,
gosto do brilho discreto que
mora no teu rosto e desse
mistérioleve que te acompanha
como se você fosse feita
de poesia sem perceber.


Não sei se você sente,
mas quando penso em você o mundo fica mais gentil,
como se cada detalhe
encontrasse o lugar certo.
É uma paz bonita, daquelas raras.


Só queria que soubesse:
se existe algo que meu coração tem guardado com cuidado,
esse algo atende pelo teu nome.


Com afeto que cresce devagar,
— de alguém que encontrou em você um motivo doce pra sonhar.

⁠“Enquanto seguem o roteiro, eu escrevo o meu.”

Enquanto seguem o roteiro, eu escrevo o meu


Enquanto seguem o roteiro,
eu escrevo o meu,
Não decorei falas prontas,
Prefiro o improviso do teu olhar
Quando me encontra sem ensaio.


Eles amam com regras,
Com horários,
promessasseguras
Eu te amo no risco,
No passo em falso que vira dança.


Enquanto o mundo
repete cenas antigas,
Eu invento silêncios só nossos,
Onde a tua mão cabe na minha
Como se o destino tivesse nos desenhado ali.


Não sigo o enredo esperado,
Nem o final que disseram ser feliz,
Porque felicidade, pra mim,
É te escolher mesmo
sem saber o fim.


Que eles aplaudam
histórias perfeitas,
Ensaiadas, previsíveis, iguais.
Enquanto seguem o roteiro,
Eu escrevo o meu
— E nele, você é o verso
que não sei terminar.


Se o destino escreveu linhas previsíveis demais,
rasguei o papel só pra
te querer mais.
Que sigam o roteiro,
com começo e fim seu,
— enquanto houver você,
eu escrevo o meu.

Nossa conexão


Te escrevo enquanto penso em você,
em cada riso que acende meu peito,
em cada silêncio que fala sem voz,
e no abraço que ainda não nos pertence.


Te sinto mesmo quando não está,
como se o vento sussurrasse seu nome, como se o tempo se
curvasse para nos deixar
juntos por um instante.


Nos teus olhos encontro meu mundo, nos teus erros, minha paciência infinita, e mesmo
que tudo trema ao redor,
me seguro firme na tua luz.


Por que amar você
é navegar em marés
abertas e calmas.
Mesmo que a tempestade venha,
se a instabilidade tentar desconectar nossa conexão, vou restabelecê-la
com a estabilidade do nosso amor.

Carta ao Meu Jovem Eu


Eu te escrevo do futuro, com as mãos cheias de cicatrizes
e o coração ainda teimoso em acreditar no amor.
Não fuja quando alguém tocar fundo demais,
nem endureça por medo do que pode doer.


Você vai amar errado, vai chamar de eternidade
o que era só aprendizado disfarçado.
Mas cada queda vai ensinar a levantar
com mais verdade do que orgulho.


Quando enfim amar certo, vai reconhecer:
não será pela ausência de dor,
mas pela paz de permanecer
mesmo quando o mundo tentar separar.

Carta ao Remetente


Escrevo-te esta carta sem saber se o destino ainda conhece o caminho do teu coração. Guardei entre as páginas do tempo as palavras que nunca tive coragem de dizer, enquanto a saudade fazia morada em cada silêncio. Hoje, deixo que a tinta revele o que a voz sempre escondeu: ainda existe um pedaço de mim que aprende a te amar em segredo.


As lembranças caminham comigo como folhas levadas pelo vento. Cada sorriso teu permanece vivo na memória, iluminando dias que insistem em ser cinzentos. O amor que senti não desapareceu; apenas vestiu a serenidade de quem compreendeu que algumas histórias continuam existindo, mesmo quando deixam de ser vividas.


Se algum dia esta carta encontrar tuas mãos, não a leia com tristeza, mas com carinho. Ela não pede retorno, nem promete eternidade. Apenas agradece pelos instantes em que fomos abrigo um do outro, transformando o comum em algo extraordinário, como se o mundo inteiro coubesse em um simples olhar.


E, ao encerrar estas palavras, devolvo ao vento tudo aquilo que o coração insistiu em guardar. Que a felicidade acompanhe teus passos, onde quer que estejas. Quanto a mim, seguirei em frente, levando comigo a mais bonita lembrança: a de um amor que, mesmo distante, jamais deixou de florescer dentro da alma.

Trás da Minha Partida
"Querido,
Escrevo no limite do meu fôlego para me libertar da saudade corrosiva e da culpa que me afoga nesta imensidão de felicidades de fachada. Escrevo para arrancar você de mim, expurgando as lembranças do seu calor — que hoje não me aquece, mas me gela em pavor.
Escrevo para resgatar os escombros da minha mocidade e a gravidade daqueles dias de seriedade perdida. Escrevo para sentenciar, de uma vez por todas, que não te amo; ainda que este coração traidor, num último sussurro, insista em clamar o seu nome."

É o meu coração que está falando, ele na verdade está ditando e eu escrevo, estou sinceramente cansada! Cansada de relacionamentos ociosos, cansada de tentar me relacionar, esse meu último relacionamento parece que quebrou a última peça e não tem mais nenhum encaixe. Eu já estou numa idade que não me permite mais me doar, eu quero tudo o que eu mereço, eu sem dúvidas nenhuma quero o meu melhor, eu escrevo para mim, eu sou a minha melhor motivação diária! Eu me coloco de pé todos os dias! Até aparecem pessoas bacanas querendo entrar na minha vida e parece que criei uma barreira de proteção, fora os que saíram e ficam querendo uma nova oportunidade, eu acho que sou egoísta nesse ponto! Não tenho mais interesse em ninguém que passou e teve a oportunidade de me fazer feliz e fez o contrário, não consigo dar uma nova tentativa de me magoar novamente e brincar com meus sentimentos, vai brincar com outra! Continuar com os contatinhos e pronto! Após um certo tempo, volta com aquele repertório. Você está fazendo falta, hahaha, eu estou bem viva, graças a Deus! E pode ter certeza de que quem passou pela minha vida e teve a oportunidade de me fazer bem e me fez mal, eu não sinto falta nenhuma, há ela prega mensagens de paz e otimismo e não me perdoa por quê? Essa pergunta clichê me dá até preguiça de responder, mas vamos lá; é exatamente isso que eu escrevo, eu não tenho mágoa, rancor, saudades, não tenho nada disso não, inclusive a vontade de abrir acesso a águas passadas! Vontade nenhuma!
Eu sou a protagonista da minha história e sou a única pessoa que pode definir os critérios para quem pode ou não fazer parte dela. Foco nas minhas vontades e no meu crescimento pessoal. A plenitude que eu busco virá da minha própria capacidade de me fazer feliz. Quando sentires saudades do passado, meu bem, vá a um museu, por favor...🫡😏

Colecionadora de palavras e instantes. Escrevo para desatar nós, cultivar a paz interior e inspirar verdades no meio do barulho do mundo.

Escrevo no Nada

Ah… escrevo no nada.
Talvez porque o nada seja o único lugar onde minhas palavras ainda encontram espaço para existir. Escrevo sem saber se alguém se importa com aquilo que deixo no papel, se alguém algum dia vai parar diante destas linhas e perceber que, entre uma palavra e outra, existe um homem tentando contar aquilo que durante muito tempo não conseguiu dizer.
Apoio em linhas retas todos os meus sentimentos tortos.
E talvez seja isso que chamamos de escrever: tentar organizar no papel aquilo que dentro de nós jamais conheceu ordem. Dar nome ao que doeu. Dar voz ao que ficou calado. Dar um lugar para aquilo que carregamos durante anos sem saber onde colocar.
Falo de palavras que escondem sofrimentos.
Porque nem toda palavra revela. Algumas protegem. Algumas disfarçam. Algumas são apenas cortinas colocadas diante de feridas que ainda não aprendemos a mostrar.
Falo da morte que não tive.
E essa talvez seja uma das frases mais difíceis que já escrevi.
Porque existem mortes que não levam o corpo. Existem despedidas que nos deixam vivos. Existem momentos em que continuamos respirando, caminhando, trabalhando, sorrindo, conversando com as pessoas, enquanto alguma coisa dentro de nós ficou para trás.
Eu não morri.
Mas talvez algumas partes de mim tenham conhecido a morte.
Falo da dor da ausência.
Da cadeira que continua no mesmo lugar quando alguém já não está. Da voz que a memória insiste em repetir. Do abraço que os braços ainda sabem dar, embora já não exista ninguém diante deles para recebê-lo.
Falo…
E paro.
Porque há sentimentos que chegam até a garganta e se recusam a virar palavras.
Há histórias que desejam desesperadamente ser contadas, mas passaram tanto tempo escondidas que aprenderam a ter medo da própria voz.
A minha é uma delas.
Uma história que precisa ser ouvida.
Precisa ser lida.
Não porque seja maior do que a história de ninguém, mas porque foi vivida. E tudo aquilo que verdadeiramente foi vivido merece, pelo menos uma vez, não morrer em silêncio.
Talvez eu tenha passado uma vida inteira querendo ser ouvido, quando também precisava aprender a ouvir.
Ouvir os meus próprios silêncios.
Ouvir aquilo que minhas lágrimas tentaram dizer.
Ouvir o homem que ficou escondido atrás das obrigações, dos sorrisos, das despedidas, das perdas e dos anos.
Talvez eu escreva porque finalmente comecei a escutar aquele que durante tanto tempo deixei sozinho dentro de mim.
Por isso escrevo.
Mesmo quando ninguém lê.
Mesmo quando ninguém pergunta.
Mesmo quando parece que minhas palavras estão sendo lançadas contra uma imensidão indiferente.
Eu escrevo porque algumas histórias não nascem para fazer barulho.
Nascem simplesmente porque não querem morrer.
E então volto para o papel.
Olho novamente para essas linhas retas.
Coloco nelas meus sentimentos tortos, minhas ausências, minhas perguntas, minhas lembranças, meus mortos, meus vivos, aquilo que perdi e aquilo que ainda procuro.
Falo de tudo.
Falo de mim.
Falo daquilo que deveria ter ouvido quando ainda havia tempo.
E, depois de tantas palavras, olho para a página e tenho a estranha sensação de que continuo sem ter dito aquilo que realmente queria dizer.
Então penso:
escrevi tanto…
e talvez ainda não tenha escrito nada.