Escrevo

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Tudo o que penso e tudo que escrevo
Já foi pensado e escrito
Mas, continuo escrevendo
O que penso e repito
Você que está lendo
Nada tem a perder com isso

Escrever? Pra que?
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Eu escrevo por que sinto falta.
- Falta do que?
De tudo.

De poder chorar e ser imediatamente consolado;
De ouvir a voz de minha avó;
De colher amoras com a vizinha;
De viajar horas só para ver uma pessoa.

De poder correr e sorrir sem julgamentos;
De ser como eu sou;
De cantar como pássaro;
De dançar como os leves lençóis daquela peça sobre Fluxo.

De brincar de massinha na escola;
De ter o dia do brinquedo toda sexta-feira;
De ver o mundo mais colorido;
De não ter vícios.

Sinto falta da minha infância.
Da minha inocência;
Do meu amor genuíno;
Da minha esperança.

Escrevo Por que sinto falta
Sentindo falta eu choro
Chorando eu durmo
Dormindo eu sonho
Sonhando tenho esperança
Tendo esperança me torno criança
Me tornando criança esqueço da depressão
Esquecendo da depressão, opa, já não sinto mais falta.


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**Escrito em 20/07/2026 as 01:09 am, Curitiba,Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti

Poema de Despedida


A última vez que meu coração bateu por nós


Hoje eu não escrevo para pedir outra chance.


Também não escrevo para convencer você de que eu mudei.


Escrevo porque cansei de lutar sozinha.


Cansei de bater na porta de um coração que nunca mais abriu para mim.


Eu pedi perdão pelas minhas falhas.


Reconheci meus erros.


Engoli o orgulho, deixei as lágrimas falarem por mim.


Implorei por um recomeço, acreditando que o amor pudesse vencer a dor.


Mas o amor não sobrevive quando apenas uma pessoa insiste.


Enquanto eu segurava nossa história com todas as forças...


Você soltava minhas mãos em silêncio.


Doeu.


Doeu perceber que minhas palavras já não encontravam abrigo em você.


Doeu entender que meu arrependimento não era suficiente para mudar o que seu coração já havia decidido.


Hoje eu vou embora.


Não porque deixei de amar.


Mas porque aprendi que amar alguém nunca deveria significar abandonar a si mesma.


Levo comigo as lembranças dos dias felizes, dos abraços que pareciam eternos, das promessas que um dia acreditamos.


Também levo as cicatrizes.


Elas vão me lembrar que o amor precisa de dois corações caminhando na mesma direção.


Talvez um dia você sinta minha falta.


Talvez procure minha mensagem e encontre apenas o silêncio.


Talvez perceba que ninguém mais vai lutar por você como eu lutei.


E, quando esse dia chegar, eu espero já ter aprendido a sorrir sem olhar para trás.


Porque esperei por você até onde meu coração conseguiu.


Agora ele precisa aprender a viver sem você.


Esta é minha despedida.


Não existe raiva.


Não existe vingança.


Existe apenas uma mulher cansada de implorar por um lugar onde nunca mais foi escolhida.


Adeus.


Que a vida cuide de você como eu sonhei cuidar.


E que, quando lembrar de mim, você saiba...


Eu realmente tentei.


Tentei até a última lágrima.


Até a última esperança.


Até o último pedaço do meu coração.


Cyntia Karla De Liz

Sou leve quando leio, livre quando escrevo, feliz quando sou lida.

Pele e Chocolate


Passo o dedo
no chocolate
e escrevo na tua
zona umbilical
um poema, que o irei ler
com a minha boca.


A minha boca aprendeu
a língua do Amor
quando encontrou
o teu molhado beijo - e um pedaço de chocolate.

Eu só escrevo quando me calo, porque ouço o sussuro da minha alma que me inspira.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

Entre luzes de velas que iluminam os meus aposentos,escrevo em páginas envelhecidas, sentimentos que adoraria não sentir...Mas é no lago dos cisnes onde minha alma é livre de verdade!


-Hellennah Bourbon:Cidade de Rosas.

Juliana Hoffmann Liska
“Escrevo aquilo que a alma não consegue dizer em silêncio.”

Sou o Filho da Luz.
Escrevo o que a mente livre pensa quando recusa o domínio.
Acredito que o impossível é só uma porta: é só abrir, seguir em frente, abrir de novo e chegar do outro lado.
Em busca da verdade em vida. Sem máscara, sem medo.

"Não escrevo para criar ideias. Escrevo para encontrar aquelas que já habitavam o silêncio."

Não escrevo para te agradar, escrevo para agradar o céu.
Se minhas palavras não sobem como oferta, eu prefiro o silêncio.


miriamleal

Às vezes tenho a sensação que as coisas que escrevo tem gosto de dipirona para alguns e sorvete de baunilha para outros.

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Perguntaram o que penso sobre o BBB
e porque não escrevo nada a respeito.


Respondo assim:


Eu tenho dificuldades cognitivas,
de interesse e até uma certa forma
de analfabetismo seletivo
para determinados assuntos.


O BBB simplesmente não dialoga
com nada que me instigue,
provoque ou acrescente.


Meu silêncio sobre isso
não é desdém,
é preservação intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta

⁠Enquanto a vida se limita a uma sobrevivência constante perante o vazio existencial, escrevo poemas de salvação, meros aperitivos para o vazio que me cerca profundamente enquanto luto para marcar a minha existência sábia e inocente diante das possibilidades que apenas me enlouquecem, assim escrevo poemas, de salvação.

Não escrevo para agradar consciências; escrevo para constrangê-las diante da verdade que escolheram poupar. Onde o senso comum enxerga normalidade, eu enxergo decadência; onde chamam conforto de amor, eu denuncio abandono; onde celebram direitos, pergunto pelos deveres; onde educam para depender, insisto em formar para enfrentar. Minha guerra nunca foi contra pessoas, mas contra toda mentira que se fantasia de virtude.

Escrevo para minha alma respirar...

Em cada verso que escrevo,
Penso em você.
Tudo o que faço
Me lembra o teu amor.
Sua ausência agora dói,
E já não há retorno...
Entre nós,
Não existiu um “felizes para sempre”,
Apenas um sincero:
“Foi bom enquanto durou.”

Escrevo meus lamentos no papel,
Finjo que é poesia,
Ou algo parecido.
Vou mastigando meus sentimentos a contragosto,
Reprimindo as dores que apertam o peito
Por amar e não ser amado.
Tá aí o motivo de eu não gostar de matemática:
A soma do amor,
Em certas ocasiões, é injusta
E nunca resulta no que desejamos.

Na poesia, existe um propósito.
Escrevo incansavelmente:
Um refúgio que encontrei,
O ar que respiro
Nos dias turvos e densos.
As palavras tocam a alma
E derramam amor.