Escrevo
Gosto de escrever no quase. Provoco com palavras que vestem e desvestem ao mesmo tempo. Escrevo sobre um toque, um olhar, e aí mora a graça. Os comentários são maravilhosos, porque revelam o que a imaginação do outro fez com o que eu plantei. Sim, sou um provocador. Admiro a essência da natureza da mulher: o jeito, o gesto, o mistério que não se explica, só se sente. E disso eu não abro mão.
Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.
Estranha a sensação de que, quanto mais eu escrevo, mais quero escrever.
Talvez eu sofra de escrita compulsiva.
“Cada poema que escrevo é uma janela. Não para o mundo, mas para a casa que construí dentro de mim.”
— Os`Cálmi
🎵 LINHAS TORTAS
Escrevo em linhas tortas
O que o coração sente
Tento transmitir pra ver
Se você entende
Que não é um capricho
Não vai passar
É um amor tão forte
Que nasceu pra ficar
E eu fico noites acordado
Pensando em você
Esse amor bateu tão forte
Não dá pra esquecer
Tentei mudar o rumo
Focar em outra direção
Mas cada olhar seu
É uma sentença
E cada sorriso
Uma confissão
Eu perdi a batalha
Antes de começar
Se você ainda não tinha
Percebido
Tudo o que eu quero
É te amar
Por isso te escrevo
Em linhas tortas
O que não cabe
Em nenhum cartão
Te entrego o imperfeito
O verdadeiro
O meu amor
Em forma de canção
Queria te dar um presente
Mas não pude encontrar
Queria te dar o céu e o mar
Mas não dava pra embrulhar
Queria te dar as estrelas
Mas não pude alcançar
Então te entreguei
O único que tenho
Esse amor sem fim
Tão raro de encontrar
Por isso te escrevo
Em linhas tortas
O que não cabe
Em nenhum cartão
Te entrego o imperfeito
O verdadeiro
O meu amor
Em forma de canção
O meu amor
Em forma de canção
Em linhas tortas
# MARCOS ELIAS ANTUNES
DECIFRAR O AMOR
Escrevo sobre o amor
e sigo escrevendo,
Pois não hei de decifrá-lo,
Assim em tão pouco tempo
Nessa única vida.
''Não, eu não sou nenhum poeta, escrevo aquilo que penso, se as palavras se encaixam é porque elas tem de se encaixar. Escrevo aquilo que vejo, escrever é ótimo, isso claro na minha concepção, enfim escrevo pra passar o tempo!
"Não escrevo para vencer outros autores; escrevo para compreender melhor as pessoas."
(Osman Matos, séc. XXI)
O QUE EU SOU QUANDO ESCREVO?
Meus escritos me dão asas:
crio mundos, viajo neles.
Ora sou protagonista,
ora apenas narradora.
Posso ser algoz ou mocinha,
pois a emoção que brota no papel,
é real: se não vivida de fato, sentida
na intensamente do pensamento.
Escrevo sobre autoconhecimento, espiritualidade e as transformações silenciosas da consciência. Acredito que toda dor é um chamado à evolução e que escrever é um modo de iluminar o caminho de si mesmo. Sou pausa e movimento. Escrevo para lembrar à alma o que ela já sabe, mas que o ruído do mundo a fez esquecer.
Van Gogh tirou a própria vida porque o mundo não o entendia. Eu escrevo porque ainda espero que alguém entenda.
RAZÕES DAS MINHAS PALAVRAS
BY: Harley Kernner
Não escrevo para convencer.
Escrevo porque há emoções que se recusam a permanecer em silêncio.
Cada poesia nasce de um diálogo entre a alma e o tempo.
Cada crônica brota da observação de detalhes que a correria do dia a dia insiste em ignorar.
Escrevo sobre amores que ficaram, despedidas que deixaram marcas, silêncios que falaram mais alto que qualquer frase e memórias que aprenderam a sobreviver à distância.
Minhas linhas não buscam perfeição.
Buscam apenas a verdade.
Porque a poesia não é um enfeite da linguagem:
é a marca daquilo que vivemos e sentimos profundamente.
E a crônica não é apenas uma história contada:
é a vida olhando para si mesma.
Seja bem-vindo ao meu universo.
Aqui, cada palavra tem um lugar e um sentido.
E até o silêncio ganha voz.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escrevo como quem sente na pele o poder das palavras que sinto em meu coração: ecoando como trovão, causando uma tempestade de sentimentos e pensamentos em minha mente.
A dor, a profundidade de amar e o mergulho que foi viver aquele momento com você... seu toque quente e sua palavra gentil com sua voz calma. Você me viu naquele instante que eu vi sua alma e ao mesmo tempo, ambos sentimos juntos umas fusão e transformação individual, rumo a caminhos distantes e distintos.
Depois daquele momento, nos separamos e nunca mais retornamos para a ideia ilusória do que tínhamos e éramos um com o outro.
Percebo agora que te amei por alguns dias profundamente, e talvez isso tenha se tornado uma experiência marcante para mim.
A partir do meu reconhecimento em você pude perceber o potencial que eu tinha de me amar ainda mais, te amar e deixar você ir.
To: bpb
POR QUE ESCREVO!
BY: Harley Kernner
Escrevo porque trago em mim o DNA do maior e eterno poeta, dono da minha alma.
Escrevo porque nasci para divulgar o amor e para amar, ainda que não seja correspondido.
A razão de tantas orações poéticas existirem é que, por muitas noites, o amor dormiu ao meu lado.
Escrevo porque um dia o ladrão de sonhos roubou o meu amor.
Escrevo também por gratidão: pois Deus é especialista em ressuscitar sonhos.
Disseram que a alma de um poeta é um universo sensível:
que sente o que os olhos não veem, que escuta o silêncio,
que transforma dor, amor e sonho em versos que tocam o coração.
É verdade. Mas não é uma escolha é um resultado.
É o fruto da dor que também gera amor.
Aprendi com Jesus: quando esteve na cruz, ferido pela raiva e pelo rancor da multidão,
nos entregou uma das poesias mais lindas da humanidade:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
Mesmo desprezado, escreveu com sangue o maior verso de compaixão e misericórdia que o mundo já conheceu.
Eu aprendi com Ele.
Minhas lágrimas não caem à toa; minhas dores não são desperdício.
Elas se transformam em poesias e crônicas:
são sementes que choram na terra, são noites de sonhos que pareciam perdidos.
E toda semente que chora, um dia floresce em felicidade.
Por isso escrevo:
para eternizar o que seria passageiro,
para mostrar beleza no que é simples,
para lembrar que da cruz também brota vida.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro
Por que escrevo?
Escrevo para organizar o caos da mente, pois as palavras são o único lugar onde o tempo desacelera e a minha alma consegue se fazer entender.
Reno Fioraso
Hoje escrevo para ela, minha florzinha... Embora eu já tenha dito e demonstrado o quanto a amo e o quanto ela é importante, não é suficiente. Eu quero cuidar da nossa amizade porque dela cultivo respeito, companheirismo, alegria, amor e reciprocidade. Os meus dias são mais coloridos depois que vc surgiu. Gosto de te ouvir, de te ver, de te escrever e descrever você. Aos meus olhos todo dia você está linda amiga, eu vou sentir muita saudade disso. Que a distância seja só uma palavra e que não abale nossa parceria.
Amo você!
Gabriele Ferreira
Não sei o que dizer!
Já não escrevo poemas, já não sou mais poeta.
A ausência de palavras me aparecem do tanto que cresce nossa distância.
Confesso que não deveria ter conhecido o inimaginável, deveria ter deixado subentendido apenas em pensamentos.
Você se foi levando consigo todas as rosas, e palavras, e versos.
Levando o sol dos meus verões.
Voce foi chuva passageira, e eu fiz de você inverno, me agasalhem no teu frio e conheci a solidão.
Agora habitas tu nas estações das minhas recordações.
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