Escrevo
Escrevo-te esta carta à moda antiga, onde cada palavra carrega o peso e o calor de uma alma inteiramente rendida. Quantas tempestades nós já enfrentamos para chegar até aqui? Quantas vezes o mundo tentou nos dizer que era impossível, que deveríamos desistir? Mas o nosso amor nunca foi feito de calmaria; ele foi moldado na superação. Cada obstáculo que cruzou o nosso caminho só serviu de degrau para nos trazer mais perto, provando que o que nos une é mais forte do que qualquer tempestade.Olho para trás e vejo nossas lutas, mas quando olho para você, vejo apenas o meu porto seguro, o meu destino e a minha maior vitória. Há uma cumplicidade sagrada entre nós, um pacto silencioso de quem se entende apenas com o olhar e se apoia no silêncio do abraço. Somos companheiros de jornada, cúmplices de segredos que só o nosso coração conhece, e é essa união inabalável que me dá forças para enfrentar o amanhã. Amar você é uma escolha que eu faço todos os dias, com a intensidade devoradora de um primeiro encontro e a certeza absoluta de quem quer construir uma vida inteira ao seu lado.Você é o meu pensamento mais bonito, a minha poesia mais sincera e o motivo pelo qual eu acredito no impossível. Quando fecho os olhos, já consigo desenhar o nosso futuro: a nossa casa cheia de risos, os dias calmos que virão após tantas batalhas, e as nossas mãos dadas, já cansadas pelo tempo, mas ainda firmes no mesmo propósito. Cada plano meu só faz sentido se tiver o seu sorriso como destino final. Quero planejar cada amanhecer contigo, sabendo que, tijolo por tijolo, estamos erguendo um amanhã indestrutível.Se o mundo não me deixa gritar, deixo aqui gravado, em linhas definitivas, apaixonadas e eternas: eu te amo, hoje, amanhã e por todas as vidas que eu viver.
Meu amor,Escrevo estas palavras com o coração transbordando, ainda no embalo do calor do nosso último abraço. O que vivemos não é um romance comum; é um amor arrebatador e incrível, daqueles que mudam o eixo do mundo e fazem o tempo parar quando estamos juntos. Cada segundo ao seu lado é pura paixão, uma intensidade que me queima e me faz sentir mais vivo do que nunca.Agora que preciso dizer "adeus, meu anjo" — mesmo que seja apenas por um momento —, a saudade já aperta o meu peito. O silêncio do espaço sem você parece ecoar o som do seu riso, e o perfume da sua pele continua gravado na minha memória. Por favor, me desculpa por tudo. Peço perdão se fui muito grudento, meloso demais ou até mesmo meio chorão. Eu não queria chorar na sua frente, mas é que esse amor transborda de um jeito que não consigo controlar. É um romantismo à moda antiga, daqueles que entregam a alma sem reservas e sofrem com a simples ideia da distância.Antes de irmos, preciso confessar um segredo cheio de ternura: eu não dormi direito essa noite. Fiquei acordado, em silêncio, apenas olhando como você é linda dormindo. Contemplar a sua paz no escuro, sentir a sua respiração calma e saber que você estava ali, nos meus braços, foi um dos momentos mais inesquecíveis e puros da minha vida. Essa memória ficou gravada na minha alma com uma paixão que tempo nenhum vai apagar.Vou contar os dias, as horas e os minutos até poder mergulhar novamente no brilho dos seus olhos e me perder no seu abraço. Você leva um pedaço de mim, mas deixa em mim a certeza de que fomos feitos um para o outro.Com todo o meu amor e uma paixão que não cabe em mim,Até breve.
"Escrevo como quem toca uma ferida antiga que jamais cicatrizou. O amor não partiu. Ele permaneceu distante. E a distância é mais cruel que a ausência."
O mundo que desejo
ao invés de pensar o mundo que eu quero, eu escrevo o mundo que eu desejo.
porque pensar é imaginar possibilidades.
escrever é dar existência a elas.
na página, o mundo ainda não precisa ser como é.pode ser como eu gostaria que fosse.
e talvez seja essa a maior liberdade de quem escreve:não aceitar o mundo pronto ~ mas inventar, palavra por palavra, aquele em que gostaria de viver.
Meu segredo, escrevo-te como quem confessa ao teclado aquilo que a boca não ousa dizer, pois há em mim uma chama que nunca se apagou desde a juventude, quando teus olhos foram o primeiro altar onde depositei meu coração. O tempo passou, as estradas se multiplicaram, mas em nenhum lugar encontrei descanso igual ao que encontro na lembrança de ti. Talvez sejamos apenas dois prisioneiros de uma memória, talvez sejamos promessa suspensa no tempo, aguardando o instante certo para florescer outra vez. Não sei. O que sei é que, mesmo no silêncio, continuo sendo guardião do invisível que nos une. Há noites em que sinto teu perfume escondido no vento, como se a vida me lembrasse que ainda és a fonte capaz de saciar a minha sede. E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.
Não escrevo para te agradar, escrevo para agradar o céu.
Se minhas palavras não sobem como oferta, eu prefiro o silêncio.
miriamleal
Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.
Eu escrevo na esperança de que um dia alguém leia e compreenda esses cacos de mim, sem esse entendimento, as noites de insônia, as crises da minha depressão correm o risco de não ter deixado rastros que valham a pena.
Eu escrevo para não transbordar, o papel se torna meu confidente, onde meus pensamentos escorrem em rabiscos que carregam todas as minhas cicatrizes invisíveis, que além de mim, ninguém consegue as ver.
O silêncio cresce em minha mente como uma floresta de ossos. Cada palavra que escrevo é uma ave de vidro, tentando voar sem quebrar.
Quando escrevo, coloco dentro das frases restos de noites mal dormidas, ossos de conversas, ossos de decisões que não deram certo. As palavras são coletores de destroços: reúnem, organizam, explicam, são a única arca que consigo construir contra o dilúvio diário.
Quando escrevo, tento não trair o silêncio que me criou. Ele me dá forma e me roubou muitos sonhos. Ainda assim, reviro essas sombras buscando verdade. Algumas verdades doem tanto que quase se escondem. Mas insisto em trazê-las ao sol, como quem lava a alma.
A poesia que escrevo é tentativa de consolo atrasado. Chega fora de hora e, mesmo assim, serve. Alguns versos aquecem como chá morno em noite fria. Outros queimam e despertam limpezas necessárias.
Escrever é esse movimento de cura e descoberta.
Sou incapaz de navegar no raso. Se amo, desmorono, se sofro, submerjo, se escrevo, transbordo o que a carne não suporta.
Escrevo porque a fala me trai. No papel, as palavras não tropeçam, elas me organizam, me protegem e me mantêm lúcido.
O raso me causa vertigem. Tudo em mim é abissal: se amo, me perco, se sofro, me afogo, se escrevo, transbordo.
A tristeza é uma cor que combina com tudo o que eu escrevo, um pigmento que extraio das sombras que o sol projeta quando decide se pôr cedo demais. Não busco o arco-íris, busco a gradação de cinzas que existe entre a dor absoluta e o alívio de um sono sem sonhos.
Escrevo para que o sangue não estanque dentro do peito, transformando a dor em tinta para que ela pare de corroer os órgãos e passe a habitar o papel, onde o sofrimento se torna arte e o peso do mundo parece, por um breve segundo, um pouco mais fácil de suportar.
Escrevo porque, por vezes, transfigurar a dor em linguagem é a última tentativa de impedir que ela me consuma de dentro para fora. Ainda assim, existem melancolias que transcendem as palavras, perpetuando-se em regiões abissais da alma onde o tempo não possui poder curativo, apenas condiciona o espírito a sustentar, com silenciosa elegância trágica, o incêndio irreversível da própria existência.
- Tiago Scheimann
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